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domingo, 22 de janeiro de 2017

Os migrantes contribuem com cerca de 10% da riqueza mundial

[A crise dos refugiados árabes e islâmicos em geral na Europa gerou uma discriminação injusta e cruel contra os imigrantes não só dessa onda, mas também contra os imigrantes em geral e estimulou o ressurgimento assustador de xenofobias e de ultranacionalismos de direita, empurrando a parte mais rica do mundo em termos econômicos e culturais para situações de confronto de dimensões e consequências imprevisíveis (ver postagem anterior). Hipocritamente, os críticos ferrenhos aos refugiados e imigrantes em geral estão usando essa crise dos refugiados -- que são migrantes forçados e não voluntários -- para atacar as imigrações em geral, omitindo os benefícios econômicos,  científicos e culturais que historicamente os estrangeiros imigrantes têm trazidos para os países que os acolhem. 

Vejamos alguns dados importantes sobre a migração em escala mundial, publicados pelo Banco Mundial em seu relatório de referência Migrants and Remittances Factbook 2016 (3rd edition) (Fatos sobre Migrantes e Remessas, 2016).

  • Mais de 247 milhões de pessoas, ou 3,4% da população mundial, vivem fora de seus países de origem. 
  • O principal destino das migrações são os Estados Unidos, seguidos por Arábia Saudita, Alemanha, Federação Russa, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, França, Canadá, Espanha e Austrália. 
  • De acordo com os dados oficiais disponíveis, a via México-Estados Unidos é o maior corredor de migração no mundo com o registro de 13 milhões de migrantes em 2013. Os próximos maiores  corredores são Rússia-Ucrânia, Bangladesh-Índia e Ucrânia-Rússia.
  • Países menores tendem a ter as taxas mas alta de emigrações qualificadas. Perto de 93% das pessoas altamente qualificadas da Guiana viviam fora do país, vindo em seguida o Haiti (com 75,1%), Trindade e Tobago (68,2%) e Barbados (66,2%).
  • Excluindo os refugiados da Margem Esquerda (Palestina) e da Faixa de Gaza, no Oriente Médio, o número de refugiados em 2014 era de 14,4 milhões. Cerca de 86% dos refugiados são acolhidos por países em desenvolvimento. Turquia, Paquistão, Líbano, Irã, Etiópia, Jordânia, Quênia, Chade e Uganda são os maiores países anfitriões desse universo de pessoas. 
  • Em 2015, estima-se que os fluxos de remessa financeira globais excederam os US$ 601 bilhões. Deste montante, calcula-se que os países em desenvolvimento receberam cerca de US$ 441 bilhões, quase três vezes o montante da assistência oficial para seu desenvolvimento. O valor real das remessas, incluindo fluxos não registrados através de canais formais e informais, é estimado ser significativamente maior.
  • Em 2015, os principais países destinatários de remessas formais, registradas, foram Índia, China, Filipinas, México e França. Entretanto, como parcela de seu PIB, países menores foram os maiores destinatários: Tajiquistão (42%), Quirguistão (30%), Nepal (29%), Tonga (28%) e Moldávia (26%).
  • Países de altas rendas são as principais fontes das  remessas. Os Estados Unidos são, de longe, a maior delas, com a saída registrada de estimados US$ 56,3 bilhões em 2014. Em seguida vêm Arábia Saudita, Rússia, Suíça, Alemanha, Emirados Árabes Unidos e Kuwait. Os seis países do Conselho de Cooperação do Golfo (Omã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Bahrein e Kuwait) foram responsáveis por US$ 98 bilhões de remessas para o exterior em 2014. 
A reportagem que traduzo a seguir, de Jean-Pierre Robin publicada no Le Figaro joga o devido foco na contribuição das migrações para a  riqueza mundial, com base em estudo feito pela McKinsey].

