Mostrando postagens com marcador Indústria petrolífera. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Indústria petrolífera. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Foto e vídeo mostram Dilma NPS em descontraído convívio com empresário que virou delator do petrolão

Pessoas que sempre se sentiram blindadas contra tudo e contra todos, que usavam e ainda usam aqueles famosos três macaquinhos ("não vejo", "não ouço", "não falo") como talismãs, que sempre se esconderam e ainda se escondem por trás da falsa fachada de absoluta integridade do que fazem, do que mandam fazer e do que deixam fazer, perdem as estribeiras e o autocontrole quando esse seu mundozinho começa a esfarelar como castelo de areia. Isso inevitavelmente acabou ocorrendo com Dilma NPS (Nosso Pinóquio de Saia), como já aconteceu e continua acontecendo com seu criador e padrinho, o NPA (Nosso Pinóquio Acrobata, Lula). 

Nossa Dama de Ferrugem, que teria resistido bravamente a torturas  na época da ditadura, já dá mostras evidentes de que  já não consegue mais resistir à pressão devastadora e inquestionável da Operação Java-Jato contra os alicerces de seu governo e de sua própria reputação. Em sua recente passagem pelos EUA, nossa governanta vituperou a atuação do empresário Ricardo Pessoa em sua delação premiada, dizendo que "não respeita delator" -- e arrematou dizendo que "delação é coisa meio de Idade Média". O desconforto da madame decorre do fato de que as revelações desse empresário, dono da UTC e presidente do "clube de empreiteiras" que supriu e operou o propinoduto do petrolão (em parceria com executivos da Petrobras nomeados e sustentados em sua esmagadora maioria pelo PT), fizeram com que a lama do escândalo já estragasse alguns de seus melhores pares de sapatos -- e o lodaçal continua subindo. 

Mostrando ignorância inadmissível para uma presidente de República que se preze mas perfeitamente coerente com seu baixo nível cultural, a ex-guerrilheira evidencia desconhecer que "a delação premiada é uma técnica de investigação consistente na oferta de benefícios pelo Estado àquele que confessar e prestar informações úteis ao esclarecimento do fato delituoso. É mais precisamente chamada “colaboração premiada” – visto que nem sempre dependerá ela de uma delação. Essa técnica de investigação ganhou notoriedade ao ser usada pelo magistrado italiano Giovanni Falcone para desmantelar a Cosa Nostra. A primeira lei a prever essa colaboração premiada no Brasil foi a Lei de Crimes Hediondos.

Porém, esse instituto somente foi reforçado e ganhou aplicabilidade prática com a Lei 9.613/1998, de combate à lavagem de dinheiro. Essa lei passou a prever prêmios mais estimulantes ao colaborador como a possibilidade de condenação a regime menos gravoso (aberto ou semiaberto), substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e até mesmo perdão judicial (art. § 5º, Lei 9.613/1998). No mesmo sentido caminhou a Lei 9.807/1999, que trata da proteção de testemunhas (arts. 13 e 14, Lei 9.807/1999)".

Aliás, a bem da verdade, a reação da madame é um misto de desespero, ignorância lato sensu e malandragem de segunda classe. É um esforço inútil de querer desqualificar algo que lhe tem provocado insônias terríveis.

Até muito recentemente, no decorrer de 2012, Dilma NPS não demonstrava nenhuma antipatia ou desconforto em relação a Ricardo Pessoa, muito pelo contrário -- como se pode ver pela foto e o vídeo abaixo. Em 13 de julho de 2012, nossa governanta participou de uma daquelas cerimônias festivas de lançamento de obras públicas: era a vez do estaleiro Enseada de Paraguaçu, em Maragojipe, na Bahia. Lá estavam Dilma NPS e três dos empreiteiros hoje presos na Operação Lava-Jato: Marcelo Odebrecht, da Odebrecht, Léo Pinheiro, da OAS, e ele, Ricardo Pessoa, da UTC, como mostrado na foto. A cerimônia teve direito à quebra de um barril de saquê e a um brinde com a bebida japonesa. No vídeo, sobre o batismo da plataforma P-59,  cabe destacar os seguintes momentos: aos 38min48seg ela cumprimenta o ex-presidente da Petrobras Sergio Gabrielli; aos 39min06seg ela faz rápida menção ao ex-diretor de Engenharia da Petrobras Renato Duque; aos 39min48seg Dilma NPS faz enfática e destacada saudação aos empreiteiros presentes Marcelo Odebrecht, da Odebrecht, Ricardo Ribeiro (Pessoa), da UTC e Ricardo Galvão, da Queiroz Galvão, na cerimônia de batismo da plataforma P-59 no estaleiro Enseada do Paraguaçu.

É bom lembrar que em 2012, ano em que ocorreu a festança citada acima, o petrolão corria solto e fagueiro (a Operação Lava-Jato foi deflagrada em março de 2014) e a negociata da compra da refinaria de Pasadena (EUA) já havia ocorrido (em 2006) com o aval de Sergio Gabrielli e da nossa governanta (então presidente do Conselho de Administração da Petrobras e ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República). Na data da cerimônia citada acima, Renato Duque já não era mais diretor de Engenharia da estatal (indicado por José Dirceu, ficou no cargo de 2003 a 27/4/2012). 


Foto: Veja


Não aparece na foto, mas está no vídeo o presidente da Sete Brasil à época -- essa empresa, que tinha ou tem contratos para fornecimento de sondas à Petrobras, está abalada e quase fechou por denúncia de envolvimento em propinas do petrolão.  O estaleiro Enseada do Paraguaçu também foi atingido seriamente por esse escândalo. Em 28/02/2015, o Consórcio Estaleiro Paraguaçu (CEP) decidiu encerrar as atividades nas obras do estaleiro de Maragojipe, conforme informou a Enseada Indústria Naval S.A.. O motivo seria a crise nacional na indústria naval, resultante da falta de pagamentos das obras contratadas. Na época, a Enseada possuía 82% de avanço físico do trabalho concluído. 

Fica cada vez mais fácil entender a mágoa da governanta Dilma NPS com o empresário Ricardo Ribeiro Pessoa, dono da UTC e chefe do "clube das empreiteiras" do petrolão. 

segunda-feira, 16 de março de 2015

De 2014 para cá, a Petrobras do Paraguai baixou 9 vezes os preços dos seus combustíveis -- quanto à Petrobras petista tupiniquim ...

[Agradeço ao amigo Paulo Cortez a informação sobre o assunto desta postagem. A reportagem traduzida abaixo foi publicada no site do jornal paraguaio Ultima Hora em 04 de março corrente. O que estiver entre colchetes e em itálico é de minha responsabilidade.]

