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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Ministros do STF e seus estranhos hábitos

O ministro Gilmar Mendes, o falastrão togado, preside o TSE - Tribunal Superior Eleitoral, que tem na sua pauta o julgamento da campanha eleitoral da chapa Dilma-Temer. Este julgamento pode resultar na cassação de Temer já como candidato e, portanto, tirá-lo do cargo de Presidente da República. Além disso, Temer foi citado várias vezes em delações da Lava Jato que estão por ser homologadas no STF. Apesar disso (ou por causa disso ...), Gilmar não teve nenhum constrangimento em viajar com Temer para Portugal de carona no avião presidencial, quando Temer foi ao funeral de Mário Soares. Gilmar tampouco se constrangeu em ir ao Palácio do Planalto nesse fim de semana para "comer uma pizza" e conversar "trivialidades" com Temer, "um amigo há mais de 30 anos". Enquanto esses dois pizzaiolos viajam e comem juntos, um juiz e o outro denunciado junto a esse mesmo juiz, a vaca da decência e dos bons modos jurídicos vai pro brejo.

Na tarde de domingo, em Porto Alegre para participar do velório e sepultamento de Teori Zavascki, o ministro Gilmar Mendes almoçou com o ministro-chefe da Casa Civil e um dos homens fortes do governo Temer, Eliseu Padilha, que responde a vários processos, está com bens bloqueados e foi citado na delação da Odebrecht como operador do caixa dois do PMDB, que recebia propinas em dinheiro vivo. A vaca da decência e dos bons modos jurídicos já está atolada no brejo. Promiscuidade, o esporte preferido de Gilmar Mendes.

No STF, o PT está envolvido até as sobrancelhas desde os tempos do mensalão através de todos os seus principais mafiosos, inclusive e a partir de Lula. Nessa Suprema Corte, dois ministros indicados por Lula se destacam não por seu "notório" saber jurídico (invisível até com a mais poderosa lupa) mas por sua notória e inequívoca subserviência a Lula e ao PT: Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. Ambos não têm medido esforços para honrar essa subserviência nos julgamentos do STF.

No dia 29 de junho de 2016, Dias Toffoli mandou soltar o ex-ministro petista (e também arquivo ambulante do PT) Paulo Bernardo, sob a alegação de "constrangimento ilegal". No mesmo dia, ou no dia seguinte, Toffoli foi fotografado jantando a sós com o deputado Arlindo Chinaglia, um figurão do PT. Coincidências obscenas como essa fazem parte corriqueira do cardápio de Toffoli.

Dias Toffoli e Arlindo Chinaglia - (Foto: Rodrigo Constantino)

Em 7 de julho de 2015, a então presidente Dilma Rousseff e o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, se reuniram na cidade do Porto (Portugal) para, segundo o governo e a assessoria do STF, discutir o projeto que reajusta em até 78% os salários dos servidores do Judiciário, conforme antecipou o Blog do Camarotti. O texto foi aprovado na logo depois pelo Congresso Nacional. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, intermediou e também participou da reunião, que não estava na agenda oficial. As três ilustres figuras juraram que a Operação Lava Jato sequer foi mencionada -- mais uma contribuição à coleção de contos da carochinha.

A atuação de Lewandowski no processo de impeachment de Dilma já entrou para os compêndios jurídicos e eróticos sobre estupro legalizado e togado da Constituição Federal.

O ministro Teori Zavascki, morto tragicamente em acidente aéreo, viajava na companhia e no avião de seu amigo Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, que era sócio do banco BTG Pactual. O banco é investigado na Lava-Jato e teve seu presidente, André Esteves, preso na operação. O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal – que morreu com Filgueiras no avião do empresário e amigo, em Paraty – julgou no STF casos relativos ao BTG. Em abril, revogou prisão de Esteves.

O empresário Carlos Alberto Filgueiras recorreu em novembro do ano passado à Corte para tentar anular um processo contra ele no Rio de Janeiro por crime ambiental. Dono do hotel Emiliano, Filgueiras, que também morreu no acidente aéreo desta quinta-feira, 19, era acusado de fazer construções irregulares em uma ilha de sua propriedade, em Paraty. O recurso, no entanto, foi indeferido pelo ministro Edson Fachin há cerca de um mês e o processo continua em tramitação no Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF2).