Os migrantes contribuem com cerca de 10% da riqueza mundial

Jean-Pierre Robin -- Le Figaro, 22/12/2016

As remessas financeiras de imigrantes para suas famílias totalizaram 580 bilhões de dólares em 2014. Na foto, serviço para transferências de dinheiro em Nova Iorque - (Foto: SIPANY/SIPA/SIPA)

Em comemoração pelo seu 25° aniversário, o Instituto Global McKinsey, cuja missão é analisar as  questões de produtividade, publicou um relatório sobre os migrantes e seu impacto na economia mundial. Ao tempo em que compõem hoje um grupo de cerca de 247 milhões de pessoas (que têm uma profissão, assim como suas famílias), ou seja 3,4% da população mundial, os migrantes contribuem com o montante de 9,4% do PIB mundial (algo como 6.700 bilhões de dólares, o equivalente à soma dos PIBs do Japão e da França).

"A despeito das inquietudes e das controvérsias que as cercam, as migrações transfronteiriças são o resultado normal de um mundo mais interconectado e de um mercado de trabalho mundial", observa o estudo, que se apresenta como uma defesa e ilustração dos fenômenos migratórios. A McKinsey estabelece desde o início a distinção entre "migrantes voluntários" (fala-se às vezes de migrantes econômicos), que constituem 90% do total, e os outros (10% , cerca de 25 milhões de pessoas) refugiados ou solicitantes de asilo. O pessoal das empresas multinacionais e os expatriados são migrantes, mas não os trabalhadores que se deslocam diariamente de uma fronteira para outra. Isso porque, por definição, "o migrante vive em um país onde não nasceu", o que exclui igualmente os imigrados de segunda ou terceira geração.

Da campanha eleitoral de Donald Trump, que propunha levantar um muro entre o México e os Estados Unidos, à guerra na Síria e aos emigrados africanos clandestinos, que enfrentam os riscos e perigos da travessia do Mediterrâneo, a polêmica só faz crescer. Incontestavelmente, os Estados Unidos são o primeiro destino dos migrantes (47 milhões), ainda que a União Europeia (mais a Suíça e a Noruega) constituam o principal território de acolhimento (58 milhões), esta cifra incluindo as migrações intraeuropeias. Hoje, os imigrantes representam 15% da população total dos Estados Unidos, 13% na Europa Ocidental e 48% nos países do Golfe árabe.

De um ponto de vista estritamente econômico os migrantes, e não unicamente as pessoas altamente qualificadas, são mais produtivos quando fora de seus países. Eles aportam cerca de "3 .000 bilhões de dólares a mais do que se ficassem em seus países de origem". Somente para a economia americana o aporte dos imigrantes é essencial, da  ordem de 2.500 bilhões de dólares, uma cifra considerável que equivale ao PIB da França e sobra a qual Donald Trump será levado a meditar.

Salários inferiores

Um estudo recente do Birô Nacional de Pesquisa Econômica [EUA] assinalava aliás que mais da metade dos PhD (os doutores em ciências) que trabalhavam nos setores dos Stem [acrônimo inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemáticas] eram imigrantes (trabalhando nos EUA sem ali terem nascido).

Da mesma forma, o aporte financeiro dos emigrantes para o desenvolvimento dos países onde nasceram é essencial. A McKinsey lembra que as remessas financeiras feitas pelo emigrantes às suas famílias totalizaram 580 bilhões em 2014. Tais remessas tornaram-se a principal forma de ajuda ao desenvolvimento, longe à frente da ajuda pública para esse fim. Esses fluxos financeiros são consideráveis para a Índia (70 bilhões de dólares em remessas), para a China (62 bilhões) e para as Filipinas (28 bilhões).

Outra questão muito debatida: "numerosos estudos acadêmicos têm demonstrado que a imigração não prejudica o emprego ou os salários dos autóctones", esclarece o estudo da McKinsey. Mesmo que ela possa ter efeitos negativos, que se observe um grande fluxo migratório numa região específica, que os imigrantes sejam substitutos diretos dos trabalhadores nacionais e que a economia do país de destino esteja em recessão. Por outro lado, os salários dos imigrantes são em compensação são de 20% a 30% inferiores às remunerações aos trabalhadores locais de mesma qualificação.