Petrobras baixa de novo o preço de seus combustíveis


Na baixa. Petrobras reduz seus preços a partir do sábado - (Foto: UltimaHora, Paraguai)

A partir do sábado 7 de março a Petrobras Paraguay anuncia uma nova redução de preço em todos os seus combustíveis, inclusive do diesel pódium. A redução será da ordem de G. 200 a G. 300 [200 a 300 guaranis, equivalentes respectivamente a R$ 0,13 e R$ 0,198], segundo um comunicado emitido ontem pela empresa. 

A decisão da petroleira brasileira surpreendeu suas concorrentes. O presidente da Copetrol, Blás Zapag, assinalou que a nova baixa dos preços dos combustíveis os deixou um pouco deslocados mas terão que adequar-se às novas regras do mercado ou seja, baixará também os preços mas não precisou ainda em que montantes. 

Os preços propostos para venda ao público serão os seguintes: o diesel pódium S-10 baixa G. 300 e será vendido a G. 5.380 o litro [ou seja, uma redução de 5,28%], enquanto o diesel extra aditivado G. 200 e será vendido a G. 4.690 o litro [redução de 4,09%].

Quanto às gasolinas, haverá também uma redução de G. 200 na gasolina econômica de 85 octanas, que passará a custar G. 4.290 [4,45% de redução], a gasolina especial aditivada baixa em G. 250 e será vendida por G. 5.240 o litro [redução de 4,32%] e, finalmente, a gasolina super aditivada será vendida a G. 5.990, G. 300 menos por litro [4,77% de redução].

Limitação. A petroleira brasileira informa que esses preços valem para a área de Assunção e a zona metropolitana, enquanto que para os postos do interior do país será agregado o custo do frete. 

Desde o mês de junho do ano passado até o presente mês de março, essa é a nona redução de preços do preço dos combustíveis da Petrobras, como consequência da redução de preços dos derivados de petróleo no mercado internacional, o tipo de dólar e a renovação gradual de estoques de produtos [o destaque é meu e não do jornal paraguaio].

Cabe esclarecer que os preços de venda ao público dos combustíveis nos postos são determinados por seus respectivos operadores, tendo em conta que essa definição de preços atualmente é livre. 

Com essa redução, a empresa multinacional se posiciona pela segunda vez neste ano como a marca com os preços mais baixos do mercado, superando a empresa estatal Petropar com diferenças que vão de G. 100 a até G. 150 por litro nos preços de suas gasolinas.

Preço internacional. Segundo o consultor em investimentos, Stan Canova, os preços do óleo cru de petróleo continuarão sob pressão de baixa pelo menos até o último trimestre deste ano, quando começaria a experimentar as primeiras altas. Ele lembrou que a depreciação do combustível teve início em junho do ano passado [mês em que a Petrobras Paraguay iniciou também a baixa de preços em seus combustíveis] e, se se tem como antecedente a última grande queda que teve esse produto em 2008, seu ciclo econômico se encerraria no final de 2015. 

[Vemos que a Petrobras Paraguay é completamente diferente da Petrobras petista brasileira, e beneficiou seus consumidores paraguaios e o próprio Paraguai com uma imediata redução dos preços de seus combustíveis, tão logo o preço do barril de petróleo caiu no mercado internacional. Agiu decentemente. Na Petrobras petista brasileira a história é outra, já que a mandona Dilma NPS (Nosso Pinóquio de Saia) acha que com a reeleição recebeu carta branca para sacanear os brasileiros, e vem fazendo isso com requintados carinho e perseverança.

O Brasil ainda não saiu por completo da greve dos caminhoneiros, que teve como um de seus focos principais a alta do preço do diesel. No dia 25/02/2015, a madame ex-guerrilheira, nossa Dama de Ferrugem, afirmou categoricamente que "o governo não tem como baixar o preço do diesel". Mantendo seu forte e irresistível pendor para a molecagem no trato de assuntos sérios, Dilma NPS ironizou o fato de o governo estar sendo criticado pela elevação do preço dos combustíveis. Segundo ela, ao longo dos últimos dois anos, quando o barril do petróleo chegou a alcançar US$ 120 no mercado internacional, o Executivo foi criticado justamente por estar segurando internamente o valor da gasolina, do etanol e do diesel. Mais uma vez, a madame acha que somos todos um bando de idiotas, que não percebemos o uso político que fez da Petrobras e dos preços de seus combustíveis, segurando-os artificialmente para ajudar a conter uma inflação da qual ela perdeu absolutamente o controle. 

Se fosse honesta, pelo menos uma vez na vida, ela diria que o recente aumento dos combustíveis foi uma tentativa extremamente tardia de seu governo para recompor a verdade tarifária na Petrobras, que ela mesma Dilma NPS esculhambou, e que esse aumento não pode recuar porque o petrolão, arquitetado, delineado e implantado no governo de seu criador, o NPA (Nosso Pinóquio Acrobata, Lula) e continuado em seu governo exauriu por completo a saúde econômico-financeira e a credibilidade da Petrobras.

O governo e a petralhada virão certamente com um monte de baboseiras para explicar porque a Petrobras faz no Paraguai o que se recusa a fazer no Brasil. Virão com certeza com a desculpa fajuta da diferença das economias dos dois países, esquecendo-se de que se trata de um detalhe de gestão. O comportamento da Petrobras no Paraguai se insere no comportamento frouxo e errático do Brasil com esse país, levado ao extremo da subserviência no governo Dilma NPS, de que a mutilação do Tratado de Itaipu por chantagem paraguaia é o exemplo mais emblemático.  A pergunta básica é: por que os paraguaios recebem da Petrobras um tratamento melhor do que ela dispensa aos brasileiros? Isso confirma que somos os bobos da corte petralha?

Aliás, os governos petistas ferraram solenemente a Petrobras não apenas no Brasil. Na Bolívia, virou saco de pancada e alvo de arbitrariedades e abusos de Evo Morales há anos. Em agosto de 2014, a Petrobras pagou à sua equivalente boliviana, a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), US$ 434 milhões a mais por conta de um suprimento de um tal de "gás rico" que a Bolívia teria enviado ao Brasil junto com o gás natural desde 2008. Como é que se identificou esse "gás rico", por que esse "fornecimento" durou seis anos sem que alguém da estatal brasileira se desse conta, e como é que se chegou a esse alto montante em dólares é mais um mistério típico da Petrobras petista. Além dessa baba paga à YPFB por esse tal "gás rico", a Petrobras aplicou no mesmo ano de 2014 US$ 1 milhão em programas sociais na Bolívia, beneficiando 2.850 famílias no sul da Bolívia com 15 projetos de apoio ao desenvolvimento social de populações vizinhas às suas áreas de exploração petrolífera. Alguém já ouviu falar de algo semelhante feito por essa estatal no Brasil?

