O jornal Valor Econômico publicou no dia 25 um interessante mas muito preocupante artigo (assinado por Assis Moreira e Arícia Martins) com o título acima, disponível só para assinantes ou leitores do jornal. Diz o artigo que, em nota enviada aos clientes, o banco Nomura, em Nova Iorque, avalia que o Brasil está ajustando "passivamente" sua economia a demandas da China, numa forma crescente de dependência. "Vemos a dependência se aprofundar. Para o melhor ou o pior, o futuro econômico do Brasil será mais e mais em função de decisões tomadas em Pequim".
A relação econômica bilateral, avaliam os economistas da instituição, está sendo marcada por uma parceria do tipo Norte-Sul ( rico e pobre) entre duas economias em desenvolvimento. O relatório destaca que o Brasil se torna mais dependente das exportações de commodities para o mercado chinês. Ao mesmo tempo, companhias brasileiras estão cada vez mais dependentes de componentes baratos produzidos na China.
O mercado chinês absorveu 15,2% das vendas externas brasileiras em 2010, contra 2% em 2000, segundo estudo divulgado em abril pelo Banco Central. A autoridade monetária ressalta que o saldo comercial da balança voltou a ser "amplamente favorável" ao Brasil a partir de 2009, ano em que o país asiático passou a ser o principal parceiro comercial do Brasil, destronando os EUA. Em 2010, o Brasil exportou US$ 30,8 bilhões à China e importou US$ 25,6 bilhões, o que resultou em superávit de US$ 5,2 bilhões, praticamente igual ao registrado em 2009.
As exportações brasileiras à China se concentram em matérias primas. Em 2001, 63% dos embarques brasileiros eram representados por produtos básicos. No ano passado, o número cresceu para 84%. Em 2010, os chineses absorveram 46,1% das exportações brasileiras de minério de ferro, 64,6% das de soja, e 24,9% do petróleo.
Na prática, a relação Brasil-China replica a relação de dependência experimentada pelo Brasil com os EUA no período pós-Segunda Guerra Mundial, escrevem os analistas Tony Volpon e George Lei, do Nomura. O banco constata que que, com a eleição de Dilma Rousseff, a natureza do debate envolvendo a política econômica no país mudou e mais atenção tem sido dada aos perigos da desindustrialização e da excessiva valorização do real. No entanto, estima que o governo Dilma "não desenvolveu alternativa coerente para sua crescente dependendência em relação à China".
Analistas consultados pelo Valor Econômico concordam em parte com o Nomura. Segundo um deles, a dependência existe no setor de commodities, mas a exportação total do país tem outros destinos relevantes além do mercado chinês.
Caso o país asiático diminua a taxa de crescimento, como reflexo das turbulências externas, o superávit comercial brasileiro seria atingido com a queda do volume de importações chinesas, assim como do preço das commodities, influenciados pela forte demanda da China, projetam os economistas. A única saída para diminuir a dependência chinesa seria fortalecer a indústria nacional e aumentar as exportações de manufaturados.
"Se a relação Brasil-China não é igual à relação Brasil-EUA no passado, uma hora será", prevê Fabio Silveira, sócio-diretor da RC Consultores, que vê como "óbvia" a redução do crescimento chinês nos próximos anos. Em um primeiro momento, diz, o impacto seria relativamente pequeno, mas no prazo de um ano e meio a dois anos, a exportação brasileira seria prejudicada e a atividade interna teria desaceleração mais forte.
Para Welber Barral, sócio da Barral M Jorge Consultores, a dependência do Brasil em relação à China só é verdadeira no mercado de commodities, mas não se estende a toda a pauta de exportações. Segundo ele, apesar de a China ser no momento o principal parceiro comercial do Brasil, não hás como comparar a relação Brasil-China com a Brasil-EUA há dez anos atrás. "A China não chega a ter um percentual tão grande das exportações brasileiras. Os EUA, ao contrário, já chegaram a ter 26% das vendas externas do Brasil", observa ele. Barral ressalta, no entanto, que o país sai perdendo com a pouca diversificação das exportações destinadas aos chineses. "O Brassil é muito dependente da China em algumas commodities. Isso não é bom para o país".
Relatório do departamento de relações internacionais e comércio exterior (Derex) da Fiesp mostra que o predomínio de produtos básicos na pauta exportadora brasileira à China se aprofundou em 2011. De janeiro a julho, enquanto as commodities representaram 88% do valor exportado à China, 96% das importações procedentes do país asiático foram de manufaturados. O superávit total do Brasil com a China atingiu US$ 16,2 bilhões em sete meses, mas a balança de manufaturados acumula déficit de US$ 16,2 bilhões de janeiro a julho, com previsão de encerrar o ano com US$ 32 bilhões.
