O polêmico e ultradireitista chanceler israelense, Avigdor Lieberman, está enfrentando pesadas acusações de quebra de confiança, fraude com agravante, lavagem de dinheiro e de molestar uma testemunha. O Procurador Geral de Israel anunciou ontem que planeja indiciar o chanceler por corrupção, mas lhe dará a chance de uma audiência antes de fazê-lo. Se indiciado, Lieberman provalmente se verá forçado a renunciar, abalando seriamente o governo de coalizão de Benjamin Netaniahu. Leia aqui.
Em 2008 Lieberman já havia sido acusado de corrupção com relação a financiamento de campanha em 1988 e 1989, assim como de negócios ilícitos na Rússia. Ele era suspeito também de receber centenas de milhares de dólares em subornos de 2001 a 2004, enquanto servia como ministro do gabinete. Leia mais.
Em pesado editorial hoje, o jornal israelense Haaretz diz que "é inconcebível para o Estado de Israel ser representado internacionalmente por uma pessoa que é vista pelo próprio procurador geral do país como um caloteiro contumaz, um trapaceiro, um lavador de dinheiro e um molestador de testemunhas". Leia mais.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Uma cidade, Omaezaki, simboliza o dilema japonês em relação à energia nuclear
Omaezaki é uma cidade de cerca de 37 mil habitantes, localizada a sudoeste de Tóquio na província de Shizuoka, região central do Japão, uma área suscetível a terremotos. A usina nuclear instalada na cidade, ao longo de sua costa, é um problema de difícil solução -- ela, ao mesmo tempo, sustenta a cidade e a coloca em risco; seus habitantes e autoridades se dizem inseguros, não sabendo se pressionam por usinas nucleares mais seguras ou se se colocam completamente contrários a elas.
As preocupações de Omaezaki servem como algo emblemático para o que é hoje um problema nacional. A usina nuclear de Hamaoka emprega 1.296 pessoas, quase 5% da população local, mas é ameaçada pela mais notória e ostensiva falha geológica do Japão. Terremotos aqui ocorrem a cada 100 a 150 anos, dizem os sismólogos -- o último ocorrido, o chamado terremoto de Tokai, se deu a 157 anos atrás. Nesta semana, um sismólogo baseado em Kobe, Katsuhiko Ishibassi, chamou essa usina "a mais perigosa não só do Japão, mas do mundo".
No momento em que o governo japonês reconsidera sua política sobre a energia atômica, que demanda a construção de 14 novos reatores até 2030, os habitantes das cidades costeiras, que abrigam 17 usinas nucleares, estão também repensando os perigos dessa indústria, com pelo menos três prefeitos demandando revisões drásticas na segurança ou mesmo o congelamento de usinas quanto à sua expansão com novos reatores.
Em Omaezaki, um movimento de abandono da energia nuclear seria oneroso para a cidade, que recebe subsídios relacionados à usina nuclear que correspondem a 42% de seu orçamento anual. Toda vez que um reator é construído, a cidade recebe subsídios de Tóquio, usando-os para construir suas estradas, sua biblioteca, seu hospital, suas escolas e uma piscina. Leia mais.
As preocupações de Omaezaki servem como algo emblemático para o que é hoje um problema nacional. A usina nuclear de Hamaoka emprega 1.296 pessoas, quase 5% da população local, mas é ameaçada pela mais notória e ostensiva falha geológica do Japão. Terremotos aqui ocorrem a cada 100 a 150 anos, dizem os sismólogos -- o último ocorrido, o chamado terremoto de Tokai, se deu a 157 anos atrás. Nesta semana, um sismólogo baseado em Kobe, Katsuhiko Ishibassi, chamou essa usina "a mais perigosa não só do Japão, mas do mundo".
No momento em que o governo japonês reconsidera sua política sobre a energia atômica, que demanda a construção de 14 novos reatores até 2030, os habitantes das cidades costeiras, que abrigam 17 usinas nucleares, estão também repensando os perigos dessa indústria, com pelo menos três prefeitos demandando revisões drásticas na segurança ou mesmo o congelamento de usinas quanto à sua expansão com novos reatores.