O exposto acima é um pálido e parcial retrato em branco e preto do perfil e do comportamento esdrúxulos de juízes que compõem (compunha, no caso de Teori) a Suprema Corte de Justiça do país.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Deputados continuam moleques e irresponsáveis

[É a velhíssima história: quem nasceu pra ser jerico jamais será um puro-sangue. Isso cai como uma luva para nossos deputados federais, um bando de gente rastaquera, de inteligência minúscula, malandragem gigantesca e uma tremenda atração para pilantragens e malfeitos. O projeto de lei por eles aprovado ontem, de ajuda aos estados sem qualquer exigência de contrapartida, ao contrário do que fora proposto pelo governo, é mais uma demonstração da molecagem que campeia na Câmara dos Deputados. Além de todos os defeitos citados, os deputados são chantagistas natos -- criam dificuldades para vender facilidades.]

Retirada de exigências dificulta solução da crise, dizem analistas

Marcello Corrêa -- O Globo, 21/12/2016


Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) - (Foto: Ailton de Freitas/Agência O Globo)


O projeto de lei aprovado ontem na Câmara dos Deputados deveria ajudar na solução da crise fiscal de estados mais endividados, como o Rio. Mas, da forma como foi costurado, torna a saída da crise mais complicada. A avaliação é de especialistas em contas públicas, que criticaram a retirada das contrapartidas que o governo federal exigia para oferecer o alívio da dívida. Eles destacam que as medidas de ajuste fiscal são necessárias e, ao serem retiradas do texto, apenas adiam reformas necessárias e dificultam a tarefa dos governadores — que terão de aprovar reformas em suas assembleias legislativas sem apoio de uma lei federal.

Para Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos, a decisão da Câmara mostra que os deputados não entenderam a extensão da gravidade da crise dos estados.
— É uma tremenda irresponsabilidade da Câmara. Os estados pressionarem para isso mostra uma incompreensão da gravidade e uma dificuldade de assumir o tamanho da crise. São governadores fracos, que pressionaram a Câmara para adiar o problema — afirma a economista.


SINAL DE FRAQUEZA DA FAZENDA

Ela destaca que os gastos com pessoal e Previdência estão entre os problemas por trás do desequilíbrio das finanças estaduais. As contrapartidas exigiam a elevação da contribuição previdenciária de servidores e a suspensão de reajustes salariais:

— O desequilíbrio das contas não é por causa da dívida pública. É por causa do déficit da Previdência, cujo passivo atuarial dos estados é 50% do PIB. São estados quebrados que não conseguem enfrentar a agenda dura. Isso que foi feito é a marcha da insensatez. É lamentável o episódio.

O economista José Roberto Afonso, pesquisador do Ibre/FGV e professor do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), compara a crise estadual a um incêndio. Para ele, o texto aprovado agrava a situação. Ele acredita que, por si só, a exigência das contrapartidas na lei federal não resolveria o problema, mas ajudaria os governadores a tocar os seus ajustes.
— A crise dos estados é como um incêndio em um arranha-céu, da federação brasileira. A decisão da Câmara foi o mesmo que optar por não emprestar as escadas para os bombeiros. Isso dificulta a situação, mas o fato também de ceder as escadas por si só não apagaria o incêndio — explica o economista. — As contrapartidas eram apenas uma escada para que os bombeiros locais combatessem as chamas. Sem ajuste fiscal, nenhum governo sai do incêndio.

Zeina, da XP, concorda:

— A negociação faz parte. O que não dá é um Congresso alheio à necessidade de fazer ajustes estruturais nos estados. Qual o incentivo que o governador vai ter para fazer?

Ela acrescenta ainda que o episódio representa uma derrota da equipe econômica no Congresso, algo que será percebido pelo mercado:

— Ao contrariar a orientação, enfraquece o Ministério da Fazenda. Como se não bastasse o sinal ruim aos mercados do episódio em si, tem ainda essa sinalização em relação à força do Ministério da Fazenda.
Ao contrário dos colegas, o economista Raul Velloso considera que as exigências do governo federal eram duras demais. Para ele, a aprovação do texto com as contrapartidas era inviável politicamente, porque tornaria a negociação rígida demais. Apesar disso, o especialista em contas públicas considera que a aprovação da lei não ajudará na negociação dos estados em calamidade, como o Rio, já que o Ministério da Fazenda continuará responsável pela última palavra para conceder o alívio de três anos do pagamento da dívida. A tendência é que a equipe econômica mantenha a posição de exigir um ajuste fiscal duro, negociando diretamente com os estados, diz Velloso:
— A negociação volta à estaca zero. Se olhar para trás, nada progrediu. A única coisa que o Rio levou foram aqueles R$ 2,9 bilhões das Olimpíadas. Nada mais. Hoje, vejo a negociação com o Ministério da Fazenda praticamente impossível. O projeto não ajuda, deixa de piorar.