O setor de commodities, nota o Derex, tem receita garantida pelo aumento de preços, já que, em volume, as exportações de minérios tiveram crescimento pouco expressivo entre janeiro e julho (13%), enquanto as de soja caíram 5% e a de óleos brutlos de petróleo, 14%. No mesmo período, as importações brasileiras de manufaturados chineses aumentaram 34% em quantidade embarcada e 33% em valores absolutos.
domingo, 28 de agosto de 2011
Onde está Kadhafi?
A fortaleza onde vivia foi invadida, os rebeldes controlam o aeroporto internacional mais próximo, e líderes mundiais, incluindo o presidente Obama, estão anunciando que seus 42 anos de governo se acabaram. Mas, uma grande pergunta permanece sem resposta: onde está Muamar Kadhafi?
Combatentes rebeldes que vasculharam o vasto complexo de Bab al-Aziziya na capital líbia na terça-feira encontraram caixas com armas e munições, mas nada de Kadhafi. Com o aeroporto internacional de Trípoli também sob o controle das forças do Conselho Nacional de Transição, as opções para uma fuga se estreitaram. Mukthar al-Ahmar, que liderou os rebeldes na tomada do aeroporto, disse que lá houve combates violentos na quarta-feira e especulou que combatentes leais a Kadhafi estavam tentando "garantir uma rota segura para Kadhafi fugir de Trípoli".
"Ele [Kadhafi] não parece ter muito controle de alguma coisa que seja", disse a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Victoria Nuland, aos jornalistas na terça-feira. "É curioso que ele ainda não tenha sido visto". Então, onde Kadhafi pode estar?
O Professor Abubaker Saad, um ex-assessor de Kadhafi, descreveu para a CNN um sistema de bunkers sob a fortaleza de Kadhafi em Trípoli que poderia servir de esconderijo. Entretanto, Saad observou que a OTAN e os EUA haviam bombardeado aquele complexo com bombas antibunker, e por isso duvidava que Kadhafi lá estivesse escondido. "É preciso lembrar que ele é um militar", disse Saad. Ele sabe que eles têm armas que podem penetrar naqueles bunkers, por isso estou descartando a ideia de que ele ainda esteja lá". Saad observou também, que as recentes comunicações públicas de Kadhafi, como um comunicado divulgado pelo rádio e uma noticiada chamada telefônica para a Rússia foram mensagens de áudio para evitar a identificação de seu paradeiro.
Houve especulações de que havia túneis do bunker de Kadhafi até o hotel Rixos, onde cerca de 35 jornalistas estão detidos contra sua vontade por militares de baixa patente leais a Kadhafi. Mas Matthew Chance, da CNN, que está nesse grupo, disse que jornalistas vasculharam o hotel de cima a baixo e não viram nenhuma evidência de passagens secretas.
Autoridades americanas pediram que Kadhafi deixasse claro, não importa onde esteja, que sabe já não é mais líder do país. Os EUA querem que Kadhafi emita um "comunicado afirmativo e confiável" para a comunidade internacional e para aqueles que lhe são leais e ainda lutam em Trípoli, dizendo que "entende que sua liderança acabou, para que cada um possa seguir em frente", disse Nuland. [Acho simplesmente ridículo esse tipo de exigência americana!]
Enquanto não se tem notícia do paradeiro de Kadhafi, pelo menos uma fonte fora da Líbia -- o chefe da Federação Mundial de Xadrez -- disse à agência russa de interfax que falou com ele na terça-feira. De acordo com Kirsan Ilyumzhinov, Kadhafi lhe disse por telefone que "está vivo e bem em Trípoli, e não sairá da Líbia".
Observadores citam três possíveis cenários para o futuro imediato de Kadhafi -- sua morte nas mãos das forças rebeldes, sua captura, ou sua fuga ou exílio em outro país.
Kadhafi e seu segundo filho mais velho, Saif al-Islam Kadhafi, estão indiciados sob a alegação de crimes contra a humanidade Tribunal Criminal Internacional de Haia (Holanda). Países considerados como locais possíveis para exílio de Kadhafi incluem a Venezuela, durante meses objeto de rumores como destino do ex-líder líbio. Kadhafi e o presidente venezuelano Hugo Chávez têm uma estreita relação, forjada em parte pela oposição que compartilham contra a influência dos EUA no mundo. Em 2009, Chávez compareceu junto com Rober Mungabe, do Zimbábue, e o rei Abdullah, da Jordânia, a uma ostentosa comemoração pelos 40 anos de Kadhafi no poder. No mesmo ano, um novo estádio de futebol na cidade de Benghazi, hoje ocupada pelos rebeldes, recebeu o nome do presidente venezuelano.
