- Vinha Grande 2009 (Douro) -- primeiro vinho branco da famosa vinícola Casa Ferreirinha (produtora do legendário tinto Barca Velha), produzido com uvas brancas tradicionais da região demarcada do Douro, principalmente Malvasia Fina, Viosinho e Gouveio. Harmoniza muito bem com peixe, mariscos, cogumelos gratinados, saladas e massas, e até carnes brancas. É um vinho com estrutura que permite sua guarda.
- Vinha da Defesa 2008 (Alentejo) -- produzido pela tradicional vinícola alentejana Herdade do Esporão com as uvas Arinto, Roupeiro e Antão Vaz. É uma excelente companhia para saladas, salmão defumado, peixe grelhado, sopas de peixe, pastas ou um prato de queijos.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Vinhos brancos portugueses
Quando escrevi sobre os vinhos bebidos na recente viagem à França ("Provença e Paris: impressões etílicas de uma viagem", 21/5/10) me esqueci de mencionar dois excelentes vinhos brancos portugueses, servidos pela TAP no vôo de volta para o Rio:
Os benefícios do vinho
Muito se tem escrito sobre os benefícios que o uso moderado do vinho traz para a saúde humana. Desta vez fala-se sobre a ajuda, para a digestão, de uma taça de vinho na refeição. Em seu curto artigo no New York Times de março deste ano, Anhad O'Connor fala sobre o assunto e comenta a controvérsia sobre o falado benefício do vinho para a digestão, citando inclusive uma interessante frase da Bíblia sobre isso (*).
Há os que dizem que o vinho estimula a produção de ácido gástrico, rechaçada pelos que dizem dizem que o efeito nesse sentido é mínimo. A discrepância entre as duas correntes pode ter sido esclarecida por um estudo de pesquisadores alemães, que conclui que a produção de ácido gástrico e gastrina (hormônio secretado pela mucosa gástrica e que induz a liberação de ácido clorídrico pelo estômago) é presente nas bebidas fermentadas (vinho, sherry e cerveja) e praticamente inexistente nas fermentadas e destiladas, como o rum, o conhaque e o uísque. A destilação após a fermentação seria a responsável pela perda desse benefício.
Outros estudos ajudam a entender porque o vinho tinto e a carne vermelha se dão tão bem. A proteína da carne amacia os taninos do vinho, e o vinho tinto contra-ataca substâncias potencialmente perigosas liberadas durante a digestão da carne, que são as gorduras oxidadas. Ou seja, em mais de uma maneira o vinho pode ajudar a digestão.
(*) O artigo citado do NYT diz que a frase da Bíblia é “Drink no longer water, but use a little wine for thy stomach’s sake.” ("Não beba mais água, mas use um pouco de vinho para o bem de seu estômago"), mas o The Oxford Dictionary of Quotations cita apenas "Use a little wine for thy stomach's sake" (Timóteo, cap. 5, versículo 23).
Há os que dizem que o vinho estimula a produção de ácido gástrico, rechaçada pelos que dizem dizem que o efeito nesse sentido é mínimo. A discrepância entre as duas correntes pode ter sido esclarecida por um estudo de pesquisadores alemães, que conclui que a produção de ácido gástrico e gastrina (hormônio secretado pela mucosa gástrica e que induz a liberação de ácido clorídrico pelo estômago) é presente nas bebidas fermentadas (vinho, sherry e cerveja) e praticamente inexistente nas fermentadas e destiladas, como o rum, o conhaque e o uísque. A destilação após a fermentação seria a responsável pela perda desse benefício.
Outros estudos ajudam a entender porque o vinho tinto e a carne vermelha se dão tão bem. A proteína da carne amacia os taninos do vinho, e o vinho tinto contra-ataca substâncias potencialmente perigosas liberadas durante a digestão da carne, que são as gorduras oxidadas. Ou seja, em mais de uma maneira o vinho pode ajudar a digestão.