O economista defende que a medida ideal para tirar os estados da crise seria algum mecanismo pelo qual a União pudesse auxiliar diretamente os estados endividados. Uma possibilidade seria a criação de fundos, pelos quais o governo federal pudesse injetar dinheiro nas contas estaduais, em troca de ativos. Isso daria um fôlego extra para negociar medidas de ajuste, destaca Velloso:

— Existe um erro sobre qual é a real capacidade dos governadores de aprovarem medidas indigestas nas suas comunidades sem que seja feito um trabalho muito cuidadoso de convencimento. O único instrumento que eles têm é o controle do caixa. Se eles têm o caixa, eles podem negociar com as partes afetadas o pagamento em dia dos seus compromissos. Qual é a moral que um governador tem de fazer uma medida de ajuste quando ele não consegue honrar seus compromissos?
Para o secretário de Fazenda do Rio Grande do Norte e coordenador do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), André Horta, a discussão sobre a escalada das despesas nos estados é secundária, frente às dificuldades de arrecadação, principalmente de estados que dependem do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

— Não acho que o gasto excessivo explica a história. É uma questão parcial. Respeito e acho legítimo o plano e o esforço do Ministério da Fazenda. O que estou falando é que esse é um problema reflexo. O subfinanciamento dos estados é algo fundamental. Se ele não for corrigido, podem ser colocadas as exigências mais rigorosas e não vão resolver — destaca o secretário.




terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Satélite de estudantes brasileiros é lançado no Japão

[Boas notícias sem pre hão de pintar por aí -- só não dá pra entender porque nossa mídia catastrofista não as divulga.]

Satélite de estudantes brasileiros é lançado no Japão


O nanossatélite dos estudantes brasileiros foi levado ao espaço pelo cargueiro espacial japonês que está levando suprimentos para a ISS. [Imagem: JAXA]

O nanossatélite UbatubaSat, desenvolvido por alunos do ensino fundamental de Ubatuba (SP), foi lançado nesta sexta-feira do Centro Espacial Tanegashima, no Japão, rumo à Estação Espacial Internacional (ISS). A primeira etapa do lançamento foi transmitida ao vivo pela Jaxa, agência espacial do Japão.
A expectativa é que o satélite seja finalmente liberado no espaço no próximo dia 19 e, a partir do dia 21, já esteja na órbita operacional esperada. A liberação final será feita por um lançador especial de nanossatélites montado no laboratório japonês Kibo.
O UbatubaSat poderá ser o primeiro satélite totalmente desenvolvido no Brasil a funcionar em órbita, de onde poderá registrar a distância de sondas espaciais, detectar a formação de bolhas no espaço e também fazer contato com radioamadores e transmitir mensagens que foram gravadas por estudantes.
Satélite de estudantes

O projeto UbatubaSat foi idealizado pelo professor Cândido Osvaldo de Moura. A iniciativa surgiu no início de 2010, quando ele teve conhecimento de que uma empresa norte-americana estava desenvolvendo um veículo lançador e vendia os kits de montagem de pequenos satélites que pudessem ser lançados pela empresa.

Cândido levou o desafio para a sala de aula. Na época, ele era professor da Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves (Etec), em Ubatuba. "A gente achou que seria interessante fazer um satélite desses com os alunos da quinta série. Eles tinham em média dez anos de idade e poderiam ser os mais jovens do mundo a desenvolver um projeto espacial", conta o professor.
Segundo Cândido, este tipo de satélite pequeno, também conhecido como cubesat, foi criado nos anos 1990 para servir como experiência pedagógica nas universidades. Com apoio técnico e financeiro do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Agência Espacial Brasileira (AEB), o professor adaptou a experiência para os alunos mais jovens.

Sucesso

O satélite levou três anos para ficar pronto. A construção foi conduzida por seis alunos, mas desde 2010 cerca de 400 estudantes já passaram pelo projeto, que engloba outras atividades de desenvolvimento científico.

Cândido e seus alunos acompanharam o lançamento do satélite da sede do Inpe, em São José dos Campos (SP). "A maior conquista é o aprendizado do aluno. O que a gente quis foi colocar os alunos em contato com a ciência e a tecnologia desde cedo. Este sucesso a gente já conquistou", disse Cândido.





segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Pintores brasileiros (9) -- A arte de Paulo Pasta

[Ver postagem anterior.

Para a elaboração desta postagem me baseei, fora a inevitável e essencial Internet, no livro "Paulo Pasta Pinacoteca Cosacnaif", patrocinado pelo Governo do Estado de São Paulo através da Secretaria de Cultura e da Pinacoteca do Estado. Usei também o site do pintor. O que estiver entre colchetes e em itálico é de minha responsabilidade.]


