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| (Foto: Uly Martín/Fonte: El País) |
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Mensagem de fim de ano sincera e expressiva de Dilma NPS para todos os brasileiros
Nossa supersimpática, carinhosa e sempre sorridente presidente Dilma NPS (Nosso Pinóquio de Saias) resolveu inovar neste ano em sua mensagem de fim de ano a seus eleitores e aos brasileiros em geral, resumindo apenas em uma imagem expressiva o que tem desejado e continua desejando para todos nós.
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quarta-feira, 27 de novembro de 2013
A prisão dos mensaleiros e a irrefreável obsessão do PT por mutretas e palhaçadas
A prisão dos mensaleiros condenados pelo STF virou um exemplo emblemático da enorme queda do PT, dos petistas, do NPA (Nosso Pinóquio Acrobata, Lula), de Dilma NPS (Nosso Pinóquio de Saias), dos demagogos de plantão e de uma parcela ponderável da população para o sentimentalismo debiloide e ridículo, e para uma palhaçada orquestrada. O assunto virou um case e um prato feito para uma salada de profissões e hobbies -- cardiologistas, psicólogos, psiquiatras, cientistas políticos, advogados, juristas, cartomantes, comunicadores sociais, macumbeiros, astrólogos, flanelinhas, deputados e senadores (do PT, de preferência), ex-presidentes, carcereiros, gigolôs, lobistas, etc -- que têm nele um manancial inesgotável de informações e ensinamentos.
Para ordenar as ideias, comecemos pelo Art. 5° da Constituição Federal - "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade" -- e vejamos pelas fotos abaixo como isso se aplica como uma luva [em mão(s) em que falta(m) dedo(s)] no caso dos mensaleiros presos:
Para ordenar as ideias, comecemos pelo Art. 5° da Constituição Federal - "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade" -- e vejamos pelas fotos abaixo como isso se aplica como uma luva [em mão(s) em que falta(m) dedo(s)] no caso dos mensaleiros presos:
Parentes de presos acampados perto da prisão da Papuda a partir de 20/11 -- onde estão os mensaleiros -- para garantir senha para visitá-lo. A romaria revoltou esses familiares: "Família de mensaleiros tem que pegar fila como pegamos, diz mulher de preso". - (Foto: Antônio Cunha/Esp. CB/D.A press). -- Ver também: "Parentes de presos comuns reclamam dos privilégios de políticos na Papuda"(Folha de S. Paulo - 26/11/2013).
(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Deputados e senadores vistam os mensaleiros na Papuda (a foto acima é de Givaldo Barbosa/O Globo). "Mesmo com proibição de visitas, 26 deputados entraram na Papuda" (O Globo - 20/11).
A farra dos Zés. O cardiopata José Genoíno e o xamã petista José Dirceu quanto tudo eram flores e prisão pelo mensalão era inimaginável. - (Foto: Google).
Os mesmos cardiopata e xamã após a prisão, já travestidos de mártires da democracia. - (Foto: Google).
A cada hora surgem novidades e fatos intrigantes, mantendo o tempero especial da prisão e fazendo com que a Globo se mexa em cólicas, querendo comprar os direitos da história para uma nova telessérie. A coisa deve ferver. Uma junta médica da Universidade de Brasília (UnB) concluiu que Genoíno não precisa ficar em casa e que sua doença não é grave. Por conta disso, o PT et caterva já estão em polvorosa, preparando documento contundente e bombástico contra esse atestado (que prejudica seriamente a canonização de Genoíno) baseando-se em dois argumentos que consideram irrefutáveis: - i) os médicos da UnB são incompetentes e devem ser substituídos imediatamente por médicos cubanos; - ii) coração de petista -- e, em particular, o de Genoíno -- é anatômica e funcionalmente completamente dos corações que abundam por aí e, como tal, merece tratamento completamente diferenciado.