(*) O artigo citado do NYT diz que a frase da Bíblia é “Drink no longer water, but use a little wine for thy stomach’s sake.” ("Não beba mais água, mas use um pouco de vinho para o bem de seu estômago"), mas o The Oxford Dictionary of Quotations cita apenas "Use a little wine for thy stomach's sake" (Timóteo, cap. 5, versículo 23).
domingo, 30 de maio de 2010
Parceria mundial para a proteção de florestas tropicais
No dia 27 deste mês foi oficialmente lançada em Oslo uma parceria mundial de proteção das florestas tropicais, que congrega nove países doadores (Noruega, EUA, França, Alemanha, Reino Unido, Austrália, Japão, Suécia e Dinamarca), a União Européia e mais uns quarenta países. A partir de agora, e até a concluão de um acordo global sobre clima no âmbito da ONU, sua missão será caminhar no sentido de implementar um novo mecanismo financeiro destinado a remunerar os Estados que preservem suas florestas.
Esse mecanismo, denominado Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD em inglês - Reducing Emissions from Deforestation and Degradation), tem estado em discussão há anos, e foi aprovado em seu princípio básico na conferência da ONU sobre clima em Copenhague em 2009. Nessa ocasião, em Copenhague, foram prometidos cerca de 3,5 bilhões de dólares (cerca de 2,8 bilhões de euros), valor que foi levado a 4 bilhões em Oslo. Deste montante a França contribuirá com 375 milhões de dólares. As negociações sobre o tratamento internacional de REDD devem ser concluídas até a COP-16 (16ª Conferência das Partes) a realizar-se no México, em novembro e dezembro de 2010.
Japão e Papua Nova Guiné, em nome da coalizão dos países com florestas tropicais (Rainforest Coalition), assumirão a condução dessa parceria nos seis primeiros meses iniciais de sua existência, sendo em seguida substituídos por Brasil e França. A posição do Brasil sobre o tema pode ser acessada no site do Itamaraty.
O que me surpreende é a pouquíssima ou nula atenção da nossa mídia (escrita e falada) para uma iniciativa dessa importância.
Esse mecanismo, denominado Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD em inglês - Reducing Emissions from Deforestation and Degradation), tem estado em discussão há anos, e foi aprovado em seu princípio básico na conferência da ONU sobre clima em Copenhague em 2009. Nessa ocasião, em Copenhague, foram prometidos cerca de 3,5 bilhões de dólares (cerca de 2,8 bilhões de euros), valor que foi levado a 4 bilhões em Oslo. Deste montante a França contribuirá com 375 milhões de dólares. As negociações sobre o tratamento internacional de REDD devem ser concluídas até a COP-16 (16ª Conferência das Partes) a realizar-se no México, em novembro e dezembro de 2010.
Japão e Papua Nova Guiné, em nome da coalizão dos países com florestas tropicais (Rainforest Coalition), assumirão a condução dessa parceria nos seis primeiros meses iniciais de sua existência, sendo em seguida substituídos por Brasil e França. A posição do Brasil sobre o tema pode ser acessada no site do Itamaraty.
O que me surpreende é a pouquíssima ou nula atenção da nossa mídia (escrita e falada) para uma iniciativa dessa importância.
sábado, 29 de maio de 2010
Heavy-metal iraquiano
O grupo heavy-metal iraquiano Acrassicauda (nome em latim de um escorpião negro, comum no Iraque) emigrou para os EUA há pouco mais de um ano, e só agora começa a ter seu trabalho reconhecido lá e alhures. Seus componentes ainda dão duro p'ra ganhar a vida (um deles, Hussein, era professor de inglês e artes em seu país, hoje trabalha como garçom). Sua primeira e única gravação até hoje, o EP (Extended Play) Only the Dead See the End of the War, foi lançado nos EUA em meados de março deste ano. Os iraquianos têm recebido uma ajuda valiosa de Alex Skolnick, do grupo Testamento, desde a compra de instrumentos e equipamento até o "polimento" de suas apresentações ao vivo e a presença no estúdio de gravação.
Para quem quiser ter uma idéia do Acrassicauda e gostar do gênero, no You Tube está disponível o vídeo "Garden of Stones".
A meu ver, não existe lugar melhor do que o Iraque (talvez o Afeganistão ...) para gerar gente heavy-metal ...
Para quem quiser ter uma idéia do Acrassicauda e gostar do gênero, no You Tube está disponível o vídeo "Garden of Stones".
