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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Deputados continuam moleques e irresponsáveis

[É a velhíssima história: quem nasceu pra ser jerico jamais será um puro-sangue. Isso cai como uma luva para nossos deputados federais, um bando de gente rastaquera, de inteligência minúscula, malandragem gigantesca e uma tremenda atração para pilantragens e malfeitos. O projeto de lei por eles aprovado ontem, de ajuda aos estados sem qualquer exigência de contrapartida, ao contrário do que fora proposto pelo governo, é mais uma demonstração da molecagem que campeia na Câmara dos Deputados. Além de todos os defeitos citados, os deputados são chantagistas natos -- criam dificuldades para vender facilidades.]

Retirada de exigências dificulta solução da crise, dizem analistas

Marcello Corrêa -- O Globo, 21/12/2016


Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) - (Foto: Ailton de Freitas/Agência O Globo)


O projeto de lei aprovado ontem na Câmara dos Deputados deveria ajudar na solução da crise fiscal de estados mais endividados, como o Rio. Mas, da forma como foi costurado, torna a saída da crise mais complicada. A avaliação é de especialistas em contas públicas, que criticaram a retirada das contrapartidas que o governo federal exigia para oferecer o alívio da dívida. Eles destacam que as medidas de ajuste fiscal são necessárias e, ao serem retiradas do texto, apenas adiam reformas necessárias e dificultam a tarefa dos governadores — que terão de aprovar reformas em suas assembleias legislativas sem apoio de uma lei federal.

Para Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos, a decisão da Câmara mostra que os deputados não entenderam a extensão da gravidade da crise dos estados.
— É uma tremenda irresponsabilidade da Câmara. Os estados pressionarem para isso mostra uma incompreensão da gravidade e uma dificuldade de assumir o tamanho da crise. São governadores fracos, que pressionaram a Câmara para adiar o problema — afirma a economista.


SINAL DE FRAQUEZA DA FAZENDA

Ela destaca que os gastos com pessoal e Previdência estão entre os problemas por trás do desequilíbrio das finanças estaduais. As contrapartidas exigiam a elevação da contribuição previdenciária de servidores e a suspensão de reajustes salariais:

— O desequilíbrio das contas não é por causa da dívida pública. É por causa do déficit da Previdência, cujo passivo atuarial dos estados é 50% do PIB. São estados quebrados que não conseguem enfrentar a agenda dura. Isso que foi feito é a marcha da insensatez. É lamentável o episódio.

O economista José Roberto Afonso, pesquisador do Ibre/FGV e professor do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), compara a crise estadual a um incêndio. Para ele, o texto aprovado agrava a situação. Ele acredita que, por si só, a exigência das contrapartidas na lei federal não resolveria o problema, mas ajudaria os governadores a tocar os seus ajustes.
— A crise dos estados é como um incêndio em um arranha-céu, da federação brasileira. A decisão da Câmara foi o mesmo que optar por não emprestar as escadas para os bombeiros. Isso dificulta a situação, mas o fato também de ceder as escadas por si só não apagaria o incêndio — explica o economista. — As contrapartidas eram apenas uma escada para que os bombeiros locais combatessem as chamas. Sem ajuste fiscal, nenhum governo sai do incêndio.

Zeina, da XP, concorda:

— A negociação faz parte. O que não dá é um Congresso alheio à necessidade de fazer ajustes estruturais nos estados. Qual o incentivo que o governador vai ter para fazer?

Ela acrescenta ainda que o episódio representa uma derrota da equipe econômica no Congresso, algo que será percebido pelo mercado:

— Ao contrariar a orientação, enfraquece o Ministério da Fazenda. Como se não bastasse o sinal ruim aos mercados do episódio em si, tem ainda essa sinalização em relação à força do Ministério da Fazenda.
Ao contrário dos colegas, o economista Raul Velloso considera que as exigências do governo federal eram duras demais. Para ele, a aprovação do texto com as contrapartidas era inviável politicamente, porque tornaria a negociação rígida demais. Apesar disso, o especialista em contas públicas considera que a aprovação da lei não ajudará na negociação dos estados em calamidade, como o Rio, já que o Ministério da Fazenda continuará responsável pela última palavra para conceder o alívio de três anos do pagamento da dívida. A tendência é que a equipe econômica mantenha a posição de exigir um ajuste fiscal duro, negociando diretamente com os estados, diz Velloso:
— A negociação volta à estaca zero. Se olhar para trás, nada progrediu. A única coisa que o Rio levou foram aqueles R$ 2,9 bilhões das Olimpíadas. Nada mais. Hoje, vejo a negociação com o Ministério da Fazenda praticamente impossível. O projeto não ajuda, deixa de piorar.

O economista defende que a medida ideal para tirar os estados da crise seria algum mecanismo pelo qual a União pudesse auxiliar diretamente os estados endividados. Uma possibilidade seria a criação de fundos, pelos quais o governo federal pudesse injetar dinheiro nas contas estaduais, em troca de ativos. Isso daria um fôlego extra para negociar medidas de ajuste, destaca Velloso:

— Existe um erro sobre qual é a real capacidade dos governadores de aprovarem medidas indigestas nas suas comunidades sem que seja feito um trabalho muito cuidadoso de convencimento. O único instrumento que eles têm é o controle do caixa. Se eles têm o caixa, eles podem negociar com as partes afetadas o pagamento em dia dos seus compromissos. Qual é a moral que um governador tem de fazer uma medida de ajuste quando ele não consegue honrar seus compromissos?
Para o secretário de Fazenda do Rio Grande do Norte e coordenador do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), André Horta, a discussão sobre a escalada das despesas nos estados é secundária, frente às dificuldades de arrecadação, principalmente de estados que dependem do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

— Não acho que o gasto excessivo explica a história. É uma questão parcial. Respeito e acho legítimo o plano e o esforço do Ministério da Fazenda. O que estou falando é que esse é um problema reflexo. O subfinanciamento dos estados é algo fundamental. Se ele não for corrigido, podem ser colocadas as exigências mais rigorosas e não vão resolver — destaca o secretário.




domingo, 6 de novembro de 2016

A Argentina, entre recessão e conflitos sociais

[Em escala numérica menor, pelas próprias dimensões do país e de sua economia, a Argentina é hoje uma réplica em menor escala do Brasil, ela também vítima de uma política populista e corrupta materializada no casal Kirchner. O que interessa aos argentinos não é a comparação de sua crise com a dos brasileiros, mas sim o fato de que ela já se faz pesada e insuportável. Assim como no Brasil, os problemas econômicos desaguam em insegurança pública e aumento da violência. Traduzo a seguir uma reportagem sobre a Argentina do correspondente do jornal francês Le Monde em Buenos Aires. O que acontece nesse país nos interessa muito de perto, não apenas por ter fronteira física conosco mas também por ser o nosso maior parceiro comercial regional e também fonte infindável de atritos conosco. Além disso, a semelhança dos problemas desperta a curiosidade e a atenção sobre as medidas corretivas tomadas ou planejadas por nossos vizinhos. O que estiver entre colchetes e em itálico é de minha responsabilidade.]