Agora, a notícia mais encantadora: Zé Dirceu pediu à Justiça para trabalhar no Hotel Saint Peter, em Brasília. Ainda não se sabe exatamente onde irá atuar: se na lavanderia (dada sua experiência incontestável em lavagem de qualquer coisa), como mensageiro, ou como gerente (ganhando quase 10 vezes mais que a gerente atual). A única coisa definida e já acertada, uma vez contratado Dirceu, é que o hotel reforçará as recomendações para que os hóspedes protejam bem suas carteiras.
Coincidências que só ocorrem quando há petista na história: o dono do Hotel Saint Peter, Paulo Masci de Abreu, é irmão do presidente do PTN, José Masci de Abreu, que faz parte da base aliada de Dilma NPS. Tanto Paulo quanto José são sócios de emissoras de rádio em SP. O sócio do Saint Peter tem interesses diretos no governo federal: processos relacionados às rádios, inclusive concessão de outorga, tramitam no Ministério das Comunicações. A pasta, inclusive, abriu um processo administrativo para apurar supostas infrações cometidas pela Rádio Kiss FM Ltda. Ou seja, Zé Dirceu não terá absolutamente nenhuma dificuldade em se adaptar a um ambiente de trabalho e a "patrões" como esses.
Essa ópera bufa de mensalão e mensaleiros está muito longe de acabar.
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terça-feira, 26 de novembro de 2013
Mineração urbana
[A reportagem abaixo, de Cláudio Motta, foi publicada hoje (26/11) na Revista Amanhã, do Globo.]
Deputados que estão sendo processados e podem perder patrimônio atuam para mudar Código de Processo Civil e dificultar penhora de bens
[A Câmara dos Deputados cada vez mais se configura como reduto de malandros que vivem buscando subterfúgios e mutretas para se protegerem da Lei, principalmente aqueles que já sentem o bafo da Justiça em seu cangote. O jornal Valor Econômico de ontem (25/11) nos conta mais uma faceta da audaciosa pilantragem dessa curriola.]
Dois deputados que têm o patrimônio ameaçado por processos judiciais atuam na Câmara dos Deputados para mudar o Código de Processo Civil (CPC) no trecho que permite à Justiça realizar a penhora online - mecanismo pelo qual o juiz pode penhorar, por meio de um sistema do Banco Central conectado à internet, os bens de um réu antes que a ação termine definitivamente. O principal propósito desse mecanismo é evitar que o devedor se desfaça de suas posses para evitar o pagamento da dívida.
Dois deputados que têm o patrimônio ameaçado por processos judiciais atuam na Câmara dos Deputados para mudar o Código de Processo Civil (CPC) no trecho que permite à Justiça realizar a penhora online - mecanismo pelo qual o juiz pode penhorar, por meio de um sistema do Banco Central conectado à internet, os bens de um réu antes que a ação termine definitivamente. O principal propósito desse mecanismo é evitar que o devedor se desfaça de suas posses para evitar o pagamento da dívida.
Alfredo Kaefer (PSDB-PR) e Nelson Marquezelli (PTB-SP) têm dificultado a votação do projeto que define o novo texto do CPC alegando que o relatório produzido por Paulo Teixeira (PT-SP) permite abusos da Justiça ao realizar a penhora, como estender a medida a sócios sem relação com a dívida e proibir acesso a todo o patrimônio, não só ao valor devido.
Apesar de novidades introduzidas no texto por Teixeira, como a obrigação de o juiz liberar em 24 horas o excesso da penhora (quantia que ultrapassa o valor da dívida), Kaefer e Marquezelli querem que a medida só possa ser adotada quando não puderem mais ser apresentados recursos. Ou seja: quando o processo já tiver terminado.
A reforma do CPC começou a ser discutida em 2009 no Congresso. Já foi aprovada pelo Senado. Chegou finalmente ao plenário da Câmara. Após semanas sendo retirado de pauta, no último dia 5 de novembro foi aprovado pelos deputados o texto base do primeiro capítulo do projeto. Resta agora resolver divergências sobre esse trecho, como a polêmica proposta de permitir o pagamento de honorários de sucumbência a advogados públicos, e votar os outros quatro capítulos, que incluem o conteúdo sobre a penhora online.
