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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Satélite de estudantes brasileiros é lançado no Japão

[Boas notícias sem pre hão de pintar por aí -- só não dá pra entender porque nossa mídia catastrofista não as divulga.]

Satélite de estudantes brasileiros é lançado no Japão


O nanossatélite dos estudantes brasileiros foi levado ao espaço pelo cargueiro espacial japonês que está levando suprimentos para a ISS. [Imagem: JAXA]

O nanossatélite UbatubaSat, desenvolvido por alunos do ensino fundamental de Ubatuba (SP), foi lançado nesta sexta-feira do Centro Espacial Tanegashima, no Japão, rumo à Estação Espacial Internacional (ISS). A primeira etapa do lançamento foi transmitida ao vivo pela Jaxa, agência espacial do Japão.
A expectativa é que o satélite seja finalmente liberado no espaço no próximo dia 19 e, a partir do dia 21, já esteja na órbita operacional esperada. A liberação final será feita por um lançador especial de nanossatélites montado no laboratório japonês Kibo.
O UbatubaSat poderá ser o primeiro satélite totalmente desenvolvido no Brasil a funcionar em órbita, de onde poderá registrar a distância de sondas espaciais, detectar a formação de bolhas no espaço e também fazer contato com radioamadores e transmitir mensagens que foram gravadas por estudantes.
Satélite de estudantes

O projeto UbatubaSat foi idealizado pelo professor Cândido Osvaldo de Moura. A iniciativa surgiu no início de 2010, quando ele teve conhecimento de que uma empresa norte-americana estava desenvolvendo um veículo lançador e vendia os kits de montagem de pequenos satélites que pudessem ser lançados pela empresa.

Cândido levou o desafio para a sala de aula. Na época, ele era professor da Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves (Etec), em Ubatuba. "A gente achou que seria interessante fazer um satélite desses com os alunos da quinta série. Eles tinham em média dez anos de idade e poderiam ser os mais jovens do mundo a desenvolver um projeto espacial", conta o professor.
Segundo Cândido, este tipo de satélite pequeno, também conhecido como cubesat, foi criado nos anos 1990 para servir como experiência pedagógica nas universidades. Com apoio técnico e financeiro do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Agência Espacial Brasileira (AEB), o professor adaptou a experiência para os alunos mais jovens.

Sucesso

O satélite levou três anos para ficar pronto. A construção foi conduzida por seis alunos, mas desde 2010 cerca de 400 estudantes já passaram pelo projeto, que engloba outras atividades de desenvolvimento científico.

Cândido e seus alunos acompanharam o lançamento do satélite da sede do Inpe, em São José dos Campos (SP). "A maior conquista é o aprendizado do aluno. O que a gente quis foi colocar os alunos em contato com a ciência e a tecnologia desde cedo. Este sucesso a gente já conquistou", disse Cândido.





segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Pintores brasileiros (9) -- A arte de Paulo Pasta

[Ver postagem anterior.

Para a elaboração desta postagem me baseei, fora a inevitável e essencial Internet, no livro "Paulo Pasta Pinacoteca Cosacnaif", patrocinado pelo Governo do Estado de São Paulo através da Secretaria de Cultura e da Pinacoteca do Estado. Usei também o site do pintor. O que estiver entre colchetes e em itálico é de minha responsabilidade.]


Paulo Pasta (1959-) - (Foto: site do pintor)

Paulo Pasta (1959-) - (Foto: Google)

Ariranha/SP (1959) Doutor em artes visuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo - ECA / USP (SP). Recebeu a Bolsa Emile Eddé de Artes Plásticas do MAC/USP (SP) em 1988. Dentre as exposições realizadas, destaque para individual na no Centro Cultural Maria Antonia, em 2011, para o Panorama dos Panoramas, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 2008, e para individual na Pinacoteca do Estado de São Paulo, em 2006. Como professor, lecionou pintura na Faculdade Santa Marcelina - FASM, entre 1987 e 1999, e desenho na Universidade Presbiteriana Mackenzie, entre 1995 e 2002. É professor da USP desde 2011 e, da FAAP, desde 1998. 

Cronologia

1977 Muda-se para São Paulo, para cursar o preparatório do vestibular de arquitetura. No cursinho, é aluno de Carlos Fajardo e Luiz Paulo Baravelli. Fajardo o influencia sobre a compra de material de pintura e sobre assuntos artísticos. Pasta começa, então, a frequentar as aulas de desenho de modelos vivos na Pinacoteca do Estado de São Paulo e convive com as obras do acervo desse museu. Nesse mesmo período, faz visitas frequentes ao acervo do Museu de Arte de São Paulo, Masp. Prestes a se inscrever na prova para a Faculdade de Arquitetura, confi dencia apenas ao seu irmão mais velho, José Antônio Pasta Júnior, professor de literatura da USP e crítico literário, sobre a desistência quanto a essa carreira. O irmão o apoia, e Pasta ingressa, em 1978, na Escola de Artes Plásticas da USP. 

1979 No segundo ano de faculdade, começa a dar aulas de pintura em uma escola nos arredores de sua casa, atividade que exerce até hoje. 

1980 Atua como monitor e arte-educador na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Passa a ter um contato mais estreito com as pinturas de Almeida Júnior, Castagneto, Parreiras, e pintores do Grupo Santa Helena, em especial, Alfredo Volpi. Seus desenhos e pinturas, nessa época, retratavam, pela memória, as paisagens Cronologia de canaviais de sua terra natal. Cria obras abstratas, nas quais utiliza uma gama cromática reduzida, explorando variações tonais. Realiza exposições individuais nas Galerias Campus/USP de Ribeirão Preto e de São Carlos. 