Em abril de 2014, a Polícia Federal abriu inquérito contra a Petrobras para investigar a venda de uma refinaria na Argentina, colocando sob suspeita mais um negócio da estatal. O objetivo do inquérito era apurar se houve o crime de evasão de divisas na venda da refinaria de San Lorenzo para o grupo argentino Oil Combustibles S.A., do megaempresário Cristóbal Lopez, amigo da presidente Cristina Kirchner. Esse e outros escândalos na Petrobras foram objeto de postagem anterior

Dentro do plano petista de acabar com a Petrobras aqui e lá fora, usando-a ao máximo para carrear recursos escusos para o caixa do PT e, ao mesmo tempo, enriquecer substancialmente os membros da quadrilha instalada pelo mesmo PT na empresa, com uma "ajudazinha" do PMDB aqui e ali, o NPA fechou um acordo fajuto com o venezuelano Hugo Chávez para que a Petrobras e a PDVSA (Petróleos de Venezuela S.A.) construíssem em conjunto a refinaria Abreu e Lima em Pernambuco. A Venezuela não botou um centavo sequer na obra, que acabou sendo tocada apenas pela Petrobras e virou um dos grandes escândalos de corrupção dentro do petrolão.

Os fatos acima são uma parcela mínima da história de como em 12 anos, o PT e os petralhas conseguiram destruir a maior estatal do país. Isso tudo reforçado pelo cinismo moleque e safado do NPA em recente ato público na ABI de "defesa" da Petrobras, tirando o corpo dele e do PT do petrolão e culpando "outros" -- inclusive os próprios empregados da empresa -- pelo petrolão.]






terça-feira, 3 de março de 2015

O teatro ridículo e irresponsável que o PT vem fazendo com o petrolão

O petrolão e seus desdobramentos têm permitido à alta cúpula do PT e aos milititantes do partido, de todas as cores (além do vermelho vivo) e níveis, o pleno exercício de sua enorme vocação para o teatro burlesco e para a catarse de seu cinismo e de sua hipocrisia. Sob o comando de seu debochado-mor, o NPA (Nosso Pinóquio Acrobata, Lula), coadjuvado pela inutilidade travestida de presidente, Dilma NPS (Nosso Pinóquio de Saia), a petralhada tem produzido cenas e momentos bizarros no que chamam hipocritamente de "defesa da Petrobras e do Brasil". A mostra mais recente dessa palhaçada foi a manifestação realizada em 24/02 na ABI - Associação Brasileira de Imprensa, no Rio, em que a vedete foi, mais uma vez, o NPA, que em seu discurso usou e abusou do direito de fazer de nosso ouvido um urinol.

O discurso do guru dos petralhas teve vários momentos fantásticos, feitos sob medida para uma plateia de anestesiados e para públicos parvos. Vejamos alguns: 

• O NPA voltou a repetir o mantra vazio do PT quanto ao petrolão: "é preciso defender a Petrobras". Isto poderia ser até simpático, se não partisse do homem sob cujos governos se montou e começou a operar toda a estrutura de corrupção que arruinou a estatal. Isso poderia até merecer alguma análise, se não fosse dito pelo líder do partido que há 12 longos anos vem destruindo e esculhambando a maior empresa pública do país. O PT loteia a Petrobras entre seus militantes e cupinchas, monta  e estimula na empresa uma estrutura de corrupção como nunca se viu neste país, tira proveito dela para se financiar e fica com essa palhaçada de "temos que defender a Petrobras"!

• "Não podemos amaldiçoar 86.000 empregados só porque uma meia dúzia deles fez uma 'caca'", outro slogan fajuto e bem comportado do NPA e do PT na ABI e alhures. Outro prodígio de desfaçatez, primeiro porque ninguém está amaldiçoando e estigmatizando a totalidade dos empregados da Petrobras, isso é outra manobra pilantra da petralhada, lançando uma cortina de fumaça para acobertar a responsabilidade do PT nesse descalabro. A empresa como um todo ficou de vez destruída nacional e internacionalmente por conta da administração imunda que o PT nela implantou. Em segundo lugar, com a cínica manobra de "defender" os operários da estatal, o que o NPA e o PT na realidade estão fazendo é tirar o corpo deles fora dessa história e deixar a culpa exclusivamente com os empregados da Petrobras. Quem vê e ouve o NPA, fica com a impressão de que o petrolão foi arquitetado, implantado e operado exclusivamente por empregados da estatal sem nenhuma influência externa do PT e de sua camarilha. Os chamados "operadores" do petrolão, que funcionavam como mulas e vetores para carrear dinheiro do propinoduto para o PT, entre os quais está João Vaccari Neto, Secretário Financeiro e de Planejamento do PT, viraram ficção científica na prosa dos petralhas, o malfeito da corrupção é bolação e execução unicamente dos empregados da Petrobras. Que jogo sujo, hem petistas?!

• Para completar mais um surto de irresponsabilidade e demagogia, e acrescentar mais uma estupidez ao seu currículo infindável de baixarias, o NPA terminou seu discurso na ABI ameaçando a oposição e o país de botar o "exército" do MST nas ruas, se a pressão sobre o PT aumentar por causa do petrolão. Estivéssemos nós em um país em que a Justiça funcionasse realmente, esse cidadão energúmeno seria processado legalmente por incitamento à violência e à baderna.

Além da arquitetura e implementação da quadrilha do petrolão, o PT tem se especializado em montar equipes em que pelo menos um integrante tem rabo eticamente preso e/ou deve explicações à Justiça, isso virou um cacoete do partido. Em postagem anterior,  mostrei que quase 13% dos atuais ministros de Dilma NPS estão nessa situação, isso antes da divulgação da lista de políticos implicados no petrolão. No seu primeiro governo, a ex-guerrilheira teve que defenestrar cinco ou seis ministros herdados do NPA, todos com pelo menos mestrado em corrupção. Na CPI da Câmara para investigar a Petrobras e o petrolão, o relator indicado pelo PT, Luiz Sérgio (PT-RJ) é, na Comissão, o maior beneficiário de doações oriundas de empreiteiras envolvidas no mesmo petrolão, recebeu quase R$ 1 milhão -- que moleza para essas empresas e o PT nessa "investigação", hem?! O segundo maior beneficiário dessas empreiteiras na CPI é o deputado Édio Lopes (PMDB-RR), com R$ 680 mil, e o terceiro é o próprio presidente da Comissão, Hugo Motta (PMDB-PB), com R$ 454 mil. Aliás, essa CPI é o retrato perfeito da política rasteira que impera no país: 55% de seus membros foram financiados por empresas que agora terão que investigar ... Nessa curriola há também representantes da oposição: Antonio Imbassahy (PSDB-BA), Júlio Delgado (PSB-MG), Paulinho da Força (SD-SP) e Onyx Lorenzoni (DEM-RS). É evidente que dessa CPI sairá mais uma farta e suculenta pizza, a ser compartilhada por deputados e empreiteiras. Como diz o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), "botaram o vampiro p'ra cuidar do banco de sangue". 