O Zimbábue é considerado também um possível destino de exílio para Kadhafi, devido a sentimentos compartilhados pelo líbio e por Mungabe: um interesse pela solidariedade pan-africana, um desdém pela influência colonialista, e a ignomínia de serem evitados pela comunidade internacional.
A Arábia Saudita é um país que pode ser um país mais adequado ao jeito beduíno de Kadhafi. Os sauditas acolheram o líder deposto da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, depois da revolta que ajudou a incendiar neste ano o Oriente Média e o norte da África, incluindo a Líbia. No entanto, as relações de Kadhafi com a Arábia Saudita esfriaram desde que os sauditas acusaram os líbios de tentar matar seu rei vários anos atrás, e seria improvável que o rei do deserto aceitasse agora um Kadhafi exilado, disse Christopher Boucek, um especialista em Arábia Saudita da Dotação Carnegie para a Paz Internacional.
Outros países mencionados como destinos possíveis para Kadhafi incluem Cuba, Síria e Sudão.
Combatentes rebeldes que vasculharam o vasto complexo de Bab al-Aziziya na capital líbia na terça-feira encontraram caixas com armas e munições, mas nada de Kadhafi. Com o aeroporto internacional de Trípoli também sob o controle das forças do Conselho Nacional de Transição, as opções para uma fuga se estreitaram. Mukthar al-Ahmar, que liderou os rebeldes na tomada do aeroporto, disse que lá houve combates violentos na quarta-feira e especulou que combatentes leais a Kadhafi estavam tentando "garantir uma rota segura para Kadhafi fugir de Trípoli".
"Ele [Kadhafi] não parece ter muito controle de alguma coisa que seja", disse a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Victoria Nuland, aos jornalistas na terça-feira. "É curioso que ele ainda não tenha sido visto". Então, onde Kadhafi pode estar?
O Professor Abubaker Saad, um ex-assessor de Kadhafi, descreveu para a CNN um sistema de bunkers sob a fortaleza de Kadhafi em Trípoli que poderia servir de esconderijo. Entretanto, Saad observou que a OTAN e os EUA haviam bombardeado aquele complexo com bombas antibunker, e por isso duvidava que Kadhafi lá estivesse escondido. "É preciso lembrar que ele é um militar", disse Saad. Ele sabe que eles têm armas que podem penetrar naqueles bunkers, por isso estou descartando a ideia de que ele ainda esteja lá". Saad observou também, que as recentes comunicações públicas de Kadhafi, como um comunicado divulgado pelo rádio e uma noticiada chamada telefônica para a Rússia foram mensagens de áudio para evitar a identificação de seu paradeiro.
Houve especulações de que havia túneis do bunker de Kadhafi até o hotel Rixos, onde cerca de 35 jornalistas estão detidos contra sua vontade por militares de baixa patente leais a Kadhafi. Mas Matthew Chance, da CNN, que está nesse grupo, disse que jornalistas vasculharam o hotel de cima a baixo e não viram nenhuma evidência de passagens secretas.
Autoridades americanas pediram que Kadhafi deixasse claro, não importa onde esteja, que sabe já não é mais líder do país. Os EUA querem que Kadhafi emita um "comunicado afirmativo e confiável" para a comunidade internacional e para aqueles que lhe são leais e ainda lutam em Trípoli, dizendo que "entende que sua liderança acabou, para que cada um possa seguir em frente", disse Nuland. [Acho simplesmente ridículo esse tipo de exigência americana!]
Enquanto não se tem notícia do paradeiro de Kadhafi, pelo menos uma fonte fora da Líbia -- o chefe da Federação Mundial de Xadrez -- disse à agência russa de interfax que falou com ele na terça-feira. De acordo com Kirsan Ilyumzhinov, Kadhafi lhe disse por telefone que "está vivo e bem em Trípoli, e não sairá da Líbia".
Observadores citam três possíveis cenários para o futuro imediato de Kadhafi -- sua morte nas mãos das forças rebeldes, sua captura, ou sua fuga ou exílio em outro país.
Kadhafi e seu segundo filho mais velho, Saif al-Islam Kadhafi, estão indiciados sob a alegação de crimes contra a humanidade Tribunal Criminal Internacional de Haia (Holanda). Países considerados como locais possíveis para exílio de Kadhafi incluem a Venezuela, durante meses objeto de rumores como destino do ex-líder líbio. Kadhafi e o presidente venezuelano Hugo Chávez têm uma estreita relação, forjada em parte pela oposição que compartilham contra a influência dos EUA no mundo. Em 2009, Chávez compareceu junto com Rober Mungabe, do Zimbábue, e o rei Abdullah, da Jordânia, a uma ostentosa comemoração pelos 40 anos de Kadhafi no poder. No mesmo ano, um novo estádio de futebol na cidade de Benghazi, hoje ocupada pelos rebeldes, recebeu o nome do presidente venezuelano.