1983 Gradua-se em artes plásticas na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo - ECA/USP, onde estudou desenho e gravura em metal com Evandro Carlos Jardim, litografi a e serigrafi a com Regina Silveira e pintura com Carmela Gross. 

1984 Participa de uma mostra no espaço DHL, na avenida Paulista, com o amigo Cláudio Mubarac. Desenhos e pinturas de paisagens de cunho naturalista preenchem a sua primeira exposição individual. 

1986 Participa do IX Salão Nacional de Arte Contemporânea da Funarte no Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro, conquistando o Prêmio Aquisição. Expõe trabalhos no IV Salão Paulista de Arte Contemporânea, onde ganha a admiração do galerista Paulo Figueiredo, seu marchand até 1993. 

1987 Exerce atividade docente na Faculdade Santa Marcelina e Faculdades Alcântara Machado. Recebe o Prêmio Secretaria do Estado da Cultura no V Salão Paulista de Arte Contemporânea. Realiza a exposição individual "Pinturas" no Centro Cultural Cândido Mendes, Rio de Janeiro, e também participa da exposição "Imagens da segunda geração", no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, com curadoria de Tadeu Chiarelli. 

1988 Recebe a Bolsa Emile Eddé de Artes Plásticas. Ganha sala especial no VI Salão Paulista de Arte Contemporânea. Expõe individualmente no Centro Cultural Cândido Mendes. Workshop Berlim/São Paulo, Museu de Arte de São Paulo e Kunsthalle de Berlim, Alemanha. 

1989 Recebe Prêmio Viagem no XI Salão Nacional de Artes Plásticas da Funarte, Rio de Janeiro. Expõe individualmente no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP). Organiza, em seu ateliê, a exposição "10 artistas", na rua Fortunato, 85, São Paulo. Participa das exposições "Novos valores latino-americanos", no Museu de Arte de Brasília; "Arte paulista - perspectivas recentes", no Centro Cultural São Paulo, e "Panorama atual da pintura", no Museu de Arte Moderna de São Paulo. 

1990 Recebe o Prêmio Brasília de Artes Plásticas no Museu de Arte de Brasília - MAB/DF. Expõe, individualmente, na Pasárgada Arte Contemporânea, Recife. Participa da exposição "Olhar Van Gogh", no Masp, e no Palácio das Artes, Belo Horizonte. 

1991 Expõe na Galeria de Arte Paulo Figueiredo, em São Paulo. Participa da III Bienal de Cuenca, no Equador e da exposição "La nueva generación", no Museo de Bellas Artes, Caracas, Venezuela. Participa da coletiva "BR 80", na Galeria Itaú, São Paulo. 

1992 Participa da exposição "13 artistas paulistas", no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Expõe no Programa de Exposições de Arte Contemporânea do Centro Cultural São Paulo. 

1993 Exibe individualmente na Itaú Galeria de Belo Horizonte. Participa de uma exposição no Studio Kostell, Paris. 

1994 Participa da XXII Bienal Internacional de São Paulo. Expõe individualmente na Galeria Anna Maria Niemeyer, Rio de Janeiro. 

1995 Professor da Universidade Mackenzie, onde permanece até 2002. Realiza individual a Sala Alternativa de Artes Visuais, Caracas, Venezuela. 

1996 Expõe na Galeria Camargo Vilaça, em São Paulo; e na Galeria Casa da Imagem, em Curitiba. Participa da exposição "Vento sul" com itinerância pelas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires e Montevidéu. 

1997 Recebe o Grande Prêmio Price Waterhouse - Conjunto de Obras, no Panorama de Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP). Expõe na Galeria Anna Maria Niemeyer, Rio de Janeiro. Participa do projeto Arte Cidade III - A Cidade e suas Histórias, São Paulo. 

1998 Torna-se professor de pintura na Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP. Ministra cursos livres em várias instituições culturais, como o Museu Brasileiro de Escultura - MuBE. É publicado o livro Paulo Pasta, pela Edusp, com textos críticos de Rodrigo Naves, Nuno Ramos, Alberto Tassinari e Lorenzo Mammì. Expõe na Galeria Vicente do Rego Monteiro, Fundação Joaquim Nabuco, em Recife; e também na Galeria Casa da Imagem, em Curitiba. 

1999 Expõe na Galeria Camargo Vilaça, São Paulo. Participa das exposições "O Brasil no século da arte - a Coleção MAC/USP", Galeria de Arte do Sesi; "Quase fi gura", MAM e "80 anos de arte no Brasil", MAM, todas em São Paulo. 

2000 Expõe na Galeria Celma Albuquerque, Belo Horizonte. Participa das mostras "Brasil + 500 - Mostra do Redescobrimento", Pavilhão da Bienal, São Paulo; "Obra nova", Museu de Arte Contemporânea, São Paulo; "A pintura dos anos 90", MAM/SP; "Projeto Macunaíma Refl exões", Funarte, Rio de Janeiro. 

2001 Expõe na Galeria Anna Maria Niemeyer, Rio de Janeiro. Participa das exposições "O espírito de nossa época", Coleção Dulce e João Carlos Figueiredo Ferraz, MAM/SP; "A cor na arte brasileira", no MAM/SP; "Espelho cego", Coleção Marcantônio Vilaça, Paço Imperial, Rio de Janeiro; Museu de Arte Moderna de São Paulo. Participa da 3a Bienal do Mercosul, Porto Alegre. 