Kaefer fez fama no setor da avicultura. É dono do Frigorífico Diplomata. A unidade da empresa situada em Capanema, interior do Paraná, está em recuperação judicial. O processo gira em torno de R$ 400 milhões e corre na 1ª Vara Civil de Cascavel. Mas as pendências do deputado com a Justiça não estão resolvidas com essa recuperação judicial. Ele também possui empresas e dívidas em outros Estados. O Valor encontrou na Justiça do Mato Grosso do Sul, por exemplo, duas ações movidas pelo Estado contra ele e sua empresa local, também chamada Diplomata. Uma cobra de Kaefer R$ 1.980.091,40 referente ao Imposto de Circulação de Mercadorias. A outra cobra R$ 1.756.280,21 devidos ao fisco e que já foram para a dívida ativa.
O advogado Nilceu Natalino Cavalheiro, que representa a Associação dos Avicultores de Capanema, credores de Kaefer, diz que o deputado também têm dívidas contestadas em Xaxim, em Santa Catarina, e em Londrina, no Paraná. Nos dois casos, afirmou, o congressista é contestado por pessoas que venderam empresas a ele e não receberam os devidos pagamentos.
O caso de Marquezeli, conhecido por atuar no setor da produção de laranja, é relacionado a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo contra ele e outras pessoas. A promotoria pede uma indenização por danos ambientais no valor de R$ 844,8 mil e obteve uma decisão favorável do Foro de Pirassununga, que pediu o bloqueio de todos os bens do deputado.
Na Câmara, Kaefer e Marquezelli fazem circular que não aceitam acordo com Paulo Teixeira. Eles querem submeter ao plenário da Câmara uma proposta de alteração no texto do novo Código de Processo Civil que, entre outras mudanças, estabelece o seguinte: "A penhora a que se refere o caput somente poderá ser realizada em processos onde não caibam mais recursos ou embargos à execução".
Procurado pela reportagem, o deputado Alfredo Kaefer disse que não comentaria sobre os processos em que é réu para não dar a entender que atua na Câmara em favor próprio. Disse, no entanto, que "tem que acabar a ditadura da penhora online" e que, hoje, não há mecanismos de defesa. Ele reconhece que a penhora online é necessária em casos em que o devedor não coloque bens à disposição. Disse também que não é o único deputado com dívidas. "O juiz descaracteriza uma personalidade jurídica. Vão diretamente a qualquer bem pessoal da pessoa física. Há dezenas de casos, até em petição inicial os juízes estão dando penhora online. [Há] na primeira instância e, o que é pior, em petição inicial".
O Valor procurou o deputado Nelson Marquezelli por meio dos assessores de seu gabinete e também por meio da liderança de seu partido, o PTB. Não obteve retorno.
O deputado Fábio Trad (PMDB-MS), que presidiu a comissão especial que analisou a reforma do CPC, disse ao Valor que a proposta de Kaefer e de Marquezelli "é uma forma de extinguir a penhora online". Para Paulo Teixeira, se a mudança sugerida pelos colegas for aprovada, a penhora online ficará "descaracterizada", o que seria ruim porque, de acordo com ele, o mecanismo "garante o mercado de crédito, a efetividade do crédito". Trad e Teixeira não quiser dizer se veem relação entre a atuação de Kaefer e Marquezelli na Câmara com os processos que enfrentam na Justiça.
Segundo o advogado Rui Geraldo Camargo Viana, professor de Direito Civil da Faculdade de Direito da USP, a penhora online é um instrumento importante. Ele afirma que algumas decisões, principalmente da Justiça do Trabalho, tem abusado do mecanismo, mas que nada justifica extingui-lo. "É um poder que o juiz tem. É um dos fatores de defesa, de garantia ao credor. Mas não pode ser um tormento para o devedor e seus sócios", diz.
