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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Tragédia em Berlim: pesadelo para a Alemanha e para Angela Merkel

[A tragédia no mercado de Natal de Berlim coloca o governo de Angela Merkel contra as cordas e, certamente, provocará nova onda de xenofobia e de crescimento da extrema direita não só na Alemanha, como no resto da Europa. Podemos esperar dias mais tensos pela frente, com consequências imprevisíveis. Traduzo a seguir reportagem de Severin Weiland e Phillip Wittrock publicada no site Spiegel Online International.]

Ataque em Berlim, pesadelo da Alemanha, pesadelo de Merkel

Severin Weiland e Phillip Wittrock - Spiegel Online International, 20/12/2016


A chanceler alemã Angela Merkel assina o livro de condolências pelas vítimas do ataque de segunda-feira - (Foto: AFP)


A chanceler alemã Angela Merkel está no modo crise. Novamente. Mas, desta vez, a situação fere mais do que de vezes anteriores e sacudiu o país inteiro. Os ataques de verão em Würzburg e Ansbach foram simples anúncios ou indicações do banho de sangue da noite de segunda-feira. Agora, 12 pessoas estão mortas e dezenas mais feridas depois que uma pessoa invadiu com um caminhão um mercado de Natal no coração de Berlim.

Merkel esta plenamente ciente de que algo como o ataque na noite de segunda-feira poderia acontecer aqui também -- na realidade, era quase inevitável. Mas isso não diminuiu o choque. "Este é um dia difícil", disse a chanceler. O país, prosseguiu ela, "está unido em luto profundo". 

Quando Merkel leu seu comunicado na terça-feira sobre o ocorrido na noite anterior, ela disse o que tinha que dizer em tal situação. Expressou sua compaixão para com as vítimas e suas famílias, agradeceu àqueles que responderam prontamente à tragédia, expressou confiança no trabalho dos investigadores e anunciou que os executantes da agressão serão punidos devidamente. E prometeu: "Encontraremos forças para a vida que queremos viver na Alemanha -- livre, unida e aberta". Essas são palavras que deram voz ao seu estado de choque e à sua consternação, deram voz também à sua determinação para enfrentar o terror.

Um policial caminha perto da Igreja do Memorial do Kaiser Guilherme em Berlim. Muitas questões permanecem sem respostas após o ataque mortal na noite de segunda-feira contra um mercado de Natal em um destino turístico popular. 12 pessoas morreram nesse ataque, e pelo menos 48 ficaram feridas quando um homem ainda não identificado jogou um caminhão contra a multidão - (Foto: AFP)


Quase um dia havia decorrido após o ataque, mas os trabalhos de investigação e de limpeza na parte ocidental de Berlim ainda se desenrolavam  - (Foto: AP)


O caminhão Scania pertencia a uma empresa polonesa de transporte marítimo e foi carregado com vigas de aço. A polícia prendeu um suspeito mais tarde à noite, mas na terça-feira ainda não havia certeza se haviam prendido a pessoa certa. Um segundo homem foi encontrado morto no assento de passageiro. A polícia disse que era um cidadão polonês e que não havia sido o motorista do caminhão - (Foto: AFP)


Uma cidade de luto. Berlinenses e turistas colocaram flores, velas e mensagens pessoais no local do ataque - (Foto: Reuters)


Na terça-feira a chanceler alemã foi também ao local do ataque na Breitscheidplatz, em Berlim, e deixou flores em honra dos mortos e feridos - (Foto: DPA)


Políticos em estado de choque: o ministro do Interior alemão, Thomas de Mazière, esteve diante da imprensa na terça-feira e disse que havias poucas dúvidas de que o ocorrido fora um ataque terrorista. Entretanto, na mesma terça-feira, mais tarde, e declarou que o real responsável pelo ataque não havia sido ainda encontrado - (Foto: AFP)


A equipe de resgate reboca o caminhão que invadiu o mercado de Natal que estava cheio de gente. Ainda não se sabe onde e quando o suspeito do ataque roubou o caminhão utilizado no ataque - (Foto: Reuters) 


Acomodações para refugiados, dentro de um hangar do antigo e desativado Aeroporto de Tempelhof. Uma força especial da polícia investigou o local durante a noite. Na terça-feira, não mais parecia provável que um jovem paquistanês preso perto do local do atentado fosse o executante do ataque - (Foto: DPA)


Uma imagem do caminhão após o ataque. O motorista suspeito conseguiu escapar. Oficiais da polícia acreditavam que o haviam apreendido perto do memorial de Siegessäule, mas parece agora que prenderam o homem errado - (Foto: DPA)


Bombeiros examinam uma árvore de Natal derrubada no mercado onde ocorreu o ataque. "Foi uma noite ruim para Berlim e para o país. Como um número incontável de pessoas, estou muito chocado", disse o presidente alemão Joachim Gauck - (Foto: AP)


Uma cidade em estado de choque. Um placar eletrônico próximo ao local do ataque apresentava os dizeres "em compaixão e luto pelas vítimas e todos os afetados" - (Foto: AFP)


Em resposta ao ataque em Berlim, várias cidades com mercados de Natal começaram a implementar medidas de seguranças adicionais na terça-feira para impedir ataques semelhantes. Em Dresden, que abriga um dos mais famosos desses mercados, foram instaladas barreiras de concreto para impedir que veículos possam invadir as áreas de pedestres - (Foto: DPA)


Na França, alvo de ataques terroristas sérios nos últimos dois anos, medidas adicionais estão sendo adotadas também, como nesse mercado de Natal em Paris. O governou solicitou à população que seja mais vigilante, em resposta à ameaça - (Foto: AFP)


Até que o responsável pelo ataque seja encontrado, a situação permanecerá tensa em Berlim. Na terça-feira, autoridades admitiram que a pessoa que executou o ataque brutal provavelmente ainda está solta - (Foto: Reuters)


"Particularmente repulsivo"

Mas mesmo quando fazia seu comunicado, a chanceler estava plenamente ciente de que o tom correto, o excelente trabalho da polícia e a firmeza dos valores liberais não seriam suficientes para conter a crise. Isso ajuda a explicar porque ela transmitiu também uma mensagem política durante seus cinco minutos de presença pública.