A meu ver, não existe lugar melhor do que o Iraque (talvez o Afeganistão ...) para gerar gente heavy-metal ...
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Google enfrenta nova frente de atrito com diversos países
Foi revelado que, através de seus carros de coleta de dados para seu sistema de visão de ruas (Stree View), o Google estava colhendo mais do que imagens e coordenadas para o seu sofisticado sistema de GPS. Nada menos que 600 GB de dados de redes Wi Fi foram coletados pela rede do Google em mais de 30 países, o que aborreceu particularmente autoridades européias, que pedem uma investigação em profundidade que pode gerar pesadas penalidades ao Google.
A Alemanha não teve atendida pelo Google sua solicitação para que lhe fossem entregues dados e e-mails da Internet coletados pelo sistema Street View, o mesmo ocorrendo em relação a Hong-Kong. A Comissão Federal de Comércio (FTC, em inglês) dos EUA solicitou ao Google que não destrua nenhum dado que ele tenha conseguido de redes sem fio através daquele sistema.
A Alemanha não teve atendida pelo Google sua solicitação para que lhe fossem entregues dados e e-mails da Internet coletados pelo sistema Street View, o mesmo ocorrendo em relação a Hong-Kong. A Comissão Federal de Comércio (FTC, em inglês) dos EUA solicitou ao Google que não destrua nenhum dado que ele tenha conseguido de redes sem fio através daquele sistema.
Avanços da ciência
Pele de tubarão vira tinta para revestir aviões e geradores eólicos
(o título está errado e deve mobilizar os ambientalistas, protetores desses assustadores seres do mar -- na realidade, um grupo de cientistas alemães do Instituto Fraunhofer criou um novo sistema de pintura que imita a pele dos tubarões e assim diminui a resistência ao arrasto em aviões e turbinas eólicas, economizando combustível).
Óleo de abacate substitui óleo de oliva e controla gordura no sangue
P. J. Clarke's, uma fantástica instituição na boêmia novaiorquina
O P. J. Clarke's (915 Third Avenue, Upper East Side, Manhattan) é uma casa velhona, mais que centenária (a prefeitura diz que ela data de 1868, o proprietário diz que é de 1864), que mantém ao longo do tempo a tradição de ser um lugar especial e imperdível na badalada boêmia de Nova Iorque. Seu hambúrguer é merecidamente famoso (a comida em geral é muito boa), seu balcão de biritar é animadíssimo, e seus mictórios antiquíssimos são tão fantásticos (parecem úteros, que vão até nosso queixo) que até Frank Sinatra (frequentador assíduo do P.J.) tem uma frase sobre eles no site da casa ("Those urinals!" ele foi ouvido dizer). A casa parece de brinquedo, comparada com o prédio de 45 andares às suas costas.
Uma vez ali fui e me esqueci do aviso "Wait to be seated" bem na entrada do espaço das mesas, escolhi uma delas e me sentei. Logo em seguida veio o gerente ou maître, educadíssimo, e me perguntou se estava satisfeito com a mesa. Respondi que sim, e ele me disse: "esta é exatamente a mesa que havia escolhido para o Sr!"...
No dia 26 deste o P.J. ocupou novamente espaço no New York Times, por conta de seu atual barman, o incrível Doug Quinn que, sozinho, dá um show de atendimento no bar, sem errar nada e controlando tudo, muitas vezes sem sequer olhar p'ro drinque que está preparando. "É como se atendesse o bar em Braille", diz o autor da matéria.
Uma vez ali fui e me esqueci do aviso "Wait to be seated" bem na entrada do espaço das mesas, escolhi uma delas e me sentei. Logo em seguida veio o gerente ou maître, educadíssimo, e me perguntou se estava satisfeito com a mesa. Respondi que sim, e ele me disse: "esta é exatamente a mesa que havia escolhido para o Sr!"...
No dia 26 deste o P.J. ocupou novamente espaço no New York Times, por conta de seu atual barman, o incrível Doug Quinn que, sozinho, dá um show de atendimento no bar, sem errar nada e controlando tudo, muitas vezes sem sequer olhar p'ro drinque que está preparando. "É como se atendesse o bar em Braille", diz o autor da matéria.
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