Os petistas têm um argumento na ponta da língua para "justificar" esse cacoete de indicar gente de ficha manchada ou imunda: indiciamento não implica culpa, e enquanto não houver condenação essa gente está "limpa", mesmo que tenha jeito, cara e sotaque de pilantra, e seja manjado na praça por suas mutretas. De duas, uma: ou o PT está se lixando para isso ou, além disso, no seu estoque de possíveis indicados predomina esse tipo de gente. 

Tecnicamente, o PT está certíssimo: ninguém é culpado de nada, até prova em contrário. Beleza. Só que entre os inúmeros suspeitos indicados pelo PT a grande maioria não precisa de prova alguma para caracterizar sua folha corrida lambuzada, sua pilantragem é de domínio público. Por esse raciocínio malandro e escapista dos petralhas, o PT pode tranquilamente indicar para trabalhar num jardim de infância público um suspeito de pedofilia. Resta saber se os pais e mães petistas colocariam tranquilamente suas crianças para conviver com esse cidadão, só porque ele não tem condenação passada em julgado ...

Seria interessante que a petralhada lesse um pouco de história -- sei que isso seria demais para o NPA e Dilma NPS, que não incluem a leitura entre seus esportes favoritos -- e aprendessem o significado da expressão "À mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer ser honesta".

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Dilma NPS é uma exímia contadora de histórias p'ra boi dormir

[Cada vez mais despudorada, cínica e encalacrada, Dilma NPS (Nosso Pinóquio de Saia) deu um toque todo seu ao estilo de mentir e criar factóides de seu guru, o NPA (Nosso Pinóquio Acrobata, Lula). Isso está sendo mostrado e evidenciado em escala hiperbólica nos trejeitos, subterfúgios, cambalhotas e saracoteios da madame e do PT para esconder, disfarçar e/ou explicar fajutamente o gigantesco escândalo do petrolão. Ninguém até agora fez mea culpa ou lamentou p'ra valer a roubalheira, a preocupação de todos -- inclusive da madame -- é inventar bode(s) expiatório(s) de outras galáxias ou pré-2003. Estão tentando incluir FHC a fórceps nesse melê -- vão acabar chegando a Pedro Álvares Cabral ou até mesmo a Deus ....

A pérola mais recente  da argumentação pilantra da ex-guerrilheira, típica de seu cinismo e de sua hipocrisia, foi dizer que a corrupção na Petrobras deveria ter sido investigada nos anos 90"Se em 1996 e 1997 tivessem investigado e tivessem naquele momento punido, nós não teríamos o caso desse funcionário que ficou quase 20 anos praticando atos de corrupção. A impunidade leva a água para o moinho da corrupção", disse Dilma NPS após lavar o rosto com óleo de peroba. A madame continua achando que a população brasileira toda é ruim da cabeça e parva como os 54 milhões de masoquistas que a reelegeram. Com seu típico mau-caráter, Dilma NPS dá credibilidade a Pedro Barusco apenas quando ele menciona que recebeu propina na Petrobras em 1997 (governo FHC) mas se cala quando o mesmo delator diz que o propinoduto se sistematizou na Petrobras nos governos petistas, e que o PT -- através de seu tesoureiro, João Vaccari Neto -- recebeu de 150 milhões a 200 milhões de dólares em propina de 2003 a 2013, por meio de desvios e fraudes em contratos com a Petrobras. Dilma NPS quer nos fazer de idiotas, omitindo o fato de que Renato Duque e Paulo Roberto Costa foram nomeados diretores da Petrobras pelo PT e se tornaram os principais operadores do petrolão a partir de 2003 (Renato Duque) e de 2004 (Paulo Roberto Costa).

É óbvio que o que ocorreu em 97 tem que ser apurado, e quem for culpado tem que ser punido com o rigor da lei, PT saudações, mas sem essa palhaçada de dizer que foi por causa da impunidade de 97 que o petrolão aconteceu -- respeitem nossa matéria cinzenta, por favor, e não a confundam com a matéria marrom petista. Pelo argumento energúmeno da ex-guerrilheira chega-se à conclusão de que o culpado dessa esbórnia toda é Deus, que não puniu Adão e Eva como devia e não os mandou para os quintos dos infernos. Ele, no raciocínio chinfrim dilmopetista, é o grande culpado pelo PT ter comandado simultaneamente, por mais de um par de anos, dois dos maiores escândalos da República, o petrolão e o mensalão.

Nossa Dama de Ferrugem faz firulas, inventa histórias, mente descaradamente, mas até hoje não explicou como é que ela, que se considera o suprassumo da competência e que comanda o setor energético e a Petrobras desde 2003 -- e presidiu o Conselho de Administração da estatal de 2003 a 2010 -- foi incapaz de perceber, coibir e punir a roubalheira que grassava solta na empresa debaixo de seu nariz e de seu buço esse tempo todo. A tática manjada da madame é valorizar seu ego esculhambando o dos outros.

Mantendo FHC como seu Judas predileto, o NPA (Nosso Pinóquio Acrobata, Lula), o PT e Dilma NPS já inventaram diversos "inimigos" responsáveis pelo descalabro da corrupção na maior estatal brasileira. Um desses "responsáveis" foram os os tais "inimigos externos" da Petrobras, tese exposta insistentemente por nossa Dama de Ferrugem já em seu discurso de posse do segundo mandato. Parece que ela e sua curriola querem levar o assunto para o Tribunal de Haia ... Cinicamente, a ex-guerrilheira mencionou en passant os "inimigos internos" da estatal, fingindo não saber que 105% desses "inimigos" têm o número 13 do lado esquerdo do peito -- uma parcela bem menor, mas não menos importante, leva o número 15 no mesmo lugar. É a quadrilha do PMDB, mancomunada com a dos petralhas.