Os dois deputados que respondem a processo judicial e querem legislar em causa própria, para dificultar a penhora de seus bens
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| Alfredo Kaefer (PSDB/PR): dívidas contestadas no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul - (Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados). |
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| Nelson Marquezelli (PTB/SP): ação civil pública envolve indenização de R$ 844,8 mil - (Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados). |
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segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Projetos almejam conectar bilhões de pessoas; Brasil testa internet por balão
[A reportagem abaixo é de Yuri Gonzaga, publicada na Folha de S. Paulo de hoje (25/11). O que estiver entre colchetes e em itálico é de minha responsabilidade.]
Há 4,3 bilhões de pessoas vivendo off-line, segundo a estimativa da UIT (União Internacional de Telecomunicações), órgão que faz parte da ONU. Isso representa 61,2% da população mundial. Para levar a internet a esse contingente (e faturar com isso), o Facebook e o Google anunciaram que estão trabalhando em ambiciosos projetos de inclusão digital.
Com o Loon, o Google diz que levará internet para áreas remotas ou devastadas usando balões equipados com antenas de radiofrequência, com velocidade comparável à do 3G, segundo a empresa.
No primeiro semestre do ano que vem, a iniciativa será testada na Amazônia. "Este projeto certamente contribuirá de forma significativa para ampliar o acesso à internet na área, extensa e onde é difícil chegar com tecnologias tradicionais", disse em nota o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, após uma reunião com representante do Google, no mês passado. Apesar de não divulgar o investimento na parceria com a empresa americana, o ministério diz que ela tem "custos razoáveis".
O Loon --nome de uma espécie de ave marinha-- está em fase de testes desde junho, na Nova Zelândia, onde cerca de 30 balões foram lançados; 50 moradores eram responsáveis por controlá-los. "Soa como um pouco de ficção científica, mas tenho certeza de que o projeto vai se tornar realidade", disse à agência Efe Sameera Ponda, engenheira do Google. "Levar internet a todos com balões é mais fácil e barato do que fazê-lo através de satélites".
Um análogo da ação do Google, mas que usa balões afixados ao solo, foi apresentado pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), do governo federal, no último dia 14, quando foi testado em Cachoeira Paulista (SP). O balão brasileiro leva rádios para transmitir em um raio de até 50 km dados em velocidade de banda larga, segundo o órgão. A iniciativa, chamada de projeto Conectar, tem apoio de "empresas especializadas", da Telebrás e do CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações). [Ver mais detalhes aqui.]
Na semana passada, o Google anunciou outra ação: o Projeto Link, cujo objetivo é instalar fibra ótica em Kampala, capital de Uganda, país africano que tem apenas 14,7% da população conectada à internet, segundo a UIT.
Internet.org
Liderado pelo Facebook e anunciado em agosto, o Internet.org tem como meta conectar todo o planeta, em especial pelo barateamento da conectividade móvel e de smartphones -- entre os parceiros estão Ericsson, Nokia, Samsung e Qualcomm. Os membros da iniciativa desenvolveram tecnologia de difusão de dados capaz de incrementar em dez vezes a capacidade das redes atuais, disse Mark Zuckerberg. "Isso abaixaria o custo das conexões dramaticamente", disse.
Tornar o uso dessas redes mais eficiente --reduzindo a quantidade de dados que são transmitidos-- e empregar faixas de radiofrequência hoje ociosas também ajudaria nesse sentido, diz o grupo.
O foco em dispositivos móveis acelera a inclusão digital, mas pode ser insuficiente para usos como educação à distância, diz um dos coordenadores do CGI (Comitê Gestor da Internet), Alexandre Fernandes Barbosa. "Como você desenvolve uma aplicação empresarial ou educacional, por exemplo, para um smartphone? Não é a mesma coisa [que um PC]".
A Cisco diz que, neste ano, o número de dispositivos móveis conectados passará o de habitantes no mundo. Segundo a consultoria IDC, modelos baratos têm obtido sucesso nos mercados de massa, como África e Ásia, e é este tipo de venda que vai levar o segmento para a frente.