Paulo Pasta (1959-) - (Foto: site do pintor)

Paulo Pasta (1959-) - (Foto: Google)

Ariranha/SP (1959) Doutor em artes visuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo - ECA / USP (SP). Recebeu a Bolsa Emile Eddé de Artes Plásticas do MAC/USP (SP) em 1988. Dentre as exposições realizadas, destaque para individual na no Centro Cultural Maria Antonia, em 2011, para o Panorama dos Panoramas, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 2008, e para individual na Pinacoteca do Estado de São Paulo, em 2006. Como professor, lecionou pintura na Faculdade Santa Marcelina - FASM, entre 1987 e 1999, e desenho na Universidade Presbiteriana Mackenzie, entre 1995 e 2002. É professor da USP desde 2011 e, da FAAP, desde 1998. 

Cronologia

1977 Muda-se para São Paulo, para cursar o preparatório do vestibular de arquitetura. No cursinho, é aluno de Carlos Fajardo e Luiz Paulo Baravelli. Fajardo o influencia sobre a compra de material de pintura e sobre assuntos artísticos. Pasta começa, então, a frequentar as aulas de desenho de modelos vivos na Pinacoteca do Estado de São Paulo e convive com as obras do acervo desse museu. Nesse mesmo período, faz visitas frequentes ao acervo do Museu de Arte de São Paulo, Masp. Prestes a se inscrever na prova para a Faculdade de Arquitetura, confi dencia apenas ao seu irmão mais velho, José Antônio Pasta Júnior, professor de literatura da USP e crítico literário, sobre a desistência quanto a essa carreira. O irmão o apoia, e Pasta ingressa, em 1978, na Escola de Artes Plásticas da USP. 

1979 No segundo ano de faculdade, começa a dar aulas de pintura em uma escola nos arredores de sua casa, atividade que exerce até hoje. 

1980 Atua como monitor e arte-educador na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Passa a ter um contato mais estreito com as pinturas de Almeida Júnior, Castagneto, Parreiras, e pintores do Grupo Santa Helena, em especial, Alfredo Volpi. Seus desenhos e pinturas, nessa época, retratavam, pela memória, as paisagens Cronologia de canaviais de sua terra natal. Cria obras abstratas, nas quais utiliza uma gama cromática reduzida, explorando variações tonais. Realiza exposições individuais nas Galerias Campus/USP de Ribeirão Preto e de São Carlos. 

1983 Gradua-se em artes plásticas na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo - ECA/USP, onde estudou desenho e gravura em metal com Evandro Carlos Jardim, litografi a e serigrafi a com Regina Silveira e pintura com Carmela Gross. 

1984 Participa de uma mostra no espaço DHL, na avenida Paulista, com o amigo Cláudio Mubarac. Desenhos e pinturas de paisagens de cunho naturalista preenchem a sua primeira exposição individual. 

1986 Participa do IX Salão Nacional de Arte Contemporânea da Funarte no Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro, conquistando o Prêmio Aquisição. Expõe trabalhos no IV Salão Paulista de Arte Contemporânea, onde ganha a admiração do galerista Paulo Figueiredo, seu marchand até 1993. 

1987 Exerce atividade docente na Faculdade Santa Marcelina e Faculdades Alcântara Machado. Recebe o Prêmio Secretaria do Estado da Cultura no V Salão Paulista de Arte Contemporânea. Realiza a exposição individual "Pinturas" no Centro Cultural Cândido Mendes, Rio de Janeiro, e também participa da exposição "Imagens da segunda geração", no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, com curadoria de Tadeu Chiarelli. 

1988 Recebe a Bolsa Emile Eddé de Artes Plásticas. Ganha sala especial no VI Salão Paulista de Arte Contemporânea. Expõe individualmente no Centro Cultural Cândido Mendes. Workshop Berlim/São Paulo, Museu de Arte de São Paulo e Kunsthalle de Berlim, Alemanha. 

1989 Recebe Prêmio Viagem no XI Salão Nacional de Artes Plásticas da Funarte, Rio de Janeiro. Expõe individualmente no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP). Organiza, em seu ateliê, a exposição "10 artistas", na rua Fortunato, 85, São Paulo. Participa das exposições "Novos valores latino-americanos", no Museu de Arte de Brasília; "Arte paulista - perspectivas recentes", no Centro Cultural São Paulo, e "Panorama atual da pintura", no Museu de Arte Moderna de São Paulo. 

1990 Recebe o Prêmio Brasília de Artes Plásticas no Museu de Arte de Brasília - MAB/DF. Expõe, individualmente, na Pasárgada Arte Contemporânea, Recife. Participa da exposição "Olhar Van Gogh", no Masp, e no Palácio das Artes, Belo Horizonte. 