2002 Expõe na Galeria Nara Roesler e Centro Cultural Maria Antônia, ambos em São Paulo. Participa das exposições coletivas "Estratégias para deslumbrar", Fiesp, São Paulo; "Caminhos do contemporâneo", Paço Imperial, Rio de Janeiro e Pinacoteca do Estado de São Paulo; e também de "O plano como estrutura, o plano como fi gura", MAM/SP. Obtém título de mestre pela Universidade de São Paulo. 

2003 Expõe na Galeria 10,20 x 3,60, São Paulo. Participa das coletivas "2080", MAM/SP e "Uma certa pintura", na Galeria Casa da Imagem, Curitiba. 

2004 Expõe no Centro Cultural São Paulo como artista convidado. Participa das coletivas "Heterodoxias", na Casa da Ribeira, Natal e também na Galeria Paulo Darzé, em Salvador. 

2005 Arte em Metrópolis, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil. 

2006 Expõe, em mostra com caráter retrospectivo, com curadoria de Tadeu Chiarelli, na Estação Pinacoteca, São Paulo. Participa das coletivas "Acervo contemporâneo da Pinacoteca do Estado de São Paulo e Coleção Dulce e João Carlos Figueiredo Ferraz", no Museu de Arte de Ribeirão Preto; "MAM [na] Oca", OCA, São Paulo; "Da pintura contemporânea", Casa da Imagem, Curitiba e "Ao mesmo tempo o nosso tempo", MAM/SP. É lançado o livro Paulo Pasta, pela Cosac Naify, com ensaios críticos de Tadeu Chiarelli, Paulo Venâncio Filho e Lorenzo Mammì. 

2007 Expõe na Galeria Millan, São Paulo. Individual na Galeria Art'Lounge, em Lisboa, "O silêncio da pintura". Participa das coletivas "Pintura brasileira no acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo", no Museu de Arte Moderna do Espírito Santo, Vitória; "Conexões", MAC/USP, e "80/90 modernos - pós-modernos, etc.", Instituto Tomie Ohtake, São Paulo. 

2008 Expõe no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, com curadoria de Ronaldo Brito. Participa das coletivas "Panorama dos panoramas", MAM/SP; "Arquivo geral", Centro Cultural da Justiça Eleitoral, Rio de Janeiro, e "Arte contemporânea: aquisições recentes da Pinacoteca do Estado de São Paulo", Pinacoteca do Estado de São Paulo. 

2009 Realiza individual "Por que desenho", na H.A.P. Galeria, Rio de Janeiro. Participa das coletivas "Matisse hoje", Pinacoteca do Estado de São Paulo, "Dentro do traço, mesmo", Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre. Curador da exposição "Nasci errado e estou certo", com trabalhos de José Antônio da Silva, na Galeria Estação, São Paulo. 

2010 Dedica-se também à produção de serigrafias. Publica o álbum 9 serigrafias pela Papel Assinado, São Paulo. 

2011 Exposição "Sobrevisíveis", no Centro Cultural Maria Antônia. Participa das exposições coletivas "Europalia, International Art Festival", Bruxelas, Bélgica; "Percursos contemporâneos", Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba, SP; "1911-2011: arte brasileira e depois, na Coleção Itaú", Palácio das Artes, Belo Horizonte, e Paço Imperial, Rio de Janeiro; mostra inaugural da SIM Galeria, Curitiba, e "Espaços da cor", no Paço das Artes, São Paulo. Obtém o título de doutor em artes visuais pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Torna-se professor convidado do Departamento de Artes Plásticas da Universidade de São Paulo. 

2012 Lançamento do livro Educação pela pintura, uma coletânea de textos do pintor editada pela WMF Martins Fontes. Individual na Galeria Millan, "O fim da metade é o começo do meio", com oito óleos recentes de grandes dimensões. Expõe individualmente em Ribeirão Preto, na Galeria Adearte "Coleção do artista", com trabalhos de pequenas dimensões. Participa da coletiva de inauguração da nova sede do Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba, SP. Curador da exposição "O mundo embrulhado para presente", com trabalhos de Júlio Martins da Silva, na Galeria Estação, São Paulo. 

2013 Exposição Coletiva "Correspondências", no Instituto Tomie Ohtake, com curadoria de Agnaldo Farias e Paulo Miyada; "Pinturas Recentes", em Individual, na Fundação Iberê Camargo, dos dias 6 de Junho a 25 de Agosto, sob a curadoria de Tadeu Chiarelli. 

Fortuna (1987), óleo e cera sobre tela, 50 x 61,3 cm. Coleção Tadeu Chiarelli - (Foto: Google)


No primeiro texto do livro da Cosacnaif citado acima, sob o título "O silêncio onde hoje a pintura habita", Tadeu Chiarelli aborda a tela acima, de que é proprietário. Eis alguns trechos do que escreveu:

"Em 1987, Paulo Pasta produziu uma pintura que, mesmo se enquadrando na série que então produzia, possui algumas singularidades que a tornam única. Como as outras, ela é monocromática, num tom de vermelho que evoca uma ancestralidade italiana ou, pelo menos, de certos muros daquele país.

(...) Refiro-me à quase previsível remissão que se faz às fachadas de Alfredo Volpi [ver postagem anterior], quando se observa essa obra. A pintura do artista de Lucca e do Cambuci também impregna o trabalho de Pasta (...). A pintura de Pasta, apesar de impor-se pelo monocromatismo radical e pela inscrição do gesto e da palavra, possui aquela latência típica tanto das chapas de gravura quanto das primeiras pinturas de Volpi e seus companheiros. Embora potente como realização, em sua configuração fechada em si mesma, ela parece uma mensagem do que ainda poderá vir a ser. (...)"