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DETALHES DO RELATÓRIO DO INSTITUTO GLOBAL MCKINSEY

Impacto e conveniência da migração global

Jonathan Woetzel, Anu Magdavkar, Khaled Rifai, Frank Mattern, Jacques Bughin, James Manyika, Tarek Elsmary, Amadeo Di Lodovico e Ashwin Hasyagar -- Novembro, 2016

Migração tornou-se um tema explosivo de debate em muitos países, mas a pesquisa do Instituto Global McKinsey (IGM) conclui que ela gera benefícios econômicos significativos --e uma integração mais efetiva dos imigrantes pode aumentar esses benefícios.

A migração é uma característica determinante do nosso mundo crescentemente interconectado. Tornou-se um tema explosivo de debate em muitos países, o que enfatiza a importância de se entender os padrões da migração global e o impacto econômico que é criado quando pessoas se deslocam através das fronteiras do mundo.  Um relatório recente do Instituto Global McKinsey (IGM), People on the move: Global migration’s impact and opportunity (Pessoas em movimento: impacto e oportunidade da migração global, em tradução direta),  objetiva satisfazer essa necessidade.

Os refugiados podem ser a face da migração na mídia, mas 90% dos 247 milhões de migrantes do mundo cruzaram fronteiras voluntariamente, usualmente por razões econômicas. Fluxos migratórios voluntários são tipicamente graduais, impondo menos estresse sobre a logística e sobre o tecido social sobre os países de destino do que os fluxos de refugiados. A maioria dos migrantes voluntários é de adultos em idade de trabalho, o que faz aumentar a parcela da população que é economicamente ativa nos países de destino. 

Os 10% restantes restantes [dos 247 milhões de migrantes] são de refugiados e de pessoas que buscam asilo, que fugiram para outros países para escapar de conflitos e perseguições. Grosseiramente, metade dos 24 milhões de refugiados do mundo está no Oriente Médio e na África, repetindo o padrão dominante de fuga para um país vizinho. Mas, o recente surto de refugiados na Europa fez com que a atenção do mundo desenvolvido se voltasse para esse tema. Um relatório que acompanha este relatório, "Europe's new refugees: A road map for better integation outcomes" ("Os novos/recentes refugiados da Europa: um itinerário para resultados de integração melhores") examina os desafios e oportunidades que confrontam os países individualmente.

Enquanto alguns migrantes viajam longas distâncias a partir de seus países de origem, a maior parte da migração ainda envolve pessoas deslocando-se para países vizinhos ou para países da mesma parte do mundo (ver figura). Globalmente, cerca de metade de todos os migrantes se deslocou de países em desenvolvimento para países desenvolvidos -- na  realidade, este é o tipo de movimento que cresce mais rapidamente. Quase dois terços dos migrantes do mundo residem em países desenvolvidos, onde frequentemente preenchem as  carências de mão de obra desses países. De 2000 a 2014, os imigrantes contribuíram com 40% a 80% da força de trabalho nos principais países de destino.


A maior parte do fluxo migratório consiste de pessoas se deslocando para outro país na mesma parte do mundo -  Os 1o principais movimentos (1), população migratória total em milhões, 2015 - Na coluna da esquerda:
  • de países em desenvolvimento da Europa Oriental e da Ásia Central para países em desenvolvimento na Europa riental e Ásia Central: 22,9 
  • de países em desenvolvimento da América Latina para a América do Norte: 22,1
  • da África Subsaariana para a África Subsaariana: 15,0
  •  da Europa Ocidental para a Europa Ocidental: 12,1
  • do Oriente Médio e do Norte da África para o Oriente Médio e o Norte da África: 10,1
Na coluna da direita:
  • de países em desenvolvimento na Europa Oriental e na Ásia Central para a Europa Ocidental: 10,0
  • do Oriente Médio e do Norte da África para a Europa Ocidental: 9,7
  • da Índia para o Conselho de Cooperação do Golfo: 8,2
  • da Ásia Austral (excluindo Índia) para o  Conselho de Cooperação do Golfo: 7,2
  • de países desenvolvidos da Europa Oriental e da Ásia Central para a Europa Ocidental: 5,8
(1) Inclui movimento tanto entre como dentro de regiões
Fontes: Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU; Banco Mundial; análise do Instituto Global McKinsey