Pedestres passam por uma pessoa dormindo ao relento no dia 2 de setembro, em Buenos Aires - (Foto: Agustin Marcarian/AP)

Dez meses após a eleição de um presidente oriundo da centro-direita e do mundo dos negócios, o reerguimento da terceira economia da América Latina se faz esperar, a pobreza se amplia e as tensões sociais se exacerbam

Ainda que a Argentina esteja engessada em dificuldades econômicas e sociais imensas, seu presidente Mauricio Macri, oriundo da centro-direita e vindo do mundo dos negócios, quer seduzir os investidores. Várias centenas de chefes de empresas, na maioria estrangeiros, responderam a seu apelo e se deslocaram a Buenos Aires para participarem de 13 a 15 de setembro de um Fórum de negócios e investimentos.

Um encontro no qual Macri apostava para convencer seus antigos parceiros a investirem na Argentina. Não sem razão: o CEO da Siemens, Joe Kaeser, anunciou na capital argentina "algo como 5 bilhões de euros" de investimentos "na infraestrutura, nos transportes e na energia". A terceira economia da América Latina dispõe de imensas riquezas agrícolas, importantes reservas de lítio e de gás de xisto. O sucessor de Cristina Kirchner naCasa Rosada que sonha com 35 bilhões de dólares (31 bilhões de euros) de investimentos, quer fazer de seu país o "supermercado do mundo", uma versão atualizada do "celeiro de trigo do mundo" que era a Argentina no início do século XX.

Até agora, os investimentos têm vindo em conta-gotas. O reerguimento da economia, em recessão, será mais lento do que previsto. O coquetel recessão (-0,5% de crescimento em 2016, segundo o Banco Mundial), inflação (40% nos últimos doze meses), queda de consumo e alta do desemprego é explosivo.

Nesse contexto, as estatísticas publicadas em 11 de agosto pela Universidade Católica de Buenos Aires (UCA) tiveram o efeito de uma bomba. Segundo a UCA, próxima do papa argentino Francisco e cujas estatísticas são respeitadas, há 1,4 milhão de novos pobres após a posse de Macri em 10 de dezembro de 2015. Nela, o novo presidente havia prometido uma "pobreza zero". Isto está longe! A pobreza alcança agora mais de um terço dos 41 milhões de argentinos. 

Dezenas de milhares de cidadãos vão regularmente às ruas para expressar seu descontentamento. Manifestações, interdições de vias de trânsito e sopas populares paralisam quotidianamente quarteirões inteiros da capital. 

Até aqui divididos, os sindicatos estão em pé de guerra e ameaçam com uma greve geral em outubro [não deflagrada]. "Haverá conflitos sociais enquanto o governo não mudar sua política econômica", garante Pablo Micheli, secretário-geral da Central dos Trabalhadores da Argentina, autônoma (CTA). "O governou adotou medidas que agravaram seriamente a situação das classes mais vulneráveis", ressalta Hector Daer, um dos membros do triunvirato que dirige a nova Confederação Geral do Trabalho (CGT). Reunificada em 22 de agosto, após oito anos de divisões internas, a central operária endureceu o tom contra o presidente Macri. De acordo com os cálculos dos sindicatos, mais de 200.000 empregos foram perdidos desde o início do ano.

A abertura econômica que inquieta

Uma parte dos argentinos esperava de Macri, oriundo do mundo econômico, talentos de gestão. Ele lançou reformas impopulares, como a supressão das subvenções nas contas de gás, água e energia elétrica, uma prática introduzida pelos Kirchner que arruinou o orçamento do Estado e levou o déficit orçamentário a níveis recordes. Um reajuste se fazia necessário, mas o aumento de um só golpe -- de até 900% -- da tarifa do gás em pleno inverno austral se revelou um bumerangue político. O presidente teve que dar marcha à ré. Ele se chocou em fins de agosto com a Corte Suprema, sensível aos argumentos dos usuários que denunciaram aumentos brutais. As novas tarifas de gás deverão ser progressivas, e decididas após consultas públicas. Uma pedra no jardim da liberalização. 

As famílias apertam os cintos e os comerciantes mostram sua contrariedade. Avisos de "Aluga-se" e "Vende-se" aparecem em inúmera boutiques da avenida Santa Fé, a tradicional via comercial de Buenos Aires. Esses locais fecharam nos últimos meses em seguida à queda do consumo, provocada por uma inflação galopante porque a Argentina reabriu brutalmente suas fronteiras, após doze anos de protecionismo. Os aumentos "vertiginosos das tarifas de gás, da energia elétrica e da água", que pesam sobre o consumo das famílias, indiretamente levaram Sergio Moral a fechar sua loja de roupas. "As vendas caíram mais de 3% em 2016", deplora Luis di Fiori, presidente da Câmara de Comércio Argentina. Ele permanece entretanto otimista, apostando na "chegada de marcas internacionais que haviam deixado o país e que retornam". Ele cita o exemplo da Apple, que deverá instalar-se dentro em pouco na Argentina.  

A reativação da economia prometida por Macri é esperada em todos os setores, mas com uma certa inquietação nos meios econômicos. Os industriais argentinos temem os efeitos da política de abertura sobre suas atividades, e em particular os laços tecidos com a China. A produção industrial caiu 4% no ano. As Pequenas e Médias Empresas não se sentem preparadas para competir com uma oferta externa barata. Face à falta de divisas e às dificuldades encontradas para obter créditos externos, a ex-presidente peronista Cristina Kirchner (2007-2015) havia imposto sérias restrições às importações.

Hoje, é muito mais fácil importar. A queda da produção -- de 30% por exemplo para a indústria de calçados em relação a 2015 -- provocou uma onda de demissões. O desemprego subiu a 9,3%, enquanto o trabalho informal alcança já quase a metade dos trabalhadores. O país continua a sofrer com a recessão do Brasil, seu principal parceiro comercial, que passou a importar menos. Decorre daí que na indústria automobilística cerca de 6.000 operários tem a carga horária de trabalho reduzida.

A indústria local compete igualmente com o comércio dito "porta a porta", liberado pelo governo em agosto, que permite aos consumidores comprar online na internet sem ter que pagar direitos aduaneiros. "Não se pode condenar os argentinos a pagar produtos mais caros que no resto do mundo", declarou o presidente no final de agosto na China, onde estava para a reunião do G20. 

O presidente atribui as dificuldades econômicas atuais à penosa herança deixada pelos Kirchner: Nestor (2003-2007) e depois sua mulher Cristina (2007-2015). "Os doze anos de kirchnerismo foram devastadores, os piores governos em duzentos anos", admite Luis Miguel Etchevehere, presidente da Sociedade Rural Argentina (SRA), que desde 1866 agrupa os grandes proprietários de terras. "O único objetivo deles era enriquecer-se pessoalmente às custas do Estado", acrescenta esse produtor agrícola de origem basca. A revelação diária de casos de corrupção envolvendo a família Kirchner e antigos altos funcionários de seus governos  contribui para consolidar essa opinião no seio da população.