Obras (clique nas imagens para ampliá-las)



Sem título (1985), esmalte e carvão sobre papel, 200 x 150 cm. Coleção do artista - (Foto: Google)



Sem título (1985), guache sobre papel, 80 x 100 cm. Coleção particular - (Foto: Google)



Sem título (1986), óleo sobre tela, 40 x 50 cm - (Foto: Google)



Sem título (1986), óleo e areia sobre tela, 40 x 50 cm - (Foto: Google)



Sem título (1987), óleo e cera sobre tela, 40 x 50 cm. Coleção Fernando Azevedo e Chico Teixeira - (Foto: Google)



Sem título (1987), óleo e cera sobre tela, 160 x 210 cm. Coleção Raphael Serruya - (Foto: Google)



Sem título (1987), óleo e cera sobre tela, 100 x 120 cm. Coleção do artista - (Foto: Google)



Sem título (1988), óleo sobre tela, 130 x 170 cm. Coleção Marcelo Araujo - (Foto: Google)



Sem título (1989), óleo e cera sobre tela, 190 x 220 cm. Coleção Maria Teresa Sozio - (Foto: Google)



Sem título (1989), óleo e cera sobre tela, 220 x 190 cm. Coleção Adalberto Cail - (Foto: Google)



Sem título (1990), óleo e cera sobre tela, 30 x 40 cm - (Foto: Google)



Sem título (1990), óleo sobre tela, 50 x 40 cm - (Foto: Google)




Colunas (199?), óleo sobre tela, 20 x 30 cm - (Foto: Google)



Sem título (1991), óleo e cera sobre tela, 220 x 190 cm - (Foto: Google)



Sem título (1996), óleo e cera sobre tela, 180 x 220 cm. Coleção particular - (Foto: Google)



Sem título (1997), óleo e cera sobre tela, 180 x 220 cm. Museu de Arte de São Paulo - (Foto: Google)



Sem título (2003), óleo sobre tela, 20 x 30 cm. Coleção do artista - (Foto: Google)



Sem título (2005), óleo sobre tela, 190 x 220 cm. Coleção Maria Vitória e PauloGalvão- (Foto: Google)



Sem título (2005), óleo sobre tela, 190 x 220 cm. Coleção particular - (Foto: Google)



Sem título (2006), óleo sobre papel, 50 x 70 cm - (Foto: Google)



Viga laranja (2007), óleo sobre tela, 50 x 60 cm. Coleção Andréa e José Olympio Pereira - (Foto: Google)



Viga ocre (2007), óleo sobre tela, 50 x 60 cm. Coleção Andréa e José Olympio Pereira - (Foto: Google)



Funâmbulo ultramar (2007), óleo sobre tela, 180 x 220 cm. Coleção Orandi Momesso - (Foto: Google)



Orelha de gato (2007), óleo sobre tela, 50 x 60 cm. Coleção Andréa e José Olympio Pereira - (Foto: Google)



Sem título (2007), óleo sobre tela, 50 x 60 cm. Coleção do artista - (Foto: Google)



Viga laranja (2008), óleo sobre papel, 190 x 150 cm - (Foto: Google)




Sem título (2010), óleo sobre tela, 30 x 40  cm. Coleção Andréa e José Olympio Pereira - (Foto: Google)



Sem título (2010), óleo sobre tela, 120 x 150 cm. Coleção Ângela e Antônio Alberto Gouvea Vieira - (Foto: Google)



Sem título (2010), óleo sobre tela, 180 x 220 cm. Coleção particular - (Foto: Google)




Sem título (2011), óleo sobre papel, 50 x 70 cm -(Foto: Google)



Sem título (data:?), serigrafia, 76 x 100 cm - (Foto: Google)



Azul três cruzes 2 (2012), óleo sobre tela, 240 x 300 cm. Coleção BGA - Brazil Golden Art - (Foto: Google)



Noturno da consolação 2 (2012), óleo sobre tela, 240 x 300 cm. Coleção do artista - (Foto: Google)



O dia (2012), óleo sobre tela, 240 x 300 cm - (Foto: Google)



A noite (2012), óleo sobre tela, 240 x 300 cm. Instituto Figueiredo Ferraz - (Foto: Google)




Sem título (2013), serigrafia sobre papel, 115 x 150 cm - (Foto: Google)



Sem título (2013), óleo sobre papel, 24 x 33 cm - (Foto: Google)





Sem título (2015), óleo sobre papel - (Foto: Google)





quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

O antiepilético Depakene (também usado contra distúrbios bipolares) é foco de um gigantesco e bilionário escândalo na França envolvendo seus efeitos colaterais. O que acontece no Brasil, onde o Depakene também é comercializado?

[Na área da saúde, como em várias outras, volta e meia fica-se sabendo de coisas que nos deixam com a nítida e inequívoca impressão de que nós brasileiros somos considerados uma sub-raça pelas empresas farmacêuticas multinacionais, um bando de cobaias que não merecem (nem exigem) respeito. E as nossas "autoridades" contribuem ativamente para isso, fingindo-se de mortas. O caso da Novalgina é clássico: é proibida em vários países de primeira linha, mas aqui é vendida livremente.

No setor automobilístico é a mesma coisa: montadoras fabricam aqui carros muito menos seguros que os de mesma marca que fabricam fora do Brasil. Ver, por exemplo:

O que estiver entre colchetes e em itálico é de minha responsabilidade.]

Depakene, um escândalo de 6 bilhões de  euros

Anne Jouan  -- Le Figaro, 14/0/2016


Pelo menos 12.000 crianças nasceram na França com problemas atribuíveis ao Depakene [cujo nome comercial é Dépakine nesse país] - (Foto: Garo/Phanie)


Segundo as contas feitas pelo Le Figaro, o custo das más-formações para a sociedade alcança já vários bilhões de euros. Resta saber quem do Estado ou do laboratório farmacêutico pagará a fatura final.