Seria, disse ela, "particularmente difícil para todos nós tolerar uma situação em que o autor do ataque tenha vindo para a Alemanha como um refugiado". Seria, continuou ela, "particularmente repulsivo com relação aos muitos, muitos alemães que estão diariamente engajados em prestar assistência aos refugiados e com relação às muitas pessoas que realmente precisam de nossa proteção e que estão dando o melhor de si para se integrarem". 

Enquanto ela falava, não se sabia ainda que a polícia começara a duvidar de que o homem preso na noite de segunda-feira estivesse realmente envolvido no ataque. Esse homem, que aparentemente veio para a Alemanha como um refugiado do Paquistão há cerca de um ano, havia sido preso em local não muito distante do local do ataque. Os investigadores tinham a esperança de ter capturado o motorista do caminhão.

A mensagem de Merkel foi um pedido para que os alemães evitassem suspeitar de todos os refugiados, de maneira generalizada. Ela está bem consciente das profundas divisões na sociedade alemã e está preocupada com o fato de que esse ataque possa envenenar a atmosfera ainda mais, o que pode tornar ainda mais difícil sua reeleição no outono de 2017.

E sua mensagem foi dirigida também a seus colegas políticos conservadores que sempre criticaram sua política em relação aos refugiados. Em primeiro lugar e principalmente Horst Seehofer, o combativo governador da Bavária que também é líder da União Social Cristã (CSU), o parido bávaro irmão dos Democratas Cristãos (CDU), partido de Merkel. Antes mesmo que a chanceler lesse seu comunicado, o gabinete bávaro reuniu-se em Munique.  Ficou claro que Seehofer havia sido profundamente afetado pelo ataque e olheiras escuras circundavam seus olhos.

Luta na direita

O que Seehofer disse então para as câmaras dos jornalistas soou como ainda outra declaração de guerra contra Merkel. "Devemos às vítimas, às suas famílias e a toda a população um repensar e um reajuste de todas as nossas políticas de imigração e de segurança".  Quando Seehofer diz "nossas políticas" ele na realidade se refere àquelas da chanceler.

Seehofer vem lutando há meses contra o curso da política de Merkel na crise dos refugiados. Ele não está preocupado apenas com manter o poder na Bavária, o preocupa também a crescente competição política na ala direita na figura do populista Alternativa para a Alemanha (AfD, na sigla alemã). Durante a noite, o AfD buscou ganhar impulso com base no ataque, culpando diretamente as políticas de Merkel por torná-lo possível em primeiro lugar e postando comentários debochados nas redes sociais.

Recentemente, o CDU e o CSU tentaram fazer as pazes em suas relações. Uma reunião conjunta de líderes dos dois partidos está programada para o início de fevereiro, quando o CSU está listado para anunciar seu apoio oficial à nova candidatura de Merkel à Chancelaria. Mas o ataque de segunda-feira pode obstruir esses planos, se Seehofer decidir que as reformas recentes para endurecer a legislação alemã para a não avançam o suficiente.

Mas, até os membros do CDU de Merkel estão agitados. Tomem, por exemplo, Klaus Bouillon, ministro do Interior pelo estado de Saarland, que inicialmente falou de um "estado de guerra" ao descrever o ataque de segunda-feira e mais tarde tentou recuar. "Evitarei usar o termo guerra no  futuro", disse ele, distanciando-se de seus próprios comentários. "É terrorismo".

"Não é o dia para falar de consequências"

A demanda imediata de Seehofer por consequências políticas em seguida ao ataque não caiu bem em Berlim. Thomas de Maizière, o ministro do Interior, fez na terça-feira uma atualização sobre o progresso das investigações e pareceu que o político do CDU escolheu cuidadosamente as palavras enquanto fazia isso. "Não recuemos", disse ele em um apelo à população. "Não os deixemos controlar nossas vidas com o medo".

Quando perguntado sobre sua resposta à demanda de Seehofer, o ministro do Interior ficou taciturno. Anunciou que iria visitar a cena do ataque mais tarde naquele dia junto com a chanceler e o ministro do Exterior, e que participaria de um serviço religioso depois disso. "Hoje", disse ele, "não é o dia para se falar de consequências".

Mais tarde nesse dia, de Maizière juntou-se a Merkel e ao  seu colega do SPD [Partido Social Democrata] Frank Walter Steinmeier quando estes depositaram flores em um memorial temporário para as vítimas. Quando ele assim fez, Seehofer e seus ministros de governo na Bavária se prepararam para convocar uma reunião especial do gabinete na terça-feira à tarde. Assuntos a serem discutidos: as políticas da Alemanha para segurança e refugiados.