Em Omaezaki, um movimento de abandono da energia nuclear seria oneroso para a cidade, que recebe subsídios relacionados à usina nuclear que correspondem a 42% de seu orçamento anual. Toda vez que um reator é construído, a cidade recebe subsídios de Tóquio, usando-os para construir suas estradas, sua biblioteca, seu hospital, suas escolas e uma piscina. Leia mais.
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A companhia brasileira JBS domina o mundo da carne, da fazenda ao garfo
Há apenas uma década atrás o frigorífico brasileiro JBS, sediado em Lins (SP), estava concentrado principalmente em vender dentro do país. Mas, depois de comprar gigantes americanos como o Swift e o Pilgrim's Pride, ele passou de uma companhia privada de 1 bilhão de dólares para um monstro de 40 bilhões de dólares, que abate 90 mil cabeças de gado por dia, emprega 125 mil trabalhadores e exporta para 150 países! O JBS é hoje o maior fornecedor de carne do mundo, marcando sua presença em currais de engorda, indústrias de empacotamento e processadores de carne de galinha da Argentina à Itália e ao Meio Oeste americano.
De muitos modos o JBS, que possui o grande abatedouro nos limites da cidade de Lins, ainda é gerido como uma empresa familiar. Seu fundador, que começou abatendo uma ou duas cabeças por dia em 1953, cria bezerros bem no interior do país. Seis dos seus filhos estão na gestão do frigorífico. E fazendeiros como Edson Crochiquia, que tem 69 anos mas arrebanha gado no lombo do cavalo, não poupa esforços para fornecer à empresa animais saudáveis pesando quase meia tonelada.
Para Wesley Batista, 40 anos, principal executivo do JBS e quarto filho do fundador do frigorífico, a companhia é gerida ainda de uma "maneira simples", usando um modelo de gestão "sem muitas camadas, sem um monte de coisas extravagantes, e sem muito tempo gasto em apresentações com PowerPoint". E, embora o patriarca da família José Batista Sobrinho, de 77 anos, possa ainda ser encontrado na sede da empresa em São Paulo, a companhia que criou é tudo menos caseira. Instalações de alta tecnologia na Austrália suprem o mercado asiático, e seus 39 abatedouros no Brasil alimentam não só nosso país como também a Europa. Só nos EUA o JBS emprega 75 mil pessoas e projeta uma receita de 28 bilhões de dólares este ano. Leia mais.
De muitos modos o JBS, que possui o grande abatedouro nos limites da cidade de Lins, ainda é gerido como uma empresa familiar. Seu fundador, que começou abatendo uma ou duas cabeças por dia em 1953, cria bezerros bem no interior do país. Seis dos seus filhos estão na gestão do frigorífico. E fazendeiros como Edson Crochiquia, que tem 69 anos mas arrebanha gado no lombo do cavalo, não poupa esforços para fornecer à empresa animais saudáveis pesando quase meia tonelada.
Para Wesley Batista, 40 anos, principal executivo do JBS e quarto filho do fundador do frigorífico, a companhia é gerida ainda de uma "maneira simples", usando um modelo de gestão "sem muitas camadas, sem um monte de coisas extravagantes, e sem muito tempo gasto em apresentações com PowerPoint". E, embora o patriarca da família José Batista Sobrinho, de 77 anos, possa ainda ser encontrado na sede da empresa em São Paulo, a companhia que criou é tudo menos caseira. Instalações de alta tecnologia na Austrália suprem o mercado asiático, e seus 39 abatedouros no Brasil alimentam não só nosso país como também a Europa. Só nos EUA o JBS emprega 75 mil pessoas e projeta uma receita de 28 bilhões de dólares este ano. Leia mais.
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A polêmica questão do estado laico na França
A questão do estado laico tem provocado polêmicas e discussões acirradas ultimamente na França, principalmente devido à crescente presença muçulmana no país. Através do ministro do Interior, Claude Guéant, encarregado dos cultos, o governo francês decidiu privilegiar o apaziguamento dos ânimos e a chegada a um acordo, recebendo hoje responsáveis por cultos no país depois do debate polêmico no UMP sobre o Islã e a laicidade e de uma série de declarações controversas sobre o tema. O UMP - União para um Movimento Popular é um partido político de direita e centro-direita, criado em 2002 essencialmente para apoiar Jacques Chirac em sua tentativa de se reeleger, e é hoje o partido de Nicholas Sarkozy.