Assim, 12.000 "crianças Depakene" teriam nascido na França entre 1967 e 2015. Essa cifra estarrecedora resulta de cálculos feitos por Catherine Hill, epidemiologista e ex-membro do conselho científico da agência de medicamentos (ANSM - Agência Nacional de Segurança do Medicamento e dos Produtos de Saúde, França), que já havia trabalhado no caso Mediator [remédio contra a diabete usado durante anos como moderador de apetite na França, onde provocou centenas de mortes] e aborda regularmente o tema dos malefícios do álcool.

Para chegar àquela conclusão, ela partiu dos resultados do seguro-doença e da ANSM, publicados no final de agosto. Segundo as duas instituições, entre 2007 e 2014 mais de 14.000 foram "expostas" ao valproato de sódio, a substância ativa do Depakene, do Depakote e da Dopamina. A epidemiologista usou também os dados disponíveis sobre as vendas anuais de valproato de 1983 a 2015. Ela partiu da premissa de que a relação entre as grávidas expostas e as vendas era constante antes de 2007 e igual à relação observada em 2007, e que em 2015 era igual à de 2014. Para Catherine Hill, com base na totalidade de vendas do produto na França entre 1967 e 2015, um total de 50.000 foram expostas ao valproato durante uma gravidez, seja para cuidar de uma epilepsia seja para tratar de problemas de bipolaridade.

Dessas 50.000 grávidas, 30.000 crianças nasceram vivas. Sabe-se que 10% das crianças expostas ao valproato no útero têm más-formações, o que corresponde a 3.000 crianças malformadas, e que 40% dessas crianças terão problemas neurocomportamentais, ou seja 12.000 crianças. Como algumas dessas crianças acumulam esses problemas, inclusive entre 1967 e 2015, pelo menos 12.000 crianças portanto nasceram na França com problemas imputáveis ao Depakene. 

A partir dessas estimativas, o Le Figaro usou sua calculadora. Tomamos o dossiê de expertise judiciária de uma criança moderadamente afetada, avaliamos seu custo e depois o multiplicamos por 12.000, o número de crianças Depakene nascidas desde 1967. Resultado: um custo de 6 bilhões de euros para a sociedade, para cuidar das deficiências dessas crianças desde o nascimento até os 18 anos. (...)

Segundo especialistas legais, as deficiências provocadas numa criança pelo Depakene fazem com que ela precise da presença de uma terceira pessoa duas horas e meia por dia, para a vida quotidiana e para a escolar. A criança precisa igualmente ser ajudada durante o período escolar por um Ajudante de Vida Escolar [AVS, na sigla em francês -- pessoa que se ocupa do acompanhamento, da socialização, da segurança e da ajuda à escolarização de crianças em situação de deficiência ou que apresentem problemas de invalidez por questões de saúde, seja no ensino normal seja no especializado] pago diretamente pelo governo via Ministério da Educação por 10 horas semanais. A esses custos se junta a ajuda de custo a ser dada aos pais até que a criança chegue aos 18 anos, no valor de 300 euros por mês. Ou seja, no mínimo um total de 500.000 euros imposto à sociedade até que a criança afetada alcance sua maioridade. Assim, multiplicando-se esse valor pelo número de crianças calculado por Catherine Hill chega-se ao montante de 6 bilhões de euros.

Fica a questão fundamental: quem pagará isso? Por enquanto, é a coletividade nacional que arca com esses custos. Mas, o Estado, que se encarrega das vítimas, desejará ser reembolsado posteriormente pelo fabricante do medicamento ou decidirá fazer com que opere apenas a solidariedade nacional? A criação de um fundo de indenização está em discussão entre o Ministério da Saúde e as famílias das crianças afetadas.

[Ver também:


Em outra reportagem, o Le Figaro informa que o laboratório Sanofi, fabricante do Depakene, afirma às famílias atingidas que é o Estado que deverá indenizá-las. Consultado por carta pelo jornal, o laboratório respondeu através de seu diretor presidente geral Marc-Antoine Lucchini: "Nos permitimos lembrar-lhes que os riscos terapêuticos, notadamente os iatrogênicos (consequências nefastas sobre o estado de saúde provocadas por ato ou medida praticado ou prescrito por um profissional da saúde) são custeados pelo Oniam [sigla francesa para Birô Nacional de Indenização de Acidentes Médicos], que propõe um procedimento de indenização rápido que deveria poder responder às expectativas dos senhores e das famílias atingidas por tais situações".

Em sua edição impressa de 8 de setembro de 2016, a revista francesa Le Point escreve em reportagem de Jerôme Vincent: 

"A equação é simples. Sabendo que o ácido valpróico (Depakene, Depakote, ...) é um tratamento principal da epilepsia e de segunda intenção para distúrbios bipolares, ao qual 51.512 mulheres em idade de procriar foram submetidas no primeiro trimestre deste ano; sabendo que esse produto acarreta para os bebês expostos in utero um risco elevado de más-formações congênitas e um risco acrescido de autismo e de retardo de aquisição da linguagem e/ou da locomoção, a ponto de que se solicita que seja proibido durante os dois primeiros meses de gravidez ou se possível além disso, salvo indicação excepcional, os médicos que o receitam são responsáveis e negligentes para com seus pacientes?

O Dr. Hubert Journel, pediatra e geneticista no hospital de Vannes, tem uma opinião fundamentada sobre o assunto já que foi um dos primeiros especialistas franceses a emitir um alerta sobre os perigos dessa molécula nos anos 80 e acompanha dezenas de pessoas congenitamente malformadas e intelectualmente reduzidas na Bretanha. 