Deslocar mão de obra para locais de produtividade mais alta incrementa o PIB global. Migrantes de todos os níveis de aptidão contribuem para esse efeito, quer através de inovação e empreendedorismo quer liberando os nativos para trabalhos de valor mais elevado. De fato, os migrantes compõem apenas 3,4% da população mundial mas a pesquisa do IGM detecta que contribuem com cerca de 10% do PIB global. Contribuíram com aproximadamente US$ 6,7 trilhões para o PIB global em 2015 -- cerca de US$ 3 trilhões a mais do que teriam produzido em seus países de origem. As nações desenvolvidas absorveram mais de 90% desse resultado.

Taxas de emprego são ligeiramente menores para imigrantes do que para trabalhadores nativos nos principais países de destino, mas isso varia com o nível de aptidão e com a região de origem. Extensa evidência acadêmica mostra que a imigração não prejudica o emprego e os salários nativos, embora possam existir efeitos negativos de curto prazo se houver um grande fluxo de imigrantes em uma região pequena, se os imigrantes por suas aptidões competirem muito de perto com os trabalhadores nativos, ou se a economia de destino estiver passando por uma recessão. 

A concretização e absorção dos benefícios da imigração dependem de como os recém-chegados são integrados no mercado de trabalho e na sociedade de seu país de destino. Hoje, os imigrantes tendem a ganhar de 20% a 30% menos que os trabalhadores nativos. Mas, se os países estreitarem para 5% a 10% essa defasagem salarial através da integração mais efetiva dos imigrantes através vários aspectos de educação, moradia, saúde e engajamento comunitário, os imigrantes podem gerar um impulso anual adicional de US$ 800 bilhões a US$ 1 trilhão para a produção mundial. Este é um objetivo relativamente conservador, mas pode entretanto produzir efeitos positivos mais amplos nas economias de destino como taxas de pobreza mais baixas e uma produtividade geral mais alta.

As dimensões econômicas, sociais e cívicas da integração precisam ser abordadas holisticamente [com uma visão conjunta]. O IGM analisou como os 18 principais países de destino se desempenharam em 18 indicadores e verificou que nenhum país havia logrado resultados expressivos através de todas aquelas dimensões, embora alguns se saiam melhores que outros. Mas em destinações ao redor do mundo, muitos investidores estão tentando uma nova abordagem. Identificamos mais de 180 intervenções promissoras que oferecem modelos úteis para melhorar a integração. O setor privado tem um papel central a desempenhar nesse esforço -- e tem incentivos para fazê-lo. Quando as empresas participam, elas se posicionam para ter acesso a novos mercados e a grupos de novos talentos.

As apostas são altas. O sucesso ou falha da integração pode reverberar por muitos anos, pesando sobre se a segunda geração de imigrantes se torna um grupo de cidadãos plenamente participativos que atingem todo o seu potencial produtivo ou que permanecem em uma armadilha de pobreza [um mecanismo autoalimentado, que faz a pobreza persistir e do qual é difícil escapar]. 

Ler também: "Mais pobres que seus pais? Uma perspectiva nova sobre a desigualdade de renda"

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

As aldeias mais bonitas da Inglaterra (III)

Ver postagem anterior.