No dia 5 de abril corrente realizou-se no UMP um debate de três horas sobre o Islã e a laicidade, provocado pelo presidente Sarkozy dois meses antes. Em 10 de fevereiro Sarkozy declarou, a propósito da integração dos muçulmanos: "Isto coloca em pauta a questão do Islã e de nossos compatriotas muçulmanos (...) Há inequivocamente um problema. Nossos compatriotas muçulmanos devem poder viver, praticar sua religião como qualquer outro de nossos compatriotas (...) Mas, não pode ser senão um Islã da França, e não um Islã na França". Ele constata a "falha do multiculturalismo" e reafirma igualmente sua luta contra "um proselitismo religioso agressivo" no território nacional. Alguns dias mais tarde, Sarkozy oficializou o debate em uma reunião com a diretoria do UMP na sede do governo. Leia mais.
Gilles Bernheim, grande rabino da França, considera inoportuno o debate sobre o Islã e a laicidade, se inquieta por ver as religiões e a laicidade instrumentalizadas, mas decide participar do debate de 5 de abril. Leia mais.
O ministro Guéant, que em diversas ocasiões semeou ele mesmo problemas entre os defensores de uma laicidade "positiva" evocando os "problemas gerados pelo crescimento do número de muçulmanos", ou exigindo a neutralidade religiosa para "os usuários dos serviços públicos", admitiu ter sido "sensível" aos argumentos de seus interlocutores religiosos. Como sinal de uma vontade de apaziguamento, o ministro encaminhou os dossiês mais espinhosos sobre o assunto para um "grupo de trabalho interministerial" -- encarregado de definir "as novas inflexões da laicidade", esse grupo deverá gerar "conclusões jurídicas apropriadas" antes do verão. Leia mais.
No dia 5 de abril corrente realizou-se no UMP um debate de três horas sobre o Islã e a laicidade, provocado pelo presidente Sarkozy dois meses antes. Em 10 de fevereiro Sarkozy declarou, a propósito da integração dos muçulmanos: "Isto coloca em pauta a questão do Islã e de nossos compatriotas muçulmanos (...) Há inequivocamente um problema. Nossos compatriotas muçulmanos devem poder viver, praticar sua religião como qualquer outro de nossos compatriotas (...) Mas, não pode ser senão um Islã da França, e não um Islã na França". Ele constata a "falha do multiculturalismo" e reafirma igualmente sua luta contra "um proselitismo religioso agressivo" no território nacional. Alguns dias mais tarde, Sarkozy oficializou o debate em uma reunião com a diretoria do UMP na sede do governo. Leia mais.
Gilles Bernheim, grande rabino da França, considera inoportuno o debate sobre o Islã e a laicidade, se inquieta por ver as religiões e a laicidade instrumentalizadas, mas decide participar do debate de 5 de abril. Leia mais.
O ministro Guéant, que em diversas ocasiões semeou ele mesmo problemas entre os defensores de uma laicidade "positiva" evocando os "problemas gerados pelo crescimento do número de muçulmanos", ou exigindo a neutralidade religiosa para "os usuários dos serviços públicos", admitiu ter sido "sensível" aos argumentos de seus interlocutores religiosos. Como sinal de uma vontade de apaziguamento, o ministro encaminhou os dossiês mais espinhosos sobre o assunto para um "grupo de trabalho interministerial" -- encarregado de definir "as novas inflexões da laicidade", esse grupo deverá gerar "conclusões jurídicas apropriadas" antes do verão. Leia mais.
O ministro Claude Guéant e os representantes dos cultos religiosos, na reunião de hoje no Ministério do Interior. (Reuters)
Nicholas Sarkozy e Jean-François Copé, presidente do UMP, em 2008. (AFP/Michel Euler)
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Catherine Zeta-Jones revela seus problemas de bipolaridade
O mundo médico americanou saudou a iniciativa da famosa e bela atriz Catherine Zeta-Jones de revelar seus problemas de bipolaridade, reconhecendo que isso poderá mudar o conceito da opinião pública sobre essa doença, que atinge milhares de pessoas e, no passado, atingiu inúmeras atrizes. O porta-voz da atriz anunciou na quarta-feira que ela havia sido internada brevemente em uma clínica psiquiátrica, para tratar de uma desordem bipolar também conhecida como maníaco-depressiva.