"Em geral, os neurologistas ou os psiquiatras que cuidam das mulheres epiléticas ou maníaco-depressivas não se comunicam com os clínicos gerais que prescrevem e prorrogam as receitas, nem com os ginecologistas-obstetras que acompanham a mulher durante sua gravidez até o parto", diz ele. "Os ginecologistas e os clínicos gerais não mais se falam de maneira constante ou habitual. Não há na França a profissão do assistente médico, que auxilia o médico e se encarrega da educação terapêutica das mulheres em idade de procriar e de sua informação sobre medicamentos. Creio que os milhares de médicos que ainda prescrevem o Depakene durante a gravidez o fazem por ignorância.  

"De 80 a 90% das mulheres grávidas epiléticas sob esse tratamento podem beneficiar-se de uma alternativa: suspensão de todo tratamento, diminuição das doses, tomar uma dose por dia em vez de duas ou três, submeter-se a um outro tratamento epilético de menor risco. Mas, permitamos algumas desculpas a esses médicos. Algumas mulheres têm um desejo de ter um filho mais forte do que a percepção dos riscos do tratamento. Durante vários meses, é bastante fácil esconder uma gravidez de seu médico. Enfim, há razões médicas para dar ácido valpróico a uma mulher epilética grávida que não responde senão a esse tratamento". 

Em todo caso, a prescrição abusiva de um medicamento perigoso não é erro exclusivo do Estado ou da indústria farmacêutica.

No Brasil, o Depacon, o Depakene e o Depakote -- todos à base do valproato de sódio -- são produzidos e vendidos pela Abbott Laboratórios do Brasil Ltda. Diante do exposto acima, cabe perguntar: 
  • o que já foi feito no Brasil, nos moldes do que se fez e se vem fazendo na França, sobre o uso do Depakene e de outros medicamento com valproato de sódio por mulheres epiléticas grávidas? Se foi feito algo, quais os resultados obtidos?
  • quais são a posição e a orientação do Ministério da Saúde, da ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar, da Anvisa, do Conselho Federal de Medicina e de quem mais seja sobre o assunto? E da Abbott, que fabrica o Depacon, o Depakene e o Depakote?]



quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Além dos deputados, os senadores também são beneficiados com atendimento médico de primeiro mundo e regime de aposentadoria idem

Recentemente, fiz uma postagem escancarando as absurdas mordomias e regalias dos serviços médicos para os deputados federais. Hoje é a vez de fazer o mesmo com as mordomias e regalias dos senadores, outro bando de mafiosos que deitam e rolam às nossas custas.

 


Vejam agora a cara do cidadão brasileiro que assiste esse vídeo e banca essa farra toda:


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

ACADEMIA DE MALFEITOS RENAN CALHEIROS (AMARENAN)

ACADEMIA DE MALFEITOS RENAN CALHEIROS (AMARENAN)

A única no país cuja eficiência é reconhecida, chancelada, avalizada e difundida pelo STF - Supremo Tribunal Federal. 

Com seus métodos didáticos e pedagógicos, na teoria e na prática, consagrados ontem (07/12/2016) em sessão histórica e "patriótica" do plenário da Suprema Corte do país, a AMARENAN tem cursos intensivos e profundos de subgraduação, graduação, mestrado, doutorado, pós-doutorado e hiper-pós-doutorado em:

  • peculato na vida pública
  • fatiamento da Constituição Federal
  • uso da mentira, da falácia, da hipocrisia, do cinismo e da imoralidade na vida parlamentar e na manutenção de poderes
  • cooptação do Judiciário e da Justiça na consecução de objetivos políticos e outros pessoais, de qualquer natureza -- destes objetivos, o mais caro à AMARENAN é o de destruir os ideais democráticos e éticos de  toda uma geração de brasileiros
  • desconstrução definitiva do mito fossilizado de que "o crime não compensa"
  • sobrevivência em ambientes fétidos e pestilentos de qualquer natureza
  • como permanecer com poderes constitucionais, presidir o Congresso Nacional e decidir sobre projetos bilionários mesmo sendo réu por peculato na mais alta corte do país
  • como persistente e reiteradamente praticar o mal e continuar o tal
  • como manobrar e controlar autoridades dos três poderes da República, ostensivamente ou nos bastidores
  • como transformar subterrâneos imundos e fétidos da política em veias abertas e públicas de sucesso  para chegar a um poder sem limites
  • saneamento de araque e de fachada de pocilgas políticas
  • a aplicação de conceitos mafiosos ostensivos para destruir juizecos e obter concessões de juizões.
A AMARENAN trabalha com o conceito de ementa aberta em todos os seus cursos, para garantir-lhes permanente modernidade e atualização. A Academia mantém um Departamento de Altos Estudos para análise permanente e captação de conhecimentos de instituições de renome internacional como a siciliana Cosa Nostra, a napolitana Camorra e a calabresa 'Ndrangeta. Para trabalhar com tranquilidade e sem interferências espúrias de qualquer nível, os professores e pesquisadores desse Departamento não têm seus nomes divulgados e são mantidos longe de qualquer contato humano trivial.

Com a direção segura, arrojada e desafiadora do senador Roman Calheiros, a AMARENAN é a garantia certa para fazer você vencer na vida, não importa como. Em caso de dúvida, é só consultar os seis ministros do STF (Cármen Lúcia, Celso de Mello, Teori Zavaski, Dias Toffoli, Luiz Fux e Ricardo Lewandowski) que ontem mantiveram o senador peculatário alagoano no comando do Senado e do Congresso Nacional e de decisões vitais que afetam as vidas de todos nós, incluindo esses juízes do sexteto desafinado do STF.