Hawkshead





Localizado no distrito dos Lagos, essa aldeia de casas brancas possui ruas estreitas de pedra nas quais a circulação de veículos é proibida. Entre salas de chá, pensões e lojas de artesanato se distingue um salão de eventos construído por monges medievais e a igreja local, do século XV. Seus habitantes serviram de inspiração à escritora de contos infantis Beatrix Potter. - (Foto: Michael Charles/iStock)
Hambleden

Com pouco mais de 44 quintas de tijolo e sílex, a localidade é propriedade de um empresário suíço. Hambleden conservou-se no tempo sem mal mudanças e só conta com um ‘pub’, uma igreja, uma loja que faz as vezes de escritório de correios e café, e duas granjas. Palco cinematográfico em filmes como 'Chitty Chitty Bang Bang' e 'Sleepy Hollow', de Tim Burton, é um local para se deixar perder por seus circundantes bosques. - (Foto: Arena Photo/iStock)
Blackeney Point


Antigo porto comercial, a aldeia é agora um ponto de encontro no leste inglês para os amantes da natureza. Ao lado dos pântanos de água salgada da reserva natural de Blakeney, o visitante pode praticar vela, observar aves e realizar travessias em barcas para ver as focas que fizeram dessas terras úmidas seu lar. - (Foto: S. French/iStock)
Polperro


Casinhas de pescadores cobertas de flores e ruas estreitas repletas de lojas de artesanato. O aspecto atual de Polperro é bem diferente daquele povoado famoso pelo contrabando nos séculos XVIII e XIX, e cuja história é conservada graças ao museu local. A pouca cobertura telefônica o transforma em um local perfeito para se esquecer de tudo e se dedicar a passeios pelo Caminho da Costa Sudoeste. - (Foto: Getty)
Bishopsbourne

Uma das aldeias mais características do sudeste inglês, a poucos quilômetros da cidade e importante centro religioso de Canterbury, a praça do povoado é um dos melhores cenários para se realizar uma viagem no tempo: casas tudor e jacobinas se entrelaçam com um ‘pub’, um salão de chá e uma loja de presentes e antiguidades. O conjunto histórico é completado pela igreja de Santa Maria e o castelo local, que acaba de completar 500 anos. - (Foto: Sue Martin/iStock)
Sedbergh

Localizada dentro do parque nacional de Yorkshire Dales, a aldeia se encontra em uma histórica trilha comercial que fez com que saxões, vikings e normandos se assentassem em Sedbergh. Essa bagagem histórica e cultural se reflete nas ruas do povoado, que conta com um mercado original do século XIII. É uma das primeiras aldeias inglesas comprometidas e especializadas em livros, sendo um destino perfeito para aqueles que buscam edições perdidas. - (Foto: iStock)
Whitby

Essa aldeia do nordeste inglês mudou pouco desde os anos 50. Situada entre dois penhascos, esse antigo porto, onde trabalhou o mítico capitão James Cook, pode ser um lugar inóspito no inverno e de difícil acesso. Mas muitos visitantes vão ao povoado quando o tempo melhora para passear por seus despenhadeiros e dedicar algumas horas à busca de fósseis de amonites, por cuja abundância a região é conhecida. - (Foto: Paul Downing/Getty)

sábado, 17 de dezembro de 2016

As aldeias mais bonitas da Inglaterra (II)

Ver postagem anterior.

Alfriston





No caminho nacional do South Downs, esta pequena aldeia era antigamente uma das paradas dos monges que peregrinavam até a abadia de Battle. Alfristron é hoje um refúgio para quem procura um passeio à beira do rio Cuckmere e o tradicional chá da tarde. Neste povoado fica a Clergy House, primeiro edifício incluído na lista de conservação do National Trust. - (Foto: Getty)


Abbostbury



Este vilarejo de casas construídas com pedras locais que remontam ao século XIII se situa junto à Costa Jurássica britânica. A igreja de Santa Catarina, onde as mulheres rezavam em busca de um marido, ergue-se na colina contigua, que oferece uma vista espetacular para a restinga de Chesil Bank. Há mais de 600 anos, Abbostbury abriga a famosa colônia de cisnes do sul da Inglaterra. - (Foto: Joe Daniel Price/Getty)
Painswick