Balão do projeto Loon, do Google, na Nova Zelândia Leia mais - (Foto: John Schenk/Reuters).
O balão wi-fi do Google é exibido no Airforce Museum, em Christchurch, Nova Zelândia. - (Foto: Marly Melville/AFP).
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| [Teste do projeto Conectar, do Inpe, realizado em outubro de 2013.- (Foto: Divulgação/Inpe). |
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As reações em Israel ao acordo nuclear firmado com o Irã
A primeira observação que se tira das recentes negociações entre os EUA e outras potências mundiais com o Irã para enquadramento do seu programa nuclear é o absoluto isolamento internacional de Israel em relação a um assunto que lhe é de vital importância. A segunda conclusão -- que acaba sendo origem da primeira -- é que tal isolamento se deu, e se dá, por culpa exclusiva dos israelenses, que têm mostrado preferência por ações militares a negociações diplomáticas, apostando alto em seu poderio militar e no tradicional apoio americano. Desta vez, porém, a coisa não funcionou como Israel queria e esperava.
Ainda há muito ceticismo pairando no ar em relação ao acordo a que se chegou com os iranianos, haverá ainda um tempo probatório em relação a isso. Mas, a posição de Israel nesse contexto é a pior de que se tem notícia ultimamente no cenário do Oriente Médio. Para possibilitar uma ideia de como isso tudo repercutiu no país e em seu governo, listo abaixo os títulos das principais matérias recentes apresentadas sobre o assunto pelos dois jornais de destaque da imprensa de Israel, o Haaretz (O País), de tendência esquerdista, e o The Jerusalem Post, mais ligado às posições do governo.
Haaretz
Avanço em Genebra -- Irã e potências mundiais fecham acordo provisório sobre programa nuclear (Anschel Pfeffer).
Com acordo do Irã selado, não espere que Israel mande sua força aérea. Isso seria suicídio político. Ainda assim, o acordo apenas mantém o Irã estacionado onde está -- ele ainda está bem posicionado para, repentinamente, mover-se na direção de uma bomba (Amos Harel).
Agora que o acordo está feito, lutar por novas sanções prejudicaria mais Israel que o Irã (Chemi Shalev).
Acordo fechado em Genebra. Netanyahu: acordo nuclear com Irã coloca Israel em perigo, nos defenderemos (Barak Ravid).
Um bom acordo: o pacto de Genebra distancia o Irã da bomba nuclear. Apesar da crítica rude de Netanyahu, o acordo de Genebra impõe sérias restrições ao Irã e permite ao Ocidente acesso a informações valiosas sobre seu programa nuclear (Barak Ravid).
Revelado: EUA e Irã mantiveram conversações nucleares durante meses, antes que acordo fosse alcançado. O canal secreto se estabeleceu já em março de 2013, de acordo com a AP (Associated Press) -- Obama informou Netanyahu apenas dois meses atrás e depois colocou as potências mundiais a par (Barak Ravid).
Perfil. Ativista transformada em diplomata, no centro das conversações nucleares. Catherine Ashton nunca disputou uma eleição e não tem experiência diplomática, mesmo assim representou o mundo nas negociações com o Irã (Anshel Pfeffer).
Casa Branca apresenta os termos do acordo com o Irã. Documento completo: "Entendimentos iniciais relativos ao Programa Nuclear da República Islâmica do Irã".
The Jerusalem Post
Netanyahu diz que acordo nuclear com o Irã é "erro histórico". Jerusalém continuará seus esforços para garantir que Teerã não produza armas nucleares (Herb Keinon).
Acordo com Irã é mais arriscado do que parece. Acordo nuclear acertado em Genebra assume riscos altos e desnecessários, e se apoia em fundamentos precários que podem levar ao colapso do regime de sanções. Pode-se esperar que o Irã passará os próximos seis meses tentando dividir as potências internacionais (Yaakov Lappin).