1991 Expõe na Galeria de Arte Paulo Figueiredo, em São Paulo. Participa da III Bienal de Cuenca, no Equador e da exposição "La nueva generación", no Museo de Bellas Artes, Caracas, Venezuela. Participa da coletiva "BR 80", na Galeria Itaú, São Paulo. 

1992 Participa da exposição "13 artistas paulistas", no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Expõe no Programa de Exposições de Arte Contemporânea do Centro Cultural São Paulo. 

1993 Exibe individualmente na Itaú Galeria de Belo Horizonte. Participa de uma exposição no Studio Kostell, Paris. 

1994 Participa da XXII Bienal Internacional de São Paulo. Expõe individualmente na Galeria Anna Maria Niemeyer, Rio de Janeiro. 

1995 Professor da Universidade Mackenzie, onde permanece até 2002. Realiza individual a Sala Alternativa de Artes Visuais, Caracas, Venezuela. 

1996 Expõe na Galeria Camargo Vilaça, em São Paulo; e na Galeria Casa da Imagem, em Curitiba. Participa da exposição "Vento sul" com itinerância pelas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires e Montevidéu. 

1997 Recebe o Grande Prêmio Price Waterhouse - Conjunto de Obras, no Panorama de Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP). Expõe na Galeria Anna Maria Niemeyer, Rio de Janeiro. Participa do projeto Arte Cidade III - A Cidade e suas Histórias, São Paulo. 

1998 Torna-se professor de pintura na Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP. Ministra cursos livres em várias instituições culturais, como o Museu Brasileiro de Escultura - MuBE. É publicado o livro Paulo Pasta, pela Edusp, com textos críticos de Rodrigo Naves, Nuno Ramos, Alberto Tassinari e Lorenzo Mammì. Expõe na Galeria Vicente do Rego Monteiro, Fundação Joaquim Nabuco, em Recife; e também na Galeria Casa da Imagem, em Curitiba. 

1999 Expõe na Galeria Camargo Vilaça, São Paulo. Participa das exposições "O Brasil no século da arte - a Coleção MAC/USP", Galeria de Arte do Sesi; "Quase fi gura", MAM e "80 anos de arte no Brasil", MAM, todas em São Paulo. 

2000 Expõe na Galeria Celma Albuquerque, Belo Horizonte. Participa das mostras "Brasil + 500 - Mostra do Redescobrimento", Pavilhão da Bienal, São Paulo; "Obra nova", Museu de Arte Contemporânea, São Paulo; "A pintura dos anos 90", MAM/SP; "Projeto Macunaíma Refl exões", Funarte, Rio de Janeiro. 

2001 Expõe na Galeria Anna Maria Niemeyer, Rio de Janeiro. Participa das exposições "O espírito de nossa época", Coleção Dulce e João Carlos Figueiredo Ferraz, MAM/SP; "A cor na arte brasileira", no MAM/SP; "Espelho cego", Coleção Marcantônio Vilaça, Paço Imperial, Rio de Janeiro; Museu de Arte Moderna de São Paulo. Participa da 3a Bienal do Mercosul, Porto Alegre. 

2002 Expõe na Galeria Nara Roesler e Centro Cultural Maria Antônia, ambos em São Paulo. Participa das exposições coletivas "Estratégias para deslumbrar", Fiesp, São Paulo; "Caminhos do contemporâneo", Paço Imperial, Rio de Janeiro e Pinacoteca do Estado de São Paulo; e também de "O plano como estrutura, o plano como fi gura", MAM/SP. Obtém título de mestre pela Universidade de São Paulo. 

2003 Expõe na Galeria 10,20 x 3,60, São Paulo. Participa das coletivas "2080", MAM/SP e "Uma certa pintura", na Galeria Casa da Imagem, Curitiba. 

2004 Expõe no Centro Cultural São Paulo como artista convidado. Participa das coletivas "Heterodoxias", na Casa da Ribeira, Natal e também na Galeria Paulo Darzé, em Salvador. 

2005 Arte em Metrópolis, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil. 

2006 Expõe, em mostra com caráter retrospectivo, com curadoria de Tadeu Chiarelli, na Estação Pinacoteca, São Paulo. Participa das coletivas "Acervo contemporâneo da Pinacoteca do Estado de São Paulo e Coleção Dulce e João Carlos Figueiredo Ferraz", no Museu de Arte de Ribeirão Preto; "MAM [na] Oca", OCA, São Paulo; "Da pintura contemporânea", Casa da Imagem, Curitiba e "Ao mesmo tempo o nosso tempo", MAM/SP. É lançado o livro Paulo Pasta, pela Cosac Naify, com ensaios críticos de Tadeu Chiarelli, Paulo Venâncio Filho e Lorenzo Mammì. 