Prazo decisivo em 2017

"O presidente Macri pôs fim à guerra contra o mundo agrícola", do qual os Kirchner fizeram seu principal inimigo, comemora Etchevehere, lembrando que esse setor "garante 60% das divisas e um terço dos empregos da Argentina", e que "para 2016-2017, os investimentos para a produção agrícola se elevam a 58 bilhões de dólares".

De fato, a agricultura é um dos grandes beneficiários da nova política: eliminação de impostos sobre todas as culturas, à exceção da soja, para a qual a taxação passou entretanto de 35% para 30%, e desvalorização de 30% do peso em relação ao dólar, o que torna mis competitivos os exportadores argentinos.

Eleito com 51,34% dos votos no segundo turno da eleição presidencial de novembro de 2015, Macri beneficiou-se mais com a rejeição ao antigo governo do que com uma onda de entusiasmo em torno de sua pessoa e de seu programa de governo. Segundo a última pesquisa nacional, efetuada em fins de agosto pelo instituto de pesquisas Ricardo Rouvier, ele recebe ainda 47% de opiniões favoráveis contra 50,6% de negativas. É um resultado mais que honroso, tendo-se em conta as dificuldades pelas quais passa a Argentina.

Mas o prazo decisivo será em em 2017, com eleições legislativas nas quais o presidente Macri tentará conquistar uma maioria de que não dispõe atualmente no Congresso. Daqui até lá, para ampliar o círculo dos que o apoiam, ele terá que acumular bons resultados no fronte econômico e apaziguar um clima social tenso. Um desafio, sem crescimento.

[O site BBC Brasil de 02 de novembro corrente reforça o clima de crise argentino com a reportagem de Daniel Pardo "Quanto cresceu a dívida da Argentina na gestão Macri -- e porque isso pode ser seu calcanhar de Aquiles". 

Macri pode ser vítima de seu sucesso ao recolocar a Argentina nos mercados - (Foto: AFP)

Um grupo de economistas e políticos demonstra preocupação com os níveis inéditos de endividamento que a Argentina alcançou no governo de Mauricio Macri, que completa um ano no poder daqui um mês.

Esse nervosismo contrasta com o entusiasmo em alguns setores da sociedade e meios de comunicação, que elogiam a gestão do presidente com frases como "não viramos a Venezuela" - o que é, ao mesmo tempo, uma crítica às políticas "populistas" adotadas pelo governo anterior, de Cristina Kirchner.

Com o controle cambial e algumas medidas concretas - como ajustar tarifas de serviços públicos, negociar com a oposição e buscar mais transparência nos números - Macri conseguiu gerar confiança interna e externa para pagar a dívida de US$ 9,3 bilhões de dólares (R$ 33,35 bilhões) aos "fundos abutres".

Essa é a alcunha geralmente dada aos fundos especulativos que compraram títulos de credores que não aceitaram a reestruturação da dívida feita por Buenos Aires entre 2005 e 2010.

Com isso, a Argentina voltou aos mercados internacionais depois de 15 anos. E aproveitou isso - nos últimos 11 meses, governos, províncias e bancos argentinos receberam US$ 40 bilhões (R$ 129 bilhões) em empréstimos, o que elevou a dívida pública em cerca de US$ 200 bilhões (R$ 647 bilhões), o que representa quase 30% do PIB (Produto Interno Bruto).

Os números são alarmantes para alguns economistas, mas não pelo que revelam, já que a Argentina continua sendo um dos países menos endivididados a nível regional. O que eles temem é que a chamada "chuva de dólares" possa representar um retrocesso diante de todo o esforço para baixar a inflação, reduzir o deficit e recuperar o crescimento.


O maior desafio de Macri é conseguir um ajuste profundo que permita equilibrar as contas sem que isso transforme o país em um palco de protestos - (Foto: AFP)

Os traumas do passado


O medo é embasado em experiências anteriores, quando um alto deficit fiscal foi financiado com emissão de títulos de dívida sem que houvesse uma mudança na forma como a Argentina paga suas contas.
Guardadas as devidas proporções, foi o que aconteceu em 2001, quando o esquema de financiamento internacional foi interrompido de repente em meio à profunda crise política e econômica que terminou com o famoso "corralito" (restrição dos depósitos bancários) e em uma revolta social que deixou 39 mortos em protestos.
E não foi a única vez - em 1989, após vários planos governamentais para conter a inflação usando empréstimos para financiar o deficit não funcionarem, criou-se um ambiente de incerteza que disparou a fuga de capitais e gerou a hiperinflação, o que acelerou a queda do então presidente Raúl Alfonsín.
E aconteceu também durante o regime militar, em 1979, quando o governo realizou várias minidesvalorizações sem reduzir o gasto e não conseguiu conter a perda de reservas, o que o obrigou a fazer uma desvalorização radical e chegar, mais uma vez, à hiperinflação.


Em sua nova fase, a Argentina recebeu apoio de várias frentes, entre elas dos EUA - Obama e o secretário do Tesouro Jude Lew (à esq.) foram ao país - (Foto: AFP)
Os argentinos sabem do risco envolvido em emitir títulos de dívida, um mecanismo de financiamento que em tese é necessário e utilizado por todos os governos do mundo.
Não por caso, a dívida é uma das questões que a ex-presidente, que representa uma parte importante da oposição, utiliza para criticar Macri. "Adivinhem quem vai pagar?", perguntou Cristina recentemente nas redes sociais. "Não serão os bancos estrangeiros, não será o governo, serão os milhões de argentinos e argentinas".

Por que isso pode ser um problema


Apesar de muitos serem críticos a Cristina, alguns analistas que questionam o endividamento do governo Macri compartilham a preocupação da ex-presidente.


Argentinos vivem com uma inflação de 40% - (Foto: AFP)

E, em termos gerais, a explicação é a seguinte: os empréstimos que o governo está recebendo não estão sendo gastos em planos de longo prazo - ou seja, que podem gerar dinheiro para pagar a dívida -, mas em pagamentos de fundo de caixa, redução de deficit fiscal e aumento das reservas internacionais.

A pergunta é: o que vai acontecer com a dívida e com os gastos do governo no próximo ano?

Os especialistas consultados pela BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, explicam que os investimentos mistos e privados de cerca de US$ 50 bilhões (R$ 162 bilhões) que Macri disse ter realizado não são todos diretos - e podem ser considerados "de andorinha". Em outras palavras, são capitais que podem voltar a sair do país em qualquer momento de incerteza ou crises internacionais.


A Argentina é um dos países com maior gasto público da América Latina, e 80% do despendido é destinado a serviços sociais como saúde e educação ou econômicos, como infraestrutura, por exemplo.

Se o governo continuar gastando mais do que tem, advertem os especialistas, cedo ou tarde ficará sem fundos para pagar a dívida. E, com isso, poderia repetir cenários do passado mencionados acima.

"No momento, tenhamos calma - pelo menos até setembro ou outubro do ano que vem", disse Hector Rubini, professor de Economia da Universidade del Salvador, em Buenos Aires.