EUA saúdam entendimento com Irã como um "bom acordo". Kerry diz que acordo trará mais segurança para Israel, porque estabelece um mecanismo para monitorar as atividades nucleares de Teerã. Presidente da Comissão de Assuntos Externos do Congresso diz que a nova legislação de sanções do Congresso respeitaria a moratória de 6 meses (Michael Wilner).
Ainda há muito ceticismo pairando no ar em relação ao acordo a que se chegou com os iranianos, haverá ainda um tempo probatório em relação a isso. Mas, a posição de Israel nesse contexto é a pior de que se tem notícia ultimamente no cenário do Oriente Médio. Para possibilitar uma ideia de como isso tudo repercutiu no país e em seu governo, listo abaixo os títulos das principais matérias recentes apresentadas sobre o assunto pelos dois jornais de destaque da imprensa de Israel, o Haaretz (O País), de tendência esquerdista, e o The Jerusalem Post, mais ligado às posições do governo.
Haaretz
Avanço em Genebra -- Irã e potências mundiais fecham acordo provisório sobre programa nuclear (Anschel Pfeffer).
Com acordo do Irã selado, não espere que Israel mande sua força aérea. Isso seria suicídio político. Ainda assim, o acordo apenas mantém o Irã estacionado onde está -- ele ainda está bem posicionado para, repentinamente, mover-se na direção de uma bomba (Amos Harel).
Agora que o acordo está feito, lutar por novas sanções prejudicaria mais Israel que o Irã (Chemi Shalev).
Acordo fechado em Genebra. Netanyahu: acordo nuclear com Irã coloca Israel em perigo, nos defenderemos (Barak Ravid).
Um bom acordo: o pacto de Genebra distancia o Irã da bomba nuclear. Apesar da crítica rude de Netanyahu, o acordo de Genebra impõe sérias restrições ao Irã e permite ao Ocidente acesso a informações valiosas sobre seu programa nuclear (Barak Ravid).
Revelado: EUA e Irã mantiveram conversações nucleares durante meses, antes que acordo fosse alcançado. O canal secreto se estabeleceu já em março de 2013, de acordo com a AP (Associated Press) -- Obama informou Netanyahu apenas dois meses atrás e depois colocou as potências mundiais a par (Barak Ravid).
Perfil. Ativista transformada em diplomata, no centro das conversações nucleares. Catherine Ashton nunca disputou uma eleição e não tem experiência diplomática, mesmo assim representou o mundo nas negociações com o Irã (Anshel Pfeffer).
Casa Branca apresenta os termos do acordo com o Irã. Documento completo: "Entendimentos iniciais relativos ao Programa Nuclear da República Islâmica do Irã".
The Jerusalem Post
Netanyahu diz que acordo nuclear com o Irã é "erro histórico". Jerusalém continuará seus esforços para garantir que Teerã não produza armas nucleares (Herb Keinon).
Acordo com Irã é mais arriscado do que parece. Acordo nuclear acertado em Genebra assume riscos altos e desnecessários, e se apoia em fundamentos precários que podem levar ao colapso do regime de sanções. Pode-se esperar que o Irã passará os próximos seis meses tentando dividir as potências internacionais (Yaakov Lappin).
EUA saúdam entendimento com Irã como um "bom acordo". Kerry diz que acordo trará mais segurança para Israel, porque estabelece um mecanismo para monitorar as atividades nucleares de Teerã. Presidente da Comissão de Assuntos Externos do Congresso diz que a nova legislação de sanções do Congresso respeitaria a moratória de 6 meses (Michael Wilner).
Excesso de iodo na gestação e lactação pode causar hipotireoidismo na prole
[O texto abaixo é de Karina Toledo e foi publicado no site da Agência FAPESP em 11 de novembro.]
Um experimento feito com ratas na Universidade de São Paulo (USP) mostrou que o consumo excessivo de iodo durante o período de gestação e lactação pode tornar a prole mais propensa a sofrer de hipotireoidismo na vida adulta. O trabalho faz parte do projeto de pós-doutorado de Caroline Serrano do Nascimento, realizado com Bolsa da FAPESP e supervisão da professora Maria Tereza Nunes, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB-USP).