Ecce homo: Renan Calheiros, estrategista, financiador e alma impura da AMARENAN - (Foto: Google)

domingo, 4 de dezembro de 2016

G.R.E.S.UCLAVA (Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos Contra a Lava Jato) saúda e reverencia o povo de Marginália, apresenta seu enredo permanente e pede passagem

Fundada em março de 2014 por um grupo expressivo de políticos apreensivos, defensores ferrenhos do direito de ir e vir dentro dos meandros da política nacional para auferir benefícios materiais e imateriais, nos ambientes público e privado, sem a intromissão e a resistência abusivas, perniciosas e insuportáveis do Judiciário através do MP (Ministério Público) e das cortes de diversas instâncias do país, a G.R.E.S.UCLAVA - Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos Contra a Lava Jato já nasceu no Grupo A, grande, enorme, em feitos e arrecadações.

Partidários irredutíveis do conceito de que os feitos -- de preferência ou exclusivamente com o prefixo "mal" -- têm que ter obrigatoriamente as dimensionais continentais do país, seus membros para isso planejaram, esquematizaram, implementaram e sustentaram contra tudo e contra todos operações de magnitude e amplitude jamais vistas no Brasil e alhures, com nomes sugestivos e criativos como mensalão, petrolão, eletrolão, apoderação de grandes fundos de pensão estatais, e muito mais. Extremamente inovadores, em escala, no alcance e no modus faciendi.

Considerando a Operação Lava Jato a expressão escarrada e hiperbólica da abusiva e insuportável intolerância do Judiciário com direitos e necessidades considerados legítimos pelos veteranos e ingressantes da Escola, a UCLAVA transformou a destruição dessa Operação em sua meta e missão permanentes. (Fotos Google)

PRINCIPAIS DADOS E CARACTERÍSTICAS DA UCLAVA



Presidente honorário e Patrono vitalício




Luiz Inácio Lula da Silva - Idealizador, estrategista, implementador, consultor permanente e relações públicas da "Operação pela Destruição da Lava Jato", é também peça chave na obtenção de recursos financeiros e estruturais para a UCLAVA. Sua identidade e sua intimidade profundas com o petrolão, por ação e omissão, o consolidam como ator e agente de incomensurável valor para a Escola. 


Membro fundador



José Dirceu -- principal mentor do patrono da UCLAVA, é considerado o Richelieu das atividades políticas de Lula. Ultimamente, tem passado períodos sabáticos sucessivos  na prisão. 


Fundadora e Diretora de Desarmonia 



Dilma Rousseff -- invenção do patrono vitalício da UCLAVA, é recordista de sugestões de temas revolucionários para enredos da Escola tais como: duplicação de meta inexistente, apologia da mandioca, homenagem à mulher sapiens, estocar vento, e outras pérolas do gênero. Desafina até gargarejando.


Célula-mãe da UCLAVA e de suas figuras históricas



PT - Partido dos Trabalhadores, que tem como uma das principais tropas de frente de seu "exército" o MST - Movimento dos Sem Terra, comandado por João Pedro Stédile e protagonista de memoráveis demonstrações de baderna e vandalismo Brasil afora, financiadas com dinheiro público.


Célula-mãe siamesa da UCLAVA




PMDB - Partido do Movimento Democrático Brasileiro -- atua mais no Circuito Chanel da política brasileira. Seus líderes fazem proselitismo político e financeiro pessoais, com dinheiro público e privado, através de jantares antológicos em restaurantes internacionais 5 estrelas, aquisição de jóias caríssimas, criação e venda de vacas premiadas que valem milhões, uso escuso de dinheiro público, tráfico de influência e outros que tais. A fina flor dessa gente está aí nas fotos acima.


Partidos mecenas e mercenários formadores da UCLAVA


Todos os partidos que compõem o Congresso Nacional. O critério básico para admissão na UCLAVA foi o voto a favor da mutilação do projeto anticorrupção para proteger políticos que têm contas a pagar com a Justiça, na votação feita na Câmara dos Deputados na madrugada do dia 30 de novembro recente, enquanto o país traumatizado chorava a tragédia com o time da Chapecoense na Colômbia. Cada partido contribuiu com pelo menos um voto para fazer do projeto original um Frankenstein de proteção a malfeitores.


DIRETORIA EXECUTIVA DA UCLAVA

Os diretores apresentados abaixo se manterão em seus cargos enquanto estiverem em liberdade.

Presidente e carnavalesco



Renan Calheiros, presidente do Senado Federal e figura exponencial na articulação de manobras de toda natureza para torpedear a Lava Jato e o Judiciário em suas ações contra políticos. Profundo conhecedor e ativo agente do submundo político brasileiro, PhD em maquiavelismo, mutretas e pilantragens, exímio explorador do foro privilegiado, é denunciado no STF em 11 processos e a partir de 01 de dezembro corrente é réu por peculato na mesma Suprema Corte. É pelintra casca grossa e profundamente respeitado e admirado pela camarilha de baixa moral que reza pelo seu catecismo no Congresso Nacional e fora dele. Seus profundos e inquestionáveis conhecimentos de acrobacias, malabarismo e contorcionismo deixam prever momentos de glória para a UCLAVA na passarela.


Diretores Executivos




Eduardo Cunha - considerado sério rival de Renan Calheiros em currículo lato sensu e em capacidade maquiavélica de travar a política e o país, move-se como ninguém em areias movediças de pocilgas. Cumpre período sabático em prisão de Curitiba, sob a tutela do juiz Sergio Moro. É considerado um gênio para obter e gerir recursos financeiros de caixas 2 a 100.