Macri manteve o nível alto do gastos públicos do governo anterior - (Foto: AFP)

"A preocupação é que vemos um grande crescimento do deficit fiscal e da dívida pública, mas não do investimento produtivo e isso, somado ao atraso do tipo de câmbio real, pode provocar sérias dúvidas no futuro sobre a capacidade efetiva do Estado de gerar dólares e pesos o suficiente para cumprir seus compromissos com os credores", disse à BBC.

"A nossa sociedade pensa que é muito mais rica do que é e está inclinada demais a desacreditar qualquer governo que peça um ajuste", afirmou Juan José Cruces, diretor do Centro de Investigação de Finanças da Universidade Torcuato di Tella, em Buenos Aires.

"Eu tenho a esperança de que o governo faça (o ajuste) antes das eleições de 2017", acrescentou, em referência a um programa que implicasse reduzir significativamente o gasto público, que é historicamente alto.

"O risco é que nunca façamos isso, e aí sim estaremos em apuros".

Um corte certamente poderia afetar os programas sociais que Macri prometeu manter, algo talvez ainda menos popular do que o endividamento.

A BBC Mundo tentou conversar com o Ministério da Fazenda argentino sobre o assunto, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.]













quinta-feira, 6 de outubro de 2016

A conta da Brexit: saída do Reino Unido poderá custar bilhões à União Europeia

[A guerra na Síria, as eleições americanas, a reunião do G-20, a crise infindável dos refugiados, o terrorismo -- tudo isso tem contribuído para tirar das manchetes o tema da Brexit -- saída do Reino Unido (RU) da União Europeia (UE) -- que está longe de ser formalmente deflagrado e mais ainda de ser concluído. E as implicações disso para ambos os lados estão também distantes de serem completamente dimensionadas. Traduzo a seguir reportagem de Peter Müller, Christian Reiermann e Christoph Sult sobre isto, publicada no  site Spiegel Online International. O que estiver entre colchetes e em itálico é de minha responsabilidade.]

As primeiras-ministras Theresa May (Reino Unido) e Angela Merkel (Alemanha) em Berlim - (Foto: Getty Images)

Há vezes em que a política espelha a vida real. Ninguém sabe disso melhor que o presidente da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker, um homem que não faz segredo do fato de ter uma grande experiência, tanto privada quanto profissionalmente.

Daí porque ele tem uma ideia muito concreta de como os europeus devem agir quando o RU se afastar da UE. "Quando sua namorada o deixa, você não pode fixar-se nela para sempre", brincou ele recentemente com um grupo de pessoas próximo a ele. "Em algum momento, é a hora de buscar outras garotas". 

A analogia do chefe da Comissão deixa entretanto de levar em conta um ponto importante: uma relação é fácil de ser rompida se a dupla não estiver casada. Porém, quando um casamento de décadas termina, a separação pode na realidade tornar-se muito complicada -- e algumas vezes, sai extremamente cara para uma das partes.

Isso se aplica também à ligação de mais de 40 anos entre o RU e a UE. Em 23 de junho, a maioria dos britânicos votou pelo término de sua participação na UE, uma decisão de significância global. As ondas de choque que o voto britânico geraram nas capitais europeias e em Bruxelas não perderam seu impacto.

A vida continua?

Quando os líderes dos demais 27 membros da UE se reunirem no próximo dia 16 em Bratislava, capital da Eslovênia, para discutir as consequências da Brexit, o RU não estará mais à mesa. A chanceler alemã Angela Merkel guarda a esperança de que a reunião mande uma mensagem de um novo começo -- nas políticas de defesa e segurança, e nas medidas para criação de empregos, principalmente no sul da Europa. A vida continua, mesmo sem os britânicos: esta é a mensagem que a reunião tem de enviar.

Entretanto, os anos vindouros serão definidos mais pelo divórcio iminente do que por memorandos vagos de uma reunião de cúpula. Com a saída do RU, a UE perderá mais do que apenas força política e econômica -- ela verá também bilhões de euros desaparecerem de seu orçamento. Para a Alemanha, em particular, as consequências podem ser significativas.

"Não me peça para dizer-lhe qual será o fim do caminho", disse defensivamente Michel Barnier na semana passada, acrescentando que o processo sequer começou. O ex-ministro de Relações Exteriores francês e atual comissário da UE está encarregado de negociar com o RU em nome dos restantes membros da União, e desfruta da confiança da chanceler alemã Angela Merkel.

Na semana passada, Barnier falou publicamente pela primeira vez desde sua indicação como um convidado da usina de ideias (think tank) Bruegel, sediada em Bruxelas. O evento se realizou em um luxuoso museu automobilístico. Mas, se Barnier conseguir seu intento, isto pode logo ser tudo o que resta do Reino Unido (RU) na sede europeia em Bruxelas. "Estou esperando para começar. Estarei pronto amanhã para negociar, falando francamente".

Será um desafio difícil -- muito é tido como suposto ou garantido. Particularmente sensível será a questão quanto a se os cidadãos europeus terão ainda o direito irrestrito de morar e trabalhar no RU, um item crucial no mercado interno da União Europeia (UE). E, obviamente, há muito dinheiro em jogo.

10 bilhões de euros ou mais

Solicitados pela Comissão Europeia e pela Secretaria Geral do Conselho Europeu, os primeiros cálculos sobre quão cara pode ser a Brexit para os restantes 27 membros da UE acabam de ser concluídos. De acordo com um estudo, as receitas líquidas injetadas na UE a partir do RU por ano oscilam entre 14 e 21 bilhões de euros. Se subtrairmos disso o dinheiro que o RU recebe de volta de Bruxelas, o orçamento da UE encolheria em até 10 bilhões de euros por ano.

Redistribuição

entre os membros da UE em 2015, em bilhões de euros [infelizmente o gráfico do texto original não pode ser copiado].

Mas poderia ser até pior. A dedução às contribuições do RU para a UE negociadas por Margaret Thatcher levaram a uma economia de mais de 110 bilhões para os britânicos ao longo dos anos. Considerando que outros pagadores líquidos, incluindo a Alemanha, não queriam ser responsabilizados pelos custos adicionais que isso gerou, eles também receberam um desconto. Além da Alemanha, a Holanda, a Suécia, a Áustria e a Dinamarca atualmente desfrutam também de uma redução sobre o que têm pagar para o orçamento da UE. Após a Brexit, essa discordância pode se intensificar, especialmente tendo em conta que a França, que também é um pagador líquido, não recebe absolutamente nenhum desconto.

Um trabalho elaborado pelo Centro para Política [= plano de ação] Europeia (CEP, na sigla em inglês), previsto para ser apresentado em Berlim esta semana, mostra números de magnitude similar. O estudo abrangente sobre redistribuição na UE indica que os membros restantes da UE, em especial a Alemanha, estão enfrentando cargas financeiras adicionais significativas.

De 2008 a 2015, a contribuição do RU para a UE aumentou a cada ano, a ponto de tornar o RU o terceiro maior contribuinte líquido para o orçamento da UE, registra o estudo, com o montante médio anual pago pelo RU atingindo 6,5 bilhões de euros durante esse período. Os únicos países que pagam mais do que isso para a unidade europeia são Alemanha e França.