Caminhão colide com mercado de Natal de Berlim - A foto mostra onde o caminhou entrou no mercado, o caminho por ele seguido e o local onde parou. É mostrada a localização do mercado na praça Breitscheid, do Centro Europa, do Memorial da Igreja do Kaiser Guilherme, do Waldorf Astoria, da avenida Kurfürstendamm, do shopping center Bikini, da rua Kant, da rua Hardenberg, da rua Budapeste e do parque do Jardim Zoológico. No gráfico abaixo da foto são mostrados por onde o caminhão entrou no mercado, o local em que ele atingiu uma barraca e deixou o mercado e parou, e a posição de uma fila de barracas do mercado - [Foto: Google Earth -- Mapa: Mapbox - Kartendaten OpenStreetMap-Mitwirkende (ODbL)]


Últimas notícias
  • Alemanha ordena caçada contra um suspeito tunisino -- A Alemanha emitiu uma ordem de busca por um homem tunisino cujos documentos de identidade foram encontrados na cabine do caminhão usado no ataque terrorista de segunda-feira à noite em Berlim. O processo de deportação dele havia sido interrompido porque ele não dispunha dos documentos necessários para isso.
A Alemanha está oferecendo uma recompensa de 100.000 euros por informações que levem à captura do suspeito Anis Amri - (Foto: BKA)
  • Berlinenses mantêm a compostura depois do ataque -- Como Berlim está lidando com o ataque ao mercado de Natal? Uma incursão pela cidade revela algo incrível e impressionante. As sementes de medo que os terroristas buscaram semear não parecem estar germinando por aqui.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Nomeação de mais um general (o terceiro) para o governo faz crescer receios sobre forte influência militar na administração Trump

[Antes mesmo de assumir formalmente as rédeas do país, Donald Trump já sinaliza com atos, atitudes e nomeações que o termo catastrófico pode ser uma palavra suave para seu governo. O número inédito de generais em sua equipe formal já acendeu todas as luzes amarelas nos EUA. Traduzo a seguir a essência de artigos publicados pelo jornal americano The Washington Post sobre isso. O que estiver entre colchetes e em itálico é de minha responsabilidade. ]

Trump está se cercando de generais, e isto é perigoso

Philippe Carter e Loren Dejonge Schulman - The Washington Post, 30/11/2016

Mais  do que qualquer outro presidente eleito na memória recente, Donald Trump tem buscado militares de alta patente para povoar seu círculo íntimo de auxiliares. Em 24 de novembro, Trump anunciou que queria o general da reserva dos Fuzileiros James Mattis como seu secretário de Defesa -- um posto tradicionalmente destinado a um civil. Trump pensa também no general da reserva David Petraeus para secretário de Estado, no general da reserva da Marinha John Kelly para secretário de Estado ou secretário de defesa interna, e no almirante Michael S. Rogers como diretor de inteligência nacional. Seu conselheiro designado, Michael Flynn, aposentou-se do exército como general-de-divisão após décadas de atuação como oficial de inteligência militar. E o diretor indicado para a CIA, Mike Pompeo, formou-se na academia militar de West Point e serviu como oficial do exército durante a Guerra Fria.

O presidente eleito Donald Trump conversou com o general da reserva dos Fuzileiros James Mattis e vários outros ex-militares sobre vagas em seu governo - (Foto: Janin Botsford/The Washington Post)

David H. Petraeus, general da reserva e ex-diretor da CIA, na Trump Tower em Manhattan (NY) no início da semana passada - (Foto: Sam Hodgson, para o The New York Times) 


Há uma grande tradição americana de se ter militares veteranos em altos postos da administração política, desde os presidentes George  Washington e Dwight Eisenhower a oficiais seniores como o secretário de Estado Colin Powell na administração George W. Bush e o assessor de segurança nacional James Jones no governo Obama. Um governo típico, entretanto, começa com poucos generais recentes em postos chaves. Preencher tantos lugares com patentes da reserva, como Trump está propenso a fazer, é altamente inusitado.

Não há dúvidas de que esses homens trazem consigo uma tremenda experiência. Mas precisamos estar atentos e cautelosos quanto a estarmos demasiado dependentes ou apoiados em figuras militares. Grandes generais nem sempre são grandes funcionários de gabinetes. E se nomeados em números excessivos, podem enfraquecer ou destruir outra forte tradição americana: o controle civil de militares apolíticos.

Trump frequentemente desdenhou de líderes militares durante sua campanha eleitoral. Gabava-se de saber mais que os generais sobre como combater o Estado Islâmico. Repetidamente, criticou-os por anunciarem suas estratégias de ataques antes que estes ocorressem. Disse que tinham sido "reduzido a entulho" no governo Obama, e ameaçou até remover alguns de seus cargos quando assumisse a presidência.

Ainda assim, compreende-se porque ele os abraçaria agora. Os militares desfrutam da mais alta taxa de aprovação de qualquer instituição na sociedade americana. E contratar ex-generais é um modo seguro de ganhar legitimidade -- quer o presidente seja um senador por Illinois em primeiro mandato buscando cobertura, ou uma estrela de reality show de TV e magnata de cassinos que perdeu no voto popular e tem a reputação de ser um neófito em política externa.

É claro que as escolhas de Trump têm implicações além do teatro político. E legitimidade percebida não deve ser confundida com possibilidade de êxito em altos cargos civis.