O Zimbábue é considerado também um possível destino de exílio para Kadhafi, devido a sentimentos compartilhados pelo líbio e por Mungabe: um interesse pela solidariedade pan-africana, um desdém pela influência colonialista, e a ignomínia de serem evitados pela comunidade internacional.
A Arábia Saudita é um país que pode ser um país mais adequado ao jeito beduíno de Kadhafi. Os sauditas acolheram o líder deposto da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, depois da revolta que ajudou a incendiar neste ano o Oriente Média e o norte da África, incluindo a Líbia. No entanto, as relações de Kadhafi com a Arábia Saudita esfriaram desde que os sauditas acusaram os líbios de tentar matar seu rei vários anos atrás, e seria improvável que o rei do deserto aceitasse agora um Kadhafi exilado, disse Christopher Boucek, um especialista em Arábia Saudita da Dotação Carnegie para a Paz Internacional.
Outros países mencionados como destinos possíveis para Kadhafi incluem Cuba, Síria e Sudão.
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Peru retomou plano de erradicação da coca
Uma fonte oficial do Ministério do Interior peruano anunciou as atividades de luta contra o narcotráfico foram retomadas na segunda-feira, dia 22, nas zonas de Aguaytía e Pucallpa -- mas a erradicação de plantios ilegais de coca em Tingo María continua suspensa. O ministro do Interior, Óscar Valdés Dancuart, anunciou essas medidas em uma entrevista no último dia 23. "Nesta segunda-feira [22/8] retomamos as operações (de erradicação). O Peru é um país soberano, e nos acostumamos a que o governo americano nos dê os meios e pouco fazemos para por dinheiro. Isso tem que mudar, por uma questão de autoestima", frisou ele ao jornal El Comercio.
De sua parte, o governo dos EUA por meio de seu porta-voz William Ostick assinalou que a suspensão [da erradicação] não representa problema, já que classifica como excelentes as relações com o Peru e essa decisão não é o fim permanente das políticas antidrogas do país.
De sua parte, o governo dos EUA por meio de seu porta-voz William Ostick assinalou que a suspensão [da erradicação] não representa problema, já que classifica como excelentes as relações com o Peru e essa decisão não é o fim permanente das políticas antidrogas do país.
Erradicação de uma plantação de coca no Peru (Foto: La República).
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O agente secreto e o pombo curioso
Um agente secreto novato enfrenta um problema raramente previsto em um treinamento básico: o que fazer quando um pombo curioso fica preso dentro de sua valise nuclear multibilionária, fornecida pelo governo. O vídeo é fora de série!
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sábado, 27 de agosto de 2011
Sem fazer alarde, Câmara livra Jair Bolsonaro
Em silêncio, a Mesa Diretora da Câmara livrou o deputado Jair Bolsonaro de responder a processo por quebra de decoro parlamentar. A decisão foi
tomada na última semana do primeiro semestre legislativo, e evitou-se
dar qualquer publicidade a ela. Por unanimidade, a Mesa resolveu
absolver o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) da acusação de abusar das
prerrogativas de parlamentar ao disseminar preconceito e estimular
violência com declarações contra negros e homossexuais. A reunião da Mesa ocorreu em 12 de julho, uma terça-feira. Na
oportunidade, o corregedor da Câmara, Eduardo da Fonte (PP-PE)
apresentou seu parecer sobre o caso. Motivado por oito representações
protocoladas na presidência da Casa, o pepista ouviu o parlamentar,
requereu perícia em provas e deu seu parecer: para ele Bolsonaro, seu
colega de partido, deveria ser absolvido.
No quadro “O povo quer saber”, do programa CQC, da TV Bandeirantes, a cantora Preta Gil perguntou a Bolsonaro como ele reagiria se seu se filho se apaixonasse por uma mulher negra. “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”, respondeu Bolsonaro. À primeira vista, tratava-se de um comentário racista, o que configura crime. Em sua defesa, Bolsonaro disse não ter entendido a pergunta de Preta, julgando que ela falava sobre homossexualismo. O preconceito contra homossexuais não é crime.
Na decisão publicada, os integrantes da Mesa afirmaram que, “por mais que sejam contrários”, a manifestação de Bolsonaro está protegida pela liberdade de opinião parlamentar, prevista da Constituição Federal. Para eles, o fato de ele ter sido identificado durante o programa como deputado é o bastante para ligá-lo ao mandato. E, portanto, colocar a resposta dele a Preta Gil no manto da proteção constitucional.