Em 2015, detectou o estudo, o RU estava em segundo lugar: os britânicos pagaram 12,7 bilhões de euros a mais sobre o que receberam da UE. Comparativamente, a Alemanha pagou 15,6 bilhões de euros. O trabalho concluiu também que os britânicos efetuaram uma contribuição per capita naquele ano maior do que a feita pela Alemanha naquele ano. "Após a saída do RU da UE, esse montante líquido terá que ser redistribuído entre outros estados membros", escreve o autor do relatório do CEP, Matthias Kullas. "Os outros principais pagadores líquidos -- especialmente Alemanha, França e Itália -- enfrentarão custos adicionais significativos".

A Brexit pode também levar a frustrações financeiras dolorosas para  o Banco de Investimentos Europeu (EIB, na  sigla inglesa), calculou Kullas. Se os britânicos retirarem sua fatia de capital no banco de desenvolvimento, isso resultará em uma redução financeira de bilhões de euros. O EIB seria forçado a fazer menos empréstimos -- empréstimos que são vitais para projetos de infraestrutura por todo o continente europeu.

De acordo com Kullas, os britânicos até agora têm suportado a maior carga no banco. Sua parcela no capital da instituição é de 16%, mas eles se beneficiam com apenas 8,8% dos empréstimos. Nenhum outro país tem um desequilíbrio maior que esse.

Um preço alto para a Alemanha

O ministro das Finanças alemão Wolfgang Schäuble, da União Democrática Cristã, partido da chanceler Angela Merkel, já determinara a seus especialistas que calculassem o que a Brexit significaria para o orçamento federal da Alemanha. Em uma recomendação interna, seus assessores alertaram que a saída do RU da UE significaria "a perda do segundo maior pagador líquido" do grupo. Em seguida à Brexit, a participação alemã na força econômica total da UE subiria dos atuais 21% para 25%. A consequência disso seria "um aumento na participação alemã no financiamento do orçamento da UE de cerca de 4,5 bilhões de euros por ano em 2019 e 2020", disseram eles.

As hipóteses se basearam na estrutura financeira atual e não incluíram "nenhuma compensação concebível". Como um  exemplo, o estudo cita as possíveis contribuições futuras do RU se ele continuar a ter acesso ao mercado interno da UE. Os exemplos aqui foram a Suíça e a Noruega que, apesar de não serem membros da UE, contribuem para o orçamento da UE. As taxas são essencialmente o preço da admissão a uma das maiores zonas de  livre comércio do mundo.

Como membro do mercado interno, a Noruega tem que pagar cerca da metade do que seria exigido como contribuição caso fosse um estado membro pleno da UE. Se o RU optar por esse modelo, isso significaria uma redução menor para o orçamento total da UE.

O estudo do Ministério das Finanças da Alemanha fornece também outro exemplo: um denominado "Programa de Redução do Teto". O ministério de Schäuble considera possível que a UE tenha que adotar um significativo aperto de cinto em termos fiscais, caso o RU deixe de participar do orçamento do grupo.

Já por um longo tempo, especialistas do Ministério das Finanças alemão têm pensado seriamente sobre possíveis "novas prioridades" para os gastos da UE. "Como será formatado o orçamento da UE no futuro?", perguntava o título de uma conferência interna recente em Berlim, em meados de julho, para a qual o ministério de Schäuble convidou também altos funcionários da Comissão Europeia e outros estados membros.

Com o objetivo de reduzir a perda financeira, outros estados membros estão igualmente buscando meios e caminhos para reduzir os gastos da UE. A principal área sob revisão de especialistas fiscais é a da ajuda à agricultura que, perfazendo cerca de 55 bilhões de euros por ano, é uma das maiores rubricas do orçamento. Por exemplo, os pagamentos diretos que cada fazendeiro europeu recebe por cada hectare de terra que possui, sem quaisquer condicionamentos, passaram a ser criticados.

Até agora, ninguém em Berlim ou Bruxelas está seguro quanto a quais medidas serão usadas para proteger a UE dos desafios criados pela saída de um estado membro. Podem ser uma redução de gastos, contribuições continuadas por parte do RU ou uma taxa adicional para os estados membros restantes.

Negativa em Bruxelas

Enquanto o RU não tomar o passo legal de declarar sua intenção de deixar a UE acionando o Artigo 50 [do Tratado de Lisboa], altas autoridades seniores da UE estão basicamente ignorando o assunto [*]. Em uma reunião fechada da Comissão cidade belga de Knokke, de resorts de alto luxo, no final de agosto, nenhuma das altas autoridades da UE presentes trouxe à mesa a questão da Brexit. Na quarta-feira passada, entretanto, pelo menos um membro da comissão ousou apresentar o assunto para debate, com Günther Oettinger, da Alemanha, advertindo seus colegas de que eles precisam afinal começar a considerar os efeitos que a saída do RU pode ter sobre o orçamento da UE. Suas palavras caíram no vazio.

"Acho muito possível que os britânicos saberão exatamente o que querem no início das negociações, mas que a Europa ainda não será capaz de falar através apenas de uma voz", alertou recentemente Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu. As dificuldades começam com o fato de que ainda não está claro qual o tipo de relacionamento futuro os britânicos buscarão em relação à UE. Isto, entretanto, determinará o preço dos futuros laços. Está claro que o governo não obterá o acesso abrangente que aspira ao mercado interno europeu sem pagar um preço por isso. "Se houver participação em várias áreas de atuação, então a quantia esperada para ser liberada pelo país aumentará também", diz Jens Geier, do partido dos Social-Democratas, de centro-esquerda, que é vice-presidente do Comitê de Orçamento do Parlamento Europeu.

Um exemplo são os programas focados em promover pesquisa científica, como o Horizon 2020. Como deles participam universidades britânicas de destaque como Oxford e Cambridge, tanto os  europeus como os britânicos têm interesse em que a cooperação continue. Mas se os britânicos quiserem usufruir dos subsídios disponíveis através de programas como esse, terão também que continuar a financiá-los.

Além disso, programas caros da UE como os subsídios regionais estão vinculados ao mercado interno. Se Londres quiser continuar com sua participação neles, terá também que pagar sua quota para isso. "Os britânicos podem meter-se na estranha situação de pagar por políticas regionais mas não receber nada de volta, novamente", diz Geier.

Particularmente confuso para  a UE é o fato de que está programada para, em breve, revisar seu orçamento, a denominada Estrutura Financeira Multianual, com a Comissão planejada para anunciar suas sugestões nas próximas semanas. Um dos principais tópicos será verificar se os estados membros estão preparados para prover dinheiro adicional a Bruxelas, à luz dos novos desafios criados pela crise dos refugiados.

Permanecendo fiel a princípios

Se os britânicos continuarem a retardar sua saída da UE, surgirá uma situação complicada [*]. Os estados membros serão forçados a negociar as finanças do bloco ao mesmo tempo em que começam as negociações sobre a Brexit. Mas, como Bruxelas poderá determinar seu orçamento sem saber com quanto os britânicos contribuirão para ele?