2007 Expõe na Galeria Millan, São Paulo. Individual na Galeria Art'Lounge, em Lisboa, "O silêncio da pintura". Participa das coletivas "Pintura brasileira no acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo", no Museu de Arte Moderna do Espírito Santo, Vitória; "Conexões", MAC/USP, e "80/90 modernos - pós-modernos, etc.", Instituto Tomie Ohtake, São Paulo. 

2008 Expõe no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, com curadoria de Ronaldo Brito. Participa das coletivas "Panorama dos panoramas", MAM/SP; "Arquivo geral", Centro Cultural da Justiça Eleitoral, Rio de Janeiro, e "Arte contemporânea: aquisições recentes da Pinacoteca do Estado de São Paulo", Pinacoteca do Estado de São Paulo. 

2009 Realiza individual "Por que desenho", na H.A.P. Galeria, Rio de Janeiro. Participa das coletivas "Matisse hoje", Pinacoteca do Estado de São Paulo, "Dentro do traço, mesmo", Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre. Curador da exposição "Nasci errado e estou certo", com trabalhos de José Antônio da Silva, na Galeria Estação, São Paulo. 

2010 Dedica-se também à produção de serigrafias. Publica o álbum 9 serigrafias pela Papel Assinado, São Paulo. 

2011 Exposição "Sobrevisíveis", no Centro Cultural Maria Antônia. Participa das exposições coletivas "Europalia, International Art Festival", Bruxelas, Bélgica; "Percursos contemporâneos", Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba, SP; "1911-2011: arte brasileira e depois, na Coleção Itaú", Palácio das Artes, Belo Horizonte, e Paço Imperial, Rio de Janeiro; mostra inaugural da SIM Galeria, Curitiba, e "Espaços da cor", no Paço das Artes, São Paulo. Obtém o título de doutor em artes visuais pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Torna-se professor convidado do Departamento de Artes Plásticas da Universidade de São Paulo. 

2012 Lançamento do livro Educação pela pintura, uma coletânea de textos do pintor editada pela WMF Martins Fontes. Individual na Galeria Millan, "O fim da metade é o começo do meio", com oito óleos recentes de grandes dimensões. Expõe individualmente em Ribeirão Preto, na Galeria Adearte "Coleção do artista", com trabalhos de pequenas dimensões. Participa da coletiva de inauguração da nova sede do Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba, SP. Curador da exposição "O mundo embrulhado para presente", com trabalhos de Júlio Martins da Silva, na Galeria Estação, São Paulo. 

2013 Exposição Coletiva "Correspondências", no Instituto Tomie Ohtake, com curadoria de Agnaldo Farias e Paulo Miyada; "Pinturas Recentes", em Individual, na Fundação Iberê Camargo, dos dias 6 de Junho a 25 de Agosto, sob a curadoria de Tadeu Chiarelli. 

Fortuna (1987), óleo e cera sobre tela, 50 x 61,3 cm. Coleção Tadeu Chiarelli - (Foto: Google)


No primeiro texto do livro da Cosacnaif citado acima, sob o título "O silêncio onde hoje a pintura habita", Tadeu Chiarelli aborda a tela acima, de que é proprietário. Eis alguns trechos do que escreveu:

"Em 1987, Paulo Pasta produziu uma pintura que, mesmo se enquadrando na série que então produzia, possui algumas singularidades que a tornam única. Como as outras, ela é monocromática, num tom de vermelho que evoca uma ancestralidade italiana ou, pelo menos, de certos muros daquele país.

(...) Refiro-me à quase previsível remissão que se faz às fachadas de Alfredo Volpi [ver postagem anterior], quando se observa essa obra. A pintura do artista de Lucca e do Cambuci também impregna o trabalho de Pasta (...). A pintura de Pasta, apesar de impor-se pelo monocromatismo radical e pela inscrição do gesto e da palavra, possui aquela latência típica tanto das chapas de gravura quanto das primeiras pinturas de Volpi e seus companheiros. Embora potente como realização, em sua configuração fechada em si mesma, ela parece uma mensagem do que ainda poderá vir a ser. (...)"