Segundo as regras, somente partidos políticos podem fazer representação por quebra de decoro diretamente ao Conselho de Ética. Foi o que aconteceu com a representação do PSOL, que foi julgada no primeiro semestre e arquivada pelo conselho. As demais representações, de pessoas e entidades da sociedade civil, precisavam primeiro receber a análise da Mesa Diretora. Se a Mesa acolhesse as representações, elas iriam ao Conselho de Ética. A análise ocorreu após a Presidência receber as representações de, entre outros, os deputados Edson Santos (PT-RJ), ex-ministro de Igualdade Racial do governo Lula, e Luiz Alberto (PT-BA), a procuradora feminina da Câmara, Elcione Barbalho (PMDB-PA), e a seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ). A Comissão de Direitos Humanos da Casa também apresentou uma reclamação.
Na defesa apresentada em 13 de abril, Bolsonaro pediu que a íntegra da entrevista dada ao CQC fosse requisitada pela Casa. Na oportunidade, o parlamentar reafirmou que entendeu de maneira errada a pergunta, confundindo a palavra negra com gay, e que o programa teve 43 dias para questioná-lo novamente sobre o assunto, antes de levar a cena ao ar. “No próprio programa, os apresentadores disseram que eu deveria não ter entendido a pergunta. Eles poderiam ter tido o mínimo de dignidade e ter entrado em contato comigo para esclarecer”, disse o deputado.
O curioso é que a Mesa da Câmara apenas comunicou a Bolsonaro e publicou o despacho no Diário da Câmara sem dar nenhuma publicidade à decisão final para um caso que gerou grande polêmica no primeiro semestre. A decisão da Mesa só veio à tona em 10 de agosto. Pelo Twitter, a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), avisou seus seguidores: “Notícia importante para todos aqueles que enviam emails para Comissão: a Mesa da Câmara, por decisão unânime, absolveu Bolsonaro”.
No quadro “O povo quer saber”, do programa CQC, da TV Bandeirantes, a cantora Preta Gil perguntou a Bolsonaro como ele reagiria se seu se filho se apaixonasse por uma mulher negra. “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”, respondeu Bolsonaro. À primeira vista, tratava-se de um comentário racista, o que configura crime. Em sua defesa, Bolsonaro disse não ter entendido a pergunta de Preta, julgando que ela falava sobre homossexualismo. O preconceito contra homossexuais não é crime.
Na decisão publicada, os integrantes da Mesa afirmaram que, “por mais que sejam contrários”, a manifestação de Bolsonaro está protegida pela liberdade de opinião parlamentar, prevista da Constituição Federal. Para eles, o fato de ele ter sido identificado durante o programa como deputado é o bastante para ligá-lo ao mandato. E, portanto, colocar a resposta dele a Preta Gil no manto da proteção constitucional.
Segundo as regras, somente partidos políticos podem fazer representação por quebra de decoro diretamente ao Conselho de Ética. Foi o que aconteceu com a representação do PSOL, que foi julgada no primeiro semestre e arquivada pelo conselho. As demais representações, de pessoas e entidades da sociedade civil, precisavam primeiro receber a análise da Mesa Diretora. Se a Mesa acolhesse as representações, elas iriam ao Conselho de Ética. A análise ocorreu após a Presidência receber as representações de, entre outros, os deputados Edson Santos (PT-RJ), ex-ministro de Igualdade Racial do governo Lula, e Luiz Alberto (PT-BA), a procuradora feminina da Câmara, Elcione Barbalho (PMDB-PA), e a seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ). A Comissão de Direitos Humanos da Casa também apresentou uma reclamação.
Na defesa apresentada em 13 de abril, Bolsonaro pediu que a íntegra da entrevista dada ao CQC fosse requisitada pela Casa. Na oportunidade, o parlamentar reafirmou que entendeu de maneira errada a pergunta, confundindo a palavra negra com gay, e que o programa teve 43 dias para questioná-lo novamente sobre o assunto, antes de levar a cena ao ar. “No próprio programa, os apresentadores disseram que eu deveria não ter entendido a pergunta. Eles poderiam ter tido o mínimo de dignidade e ter entrado em contato comigo para esclarecer”, disse o deputado.
O curioso é que a Mesa da Câmara apenas comunicou a Bolsonaro e publicou o despacho no Diário da Câmara sem dar nenhuma publicidade à decisão final para um caso que gerou grande polêmica no primeiro semestre. A decisão da Mesa só veio à tona em 10 de agosto. Pelo Twitter, a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), avisou seus seguidores: “Notícia importante para todos aqueles que enviam emails para Comissão: a Mesa da Câmara, por decisão unânime, absolveu Bolsonaro”.
Mesa da Câmara só deu uma advertência leve a Bolsonaro, para que evite no futuro suas agressões e polêmicas (Foto: Rodolfo Sruckert/ABr).