Como quaisquer empregados em perspectiva, veteranos devem ser julgados com base em seus méritos mais além de seu posto militar ou de seu serviço militar. O registro histórico mostra que veteranos com status e qualificações semelhantes podem desempenhar-se de maneira muito diferente, quando nomeados para altos cargos. Consideremos os casos do general-de-divisão da reserva da Força Aérea Brent Scrowcroft, que foi assessor de segurança nacional dos governos Gerald Ford e George W. Bush, e o general-de-exército Alexander Haig, que foi secretário de Estado de Ronald Reagan. Cada um deles veio para seu cargo com credenciais militares impecáveis e considerável experiência em Washington. Scowcroft saiu-se brilhantemente, conduzindo um Conselho de Segurança Nacional eficiente que administrou a política externa americana quando a Guerra Fria acabou, a União Soviética se dissolveu e os EUA lutaram a Guerra do Golfo Pérsico. Haig teve um desempenho ruim, provocando (ou quase isso) várias crises entre civis e militares com sua militaresca afirmação de que estava no comando [do país] após a tentativa de assassinato de Reagan, e sua diplomacia altamente arrogante em relação à União Soviética. Haig demitiu-se um ano e meio depois de assumir o cargo.

É impossível saber se os veteranos de Trump serão mais parecidos com Scowcroft ou mais semelhantes a Haig.

Mattis, o monge guerreiro [pessoa que combina características de um monge -- profunda devoção religiosa e vida ascética -- com as de um guerreiro treinado para se envolver em conflitos violentos], mostrou seu gênio estratégico e operacional como general da marinha, mas lidar com e controlar a burocracia do Departamento de Defesa é outra coisa. (...) "Você não pode tocar o Pentágono como faz com a Primeira Divisão Naval".

Flynn é um iconoclasta cuja liderança apoiada em estratégia de terra arrasada no Comando Conjunto de Operações Especiais e na Agência de Inteligência da Defesa não permite prever bem como ele administrará o Conselho de Segurança Nacional, ou fará com que agências rivais trabalhem em conjunto. (...)

Petraeus personifica o líder militar moderno americano, mas seu estilo de liderança não encaixa bem com a CIA e seria provavelmente ainda um figurino pior para o Departamento de Estado ou outra agência governamental. [Esse "líder militar moderno americano" teve que renunciar ao cargo de diretor da CIA  em 2012, quando o FBI descobriu que ele mantinha um caso extraconjugal com Paula Broadwell, que ele escolhera para ser sua biógrafa.]

(...) E há uma dimensão social nas relações entre civis e militares que pode sofrer com a nomeação de líderes militares aposentados para  altos argos. A parcela de veteranos na sociedade está em declínio, como resultado de forças militares menores, a falta de alistamento militar, e uma população em crescimento. Sobram preocupações sobre como militares e civis se dividirão, e sobre como os militares se relacionarão com a sociedade quando uma decrescente porcentagem de americanos serve uniformizada ou tem relacionamento pessoal com quem o faz. Líderes militares seniores passaram todas sua vidas adultas dentro da bolha militar -- vivendo nas comunidades confinadas mais exclusivas da América, numa sociedade insular que tem seu próprio código legal, sua própria linguagem e seus próprios costumes. Nossos militares são ao mesmo tempo uma parte da América e apartados dela. Generais e almirantes emersos desse ambiente podem ser líderes e militares profissionais estelares, mas constituem-se em embaixadores improváveis para fazer a  ponte com os civis.

(...) O maior risco apresentado pela corrida de Trump para cortejar as altas patentes militares é a extensão em que nossa liderança militar pode tornar-se, em realidade ou percepção, uma instituição politizada. Isso poderia, como Dempsey [general da reserva Martin Dempsey] conjecturou, levar "administrações futuras a determinar quais líderes seniores militares seriam mais prováveis de concordar com eles, antes de colocá-los em postos de liderança sênior". No curto prazo, Trump pode estar satisfeito com militares politizados que parecem mais receptivos a ele. No longo prazo, entretanto, tanto o governo Trump quanto nossa segurança nacional sofrerão se essas nomeações solaparem a integridade institucional dos militares e corromperem sua liderança a serviço de fins políticos.

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Trump nomeia um terceiro general, gerando preocupações sobre forte influência militar

Philip Rucker e Mike DeBonis - The Washington Post, 7/12/2016


Presidente eleito Donald Trump encontrou-se com o general da reserva do Corpo de Fuzileiros Navais em 20 de novembro em Bedminster Township, NJ - (Foto: Drew Angerer/Getty Images)


O presidente eleito Donald Trump escolheu o general da reserva dos Fuzileiros John F. Kelly como secretário de Segurança Interna, recrutando assim um terceiro membro das altas patentes militares para servir nos níveis mais altos de sua administração.

A escolha de Kelly por Trump -- e suas continuadas deliberações sobre escolher ainda mais dois militares para outros cargos -- aumentou as preocupações entre alguns membros do Congresso e especialistas em segurança nacional de que as políticas da nova administração possam ser desproporcionalmente moldadas por comandantes militares.

"Estou preocupado", disse o senador Chris Murphy (democrata - Connecticut), um membro do Comitê de Relações Exteriores. "Cada uma dessas pessoas pode ter grande mérito pessoal, mas  o que aprendemos ao longo dos últimos 15 anos é que quando olhamos os problemas no mundo sob a ótica militar, cometemos grandes erros".

Apesar de, regularmente, fazer comentários desrespeitosos sobre os generais do país na campanha eleitoral, Trump tem de longa data mostrado uma afinidade por eles. Ao moldar seu governo, Trump tem priorizado pessoas do tipo que um assessor descreveu como "capaz e desejoso de fazer, sem besteiras", que o presidente eleito vê como um contraste deliberado com as escolhas pessoais que Obama fez.