Obras (clique nas imagens para ampliá-las)



Sem título (1985), esmalte e carvão sobre papel, 200 x 150 cm. Coleção do artista - (Foto: Google)



Sem título (1985), guache sobre papel, 80 x 100 cm. Coleção particular - (Foto: Google)



Sem título (1986), óleo sobre tela, 40 x 50 cm - (Foto: Google)



Sem título (1986), óleo e areia sobre tela, 40 x 50 cm - (Foto: Google)



Sem título (1987), óleo e cera sobre tela, 40 x 50 cm. Coleção Fernando Azevedo e Chico Teixeira - (Foto: Google)



Sem título (1987), óleo e cera sobre tela, 160 x 210 cm. Coleção Raphael Serruya - (Foto: Google)



Sem título (1987), óleo e cera sobre tela, 100 x 120 cm. Coleção do artista - (Foto: Google)



Sem título (1988), óleo sobre tela, 130 x 170 cm. Coleção Marcelo Araujo - (Foto: Google)



Sem título (1989), óleo e cera sobre tela, 190 x 220 cm. Coleção Maria Teresa Sozio - (Foto: Google)



Sem título (1989), óleo e cera sobre tela, 220 x 190 cm. Coleção Adalberto Cail - (Foto: Google)



Sem título (1990), óleo e cera sobre tela, 30 x 40 cm - (Foto: Google)



Sem título (1990), óleo sobre tela, 50 x 40 cm - (Foto: Google)




Colunas (199?), óleo sobre tela, 20 x 30 cm - (Foto: Google)



Sem título (1991), óleo e cera sobre tela, 220 x 190 cm - (Foto: Google)



Sem título (1996), óleo e cera sobre tela, 180 x 220 cm. Coleção particular - (Foto: Google)



Sem título (1997), óleo e cera sobre tela, 180 x 220 cm. Museu de Arte de São Paulo - (Foto: Google)



Sem título (2003), óleo sobre tela, 20 x 30 cm. Coleção do artista - (Foto: Google)



Sem título (2005), óleo sobre tela, 190 x 220 cm. Coleção Maria Vitória e PauloGalvão- (Foto: Google)



Sem título (2005), óleo sobre tela, 190 x 220 cm. Coleção particular - (Foto: Google)



Sem título (2006), óleo sobre papel, 50 x 70 cm - (Foto: Google)



Viga laranja (2007), óleo sobre tela, 50 x 60 cm. Coleção Andréa e José Olympio Pereira - (Foto: Google)



Viga ocre (2007), óleo sobre tela, 50 x 60 cm. Coleção Andréa e José Olympio Pereira - (Foto: Google)



Funâmbulo ultramar (2007), óleo sobre tela, 180 x 220 cm. Coleção Orandi Momesso - (Foto: Google)



Orelha de gato (2007), óleo sobre tela, 50 x 60 cm. Coleção Andréa e José Olympio Pereira - (Foto: Google)



Sem título (2007), óleo sobre tela, 50 x 60 cm. Coleção do artista - (Foto: Google)



Viga laranja (2008), óleo sobre papel, 190 x 150 cm - (Foto: Google)




Sem título (2010), óleo sobre tela, 30 x 40  cm. Coleção Andréa e José Olympio Pereira - (Foto: Google)



Sem título (2010), óleo sobre tela, 120 x 150 cm. Coleção Ângela e Antônio Alberto Gouvea Vieira - (Foto: Google)



Sem título (2010), óleo sobre tela, 180 x 220 cm. Coleção particular - (Foto: Google)




Sem título (2011), óleo sobre papel, 50 x 70 cm -(Foto: Google)



Sem título (data:?), serigrafia, 76 x 100 cm - (Foto: Google)



Azul três cruzes 2 (2012), óleo sobre tela, 240 x 300 cm. Coleção BGA - Brazil Golden Art - (Foto: Google)



Noturno da consolação 2 (2012), óleo sobre tela, 240 x 300 cm. Coleção do artista - (Foto: Google)



O dia (2012), óleo sobre tela, 240 x 300 cm - (Foto: Google)



A noite (2012), óleo sobre tela, 240 x 300 cm. Instituto Figueiredo Ferraz - (Foto: Google)




Sem título (2013), serigrafia sobre papel, 115 x 150 cm - (Foto: Google)



Sem título (2013), óleo sobre papel, 24 x 33 cm - (Foto: Google)





Sem título (2015), óleo sobre papel - (Foto: Google)





sábado, 17 de dezembro de 2016

Associação de juízes acusa publicamente o ministro Gilmar Mendes de infringir o Estatuto da Magistratura e uma Lei -- por que então ele não é punido?!

Gilmar Mendes, o atento - (Foto: Google)

Gilmar Mendes tem um problema crônico de diarreia verbal e, patentemente, necessita com urgência de um psiquiatra. Com a arrogância dos energúmenos e o ar professoral dos pobres de espírito, Gilmar adora deitar falação em público de maneira absolutamente destemperada, grosseira, agressiva e inteiramente descompassada com a discrição que deve pautar sempre o comportamento de um juiz de uma Suprema Corte.