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Cheney tentou convencer Bush a bombardear a Síria
Em um novo e combativo livro, o ex-vice-presidente Dick Cheney revela como tentou, sem êxito, convencer seu chefe George W. Bush a bombardear um suposto centro nuclear sírio, e faz severas críticas a seus opositores "moderados" da época Condoleeza Rice e, em especial, seu antecessor no cargo de Secretário de Estado, Colin Powell.
In My Time: A Personal and Polical Memoir (Na Minha Época: Uma Memória Pessoal e Política, em tradução livre), será publicado na semana que vem e há tempo vem sendo aguardado com bastante interesse -- e nele o homem considerado como arquiconservador nos circulos mais íntimos de Bush não desaponta. "Haverá cabeças explodindo por todos os lados em Washington", disse Cheney à NBC em uma entrevista, trechos da qual foram divulgados na quinta-feira. Desta vez, o exagero pode não estar fora da realidade.
Na maior parte do livro, confirma-se a percepção pública de Cheney enquanto ele esteve no cargo de 2001 a 2009: um dos mais influentes vice-presidentes da história dos EUA, reservado e enigmático, cujos pontos de vista já conservadores foram apenas endurecidos e reforçados pelo trauma de 11 de setembro de 2001. Mas, o episódio sírio confirma também a evidência generalizada de que sua influência diminuiu no segundo mandato de Bush, quando o governo adotou uma abordagem mais multilateral para temas globais e pelos problemas criados e deixados pela invasão do Iraque em 2003, da qual Cheney talvez tenha sido o mais fervoroso defensor no governo, se tornaram praticamente impossíveis de se lidar.
"Novamente, apresento argumentos a favor de uma ação militar dos EUA contra o reator", escreve Cheney sobre uma uma reunião na Casa Branca em junho de 2007 sobre o assunto. "Mas, fui uma voz solitária. Quando terminei, o presidente perguntou 'Alguém aqui concorda com o vice-presidente?'. Nem uma única mão se levantou na sala. O que aconteceu foi que, três meses depois, o local foi destruido por caças israelenses. No livro, trechos do qual vazaram e foram publicados pelo The New York Times na quinta-feira, Cheney não esconde seus desentendimentos com Bush. Ele também confirma que, sabedor de sua impopularidade, ele apresentou sua renúncia diversas vezes antes da eleição de 2004. Mas Bush recusou todas elas.
Na entrevista à NBC, Cheney contesta que sua franqueza vá aborrecer o ex-presidente -- em particular pela verossimilhança que possa dar às alegações de que pelo menos no primeiro mandato de Bush era ele Cheney, e não seu chefe, que estava em posição de tomar as decisões importantes. "Nào tive a intenção de criar ou não criar dificuldades para o presidente", insistiu Cheney. "Há muitos trechos [do livro] em que digo coisas excelentes de George Bush. E acredito em cada uma dessas palavras".
Entretanto, o mesmo não se pode dizer de suas observações sobre Condoleeza Rice e o general Colin Powell. A primeira, ele critica ferozmente por sua ingenuidade ao lidar com a Coreia do Norte. De fato, em um capítulo intitulado "Setback" (revés, contratempo) Cheney é contundente com relação ao Departamento de Estado e à orientação "totalmente equivocada e desorientadora" por ele dada a alguns assuntos de política externa, principalmente no segundo mandato de Bush. Mas, as farpas mais violentas foram reservadas para Colin Powell, cujo Departamento de Estado estava geralmente em guerra não declarada com o Pentágono de Ronald Rumsfeld e o gabinete do vice-presidente, durante o período que culminou com a guerra do Iraque.
Na opinião de Cheney, o maior pecado de Powell era a deslealdade -- Cheney escreveu que "era como se ele pensasse que a maneira mais adequada de expressar suas opiniões fosse criticando a política do governo para pessoas que estavam fora dele". O lvro registra secamente que a renúncia forçada de Powell em dezembro de 2004 "foi para ajudar".
Desde que deixou o cargo, Cheney tem aparecido inesperadamente de maneira intermitente, principalmente no circuito falante da direita e geralmente com críticas mordazes contra o presidente Obama. Seu longo histórico de problemas cardíacos também não cessou. No livro, Cheney revela que escreveu uma carta derenúncia datada de 28 de março de 2001, instruindo um assessor a entregá-la a Bush caso ele [Cheney] ficasse alguma vez incapacitado por um derrame ou um ataque cardíaco.
In My Time: A Personal and Polical Memoir (Na Minha Época: Uma Memória Pessoal e Política, em tradução livre), será publicado na semana que vem e há tempo vem sendo aguardado com bastante interesse -- e nele o homem considerado como arquiconservador nos circulos mais íntimos de Bush não desaponta. "Haverá cabeças explodindo por todos os lados em Washington", disse Cheney à NBC em uma entrevista, trechos da qual foram divulgados na quinta-feira. Desta vez, o exagero pode não estar fora da realidade.