Em sua coluna do dia 06/01 no Globo, o jornalista José Casado reduziu a pó a tese dos "inimigos externos" de Dilma NPS e do PT. Neste momento em que essa dupla tem outro surto de desfaçatez,  é bom rever as palavras daquele jornalista e por isso seu texto é apresentado a seguir.]

A senha: 'SG9W'

José Casado -- O Globo, 06/01/2015

Alguns dos maiores segredos da Petrobras vazaram numa operação de espionagem realizada por brasileiros, entre eles um diretor da estatal indicado por deputado do PMDB

Parece formigueiro quando se observa da janela, no alto da torre desenhada como plataforma de petróleo. A massa serpenteia, quase atropelando vendedores de ilusões lotéricas, espertos do carteado e ambulantes de afrodisíacos à volta dos prédios. Na paisagem se destaca um paletó preto surrado. Bíblia na mão direita e “caixa-para-doações” na esquerda, ele bacoreja: “Irmãos, o apocalipse está chegando!”


Naquela quinta-feira, 7 de abril de 2011, seu palpite ecoava numa cidade perplexa com a carnificina de 12 estudantes em insano ataque numa escola de Realengo, na Zona Norte.

No alto da torre, porém, o mundo era outro. Emoções oscilavam entre a euforia das renovadas promessas de óleo fator sob a camada do pré-sal e a depressão com o rombo de caixa bilionário provocado pelo “congelamento” do preço da gasolina. Recém-chegada à Presidência, Dilma Rousseff culpava suspeitos de sempre, os anônimos “inimigos externos”.

No alto da torre, de porta fechada e solitário na sala refrigerada, ele apertou quatro teclas no computador: 'SG9W'. Foi como abrir um cofre: abriu-se o acesso a valiosos papéis da Petrobras.

Procurou um documento específico (“E&P-PRESAL 21/2011”). Era novo e dos mais sigilosos da empresa naqueles dias. "Confidencial", advertia a etiqueta na capa. Concluído três semanas antes, consolidava o "Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado do Polo Pré-Sal da Bacia de Santos". Descrevia, em detalhes, a estratégia tecnológica e financeira da estatal para exploração de "uma nova fronteira petrolífera com elevado índice de sucesso exploratório, contendo grandes acumulações de petróleo de boa qualidade para a geração de derivados".

O relatório com dois anexos foi copiado às 15:40:34. No dia seguinte, começou a ser analisado por um grupo de especialistas em Amsterdã. Na segunda-feira, 18 de abril, 11 dias depois, quando a diretoria da Petrobras se reuniu na sede da Avenida Chile, no Centro,para aprovar o secreto plano para o pré-sal, cópias já circulavam em Londres, Mônaco e na holandesa Schiedam, onde está instalada a SBM, fornecedora de quase um terço dos navios, sondas e plataformas alugados pela estatal brasileira. Nos meses seguintes, vieram outros três documentos sigilosos.

Nessa operação de espionagem vazaram alguns dos maiores segredos da Petrobras no governo Dilma Rousseff. Por trás, não havia nenhum serviço de informações estrangeiro, o "inimigo externo", embora naquele abril de 2011 a americana Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) estivesse trabalhando com idêntico objetivo.

Foi uma ação de brasileiros. A senha usada pra copiar era exclusiva -- de uso pessoal -- de Jorge Luiz Zelada, que há três anos ocupava a Diretoria Internacional da Petrobras por indicação do deputado federal Fernando Diniz (PMDB-MG), com a chancela amiga do governo Lula. A remessa ao exterior foi realizada por Julio Faerman, agente da holandesa SBM no Rio e responsável pela distribuição de US$ 102,2 milhões em propinas a "funcionários do governo brasileiro", como confessou a SBM à Justiça da Holanda e à dos EUA.

Há pelo menos oito meses o governo e o comando da estatal sabem das ações de Zelada e Faerman, entre outros. Dilma Rousseff, no entanto, continua na praça pregando contra anônimos "inimigos externos" da Petrobras.







 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Dilma NPS resolveu enfim demitir Graça Foster e toda a diretoria da Petrobras -- falta agora ela se demitir ou ser demitida do Planalto

Depois de fritar sua amiga pessoal irresponsavelmente, usando-a descaradamente como biombo para esconder sua própria enorme responsabilidade nos escândalos do petrolão, Dilma NPS (Nosso Pinóquio de Saia) cedeu à evidência dos fatos e decidiu demitir Graça Foster e toda a  atual diretoria da Petrobras. É claro que isso não resolve o cerne do problema, mas pelo menos sinaliza que a ignorantemente teimosa ex-guerrilheira foi enfim obrigada a iniciar algum tipo de remexida na direção da nossa principal estatal. Mas, isso no fundo será apenas uma cortina de fumaça se a empresa toda não for desinfetada com a demissão de todos os prepostos do PT e do PMDB que ocupam cargos chaves na empresa.

Antes de prosseguir, apresento o vídeo abaixo (YouTube), feito quando nossa Dama de Ferrugem era chefe da Casa Civil da Presidência da República no governo do NPA (Nosso Pinóquio Acrobata, Lula), o cidadão a quem devemos mais essa desgraça, a péssima inserção da madame em nossas vidas há 12 anos e quase 2 meses. À época do vídeo, Dilma NPS já mandava e desmandava na Petrobras e no setor energético do país, e sua fala demonstra inequivocamente que a ex-guerrilheira já dominava com maestria seu esporte predileto, o de mentir descarada e irresponsavelmente à nação, estimulando por ação e/ou omissão a ocorrência de maracutaias e pilantragens em áreas sob seu domínio.




À época, a madame já presidia o Conselho de Administração da Petrobras e, portanto, tinha a obrigação regimental, ética e legal de zelar pela correta administração da maior estatal do país. Esse vídeo é de 2003, ano em que Renato Duque assumiu a Diretoria de  Serviços da Petrobras e deu início à sua missão de cobrar propinas de empreiteiras para os cofres do PT e para seus próprios bolsos. Em 2003, Paulo Roberto Costa era Gerente Geral de Logística da Unidade de Negócios Gás Natural da Petrobras; de abril de 2003 a maio de 2004 foi diretor-superintendente da Transportadora Brasileira Gasoduto Brasil Bolívia S/A - TBG. Em 14/5/2004, "Paulinho" -- como o NPA carinhosamente o chamava -- assumiu o cargo de diretor de Abastecimento da estatal, onde ficou até 28/4/2012.