Gilmar Mendes se arvorou de palmatória do Brasil e do mundo, falando sobre tudo e sobre todos, sempre contra tudo e contra todos, invariavelmente num linguajar chulo para o seu cargo e suas funções. É um moralista bufão, ridículo, palhaço e patético. Cobra perfeição e correção de seus pares no STF, sem cinicamente olhar para seu próprio rabo. Gilmar retém de longa data posição de destaque no Supremo em pedidos de vista de processos e em prazo de retenção desses processos. Levantamento feito já em 2010 o mostra  liderando com 22% dos pedidos de vista (praticamente o dobro do segundo colocado, Marco Aurélio Mello, com 12%) e com, em média, 462,67 dias de retenção de processo! Sentar sobre processos é o esporte preferido de Gilmar, deixando em inúmeros deles a marca indelével de sua região glútea.

Ultimamente, com destaque a partir do surgimento do mensalão e do petrolão e seus julgamentos no STF, Gilmar perdeu de vez a temperança e passou a dar shows patéticos de descontrole ético e verbal, opinando abertamente sobre processos ainda em tramitação no Supremo, desancando autoridades constitucionalmente em seus cargos e emitindo conceitos e opiniões pejorativos e extremamente agressivos sobre pares seus no STF e sobre seus pareceres e decisões. O último surto de virulência absurda de Gilmar foi dirigido contra o seu colega ministro Luiz Fux, por conta da decisão deste de determinar à Câmara dos Deputados que reexaminasse  o projeto de lei anticorrupção sob a ótica de uma iniciativa popular e não parlamentar. Independente da correção ou não da decisão de Fux, ele em hipótese alguma pode ser agredido como foi por Gilmar Mendes.

Por conta dessa e de várias outras atitudes chulas de Gilmar Mendes, a AJUFESP - Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul emitiu em 15 de dezembro corrente a seguinte nota:

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NOTA DA AJUFESP
A Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul vem a público esclarecer que o Estatuto da Magistratura (Lei Complementar 35/1979, aplicável a todos os magistrados do Brasil) proíbe aos magistrados que manifestem “por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças, de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos e em obras técnicas ou no exercício do magistério” (art. 36, inciso III). Além disso, a Lei Complementar 35/1979 exige que todos os magistrados mantenham “conduta irrepreensível na vida pública e particular” (art. 35, inciso VIII).

Também assim o Código de Ética da Magistratura Nacional, instituído pelo Conselho Nacional de Justiça em agosto de 2008, quando o órgão e o STF eram presididos pelo Ministro Gilmar Mendes.

Nesse contexto, causa espécie a sem-cerimônia com que o próprio Ministro Gilmar Mendes, magistrado do Supremo Tribunal Federal, vem reiteradamente violando as leis da magistratura e os deveres éticos impostos a todos os juízes do país, valendo-se da imprensa para tecer juízos depreciativos sobre decisões tomadas no âmbito da Operação Lavajato e mesmo sobre decisões de colegas seus, também Ministros do Supremo Tribunal Federal.

Nada impede que o Ministro Gilmar Mendes, preferindo a função de comentarista à de magistrado, renuncie à toga e vá exercer livremente sua liberdade de expressão, como cidadão, em qualquer dos veículos da imprensa, comentando - aí já sem as restrições que o cargo de juiz necessariamente lhe impõe - o acerto ou desacerto de toda e qualquer decisão judicial. Enquanto permanecer magistrado da mais alta Corte do país, porém, a sociedade brasileira espera que ele se comporte como tal, dando o exemplo de irrestrito cumprimento das leis do país e dos deveres ético-disciplinares impostos a todos os juízes.

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O que vemos acima, com todas as letras, é a acusação pública de uma associação de juízes federais de que um ministro do STF - Supremo Tribunal Federal, o Sr. Gilmar Mendes, é infrator reincidente do Estatuto da Magistratura e do Código de Ética da Magistratura Nacional. E aí, como é que fica isso?! Nada vai acontecer contra esse ministro?! Vai-se permitir que ele personifique Renan Calheiros dentro do STF?! Ministro do Supremo é inalcançável pelos braços e o tacape da Lei?! Onde estamos?!

Com a palavra a ministra-presidente do Supremo, Cármen Lúcia. O problema é que, desde que decidiu aderir ao grupelho de pares do STF que pusilanimemente decidiu manter Renan Calheiros na presidência do Senado e do Congresso Nacional, a madame ministra tem tido dificuldades físicas e mentais para desempenhar seu cargo e suas funções -- físicas porque o rabo preso pesa-lhe demasiado, mentais porque o resquício decente de sua consciência não lhe tem dado trégua.