Na maior parte do livro, confirma-se a percepção pública de Cheney enquanto ele esteve no cargo de 2001 a 2009: um dos mais influentes vice-presidentes da história dos EUA, reservado e enigmático, cujos pontos de vista já conservadores foram apenas endurecidos e reforçados pelo trauma de 11 de setembro de 2001. Mas, o episódio sírio confirma também a evidência generalizada de que sua influência diminuiu no segundo mandato de Bush, quando o governo adotou uma abordagem mais multilateral para temas globais e pelos problemas criados e deixados pela invasão do Iraque em 2003, da qual Cheney talvez tenha sido o mais fervoroso defensor no governo, se tornaram praticamente impossíveis de se lidar.
"Novamente, apresento argumentos a favor de uma ação militar dos EUA contra o reator", escreve Cheney sobre uma uma reunião na Casa Branca em junho de 2007 sobre o assunto. "Mas, fui uma voz solitária. Quando terminei, o presidente perguntou 'Alguém aqui concorda com o vice-presidente?'. Nem uma única mão se levantou na sala. O que aconteceu foi que, três meses depois, o local foi destruido por caças israelenses. No livro, trechos do qual vazaram e foram publicados pelo The New York Times na quinta-feira, Cheney não esconde seus desentendimentos com Bush. Ele também confirma que, sabedor de sua impopularidade, ele apresentou sua renúncia diversas vezes antes da eleição de 2004. Mas Bush recusou todas elas.
Na entrevista à NBC, Cheney contesta que sua franqueza vá aborrecer o ex-presidente -- em particular pela verossimilhança que possa dar às alegações de que pelo menos no primeiro mandato de Bush era ele Cheney, e não seu chefe, que estava em posição de tomar as decisões importantes. "Nào tive a intenção de criar ou não criar dificuldades para o presidente", insistiu Cheney. "Há muitos trechos [do livro] em que digo coisas excelentes de George Bush. E acredito em cada uma dessas palavras".
Entretanto, o mesmo não se pode dizer de suas observações sobre Condoleeza Rice e o general Colin Powell. A primeira, ele critica ferozmente por sua ingenuidade ao lidar com a Coreia do Norte. De fato, em um capítulo intitulado "Setback" (revés, contratempo) Cheney é contundente com relação ao Departamento de Estado e à orientação "totalmente equivocada e desorientadora" por ele dada a alguns assuntos de política externa, principalmente no segundo mandato de Bush. Mas, as farpas mais violentas foram reservadas para Colin Powell, cujo Departamento de Estado estava geralmente em guerra não declarada com o Pentágono de Ronald Rumsfeld e o gabinete do vice-presidente, durante o período que culminou com a guerra do Iraque.
Na opinião de Cheney, o maior pecado de Powell era a deslealdade -- Cheney escreveu que "era como se ele pensasse que a maneira mais adequada de expressar suas opiniões fosse criticando a política do governo para pessoas que estavam fora dele". O lvro registra secamente que a renúncia forçada de Powell em dezembro de 2004 "foi para ajudar".
Desde que deixou o cargo, Cheney tem aparecido inesperadamente de maneira intermitente, principalmente no circuito falante da direita e geralmente com críticas mordazes contra o presidente Obama. Seu longo histórico de problemas cardíacos também não cessou. No livro, Cheney revela que escreveu uma carta derenúncia datada de 28 de março de 2001, instruindo um assessor a entregá-la a Bush caso ele [Cheney] ficasse alguma vez incapacitado por um derrame ou um ataque cardíaco.
Dick Cheney observa, enquanto Bush faz um discurso (Foto: Getty Images).
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Metade dos adultos americanos estará obesa em 2030
De acordo com um relatório publicado ontem na revista inglesa The Lancet (O Bisturi), sobre a crise internacional de obesidade, com base na na tendência atual metade dos adultos americanos estará obesa em 2030 a menos que o governo adote como política prioritária uma mudança dos hábitos alimentares do povo americano. Tal mudança inclui tornar os alimentos saudáveis mais baratos e os menos saudáveis mais caros, principalmente através de impostos. Entre outras medidas, seriam exigidas também mudanças na maneira como se faz a propaganda de alimentos.
Uma equipe de especialistas internacionais em saúde pública argumentou que a crise global de obesidade continuará a piorar e a impor pesados ônus nos sistemas de saúde e nas economias, a menos que os governos, as agências internacionais e outras importantes instituições relevantes tomem atitudes para monitorar, prevenir e controlar o problema.