Se confirmados, Kelly e o candidato a secretário de Defesa James Mattis, um general da reserva dos Fuzileiros apelidado de "Cão Raivoso", se juntariam ao general-de-divisão de reserva do Exército Michael T. Flynn, escolhido por Trump para ser o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca. Enquanto isso, o general da reserva do Exército David H. Petraeus está sendo considerado para ser secretário de Estado e o almirante Michael S. Rogers está na disputa pelo cargo de diretor da inteligência nacional.

Outras figuras com experiência militar estão povoando também a administração Trump, incluindo o deputado republicano Mike Romeo (Kansas), graduado pela academia militar de West Point e que serviu no Exército na Guerra do Golfo, indicado por Trump para dirigir a CIA, enquanto Stephen K. Bannon, um ex-oficial da Marina, será o estrategista-chefe e conselheiro sênior de Trump na Ala Oeste da Casa Branca.

Trump, que teve múltiplos adiamentos de recrutamento e não tem experiência militar além de seus anos em um internato militar (military boarding school), é tido como ter atração por generais pelo ar insolente e arrogante destes e ficar maravilhado com suas histórias dos campos de batalha.

Muitos daqueles que Trump vem entrevistando e consultando passaram grande parte da última década e meia intimamente envolvidos na guerra dos EUA contra o terrorismo global. As escolhas de Trump são também surpreendentes, considerando-se sua postura não-intervencionista na campanha eleitoral e suas críticas violentas contra a guerra no Iraque e outras aventuras militares.

(...) A forte confiança em, e dependência de, líderes militares por parte de Trump marcam um desvio de sua administração das administrações dos três presidentes que o antecederam, que escolheram poucos generais para os cargos mais altos, com altos e baixos nos resultados, e se apoiaram grandemente em pessoas que passaram décadas prestando serviços como civis -- políticos, acadêmicos ou advogados.

(...) Nas redes sociais houve nesta semana alguns comentários sarcásticos, dizendo que o gabinete que Trump está montando parece uma "junta militar". (...)

A maioria dos oficiais militares passou toda sua carreira dentro de organizações estruturadas, com equipes grandes e uma clara cadeia de comando. Algumas vezes eles se debatem com dificuldade no mundo ilimitado da política e de estratégias -- sem mencionar o que se espera sem um ambiente imprevisível na Casa Branca de Donald Trump.

"Grandes generais nem sempre são grandes funcionários de gabinetes", disse Phil Carter, um veterano da Guerra do Iraque e membro sênior do Centro para uma Nova Segurança Americana.

Ver também:

☛ "O que Trump pode não saber sobre os generais que tem em mira para altos cargos" (em inglês)

☛ "Assessor de segurança nacional de Trump disse que está pronto para se engajar em uma nova guerra mundial" (em inglês)




quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

ACADEMIA DE MALFEITOS RENAN CALHEIROS (AMARENAN)

ACADEMIA DE MALFEITOS RENAN CALHEIROS (AMARENAN)

A única no país cuja eficiência é reconhecida, chancelada, avalizada e difundida pelo STF - Supremo Tribunal Federal. 

Com seus métodos didáticos e pedagógicos, na teoria e na prática, consagrados ontem (07/12/2016) em sessão histórica e "patriótica" do plenário da Suprema Corte do país, a AMARENAN tem cursos intensivos e profundos de subgraduação, graduação, mestrado, doutorado, pós-doutorado e hiper-pós-doutorado em:

  • peculato na vida pública
  • fatiamento da Constituição Federal
  • uso da mentira, da falácia, da hipocrisia, do cinismo e da imoralidade na vida parlamentar e na manutenção de poderes
  • cooptação do Judiciário e da Justiça na consecução de objetivos políticos e outros pessoais, de qualquer natureza -- destes objetivos, o mais caro à AMARENAN é o de destruir os ideais democráticos e éticos de  toda uma geração de brasileiros
  • desconstrução definitiva do mito fossilizado de que "o crime não compensa"
  • sobrevivência em ambientes fétidos e pestilentos de qualquer natureza
  • como permanecer com poderes constitucionais, presidir o Congresso Nacional e decidir sobre projetos bilionários mesmo sendo réu por peculato na mais alta corte do país
  • como persistente e reiteradamente praticar o mal e continuar o tal
  • como manobrar e controlar autoridades dos três poderes da República, ostensivamente ou nos bastidores
  • como transformar subterrâneos imundos e fétidos da política em veias abertas e públicas de sucesso  para chegar a um poder sem limites
  • saneamento de araque e de fachada de pocilgas políticas
  • a aplicação de conceitos mafiosos ostensivos para destruir juizecos e obter concessões de juizões.
A AMARENAN trabalha com o conceito de ementa aberta em todos os seus cursos, para garantir-lhes permanente modernidade e atualização. A Academia mantém um Departamento de Altos Estudos para análise permanente e captação de conhecimentos de instituições de renome internacional como a siciliana Cosa Nostra, a napolitana Camorra e a calabresa 'Ndrangeta. Para trabalhar com tranquilidade e sem interferências espúrias de qualquer nível, os professores e pesquisadores desse Departamento não têm seus nomes divulgados e são mantidos longe de qualquer contato humano trivial.

Com a direção segura, arrojada e desafiadora do senador Roman Calheiros, a AMARENAN é a garantia certa para fazer você vencer na vida, não importa como. Em caso de dúvida, é só consultar os seis ministros do STF (Cármen Lúcia, Celso de Mello, Teori Zavaski, Dias Toffoli, Luiz Fux e Ricardo Lewandowski) que ontem mantiveram o senador peculatário alagoano no comando do Senado e do Congresso Nacional e de decisões vitais que afetam as vidas de todos nós, incluindo esses juízes do sexteto desafinado do STF.