Localidade conhecida como 'Rainha dos Costwolds', é um labirinto de ruas estreitas, onde fica o edifício mais antigo a ter abrigado uma agência de correios no Reino Unido. A paróquia local de Santa Maria está escoltada por 99 teixos que fazem do cemitério vizinho um dos mais memoráveis do país. O Jardim Rococó, famoso por seus galantos, convida o visitante a desfrutar do estilo paisagistíco do começo do século XVIII. - (Foto: William Fawcett/Getty)
Clovelly


Este município pertence a uma única família, que se esforça em manter sua personalidade histórica. Artesanato e esportes aquáticos preponderam em um cenário que se assenta sobre uma escarpa de 400 metros de altura. Clovelly não aceita veículos nas suas íngremes ruas de pedra que descem até o porto. Para a volta (ladeira acima), é possível alugar burros. - (Foto: Csfotosimages/iStock)
Ludlow


Essa aldeia medieval é um lugar para aproveitar a natureza graças à rede de trilhas para que o visitante passeie pelos vales, colinas e castelos espalhados pela fronteira entre a Inglaterra e o País de Gales. Ludlow é sinônimo de paraíso foodie e, além de realizar seu festival gastronômico em setembro, conta com vários restaurantes com estrelas Michelin. - (Foto: Richard Hayman/iStock)
Rye

A vista da torre da igreja de Santa Maria apresenta a melhor panorâmica desse povoado, caracterizado por suas casas de tijolo e telhados de terracota. Edifícios georgianos e de estilo tudor se sucedem em suas estreitas ruas de pedra, dando um ar de magia quando a noite cai. Os amantes do mistério têm aqui uma boa atração: visitar o histórico Mermaid Inn, que durante o século XVI foi centro de operações da Hawkhurst Gang, uma conhecida quadrilha de contrabandistas e criminosos. E além de suas violentas histórias, é possível saborear uma seleção de quase uma centena de uísques. - (Foto: Joe Daniel Price/Getty)
Ledbury

Situada aos pés das colinas de Malvern, é a clássica aldeia comercial repleta de edifícios de estilo tudor, como a casa do mercado levantada sobre pilares de castanheira no centro da localidade. Ledbury atrai os visitantes em julho, pelo seu famoso festival de poesia, um encontro cultural vivido em suas ruas medievais. Além disso, a três quilômetros de distância se encontra o castelo de Eastnor, uma das principais atrações do condado. - (Foto: Arena Photo/iStock)
Harrogate

Escolhida como a melhor aldeia para se morar em Yorkshire, Harrogate é uma joia do norte inglês. Seu refinamento, apesar de próxima a cidades industriais, se reflete no bairro de Montpellier, que possui por volta de 80 lojas e se transformou em um centro de referência artística e de venda de antiguidades. Lar do famoso salão de chá Bettys, seus banhos turcos são uma alternativa para esquecer o estresse. - (Foto: Albert Pego/iStock)
Salcombe

A aldeia se encontra em uma colina voltada à enseada de Salcombe, e se transformou em um dos destinos com maior frequência de famílias no sul da Inglaterra. Declarada Local Marinho de Interesse Científico Especial, a região oferece muitas possibilidades para atividades aquáticas, como o surf, o paddle board e a canoagem. Rodeada de escarpas pertencentes ao Caminho da Costa Oeste, Salcombe é um ponto de encontro para quem gosta de trilhas. - (Foto: Gary King/Getty)

sábado, 10 de dezembro de 2016

As aldeias mais bonitas da Inglaterra (I)

O interior da Inglaterra é de surpreendente e pouco conhecida beleza, como mostra a série de fotos a seguir publicada pelo jornal espanhol El País.