Nesse sentido, as conversações atuais entre Bruxelas e a Suíça sobre um novo acordo estrutural podem gerar um modelo para os entendimentos com os britânicos. Um dos principais pontos de conflito ou impasse nas conversações é a denominada movimentação livre de pessoas, sobre a qual Bruxelas recusa quaisquer limitações. A mensagem para os britânicos é clara: o divórcio pode ficar caro, mas a  UE não pretende abandonar seus princípios.

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[*] No dia 2 de outubro corrente, a primeira-ministra britânica Theresa May anunciou que o Reino Unido vai iniciar formalmente o processo de desligamento da União Europeia (UE) até o fim de março de 2017. Isso significa a abertura de uma contagem regressiva de dois anos até que o processo da Brexit seja concluído

O calendário, no entanto, ainda não veio acompanhado de uma estratégia clara de negociação com Bruxelas. Londres segue afirmando que deseja um acordo de livre-comércio, mas sem livre circulação de europeus pela ilha.

No dia 5 de outubro, a primeira-ministra britânica antecipou "duras" negociações para a saída do Reino Unido da União Europeia e garantiu que seu governo trabalhará para conseguir que o país seja "independente". Vê-se, pois, que há ainda um longo e espinhoso caminho pela frente até que a Brexit seja definitivamente concluída.]


domingo, 11 de setembro de 2016

Os governos petistas criaram no país o operariado de esquerda mais original e masoquista do planeta

Vamos dar uma olhada no país que encontramos até 31 de julho de 2016, data do impeachment meia-sola de Dilma Rousseff:

A economia nos anos Dilma






Taxa de desemprego atingiu 11,6% em agosto, deixando 12 milhões de brasileiros sem emprego -- Num ranking de 51 países, o Brasil é o 7° com maior taxa de desemprego. 
Fundos de pensão de estatais (Banco do Brasil, Caixa Econômica, Correios e Petrobras), administrados por gente do PT, sofreram fraude de R$ 8 bilhões e perdas de R$ 48,7 bilhões (por gestão fraudulenta) -- O rombo dos quatro fundos de pensão estatais responde por 62,6% do rombo total (R$ 77,8 bilhões) de todo o sistema de fundos de pensão em 2015. Os contribuintes desses fundos estão sendo chamados a aumentar sua contribuições para ajudar a tapar o buraco da bandalha.



PF estima que o prejuízo da Petrobras com corrupção pode ser de R$ 42 bilhões -- Detalhe importantíssimo: parte ponderável do petrolão ocorreu no período em que Dilma presidiu o Conselho de Administração da Petrobras (2003-2010).

FGTS foi usado por Dilma para cobrir rombos do governo e para investimentos desastrosos da Caixa Econômica Federal: 




Subsídios do FGTS têm salto de 492% após 2009 -- Na falta de recursos para fazer políticas públicas, o governo tem se voltado cada vez mais para o FGTS. Segundo dados do site oficial do Fundo, o montante de subsídios para habitação (a fundo perdido) explodiu a partir do lançamento do programa Minha Casa Minha Vida. Entre 2001 e 2008, foram concedidos R$ 7,4 bilhões a título de subsídio. Mas a partir de 2009, quando o programa foi lançado, até janeiro deste ano, o montante pulou para R$ 43,8 bilhões — alta de 492%, ou quase seis vezes mais. Do total, R$ 36 bilhões foram destinados ao Minha Casa.

Além disso, os donos das contas no FGTS deixaram de ganhar R$ 74,2 bilhões nos últimos sete anos, devido à diferença na correção das contas (de 3% ao ano, mais a TR) e a inflação no período, segundo cálculos do consultor da Comissão de Orçamento da Câmara dos Deputados, Leonardo Rolim. A conta foi feita com base nos saldos médios das contas e a inflação registrada pelo INPC. Só em janeiro deste ano (2016), a perda foi de R$ 6,2 bilhões.

Inadimplência do consumidor, um índice da incapacidade do consumidor de pagar suas contas

Um dos maiores crimes do governo Dilma foi estimular o consumismo, sem que a economia do país justificasse isso. Com juros baixos e isenções de impostos para vários setores da economia e tarifa de energia elétrica falsamente reduzida, Dilma estimulou de maneira totalmente irresponsável o consumismo do brasileiro, criando um falso clima de euforia que foi logo seguido de forte frustração pela incapacidade de honrar suas contas por parte daqueles que caíram no conto do vigário de Dilma Rousseff.

Brasil abriu 2016 com 59 milhões de inadimplentes -- isso representa quase 30% da nossa população. A dívida correspondente a isso é de R$ 256 bilhões.

Até a primeira semana deste mês de setembro houve um aumento de 27,9% de títulos protestados no país

Situação real de inadimplência no país é pior do que mostram os índices

Um terço dos devedores renegocia dívidas, mas não consegue pagá-las

Inadimplência no ensino superior cresceu 16,5% em 2015

Inadimplência atinge nível recorde em contas de água, luz e gás, diz Serasa


Listei acima apenas as pilantragens petistas em áreas que atingem diretamente os trabalhadores a elas vinculados. É evidente, porém, que todo o repertório de corrupção petista (mensalão, petrolão, eletrolão, fundos de pensão, FGTS & etc) atinge o país inteiro, toda a população.

O humana e logicamente normal é que houvesse uma indignação imediata e veemente dos trabalhadores a esses assaltos de que têm sido vítimas nos quase 14 anos de governos petistas, acompanhada de demandas pela prisão dos culpados disso. Xongas. Ninguém foi às ruas por isso, se reações houve foram pontuais, tímidas e na internet. Ninguém foi à porta do Palácio do Planalto cobrar satisfações de Dilma por isso e tampouco invadiu o Palácio e qualquer Ministério, como fazem agora contra Temer a três por dois. Ninguém estranhamente se lembra de que o país está na merda em que está por culpa de PT, Lula e Dilma. Não se vê nenhuma faixa em praça pública contra a roubalheira na Petrobras e nos fundos de pensão estatais.

Dilma Rousseff esculhambou com a vida de todos nós, em inúmeros casos -- é só ver acima, nesta postagem -- principalmente dos trabalhadores, e no entanto a esquerda está toda apaixonada por Dilma e órfã dela! Há choros e quebra-quebras nas ruas por causa do impeachment dela. Pessoas choram diante dela, dam-lhe flores e prestam-lhe solidariedade como se ela fosse uma mãe para todos, um exemplo de candura, a salvadora de suas vidas, uma pessoa sem a qual não podem e não sabem viver. Que palhaçada! Que ridículo! Que demonstração de burrice, estupidez e masoquismo! Que falta de vergonha na cara!

Além de burra, incompetente, cínica, desonesta, mentirosa, autoritária, deselegante e grosseira, Dilma sempre se caracterizou e se notabilizou por ser intratável e absolutamente avessa a diálogo. Ela queimou todas as pontes possíveis com os políticos, o que pesou substancialmente para seu afastamento. Apesar de tudo, além da péssima gestão do país, as esquerdas a transformaram numa espécie de Madre Teresa de Calcutá. Perdoaram-lhe todos os defeitos e pilantragens, e lhe dão a outra face para novas porradas!