Ecce homo: Renan Calheiros, estrategista, financiador e alma impura da AMARENAN - (Foto: Google)

domingo, 4 de dezembro de 2016

G.R.E.S.UCLAVA (Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos Contra a Lava Jato) saúda e reverencia o povo de Marginália, apresenta seu enredo permanente e pede passagem

Fundada em março de 2014 por um grupo expressivo de políticos apreensivos, defensores ferrenhos do direito de ir e vir dentro dos meandros da política nacional para auferir benefícios materiais e imateriais, nos ambientes público e privado, sem a intromissão e a resistência abusivas, perniciosas e insuportáveis do Judiciário através do MP (Ministério Público) e das cortes de diversas instâncias do país, a G.R.E.S.UCLAVA - Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos Contra a Lava Jato já nasceu no Grupo A, grande, enorme, em feitos e arrecadações.

Partidários irredutíveis do conceito de que os feitos -- de preferência ou exclusivamente com o prefixo "mal" -- têm que ter obrigatoriamente as dimensionais continentais do país, seus membros para isso planejaram, esquematizaram, implementaram e sustentaram contra tudo e contra todos operações de magnitude e amplitude jamais vistas no Brasil e alhures, com nomes sugestivos e criativos como mensalão, petrolão, eletrolão, apoderação de grandes fundos de pensão estatais, e muito mais. Extremamente inovadores, em escala, no alcance e no modus faciendi.

Considerando a Operação Lava Jato a expressão escarrada e hiperbólica da abusiva e insuportável intolerância do Judiciário com direitos e necessidades considerados legítimos pelos veteranos e ingressantes da Escola, a UCLAVA transformou a destruição dessa Operação em sua meta e missão permanentes. (Fotos Google)

PRINCIPAIS DADOS E CARACTERÍSTICAS DA UCLAVA



Presidente honorário e Patrono vitalício




Luiz Inácio Lula da Silva - Idealizador, estrategista, implementador, consultor permanente e relações públicas da "Operação pela Destruição da Lava Jato", é também peça chave na obtenção de recursos financeiros e estruturais para a UCLAVA. Sua identidade e sua intimidade profundas com o petrolão, por ação e omissão, o consolidam como ator e agente de incomensurável valor para a Escola. 


Membro fundador



José Dirceu -- principal mentor do patrono da UCLAVA, é considerado o Richelieu das atividades políticas de Lula. Ultimamente, tem passado períodos sabáticos sucessivos  na prisão. 


Fundadora e Diretora de Desarmonia 



Dilma Rousseff -- invenção do patrono vitalício da UCLAVA, é recordista de sugestões de temas revolucionários para enredos da Escola tais como: duplicação de meta inexistente, apologia da mandioca, homenagem à mulher sapiens, estocar vento, e outras pérolas do gênero. Desafina até gargarejando.


Célula-mãe da UCLAVA e de suas figuras históricas



PT - Partido dos Trabalhadores, que tem como uma das principais tropas de frente de seu "exército" o MST - Movimento dos Sem Terra, comandado por João Pedro Stédile e protagonista de memoráveis demonstrações de baderna e vandalismo Brasil afora, financiadas com dinheiro público.


Célula-mãe siamesa da UCLAVA




PMDB - Partido do Movimento Democrático Brasileiro -- atua mais no Circuito Chanel da política brasileira. Seus líderes fazem proselitismo político e financeiro pessoais, com dinheiro público e privado, através de jantares antológicos em restaurantes internacionais 5 estrelas, aquisição de jóias caríssimas, criação e venda de vacas premiadas que valem milhões, uso escuso de dinheiro público, tráfico de influência e outros que tais. A fina flor dessa gente está aí nas fotos acima.


Partidos mecenas e mercenários formadores da UCLAVA


Todos os partidos que compõem o Congresso Nacional. O critério básico para admissão na UCLAVA foi o voto a favor da mutilação do projeto anticorrupção para proteger políticos que têm contas a pagar com a Justiça, na votação feita na Câmara dos Deputados na madrugada do dia 30 de novembro recente, enquanto o país traumatizado chorava a tragédia com o time da Chapecoense na Colômbia. Cada partido contribuiu com pelo menos um voto para fazer do projeto original um Frankenstein de proteção a malfeitores.


DIRETORIA EXECUTIVA DA UCLAVA

Os diretores apresentados abaixo se manterão em seus cargos enquanto estiverem em liberdade.

Presidente e carnavalesco



Renan Calheiros, presidente do Senado Federal e figura exponencial na articulação de manobras de toda natureza para torpedear a Lava Jato e o Judiciário em suas ações contra políticos. Profundo conhecedor e ativo agente do submundo político brasileiro, PhD em maquiavelismo, mutretas e pilantragens, exímio explorador do foro privilegiado, é denunciado no STF em 11 processos e a partir de 01 de dezembro corrente é réu por peculato na mesma Suprema Corte. É pelintra casca grossa e profundamente respeitado e admirado pela camarilha de baixa moral que reza pelo seu catecismo no Congresso Nacional e fora dele. Seus profundos e inquestionáveis conhecimentos de acrobacias, malabarismo e contorcionismo deixam prever momentos de glória para a UCLAVA na passarela.