A atriz britânica, casada com o ator Michael Douglas, que no ano passado foi tratado de um câncer na garganta, provavelmente jamais será curada desse mal e deverá aprender a conciliar sua carreira e sua doença, dizem os médicos. "É uma doença que afeta sobretudo as pessoas hiperativas", disse à AFP (Agência France Press) o Dr. Martin Evers, diretor-adjunto do hospital Northern Westchester de Nova Iorque, especialista em problemas de comportamento. "É importante combater a estigmatização da doença e, precisamente no caso dos problemas do comportamento, insistir no fato de que se pode continuar a levar uma vida extremamente rica", acrescentou ele. Leia mais.
A atriz britânica, casada com o ator Michael Douglas, que no ano passado foi tratado de um câncer na garganta, provavelmente jamais será curada desse mal e deverá aprender a conciliar sua carreira e sua doença, dizem os médicos. "É uma doença que afeta sobretudo as pessoas hiperativas", disse à AFP (Agência France Press) o Dr. Martin Evers, diretor-adjunto do hospital Northern Westchester de Nova Iorque, especialista em problemas de comportamento. "É importante combater a estigmatização da doença e, precisamente no caso dos problemas do comportamento, insistir no fato de que se pode continuar a levar uma vida extremamente rica", acrescentou ele. Leia mais.
O casal Michael Douglas e Catherine Zeta-Jones no dia 16/01/11 em Beverly Hills. (Robyn Beck/AFP/Arquivos)
Avanços da ciência, aqui e lá fora (56)
- Embrapa lança projeto Propalma para estudar palmeiras oleíferas -- Pesquisas para tornar o babaçu, o tucumã, o inajá e a macaúba matérias-primas viáveis serão executadas em três anos. Em parceria com oito unidades Embrapa, Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e oito universidades, a Embrapa Agroenergia (Brasília/DF), lança o projeto Pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) em palmáceas para a produção de óleo e aproveitamento econômico de co-produtos e resíduos, o Propalma. Leia mais.
- Alunos de tecnologia ensinam robótica em escolas públicas -- Levar estudantes a desenvolver tecnologias criativas e motivá-los para enveredar no mundo da robótica, aproximando-a do dia a dia, para que deixe de ser vista como mera expressão da ficção científica. Com esses objetivos, o Instituto Federal do Pará (IFP) leva conhecimentos de robótica a alunos de ensino fundamental e médio da rede pública. "Queremos provar a esses estudantes que a tecnologia deve e pode ser desenvolvida a favor do homem e da natureza" - diz Fausto Farias Bezerra Filho, coordenador de extensão do instituto. Leia mais.
- Acordo entre Sect e Exército aumenta a possibilidade de pesquisas na Amazônia -- Foi assinado esta semana Acordo de Cooperação Técnica entre a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Amazonas (Sect) e o Comando Militar da Amazônia (CMA). A iniciativa da secretaria proporcionará a troca de aparato técnico, científico, intelectual e institucional com o objetivo de fornecer e receber conhecimentos, tecnologias e mecanismos que fomentem e ampliem ações de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) para o desenvolvimento da Amazônia. Leia mais.
Avanços da ciência, aqui e lá fora (55)
- Produção nacional de software totaliza R$ 13 bi, revela IBGE -- Pesquisa de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI) feita pelo IBGE, e divulgada hoje, revela que a receita bruta de serviços e subvenções das empresas que oferecem os serviços de informática no País totalizou R$ 39,4 bilhões em 2009. Desse total, 43,0% da receita concentrou-se em três produtos/serviços: desenvolvimento e licenciamento de uso de software customizável (personalizável) no País, com participação de 14,9% do total; consultoria em sistemas e processos em TI (14,1%) e software sob encomenda para projeto e desenvolvimento integral ou parcial (14,0%). Leia mais.
- Pedidos de patentes por microempresas no Brasil crescem 44% -- Dados divulgados nesta semana pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostram que as solicitações de patentes de microempresas registrou alta de 44% entre os anos de 2006 e 2010, junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). No período, os pedidos passaram de 199 para 288. Leia mais.
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