“Os efeitos deletérios do excesso agudo e crônico de iodo no organismo já estão descritos na literatura. Agora, estamos observando que esse elemento desencadeia também mecanismos epigenéticos, ou seja, o consumo excessivo desse elemento pela mãe durante a gestação e lactação gera consequências no desenvolvimento fetal e, aparentemente, programa o organismo do filhote para ficar mais suscetível ao desenvolvimento de hipotireoidismo durante a vida adulta”, comentou Nascimento.
O iodo é um micronutriente essencial para o homem e demais mamíferos, pois é usado na síntese dos hormônios tireoidianos T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). Além de regular o metabolismo, esses hormônios são importantes para o funcionamento adequado de praticamente todos os órgãos. Já há muitas décadas se sabe que a deficiência desse mineral pode causar bócio, ou seja, um aumento no volume da glândula tireoide que prejudica seu funcionamento. Sabe-se também que a falta de iodo durante a gestação pode levar a danos cerebrais em crianças, uma vez que os hormônios tireoidianos desempenham um papel extremamente importante no desenvolvimento do sistema nervoso central. Por essa razão, no Brasil, tornou-se obrigatória na década de 1950 a adição de iodo no sal de cozinha.
Mas, estudos recentes têm mostrado que o consumo superior à dose diária recomendada – cerca de 150 microgramas – também pode trazer prejuízos ao funcionamento da tireoide. Este ano, uma resolução da Anvisa reduziu a faixa de variação do iodo no sal de 20 a 60 miligramas por quilo – quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para populações que consomem até 10 gramas de sal por dia – para 15mg/kg a 45 mg/kg. A medida foi tomada após pesquisas do Ministério da Saúde mostrarem que a população brasileira ingere uma taxa de iodo maior do que a recomendada pela OMS em razão do consumo elevado de sal.
Em seu mestrado e doutorado, Nascimento estudou o que acontece no organismo durante uma sobrecarga aguda de iodo. “Desde 1948 se sabe que o excesso agudo exerce um efeito inibitório no tireocito – a célula da tireoide que produz os hormônios tireodianos. É um efeito rápido e adaptativo, que tem como função proteger a célula daquela sobrecarga momentânea. O objetivo do meu mestrado e doutorado foi desvendar as bases moleculares por trás desse fenômeno”, contou.
Nascimento mostrou que o excesso de iodo diminui a expressão e atividade de uma proteína conhecida como NIS, que é responsável por transportar este oligoelemento essencial para a biossíntese de hormônios tireoidianos pelos tireocitos. “Quando a NIS está menos expressa ou não está funcionado adequadamente, o tireocito capta menos iodo e produz menos hormônios. Mas, após o período de inibição ou terminada a sobrecarga, a célula volta a sintetizar e secretar hormônios normalmente”, disse.
Dados da literatura e também de outro estudo conduzido no ICB sob a coordenação de Nunes, no entanto, indicam que, quando o consumo excessivo de iodo se torna crônico, o tireocito perde a capacidade de se adaptar e de escapar do efeito inibitório. “Quando tratamos ratos cronicamente com excesso de iodo, observamos diminuição na expressão de diversas proteínas relacionadas à síntese dos hormônios tireoidianos e aumento na expressão de proteínas relacionadas à inibição da função do tireocito. Além disso, ocorre um aumento na produção de citocinas inflamatórias, que podem desencadear um quadro de tireoidite”, contou a pesquisadora. Segundo Nascimento, há estudos que relacionam o aumento na incidência de casos de tireoidites autoimunes, como a tireoidite de Hashimoto, ao excesso de iodo na alimentação.
Reprogramação de genes
Conhecendo os efeitos da exposição crônica ao excesso de iodo e sabendo da importância dos hormônios tireoidianos na gravidez, Nascimento e Nunes decidiram então investigar os efeitos da sobrecarga durante este importante período do desenvolvimento. Buscaram avaliar se os prejuízos desencadeados pelo excesso de iodo na mãe poderiam ser transmitidos para seus filhos por meio de mecanismos epigenéticos.