Diretores Executivos




Eduardo Cunha - considerado sério rival de Renan Calheiros em currículo lato sensu e em capacidade maquiavélica de travar a política e o país, move-se como ninguém em areias movediças de pocilgas. Cumpre período sabático em prisão de Curitiba, sob a tutela do juiz Sergio Moro. É considerado um gênio para obter e gerir recursos financeiros de caixas 2 a 100.

Henrique Eduardo Alves - envolvido no petrolão e na mira da  Lava Jato, é considerado um quadro valioso da UCLAVA. Sua passagem pelo Ministério do Turismo o credencia ainda mais para participar da alta cúpula da UCLAVA.



Romero Jucá - chamado de "a raposa do Norte", aqui visto num gesto característico. É um dos políticos que mais "caem pra cima" neste país (Temer que o diga). Escorregadio e untuoso, é alvo de várias denúncias no STF por conta de atos ilícitos praticados na Funai e em outras instâncias, estes enquadrados nas operações Lava Jato e Zelotes. Tem altíssima cotação na UCLAVA.


Eliseu Padilha - outro peso pesadíssimo, aqui visto num gesto controverso: não se sabe se ele sinaliza 3% ou 30%, e de quê. Impressiona pela versatilidade e pela facilidade com que serviu e serve a distintos senhores de distintos credos e correntes, o que inclui um espectro que já varreu de FHC a Temer. Sua passagem pelo Ministério da Aeronáutica dá esperanças à UCLAVA de sonhar com voos ainda mais ousados.



Geddel Vieira Lima - também conhecido por "suíno", comanda a tropa de choque da UCLAVA. É responsável pela inovação de incluir um rolo compressor na Comissão de Frente da UCLAVA.



Rodrigo Maia - um dos dois diretores da Escola que não pertencem ao PT, nem ao PMDB, é valorizado porque topa tudo e está vendendo a alma ao diabo para se reeleger como presidente da Câmara, cargo que hoje ocupa em mandato tampão (ou tampax, como dizem alguns).  Sua condução de favorecimento explícito e irrestrito à deformação das medidas anticorrupção lhe rendeu o reconhecimento e o carinho da cúpula da UCLAVA.



Antonio Palocci - profundamente admirado e respeitado na UCLAVA, é o estrategista financeiro da Escola, atuando estreitamente com Lula, o patrono vitalício da agremiação.



Wewerton Rocha - de baixa estatura física, cívica, intelectual, moral e mental, o líder do PDT na Câmara foi recebido de braços escancarados na diretoria executiva porque, além e apesar de investigado por corrupção (o que é levado em altíssima conta na UCLAVA), foi o autor da emenda que desfigurou "10 medidas" do pacote anticorrupção.



Departamento Jurídico da UCLAVA

O DJ da Escola conta com nomes de grande projeção, porém de conteúdo e comportamento éticos e técnicos altamente questionáveis.


Gilmar Mendes


Ricardo Lewandowski


Dias Toffoli



Os "formiguinhas", assessores especiais da cúpula da UCLAVA

O diminutivo significa carinho e não menosprezo a pessoas admiradas na Escola, como: Delúbio Soares, João Vaccari Neto (e demais tesoureiros do PT pré e pós 2003), os senadores Valdir RauppGleisi Hoffmann, Lindbergh Farias, Vanessa Grazziotin, Humberto Costa. O senador Aécio Neves participa com destaque do discreto e reservadíssimo grupo dos "amigos ocultos" da UCLAVA, onde, a pedido seu, não é citado nominalmente e  sim como "Camaleão".


Instalações físicas da UCLAVA

Graças à generosidade de Lula, seu patrono vitalício, a Escola conta com instalações de alto nível, como o Instituto Lula, um tríplex em Guarujá e um sítio em Atibaia, todas no estado de São Paulo. No sítio, são feitos os ensaios e exercícios -- que a UCLAVA prefere chamar de "manobras" -- de evolução da Escola. 


ESTRUTURA CARNAVALESCA PROPRIAMENTE DITA DA UCLAVA

Alas permanentes


  • Ala das tornozeleiras eletrônicas
  • Ala das baianas -- Por questões de puro e ridículo machismo, Geddel ( o suíno) reluta em liderar essa ala  importante e tradicional, apesar de ter rodado a baiana inúmeras vezes. Por problemas de direitos autorais e patentes, a UCLAVA teve que desistir de usar para Geddel, quando no comando desta ala, uma fantasia da Porca Peppa (Peppa Pig).

Principais adereços de mão

Gazuas, alicates corta-cercas e corta-cadeados, fones de ouvido, representações gráficas de bots, cofres bancários suíços, bandeiras de piratas, bandeirolas com o retrato de Don Corleone, o Poderoso Chefão, etc.

Bateria

Conta inicialmente com 313 componentes, todos deputados federais, selecionados todos eles na emblemática votação na calada da madrugada de 30 de novembro que desfigurou completamente o pacote anticorrupção. Inovadora como toda a Escola, esta ala fundamental da UCLAVA conta com o maior de surdos (à opinião pública) e de caixas 2 de qualquer bateria da história carnavalesca brasileira.


Slogan da UCLAVA


"Non ducor, duco" : "Não sou conduzido, conduzo", roubado -- claro! -- da bandeira do Estado de São Paulo, terra onde Lula, o patrono vitalício da Escola, fez crescer enormemente seus patrimônios político e material.