Mudanças feitas no século passado na maneira como a comida e sua propaganda são feitas contribuiram para criar um ambiente "obesogênico", no qual a vontade e os esforços pessoais para manter um peso saudável são praticamente impossíveis, diz o relatório. Isso originou também um novo modo de calcular quantas calorias é necessário cortar para perder peso, levando ao que é dito ser um método mais preciso de estimar uma projetada perda de peso no tempo. A sabedoria comum quanto à perda de peso é que reduzindo o consumo de calorias em cerca de 500 calorias por dia "resultará numa lenta e constante perda de peso de cerca de 0,5 kg por semana". Essa regra não leva em conta a maneira como o corpo se adapta às alterações. Em especial, como pode atestar quem realmente perdeu peso, quanto menos você pesar menos calorias você pode consumir, se desejar perder mais peso ou manter a perda.
O relatório afirma que a perda de peso deve ser encarada sobre um espaço de tempo mais longo, e propõe uma "nova regra do polegar" para um adulto médio com sobrepeso. Ele diz que "cada mudança de consumo de energia (cerca de 24 calorias) por dia levará a uma mudança de peso corporal de cerca de 1 kg ... com metade da mudança de peso sendo obtida em 1 ano, e 95% da mudança de peso em cerca de 3 anos".
Embora reconheça que, em última instância, cabe às pessoas decidir o que comer e como vão viver suas vidas, o relatório sustenta que o governo abdicou muito de sua responsabilidade de abordar a questão da obesidade com as pessoas, o setor privado, e as organizações não governamentais. Ainda assim, diz o relatório, a epidemia de obesidade não será revertida se não houver por parte do governo liderança, regulamentação, e investimento em programas, monitoramento, e pesquisa.
O relatório, publicado numa série de quatro partes na revista The Lancet, foi emitido antes da primeira reunião de alto nível da Assembleia-Geral da ONU concentrada em prevenção e controle de doenças não transmissíveis, que terá lugar em Nova Iorque no mês que vem.
Esse mesmo relatório aponta que o número de adultos obesos no Reino Unido crescerá em 73% nas próximas duas décadas, de 15 milhões para 26 milhões de obesos, resultando em mais de um milhão de casos extras de diabetes, doenças cardíacas e câncer.
Uma equipe de especialistas internacionais em saúde pública argumentou que a crise global de obesidade continuará a piorar e a impor pesados ônus nos sistemas de saúde e nas economias, a menos que os governos, as agências internacionais e outras importantes instituições relevantes tomem atitudes para monitorar, prevenir e controlar o problema.
Mudanças feitas no século passado na maneira como a comida e sua propaganda são feitas contribuiram para criar um ambiente "obesogênico", no qual a vontade e os esforços pessoais para manter um peso saudável são praticamente impossíveis, diz o relatório. Isso originou também um novo modo de calcular quantas calorias é necessário cortar para perder peso, levando ao que é dito ser um método mais preciso de estimar uma projetada perda de peso no tempo. A sabedoria comum quanto à perda de peso é que reduzindo o consumo de calorias em cerca de 500 calorias por dia "resultará numa lenta e constante perda de peso de cerca de 0,5 kg por semana". Essa regra não leva em conta a maneira como o corpo se adapta às alterações. Em especial, como pode atestar quem realmente perdeu peso, quanto menos você pesar menos calorias você pode consumir, se desejar perder mais peso ou manter a perda.
O relatório afirma que a perda de peso deve ser encarada sobre um espaço de tempo mais longo, e propõe uma "nova regra do polegar" para um adulto médio com sobrepeso. Ele diz que "cada mudança de consumo de energia (cerca de 24 calorias) por dia levará a uma mudança de peso corporal de cerca de 1 kg ... com metade da mudança de peso sendo obtida em 1 ano, e 95% da mudança de peso em cerca de 3 anos".
Embora reconheça que, em última instância, cabe às pessoas decidir o que comer e como vão viver suas vidas, o relatório sustenta que o governo abdicou muito de sua responsabilidade de abordar a questão da obesidade com as pessoas, o setor privado, e as organizações não governamentais. Ainda assim, diz o relatório, a epidemia de obesidade não será revertida se não houver por parte do governo liderança, regulamentação, e investimento em programas, monitoramento, e pesquisa.
O relatório, publicado numa série de quatro partes na revista The Lancet, foi emitido antes da primeira reunião de alto nível da Assembleia-Geral da ONU concentrada em prevenção e controle de doenças não transmissíveis, que terá lugar em Nova Iorque no mês que vem.
Esse mesmo relatório aponta que o número de adultos obesos no Reino Unido crescerá em 73% nas próximas duas décadas, de 15 milhões para 26 milhões de obesos, resultando em mais de um milhão de casos extras de diabetes, doenças cardíacas e câncer.
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