Castle Combe




É popularmente considerada a aldeia mais bonita da Inglaterra. Mas há muitas outras. O cuidado com a paisagem e a arquitetura popular e o bom gosto inglês estão presentes nesta seleção de 25 localidades que representam em grande medida a essência 'British' e a variedade de seus condados. No caso de Castle Combe, a imagem perpetuada por este pequeno povoado é a da ponte concebida para o passagem de cavalos de carga. Uma foto que o visitante colhe em sua câmera quando passeia por suas ruas. Seu nome recorda um castelo já desaparecido, embora se conserve o mercado coberto junto à igreja de Santo André. Um cenário de filme, que serviu como locação em 'Cavalo de guerra', de Steven Spielberg. - (Foto: Csfotoimages Istock)

Knaresborough



O cartão postal deste antigo assentamento comercial junto ao rio Nidd, cuja história remonta ao século V, é um viaduto de quase 25 metros de altura que propõe uma volta à época medieval, com uma visita ao museu e às ruínas de seu extinto castelo. Depois da visita histórica, há tempo para passear e perder-se por suas lojas independentes e galerias de arte.  - (Foto: Jez Campbell/Getty)

Bilbury




Arlington Row é a estampa por excelência deste povo. Uma imagem gravada nos passaportes britânicos e que recreia os antigos armazéns de lã do século XIV que se conglomeram junto ao rio Coln. Bibury é um local idílico presidido pela igreja de Santa María, vários de cujos vestígios se encontram no Museu Britânico de Londres. - (Foto: Linda McKie/Getty)


Blockley




A aldeia, situada numa espetacular área de beleza natural (AONB, em inglês), caracteriza-se pela cor dourada das suas casas, característica do calcário oolítico com que foram construídas. Antigo polo têxtil, seus moinhos se transformaram em moradias, e graças isso conservam seu caráter histórico. Um deles, o Mill Dene Garden, é uma das principais atrações de Blockley. - (Foto: Matthew Williams-Ellis/Getty)


Bradford-on-Avon




O município, qualificado pelo jornal 'The Sunday Times' como uma "versão em miniatura de Bath", foi eleito o melhor lugar para viver em 2015. À beira do rio Avon, a vila está cheia de cafés, pubs tradicionais e lojas independentes que complementam os passeios pelo canal e a visita ao seu histórico Thithe Barn, um antigo celeiro do século XIV. - (Foto: Brian Lawrence/Getty)


Clare




Uma abadia agostina, as ruínas do castelo, uma igreja medieval e o museu local fraternizam-se com as características casas pintadas em tons bolo de Clare para converter a este povo em um dos centros patrimoniais do vale de Stour. A menos de uma hora da cidade universitária de Cambridge, o povo canaliza suas atividades ao ar livre em seu particular corredor verde: a antiga via do trem.  - (Foto: John Peet/Getty)


Mousehole




Muitos barcos buscam a marina junto à agradável praia deste povoado, que faz as delícias dos visitantes com seus frutos do mar, cafés e galerias de arte. Em dezembro, ganha o apelido de 'Mouse Vegas', por causa da chamativa iluminação natalina do porto – uma chance, além disso, de provar a torta de sardinhas ('stargazy pie') que homenageia o pescador local Tom Bawcock. O poeta Dylan Thomas descreveu Mousehole como o povoado mais bonito da Inglaterra. - (Foto: Andrea Pucci/Getty)


Burford




A pouco mais de 30 quilômetros de Oxford, Burford é conhecida como o portal dos Costwolds. Mantém-se à margem das grandes redes comerciais e tem a farmácia mais antiga do país. Suas ruas fervilham com lojas familiares, restaurantes, antiquários e pensões. Em 2009 ocupou o sexto lugar na lista dos lugares mais idílicos da revista 'Forbes'. - (Foto: Joe Daniel Price/Getty)


Falmouth




O legado marítimo deste povoado explica por que os esportes marítimos são atualmente a sua principal atividade turística. Depois de desfrutar de atividades como a vela, o mergulho autônomo e a canoagem, o visitante pode descansar em uma de suas quatro praias. Repleta de boas alternativas gastronômicas, Falmouth conta com diversas galerias de arte, um museu marítimo e o castelo de Pendennis, do século XVI, construído por ordem de Henrique VIII em reconhecimento à sua atividade portuária. - (Foto: Agostinos Angel/iStock)