Estandarte da UCLAVA


Além do slogan acima, o estandarte da Escola terá necessariamente uma imagem que expresse clara, inequívoca e objetivamente o repúdio da UCLAVA à atuação da Justiça. Já há negociações com o chargista Jarbas para que o desenho abaixo seja adquirido pela agremiação e sirva de base para a ilustração de seu estandarte:



Há uma outra corrente que defende o uso de uma imagem mais forte, como uma das usadas no culto vodu representada abaixo -- no estandarte, o boneco espetado seria a figura vendada da Justiça. Pode ser que prevaleça uma combinação das duas ideias.




sábado, 3 de dezembro de 2016

Mensagem de Dilma Rousseff a Cuba e à família de Fidel Castro pelo falecimento deste

Dilma Rousseff reagiu pronta e consternadamente à morte de Fidel, e mandou ao país e à família do cubano a seguinte mensagem :


Ele morreu; mas morreu porque viveu e só morreu quando chegou ao fim; mas não morre só ele, morre todo mundo que deixou a vida também. Porque se ele morrer, não vai viver, nem morrer, ninguém vai morrer nem viver, vai morrer todo mundo.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

AMORAL, AÉTICO, OPORTUNISTA, PELINTRA E CAPADÓCIO, RENAN CALHEIROS TENTA VOTAR NA MARRA O PROJETO ANTICORRUPÇÃO DESFIGURADO ONTEM NA CÂMARA DOS DEPUTADOS E RECEBE O REPÚDIO DO PLENÁRIO DO SENADO

[Renan Calheiros se considera o Zeus do Olimpo tupiniquim, coloca sempre e prioritariamente seus interesses pessoais em prevalência contra os interesses do país e fica "irritado" quando contrariado em sua manobras de autodefesa contra a cada vez mais iminente ameaça de punição da Justiça por conta de seu respeitável acervo de desvios e malfeitos. Está nervoso, porque hoje poderá tornar-se réu formal em um dos 12 processos que contra ele tramitam naquela corte. 

Essa figura absolutamente abjeta comanda a chamada Câmara Alta do Congresso Nacional, tem inequívoca e absurda influência sobre o presidente Michel Temer e exerce seu cargo ao sabor de seu fígado -- e seu cérebro não perde tempo com moralidades e decências. Anteontem, num raro gesto de autenticidade e de confissão pública, Renan disse que o sistema político brasileiro está "falido e fedido". Disse-o de cadeira: ninguém mais do que ele tem contribuído para a falência e a fedentina desse sistema.

O que estiver entre colchetes e em itálico no texto abaixo é de minha responsabilidade.]

Senadores rejeitam urgência para votar para votar pacote anticorrupção

O Globo, 30/11/2016

Requerimento provoca forte protesto entre parlamentares contrários às modificações feitas em texto pela Câmara



                   O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) - (Foto: Roque de Sá/Agência                                                                                                                           Senado)


BRASÍLIA - Por 44 votos a 14, o plenário do Senado rejeitou pedido de urgência para votação do pacote anticorrupção na Casa. O requerimento assinado por líderes das bancadas do PMDB, PSD e PTC foi anunciado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que chegou a colocá-lo em discussão antes de o documento ser inserido no sistema da Casa.

Durante as discussões, se colocaram contra a votação as bancadas do PSDB, DEM, PDT e PPS. Os demais partidos não se posicionaram publicamente. 

Em meio às reações acaloradas, Renan orientou para que dois senadores fossem à tribuna para falar contra o requerimento e dois para falar a favor. Apenas aqueles que foram contra se pronunciaram. Nenhum senador a favor subiu à tribuna.

Com a palavra, o líder do governo, Aloysio Nunes (PSDB-SP), ressaltou a necessidade de ter mais tempo para discutir a polêmica proposta aprovada horas antes pelos deputados. “Sou contra essa matéria. “Ela foi aprovada na madrugada de ontem (desta quarta-feira) e a maioria dos senadores não a conhece. Não nos coloquem na contra mão da opinão pública. Não quero que essa matéria chegue na mesa do presidente Temer para vetar ou apoiar”, afirmou.

O líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), também criticou a tentativa de se votar o requerimento que tiraria a possibilidade de o tema ser discutido pelos senadores nas comissões temáticas. “Pelo que consta, não houve oportunidade sequer de chegar a mim esse requerimento e, como líder do Democratas, formulo a questão à Mesa para poder esclarecer o fato, já que toda matéria que vem da Câmara dos Deputados deve ser encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça”, afirmou o líder.

Bastidores. Segundo interlocutores, o presidente do Senado decidiu colocar o projeto das 10 medidas anticorrupção com urgência na ordem do dia porque ficou "irritado" com as ameaças dos coordenadores da Lava Jato. A articulação foi feita nesta no gabinete de Renan. Entre os participantes do encontro estavam o líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE), o líder do PSDB, Aécio Neves (MG) e o senador Roberto Requião (PMDB-PR), que deve ser designado como relator da proposta no plenário. Requião também é o relator do projeto que atualiza a lei de abuso de autoridade, amplamente defendido por Renan.

O líder do governo, senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), também teria participado da reunião, mas saiu muito irritado ao saber do acordo que estava sendo costurado. Ele teria afirmado que não concordava com a decisão. Mais cedo, disse em plenário que não permitirá que a proposta seja aprovada no Senado e que vai "se bater contra isso".

A assessoria de imprensa de Aécio Neves nega que ele tenha se encontrado com Renan hoje. [Esse líder do PSDB, Aécio Neves, de tucano quer virar camaleão -- volta e meia diz que não esteve onde um monte de gente o viu estar. Um camaleão mentiroso?]