Não por simples coincidência, até 2004 as reuniões das empresas do "clube" de empreiteiras que atuava na Petrobras se faziam com a empresa e "a partir de 2004 o acordo do "clube" com a estatal passou a ser combinado diretamente com diretores da Petrobras e, por isso, teve uma 'eficácia maior'", segundo depoimento do empresário Augusto Ribeiro Mendonça Neto, dono de 17 empresas, entre elas a Setal Engenharia, do grupo Toyo Setal. Mendonça Neto informou ainda que o cartel das empreiteiras junto à Petrobras foi formado no início dos anos 1990 (governo José Sarney). Esta denúncia, de extrema importância, revela a incompetência, a omissão e a falácia de Dilma NPS e do PT  em sua falsa missão de "proteger" a empresa -- a petralhada, na realidade, fez a PrivaTização da Petrobras. Na sua obsessão de culpar FHC por todos os males do país, a ex-guerrilheira no vídeo só cita anos do governo tucano como período de "caixa preta" da Petrobras. Mais uma mentira deslavada do Nosso Pinóquio de Saia, o que, em hipótese alguma isenta de culpa e responsabilidade os governos de Sarney, Collor, Itamar e FHC na montagem e funcionamento desse lamaçal. 

Quando o NPA e Dilma NPS assumiram seus cargos em 2003 e 2004, o cartel já funcionava havia 13 anos na Petrobras e esses dois incompetentes mal-intencionados não só endossaram a atuação da quadrilha, como a impulsionaram para níveis de corrupção jamais vistos no país.

Toda essa lambança do petrolão se fermentou e progrediu sob o olhar omisso, complacente e estimulador do NPA e de Dilma NPS, que misteriosa e inexplicavelmente não foram ainda imputados de absolutamente nada nessa roubalheira toda, mostrando clara e inequivocamente que a cegueira da Justiça brasileira é extremamente seletiva. A madame ex-guerrilheira consegue a incrível façanha de ter presidido o Conselho de Administração da Petrobras por 7 anos e ser considerada até agora uma simples espectadora distante, míope e inocente das negociatas e safanagens que lhe cabia apurar e abortar. 

A blindagem montada em torno do NPA e de Dilma NPS, protegendo-os das barras dos tribunais apesar das abundantes evidências de seus desmandos e irresponsabilidades, é um achincalhe ao país e uma indelével mancha na nossa Justiça, que se mantém submissa a interesses políticos.

A petralhada está espumando de raiva contra o jurista Ives Gandra Martins, que recentemente, a pedido, emitiu parecer sobre a admissibilidade jurídica de um impeachment contra Dilma NPS. Disse ele“Quando, na administração pública, o agente público permite que toda a espécie de falcatruas sejam realizadas sob sua supervisão ou falta de supervisão, caracteriza-se a atuação negligente e a improbidade administrativa por culpa. Quem é pago pelo cidadão para bem gerir a coisa pública e permite seja dilapidada por atos criminosos, é claramente negligente e deve responder por esses atos”.

Esse parágrafo do parecer do jurista cai como uma luva  para Dilma NPS, como teria sido válido também à perfeição para o NPA. O esperneio petista é puro jogo de cena e a dança dos desesperados. Em apenas um mês de segundo mandato, Dilma NPS conseguiu já cavar para si própria uma cova mais do que confortável -- a lápide e demais arremates virão com seu impeachment, que se afigura cada vez mais inexorável.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O futuro das empreiteiras ligadas ao escândalo do petrolão

[O petrolão deixou inequivocamente claro que o aparelhamento (leia-se: loteamento) político que os governos petistas fizeram com a Petrobras, aliado a uma estrutura empresarial (capturada pela politicagem, mas não unicamente devida a ela) absolutamente irresponsável e inoperante em termos de controles internos, fizeram da estatal a maior usina de corrupção de que já se teve notícia neste país -- em matéria de bandalha o PT é inesgotável. Pela primeira vez neste patropi, figurões das maiores empreiteiras tupiniquins estão vendo o sol nascer quadrado. Falta ainda o bando de políticos. Reproduzo a seguir reportagem interessante do jornal gaúcho Zero Hora (ZH) sobre essas empresas, de autoria de Cadu Caldas e Humberto Trezzi, publicada em 10 de janeiro corrente. O que estiver entre colchetes e em itálico é de minha responsabilidade.]

Operação Lava-Jato. O futuro das empreiteiras ligadas ao escândalo na Petrobras

Cadu Caldas e Humberto Trezzi -- Zero Hora, 10/01/2015



OAS elaborou estudo para vender arenas - (Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS)

Na madrugada de 14 de novembro passado, policiais federais vasculharam o cofre de um luxuoso apartamento na Rua Roberto Keer, em São Paulo – pertencente a José Aldemário Pinheiro Filho, presidente da construtora baiana OAS. Ali, encontraram 54 folhas de documentos diversos, que vão de anotações sobre pagamentos a serem feitos até a modelagem de ofertas de parceria encaminhadas pela empreiteira a dois bancos públicos, a Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Entre as ofertas, estavam as três arenas multiuso erguidas pela empresa no país: a do Grêmio, a Fonte Nova (em Salvador) e das Dunas (em Natal). Avaliados no conjunto em R$ 1,8 bilhão, esses modernos estádios ofereciam, segundo um dos estudos apreendidos, “ativos de alta qualidade, base contratual sólida, fluxo de caixa recorrente, benefícios e oportunidades aos bancos e grande clientela em potencial nos torcedores”.

O material é ricamente ilustrado em fotos coloridas e ponteado de cifrões. Menos de um ano após a elaboração do documento de modelagem da OAS, os estádios saíram do papel, mas o sonho dourado da construtora virou um problemão. Cinco dirigentes da empreiteira foram parar na cadeia por força da Operação Lava-Jato, na qual a Polícia Federal (PF) busca punir corrupção entre empreiteiros e Petrobras. Entre eles, José Aldemário, conhecido como Leo Pinheiro. No início do mês, a OAS deixou de pagar US$ 16 milhões (R$ 43,2 milhões) em juros de títulos, e mais de R$ 100 milhões de uma parcela de sua dívida.

Há um prazo de carência antes de a companhia ser declarada oficialmente em calote, mas agências internacionais de avaliação de risco rebaixaram sua nota de crédito como se já tivesse desonrado o compromisso.

Jatos executivos da OAS estão à venda

Um advogado especialista nesse tipo de contrato explica que o não pagamento de juro pode tornar a dívida de longo prazo em débito imediato, graças a uma cláusula restritiva bastante comum em empréstimos no Exterior, que serve para proteger os interesses do credor.
A quebra de cláusulas contratuais pode ocorrer por diversas razões, que vão desde o não pagamento de alguma parcela da conta ou rebaixamento de nota de risco – ambos ocorreram com a OAS.