Henrique Eduardo Alves - envolvido no petrolão e na mira da  Lava Jato, é considerado um quadro valioso da UCLAVA. Sua passagem pelo Ministério do Turismo o credencia ainda mais para participar da alta cúpula da UCLAVA.



Romero Jucá - chamado de "a raposa do Norte", aqui visto num gesto característico. É um dos políticos que mais "caem pra cima" neste país (Temer que o diga). Escorregadio e untuoso, é alvo de várias denúncias no STF por conta de atos ilícitos praticados na Funai e em outras instâncias, estes enquadrados nas operações Lava Jato e Zelotes. Tem altíssima cotação na UCLAVA.


Eliseu Padilha - outro peso pesadíssimo, aqui visto num gesto controverso: não se sabe se ele sinaliza 3% ou 30%, e de quê. Impressiona pela versatilidade e pela facilidade com que serviu e serve a distintos senhores de distintos credos e correntes, o que inclui um espectro que já varreu de FHC a Temer. Sua passagem pelo Ministério da Aeronáutica dá esperanças à UCLAVA de sonhar com voos ainda mais ousados.



Geddel Vieira Lima - também conhecido por "suíno", comanda a tropa de choque da UCLAVA. É responsável pela inovação de incluir um rolo compressor na Comissão de Frente da UCLAVA.



Rodrigo Maia - um dos dois diretores da Escola que não pertencem ao PT, nem ao PMDB, é valorizado porque topa tudo e está vendendo a alma ao diabo para se reeleger como presidente da Câmara, cargo que hoje ocupa em mandato tampão (ou tampax, como dizem alguns).  Sua condução de favorecimento explícito e irrestrito à deformação das medidas anticorrupção lhe rendeu o reconhecimento e o carinho da cúpula da UCLAVA.



Antonio Palocci - profundamente admirado e respeitado na UCLAVA, é o estrategista financeiro da Escola, atuando estreitamente com Lula, o patrono vitalício da agremiação.



Wewerton Rocha - de baixa estatura física, cívica, intelectual, moral e mental, o líder do PDT na Câmara foi recebido de braços escancarados na diretoria executiva porque, além e apesar de investigado por corrupção (o que é levado em altíssima conta na UCLAVA), foi o autor da emenda que desfigurou "10 medidas" do pacote anticorrupção.



Departamento Jurídico da UCLAVA

O DJ da Escola conta com nomes de grande projeção, porém de conteúdo e comportamento éticos e técnicos altamente questionáveis.


Gilmar Mendes


Ricardo Lewandowski


Dias Toffoli



Os "formiguinhas", assessores especiais da cúpula da UCLAVA

O diminutivo significa carinho e não menosprezo a pessoas admiradas na Escola, como: Delúbio Soares, João Vaccari Neto (e demais tesoureiros do PT pré e pós 2003), os senadores Valdir RauppGleisi Hoffmann, Lindbergh Farias, Vanessa Grazziotin, Humberto Costa. O senador Aécio Neves participa com destaque do discreto e reservadíssimo grupo dos "amigos ocultos" da UCLAVA, onde, a pedido seu, não é citado nominalmente e  sim como "Camaleão".


Instalações físicas da UCLAVA

Graças à generosidade de Lula, seu patrono vitalício, a Escola conta com instalações de alto nível, como o Instituto Lula, um tríplex em Guarujá e um sítio em Atibaia, todas no estado de São Paulo. No sítio, são feitos os ensaios e exercícios -- que a UCLAVA prefere chamar de "manobras" -- de evolução da Escola. 


ESTRUTURA CARNAVALESCA PROPRIAMENTE DITA DA UCLAVA

Alas permanentes


  • Ala das tornozeleiras eletrônicas
  • Ala das baianas -- Por questões de puro e ridículo machismo, Geddel ( o suíno) reluta em liderar essa ala  importante e tradicional, apesar de ter rodado a baiana inúmeras vezes. Por problemas de direitos autorais e patentes, a UCLAVA teve que desistir de usar para Geddel, quando no comando desta ala, uma fantasia da Porca Peppa (Peppa Pig).

Principais adereços de mão

Gazuas, alicates corta-cercas e corta-cadeados, fones de ouvido, representações gráficas de bots, cofres bancários suíços, bandeiras de piratas, bandeirolas com o retrato de Don Corleone, o Poderoso Chefão, etc.

Bateria

Conta inicialmente com 313 componentes, todos deputados federais, selecionados todos eles na emblemática votação na calada da madrugada de 30 de novembro que desfigurou completamente o pacote anticorrupção. Inovadora como toda a Escola, esta ala fundamental da UCLAVA conta com o maior de surdos (à opinião pública) e de caixas 2 de qualquer bateria da história carnavalesca brasileira.


Slogan da UCLAVA


"Non ducor, duco" : "Não sou conduzido, conduzo", roubado -- claro! -- da bandeira do Estado de São Paulo, terra onde Lula, o patrono vitalício da Escola, fez crescer enormemente seus patrimônios político e material.


Estandarte da UCLAVA


Além do slogan acima, o estandarte da Escola terá necessariamente uma imagem que expresse clara, inequívoca e objetivamente o repúdio da UCLAVA à atuação da Justiça. Já há negociações com o chargista Jarbas para que o desenho abaixo seja adquirido pela agremiação e sirva de base para a ilustração de seu estandarte:



Há uma outra corrente que defende o uso de uma imagem mais forte, como uma das usadas no culto vodu representada abaixo -- no estandarte, o boneco espetado seria a figura vendada da Justiça. Pode ser que prevaleça uma combinação das duas ideias.