No primeiro trimestre da gestação, explicou Nascimento, o feto é totalmente dependente dos hormônios tireoidianos produzidos pela mãe e qualquer alteração na síntese hormonal nessa fase pode causar consequências graves para o desenvolvimento fetal. Após o segundo trimestre, o bebê já tem sua própria tireoide desenvolvida, mas ainda depende do aporte de iodo da mãe, que é feito pela placenta.
“Como a placenta expressa a proteína NIS, queríamos descobrir se o excesso de iodo poderia prejudicar o transporte deste elemento para o feto. Além disso, durante a lactação, esse transporte também poderia ser comprometido pela sobrecarga de iodo, pois a mama também expressa NIS. Outro objetivo do estudo é investigar se o tratamento da mãe com excesso de iodo poderia alterar a expressão de genes na prole ou prejudicar seu desenvolvimento”, explicou Nascimento.
Desde o início da gestação até o fim da lactação, as ratas passaram a receber água contendo uma dose de iodo cinco vezes maior que a recomendada. No caso dos humanos, seria o equivalente a ingerir diariamente o iodo existente em 12 gramas de sal (antes da mudança determinada pela resolução da Anvisa). Já o grupo controle recebeu apenas a quantidade de iodo considerada ideal. “Optamos por uma dose equivalente à que poderia ser obtida pela população brasileira, que sabidamente come uma quantidade muito grande de sal”, contou Nascimento.
Após o desmame, aos 21 dias de idade, as proles dos dois grupos passaram a receber ração e água com quantidades ideais de iodo. Aos 90 dias de idade, os pesquisadores constataram que os filhotes das ratas submetidas à sobrecarga do mineral haviam desenvolvido hipotireoidismo, enquanto os do grupo controle estavam com a tireoide saudável. As mães tratadas com excesso de iodo também apresentaram quadro de hipotireoidismo, como era esperado, já no fim do período de lactação. “Vimos que a maioria dos genes ligados à biossíntese dos hormônios tireoidianos estava com a expressão diminuída tanto na mãe, quanto na prole adulta, no grupo exposto ao excesso de iodo durante a gestação e lactação”, contou Nascimento.
O próximo passo, segundo a pesquisadora, é descobrir em que momento da gestação ou da lactação esse excesso de iodo é mais prejudicial. “Uma vez que tivermos esclarecido bem os mecanismos que ocorrem na prole, poderemos voltar e descobrir em que fase do desenvolvimento o iodo altera a programação gênica dos animais. Aparentemente, em cada uma das fases há uma resposta diferente na programação da expressão de genes durante a vida adulta”, afirmou.
Apesar de conhecer bem as consequências da ingestão excessiva de iodo, Nascimento não defende a ideia de eliminar ou reduzir a adição do mineral ao sal. “Penso que o ideal seria investir em políticas públicas para reduzir o consumo de sal na população, pois dessa forma você evita não apenas prejuízos à tireoide como também doenças cardiovasculares. Com a atual redução, por outro lado, não se tem garantia de que as pessoas vão ingerir quantidades ideais de iodo se diminuírem o sal na alimentação”, avaliou.
De acordo com a pesquisadora, conhecer melhor a forma como a proteína NIS é regulada pelo iodo pode trazer perspectivas terapêuticas interessantes. “A NIS é extremamente importante no diagnóstico e tratamento de câncer de tireoide com iodo radioativo. Muitos trabalhos tentam aumentar a expressão dessa proteína em tecidos cancerígenos, para que eles captem ainda mais o iodo radioativo e a terapia seja mais eficaz. Desta maneira, conhecer como essa proteína é regulada pode trazer perspectivas interessantes no desenvolvimento de terapias que visem tanto o tratamento do câncer de tireoide, como de outros tipos de câncer”, afirmou.
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