No meio futebolístico, é dado como certo que a OAS fará oferta irrecusável a clubes e governos para quitarem as arenas – ou viabilizarem parcerias empresariais que consigam reforçar o caixa da empreiteira mergulhada em dívidas. A empresa colocou à venda os jatos usados por executivos e estaria estudando se desfazer da participação na Invepar, que é dona da concessão do aeroporto de Guarulhos e de negócios de saneamento.

Também é possível que haja aplicação da cláusula que permite a cobrança imediata de outros empréstimos, mesmo pagos em dia, se a empresa deixa de quitar alguma pendência. A dívida da OAS que vence em 2015 chega a R$ 1,5 bilhão. E outras companhias estão sob o risco Lava-Jato.

Dívidas somam R$ 500 bilhões

Concessões de aeroportos podem ser negociadas - (Foto: Nelson Almeida/AFP)

Como os bancos relutam em conceder crédito a essas construtoras, a saída é vender patrimônio. Conforme analistas de mercado consultados por ZH, a UTC Engenharia colocou em oferta sua parte (45% de R$ 9,5 bilhões) na modernização e exploração do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). A Engevix estaria negociando a venda, por R$ 500 milhões, de sua empresa de energia para o sócio norueguês SN Power – e pode ter de abrir mão da sua parte nos aeroportos de Brasília e Natal. É incerto o destino da Ecovix, parceria com a Caixa, em um estaleiro no Rio Grande do Sul que constrói cascos para a Petrobras. A Mendes Junior atrasou o 13º salário de funcionários e retardou obras da transposição do Rio São Francisco em Pernambuco.

As empreiteiras investigadas e a Petrobras têm, em conjunto, dívida com bancos nacionais e internacionais e fornecedores superior a R$ 500 bilhões. Declarar a inidoneidade dessas empresas e impedir a participação em obras públicas significaria, portanto, risco de calote equivalente a 10% do Produto Interno Bruto. Esse é o resumo de estudo que circula no Planalto, baseado em análises do BNDES e da Advocacia-Geral da União (AGU), divulgado pela jornal Folha de S. Paulo. O levantamento ajudou a formar a ideia de que a punição imposta aos empresários e executivos das empreiteiras não deve atingir as empresas, sob pena de moratória em dívidas e ceifa de empregos.


Empresas envolvidas seriam grandes demais para quebrar?

Às vésperas da crise que levou à bancarrota algumas das maiores instituições financeiras americanas em 2008, muitos analistas perguntavam se companhias problemáticas não seriam grandes demais para quebrar. Passados mais de seis anos da tempestade, a resposta já é conhecida: nenhuma empresa é tão grande que não possa quebrar.

A dúvida aparece mais uma vez, agora em território nacional, quando algumas das grandes construtoras brasileiras enfrentam uma situação totalmente impensada um ano atrás: forte restrição de crédito no mercado e caixa apertado.

As companhias envolvidas no escândalo da Petrobras figuram na lista de maiores companhias do país e, juntas, são responsáveis por centenas de milhares de empregos. Donas de faturamentos bilionários, nem todas têm a solidez financeira de meses atrás.
Entre as investigadas, as companhias de menor receita são as mais dependentes das encomendas da Petrobras. Cerca de 35% do faturamento anual da UTC, por exemplo, está vinculado a contratos com a estatal. Na Odebrecht, a maior delas, este percentual é de 0,7%.
São também as companhias mais alavancadas – empresa toma dinheiro emprestado a uma taxa mais baixa do que vai obter como retorno do investimento. A alavancagem é uma forma de aumentar a participação em obras sem precisar de capital próprio.

O endividamento – principalmente por meio de empréstimos e debêntures, que são títulos emitidos por empresas para captar recursos – aumentou muito a exposição das companhias, mas tudo parecia bem enquanto as obras estavam em andamento e o dinheiro seguia entrando em caixa. 

"Apesar de arriscada, a prática é utilizada pelas companhias porque aumenta o retorno dos acionistas. Quanto mais elevada a alavancagem, maior o retorno, maior o risco. Houve “fome” em excesso de algumas empresas que tentaram abocanhar uma parte maior do filé sem ter estrutura financeira para isso", resume um analista que pediu para não ser identificado. 

Escândalo afasta bancos

O perigo ficou evidente quando os bancos – a partir das denúncias de corrupção – passaram a reduzir os empréstimos para empresas envolvidas no escândalo. Com o caixa apertado e dívidas de curto prazo, algumas construtoras passaram a vender ativos para fazer frente aos investimentos assumidos e honrar compromissos.

Agência de classificação de risco de crédito, a Fitch colocou todas as construtoras brasileiras analisadas em observação negativa e reduziu a nota da OAS e suas subsidiárias de “B+” para “D”, que indica probabilidade de inadimplência. A redução da nota de crédito da empresa por agências aponta que as companhias precisarão pagar juro mais alto para continuar captando recursos no mercado.

O possível calote pressiona também bancos brasileiros públicos e privados que emprestaram grandes quantias e agora ficam bastante expostos, pontua a Fitch.

"Não é só a saúde financeira dos bancos públicos que deve preocupar o governo. As construtoras brasileiras são responsáveis por milhares de vagas. As montadoras estão demitindo, então a pressão política por uma solução aumenta", afirma João Ricardo Costa Filho, da Pezco Mycroanalysis.


Estrangeiras atentas ao espaço que pode se abrir

Não faz muito tempo, as construtoras brasileiras ensaiavam uma disputa com os chineses pelo mercado africano. O bom momento do cenário local estimulava as grandes companhias a mirar além-mar, principalmente em Angola e Moçambique. Agora correm o risco de perderem espaço dentro do próprio quintal.

A esperada redução dos planos de investimento da Petrobras e um ambiente de preços de petróleo mais baixos já eram razão de sobressalto. Com forte presença na economia, a diminuição de encomendas da estatal costuma ter efeito direto sobre várias das empresas, que têm a petroleira como uma das principais clientes.

A suspensão aplicada a 23 das empresas citadas na Operação Lava-Jato no final de dezembro – e a eventual declaração de inidoneidade – pode ser o empurrão que faltava para a vinda de empresas estrangeiras, associadas a empresas locais de médio porte, hoje incapazes de assumir obras sozinhas.

Juntas, as nove companhias cujas sedes vêm sendo alvo de buscas ou que tiveram executivos presos detêm ao menos R$ 70 bilhões em contratos da Petrobras e do governo, como usinas na Amazônia.