Nossas esquerdas cegas e masoquistas estão com a Síndrome de Estocolmo, um estado psicológico particular em que uma pessoa, submetida a um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo sentimento de amor ou amizade perante o seu agressor.

É impossível ter respeito para uma esquerda como essa, que gosta de ser enganada e violentada pelo PT e por pessoas como Lula e Dilma, que age irresponsável e criminosamente contra uma decisão justificadamente legal, e que age como um idiota que finge não perceber que está provocando uma séria situação de divisão e confronto no país para defender uma falsa líder, uma irresponsável, e um partido e uma política que levaram o país ao caos. 

 

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Alguns dos grandes desastres gerados pelo petismo em seus quase 14 anos no poder

Enquanto o país ainda patina para tentar sair do caos e do precipício em que Lula e Dilma o jogaram, o contribuinte assiste estarrecido a sucessão, a variedade e a extensão de escândalos que permearam o lulodilmopetismo e se tornaram sua marca registrada. O aparelhamento político de estatais e fundos de pensão -- para só falar em dois exemplos -- esfacelaram empresas como a Petrobras e a Eletrobras, e fundos como o Petros e o Postalis (entre outros) e a economia como um todo. O Banco do Brasil, a Caixa Econômica e o BNDES registram os piores resultados de suas vidas. Tivemos governos de um partido dito dos trabalhadores que saquearam escandalosamente fundos de pensão estatais, meteram a mão no FGTS para garantir lucros de empresas privadas, criaram empresas campeãs nacionais fajutas (como a Sete Brasil, por exemplo, um caso recentíssimo) e favoreceram indecentemente a indústria automobilística e as empresas de Eike Batista. Ver também: 'Campeãs nacionais' do BNDES patinam.

Enquanto o mar de lama, incompetência e irresponsabilidade aflora e inunda o país, Lula e Dilma fazem cara de paisagem -- ambos viveram seus governos em permanente estado alfa, alheios a tudo que acontecia à sua volta (incluindo, fantasiosamente, o farto dinheiro de propinas que encheu os cofres de suas campanhas e os bolsos de seus cupinchas). Ninguém reconhece lhufas de malfeitos, tudo foi obra de espíritos malignos (todos da "quadrilha" de FHC), da mídia, da CIA, de Pedro Álvares Cabral e provavelmente até de Deus. A esquerda só reclama da condução das investigações, em momento algum fez uma autocrítica pra valer das bandalhas praticadas -- isso é pra ela absolutamente secundário, o importante mesmo é proteger Lula, seu líder e guru, e livrá-lo da prisão.

Vejamos algumas obras primatas dos 14 anos de petismo no poder.

Sete Brasil -- estatal criada em 2010, no final do governo Lula, dentro da ideia estapafúrdia de gerar empresas "campeãs"nacionais, temperada com a proposição ultrapassada de "conteúdo nacional", a empresa deveria produzir 29 sondas e alugá-las à Petrobras. Nenhuma sonda foi produzida (as sondas ficariam prontas a partir de 2017),  a empresa envolveu-se até o pescoço no propinoduto investigado pela Lava-Jato e entrou em recuperação judicial. Na realidade, a função da Sete Brasil era irrigar mais o esquema de corrupção envolvendo a Petrobras. O ex-presidente da empresa, João Carlos Ferraz, afirmou que a divisão das propinas recebidas de estaleiros contratados pela empresa era uma réplica do esquema que já existia na Petrobras.

Em 2015, a empresa deu um prejuízo de R$ 26 bilhões. Sua recuperação judicial envolverá R$ 19,3 bilhões. De acordo com a lista de credores do seu processo de recuperação  judicial, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o Bradesco, o Itaú BBA e o Santander somam dívidas de R$ 10,194 bilhões (52,81% do total da recuperação). Deste montante, R$ 3,669 bilhões são do Banco do Brasil e R$ 1,618 bilhão é da Caixa -- ou seja, os dois bancos estatais respondem por 51,86% da dívida da Sete Brasil com o setor bancário. Olha aí o petismo, novamente, encalacrando dois dos três grandes bancos federais do país! A Caixa e o BNDES já haviam sido prejudicados com o grupo de empresas de Eike Batista.

O sócio controlador da Sete Brasil é o Fundo de Investimento em Participações – FIP Sondas, com 95% do capital, e a Petrobras, com 5%. O FIP Sondas reúne quatro fundos de pensão (Petros, Funcef,  Previ e Valia), três bancos de investimentos privados (BTG Pactual, Santander e Bradesco), o FI-FGTS, alem de outros fundos (o FI-FGTS é o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço, criado em 2007 para propiciar aos trabalhadores -- titulares do FGTS -- uma renda superior aos 3% ao ano mais a TR que remunera as aplicações do FGTS; em 2015, em vez de lucro esse fundo teve um prejuízo de 3% ou R$ 966 milhões principalmente por causa da Sete Brasil). Vejam bem como os governos petistas enterraram o dinheiro de trabalhadores nessa arapuca: três grandes fundos estatais e o FI-FGTS.  Viva o PT!

Saneamento básico (dados de 2015-- 82,5% dos brasileiros têm abastecimento de água tratada: há mais de 35 milhões de brasileiros sem acesso a esse serviço básico 

● 48,6% da população têm acesso à coleta de esgoto: mais de 100 milhões de brasileiros não têm acesso a esse serviço

Doenças relacionadas à falta de saneamento básico: febre tifoide - cólera - leptospirose - disenteria bacteriana - parasitoides - hepatite A - amebíase - giardíase - agravamento de epidemias: zika e dengue.

Economia -- O legado econômico de Dilma (Revista Congresso em Foco)

Desemprego chega a 11,2% no trimestre e atinge 11,4 milhões de pessoas

Petrobras -- tornou-se modelo, foco e referência da avassaladora corrupção petista, com ajudas pontuais do PMDB. A posse da empresa pelo PT foi tão completa e devastadora, que acabou consagrando o slogan "O petróleo é nosso, mas a Petrobras é do PT". Os números são contundentes:

● As ações preferenciais da empresa caíram de R$ 22,11 em maio de 2011 para R$ 8,04 em maio de 2015, uma perda de 64% -- houve recuperação em 2016 (20%), mas ainda distante das máximas atingidas na passagem de 2007 para 2008, quando o preço das ações chegou a superar R$ 33.  O valor de mercado (preço que o mercado está disposto a pagar pela empresa), que chegou a atingir R$ 510,3 bilhões em 2008, caiu abaixo de R$ 100 bilhões no ano passado, retornando para o patamar de R$ 120 bilhões no fechamento de maio, segundo dados da Economatica.

Petrobras encolheu 85,5% em valor de mercado (a soma do valor das ações da empresa) ou R$ 436,6 bilhões desde o pico histórico da estatal na bolsa de valores em 2008, segundo levantamento da Economatica, provedora de informações financeiras. A máxima histórica foi registrada no dia 21 de maio de 2008, quando a estatal atingiu na Bovespa valor de mercado de R$ 510,3 bilhões. Já no fechamento em 18 de janeiro de 2016, após as ações caírem pela primeira vez em 12 anos abaixo de R$ 5, levando a cotação do papel ao menor patamar desde novembro de 2003, a petroleira foi avaliada em R$ 73,7 bilhões.

Dívida alta -- o endividamento líquido da Petrobras passou de um patamar de R$ 100 bilhões no final de 2011 para mais de R$ 390 bilhões no final de 2015. Segundo o último balanço da companhia, o valor recuou para R$ 369,5 bilhões no final de março, sendo que R$ 62 bilhões referem-se à dívida de curto prazo. A dívida bruta da Petrobras atingiu no 3º trimestre de 2015 o nível recorde de R$ 506,5 bilhões, o que levou a companhia a perder o grau de investimento (selo de bom pagador) e a ganhar o título de petroleira mais endividada do mundo e a 2ª empresa de capital aberto mais endividada da América Latina e Estados UnidosO endividamento bruto, entretanto, recuou, passando para R$ 492,849 bilhões no final de 2015, e para R$ 450,015 bilhões no final de março deste ano.

Prejuízos seguidos -- Petrobras acumula 3 trimestres seguidos de perdas. No 1° trimestre, a companhia reportou um prejuízo líquido de R$ 1,246 bilhão. Em 2015, a empresa registrou perda recorde de R$ 34,836 bilhões, superando o resultado negativo de R$ 21,587 bilhões de 2014. Com a sucessão de prejuízos, a companhia decidiu não pagar dividendos a acionistas referentes a 2014 e 2015. 

Corte nos investimentos -- Em janeiro deste ano, a Petrobras reduziu em 24,5% o plano de investimentos para o período 2015-2019, para US$ 98,4 bilhões – queda de US$ 32 bilhões ante a projeção inicial de R$ 130,3 bilhões. No plano para 2014-2018, a companhia chegou a prever investimentos de US$ 220,6 bilhões. Para enfrentar a escalada da dívida, a estatal também anunciou um programa de desinvestimentos, que prevê vendas de ativos de mais de US$ 14 bilhões até o final do ano. No início de maio, a Petrobras anunciou que concluiu negociação para a venda de filiais que mantinha na Argentina e no Chile, em transação que deve levantar cerca de US$ 1,4 bilhão para o caixa da petroleira.

Corte na meta de produção -- Em 2015, a produção média cresceu 4,6% frente ao ano anterior, para 2,128 milhões de barris por dia (bpd). Mas os cortes e ajustes nos investimentos obrigaram a estatal a rever suas projeções para os próximos anos. Em janeiro, a Petrobras reduziu a estimativa de produção de petróleo no Brasil de 2,185 milhões de barris por dia em 2016 para 2,145 milhões de bpd e de 2,8 milhões de bpd em 2020 para 2,7 milhões.

Ver também:

O jeito petista de administrar a Petrobras (VIII) - O feirão da Petrobras

O que está descrito aí em cima é o retrato incompleto de uma empresa fantástica quebrada e destruída pela pela inacreditável ganância corruptora de um partido chamado PT.

Segurança pública -- Brasil bate recorde no número de homicídios em 2014, segundo o Ipea (59.627 vítimas). Em média, um brasileiro é assassinado a cada 9 minutos.

Educação -- em 2015, o Brasil ocupava a 60ª posição em ranking de educação da OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, numa lista de 76 países. Nosso país está entre os piores no ranking de conhecimentos básicos da OCDE.

Saúde pública -- Segundo o Conselho Federal de Medicina, nada menos que 23.565 leitos exclusivos do Sistema Único de Saúde (SUS) deixaram de existir entre dezembro de 2010 e dezembro de 2015 – média de 13 leitos por dia. No mesmo período, a rede privada de leitos aumentou 2.210 (O Popular, 18/5). E as maiores reduções ocorreram em alguns dos setores em que a demanda é maior: redes de obstetrícia, psiquiatria, pediatria cirúrgica e cirurgia em geral. Na rede de 335,5 mil leitos, as maiores perdas aconteceram no Nordeste, onde são maiores as carências – lembrando que apenas 505 municípios brasileiros entre os 5.570 dispõem de UTIs.

O Sudeste e o Sul do País dispõem de 154 especialistas em várias áreas por 1 mil habitantes; o Norte, três vezes menos. No conjunto do País, são 119 por 1 mil; no Norte, 50; no Sul, 145; no Centro-Oeste, 134; no Nordeste, 68; no Distrito Federal, 275 (saúde.gov.br, 29/4). São números que evidenciam a desigualdade de atendimento por habitante, da mesma forma que os números nacionais por especialidade: 7 anestesiologistas por 1 mil; 6 obstetras por 1 mil; e 4,5 psiquiatras por 1 mil.

Numa lista de 55 países classificados por eficiência de seus sistemas de saúde em 2015, feita pela Bloomberg (a Bloomberg L.P. é uma empresa de tecnologia e dados para o mercado financeiro e agência de notícias operacional em todo o mundo, com sede em Nova York. Foi fundada em 1982 por Michael Bloomberg, ex-prefeito da cidade de Nova York de 2002 a 2013. A empresa emprega mais de 18.500 pessoas em todo o mundo, com escritórios em mais de 173 países), o Brasil ocupa o último lugar. Para sua avaliação a Bloomberg utilizou, entre outros, dados do Banco Mundial, da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do FMI.

Em 2015, apenas 22,6% das unidades de saúde do PAC 2 (Plano de Aceleração do Crescimento) foram entregues.

Infraestrutura -- em 2015, apenas 34,7% das obras do PAC 2 em rodovias, ferrovias e hidrovias ficaram prontas.

Energia elétrica -- em dezembro de 2015, o Brasil ocupava o 5° lugar entre os países de energia residencial mais cara no mundo (atrás de Canadá, Coreia do Sul, EUA e Turquia). Na tarifa industrial, o Brasil ficou em 9° lugar entre os mais caros.

Em abril deste ano, o Ilumina - Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Energético mostrou no artigo "Mais um vexame brasileiro" que o Brasil ocupava o 11° lugar entre os países com energia elétrica mais cara do planeta.

Dilma Rousseff comandou o setor energético brasileiro desde o primeiro dia do primeiro governo Lula. Capitaneou a montagem do programa de Lula para o setor, depois foi ministra de Minas e Energia e presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Mas mesmo quando não ocupou cargos diretamente ligados ao setor, nada se fazia e se fez nele sem sua aprovação. Assim como contribuiu direta e fortemente para a quebra da Petrobras, Dilma destruiu também a Eletrobras. Os desmandos de Dilma Rousseff colocaram a maior empresa de energia da América Latina em situação dramática. Nos últimos dois anos, a estatal acumulou prejuízo de R$ 18 bilhões e o endividamento superou os R$ 40 bilhões. 

Ver também:

● Rombo bilionário na Eletrobras é outra proeza do monumento de incompetência e irresponsabilidade chamado Dilma NPS

Delenda Eletrobras

O quadro geral resumido acima é ainda um pálido retrato do imenso mal que os quase 14 anos de governo petista causaram ao país.