Chinesas costumam trazer mão de obra

No segmento de óleo e gás, os chineses saem na frente de possíveis concorrentes americanos ou europeus. Além de trabalharem com taxa de retorno mais baixa e recurso de sobra, os asiáticos estão consolidados no setor – duas grandes estatais chinesas atuam no país. A China National Petroleum Corporation e China National Offshore Oil Corporation são sócias em 12 blocos no setor de petróleo.

"Os chineses estão preparados e, já há algum tempo, miram negócios na América Latina", afirma Rodolpho Salomão, presidente da Associação Nacional dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura.

Em grandes obras, haveria entraves, e a vinda de companhias do Exterior dependeria de movimento do governo brasileiro, afirmam analistas. Sócio-fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires cita as contrapartidas que os chineses costumam impor, como trabalhadores de lá e compras de máquinas da China, como possíveis obstáculos: "O Planalto teria que abrir mão de valores defendidos com afinco".

A regulação ambiental é outro ponto. A legislação brasileira, mais rigorosa que a chinesa, seria um desafio para os asiáticos. Nesse ponto, os americanos levam vantagem. Reclamam da regulação em excesso, mas conhecem os caminhos.


[A leitura dessa reportagem torna ainda mais estranha e marota a tentativa da CGU (Controladoria-Geral da União) de fazer um acordo com a força-tarefa do Ministério Público Federal encarregada da Operação Lava-Jato para limitar punições às empreiteiras envolvidas em fraudes na Petrobras, evitando que elas fossem declaradas inidôneas e, consequentemente, ficassem impedidas de fechar novos contratos com o governo federal. A proposta, revelada ao GLOBO por uma das autoridades que acompanha as investigações, foi rejeitada pela força-tarefa. O acordo foi encarado pelos investigadores como uma tentativa do governo de salvar empresas que estão à frente de grandes obras públicas no país. Proposta bem malcheirosa essa da CGU!

Vê-se pelos dados acima, apresentados pelo ZH, que a dependência das grandes empreiteiras brasileiras (Odebrecht, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e OAS) em relação à Petrobras é pequena, o que no entanto não elimina o risco de que sejam declaradas inidôneas para obras públicas. Por falar nessas "big five", é impressionante como a Andrade Gutierrez e a Odebrecht não aparecem nesse falatório do petrolão! Estão conseguindo manter-se em "low profile".

A tese que ganha corpo, de que apenas os executivos e não as empresas sejam punidos, é uma meia-sola sem-vergonha  para abafar uma sem-vergonhice. Primeiro, porque não se pode determinar com segurança se tais executivos atuaram de acordo com a cultura corruptora e corruptível de suas empresa, ou se foram eles os reais criadores e executantes dessa cultura. Segundo, porque as empresas têm que pagar por seus atos ilícitos -- é preciso acabar de vez com essa sensação de impunidade que campeia entre nossas empreiteiras, principalmente entre as maiores delas. Se isso significar a entrada de empresas estrangeiras no país, que esse seja o preço a pagar até que tenhamos juízo e vergonha na cara. ]












domingo, 12 de outubro de 2014

A aula sobre energia elétrica no Brasil que ajuda a entender o gigantesco estrago que Dilma NPS fez e continua fazendo com nosso setor elétrico

Dilma NPS (Nosso Pinóquio de Saia) passará para a a história do Brasil como a presidente irresponsável que desmontou e inviabilizou o setor elétrico brasileiro -- quem acessar "Setor Elétrico" na aba direita do blogue encontrará inúmeras postagens denunciando a atitude criminosa da madame nessa área. A mídia também está repleta de artigos e reportagens que comprovam a política de terra arrasada implantada pela nossa Dama de Ferrugem num setor que já foi o orgulho da nossa economia.

É bom não esquecer que, embora esteja exorbitando nessa tarefa destrutiva em seu mandato na presidência da República, Dilma NPS na realidade dá as cartas no setor energético brasileiro há 12 anos -- à socapa e na linha de frente --  incluindo dois anos de ministra de Minas e Energia (2003-2005) e sete anos como presidente do Conselho de Administração da Petrobras (2003-2010). Neste último cargo seus feitos mais expressivos -- os que por enquanto vieram à tona --  foram aprovar a famosa bandalha da compra da refinaria de Pasadena (EUA) e não enxergar nada do gigantesco propinoduto montado por Paulo Roberto Costa dentro da empresa (o que mostra, no mínimo, que seu propalado instinto de "faxineira" hibernou naqueles sete anos).

Na semana passada, o economista e professor Adilson de Oliveira (UFRJ) e o engenheiro Roberto Pereira D' Araújo, fundador e diretor do Ilumina - Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Energético, foram entrevistados pela AEPET - Associação dos Engenheiros da Petrobras e deram uma excelente (embora infelizmente muito curta) aula sobre o descalabro implantado por Dilma NPS no setor elétrico, e as péssimas perspectivas que temos pela frente graças à madame -- vejam o vídeo da entrevista.





Mesmo com a escassez do tempo e as inevitáveis interrupções do entrevistador (que, por sinal, conduziu muito bem a entrevista), os dois debatedores expuseram de maneira extremamente objetiva e didática os descalabros que levaram nosso setor elétrico à situação crítica e emergencial em que se encontra nos últimos recentes anos e, em especial, no governo Dilma NPS.

Discordo apenas da sugestão do professor Adilson, endossada por Roberto, de criação de uma (nova) empresa estatal para gerir a rede de gasodutos e a política do gás natural no país. Se estatais salvassem o Brasil, o NPA (Nosso Pinóquio Acrobata, Lula) e Dilma NPS estariam bombando: ambos criaram 10 estatais até agora, e o país está nessa pinimba de dar pena. Além disso, uma estatal de gasodutos seria mais um prato feito para o PT e sua curriola repetirem o que já fizeram e vêm fazendo com a Petrobras.

Faltou, infelizmente, tempo para os debatedores comentarem a política de preços do gás natural no Brasil. Estudo do Sistema Firjan - Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro publicado em maio de 2013 ("O Preço do Gás Natural para a Indústria no Brasil e nos Estados Unidos -- Comparativo de Competitividade") mostra que enquanto a tarifa média para a indústria nos EUA é de US$ 4,45/MMBtu, a brasileira supera os US$ 17,0/MMBtu, provocando um gasto adicional para a nossa indústria de US$ 4,9 bilhões por ano em relação ao gasto correspondente da indústria americana. Qualquer pessoa de mediana inteligência e mínimo bom senso -- o que, evidentemente, exclui Dilma NPS -- percebe o que isso significa para os usuários desse insumo no país e para o Custo Brasil.