domingo, 20 de março de 2011

FIA acata sugestão e implanta "gerador de ultrapassagem"

De uns tempos para cá as corridas de Fórmula 1 têm sido chatíssimas, com o quase desaparecimento das ultrapassagens principalmente por conta de circuitos modernos e charmosos mas travados, praticamente eliminando o principal atrativo dessas corridas. Segundo levantamento da revista "Autosport", sem contar corridas com chuva e manobras na primeira curva, a média de ultrapassagens entre os seis primeiros colocados em 2010 foi de 1,15 por corrida, o que convenhamos é muito pouco.

Foram inúmeras tentativas fracassadas da FIA. As duas últimas, a introdução do Kers, o sistema que transforma energia das freadas em potência e que volta nesta temporada, e as asas dianteiras flexíveis.  -- Agora, a FIA acatou uma sugestão feita pelas equipes e radicalizou na busca por mais ultrapassagens na F-1.

E, para a temporada que começa nesta semana, na Austrália (a corrida será no domingo), a entidade que comanda o automobilismo introduziu um novo gerador artificial de ultrapassagens. É um sistema de asas traseiras móveis que promete não só aumentar o espetáculo como também a confusão. O mecanismo é bem simples. O problema é sua utilização. E sua fiscalização.

A ideia é solucionar uma antiga reclamação dos pilotos. Eles dizem que é praticamente impossível ultrapassar um carro em condições normais, a não ser em performances muito diferentes, como nos casos de retardatários ou equipes nanicas.

Com isso, a FIA criou o sistema que permite aos pilotos mover a asa traseira para ajudar nas ultrapassagens. A abertura criada no aerofólio traseiro diminui o arrasto e, assim, dá mais velocidade. O problema é que o sistema só pode ser usado uma vez por volta durante as corridas e em locais específicos --a chamada "zona de ultrapassagem". Essa área e a "zona de aproximação" vão ser demarcadas com faixas brancas, que serão pintadas. Outro pré-requisito para o uso é que o piloto deve estar a, no máximo, um segundo do carro que quer passar. Por meio de um botão no volante, o movimento da asa é controlado pelos pilotos. Leia mais.

Dilma: governo fará concessão de aeroportos

Em entrevista ao jornal Valor Econômico do dia 17, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o governo prepara a concessão de aeroportos brasileiros para a exploração da iniciativa privada. Em sua primeira entrevista a um jornal desde sua posse, Dilma afirmou que o novo modelo poderá ser implantado tanto em terminais já existentes quanto nos que ainda serão construídos. Segundo ela, o governo não tem preconceito contra “nenhuma forma de investimento nessa área”, alvo de críticas por parte de organizadores da Copa do Mundo de 2014.

"Vamos fazer concessão do que existe, fazer um novo terminal, por exemplo. Posso fazer concessão administrativa com cláusula de expansão. Posso fazer concessão onde nada existe, como a construção de um aeroporto da mesma forma que se faz numa hidrelétrica. É possível que haja necessidade de investimentos públicos em alguns aeroportos. O Brasil terá que ter aeroportos regionais", defendeu a presidente em entrevista à jornalista Claudia Safatle.

Dilma afirmou que pretende enviar ainda este mês ao Congresso uma medida provisória criando a Secretaria de Aviação Civil, que terá status de ministério. "Queremos uma verdadeira transformação nessa área. Para ela, irão a Anac [Agência Nacional de Aviação Civil), a Infraero e toda a estrutura para fazer a política." Leia aqui esses e outros detalhes da entrevista.

A sombra da China acompanha Obama em sua viagem à América Latina

A viagem de quatro dias de Obama à América Latina tem o objetivo de restabelecer a liderança americana na região, no momento em que a presença e o poder da China crescem de São Paulo a Santiago. O presidente americano terá problemas para reduzir ou controlar a presença chinesa em uma região tradicionalmente considerada pelos EUA como seu "quintal". A abstenção dos BRICs (Brasil, Índia, Rússia e China) na recentíssima decisão do Conselho de Segurança da ONU sobre a intervenção militar na Líbia, fortemente inspirada e estimulada pelo EUA,  à véspera do início da viagem latino-americana de Obama, é considerada por analistas como uma operação articulada pelos quatro países e uma prova do nível de articulação entre eles, sobretudo próximo do encontro que terão em breve na China.

Funcionários da Casa Branca dizem que os EUA não estão agindo em confronto econômico com a China na América Latina, e classificam sua viagem como uma iniciativa para gerar negócios para o país, estreitando laços com mercados de rápido crescimento como o Brasil. Mas o tamanho da comitiva presidencial, incluindo quatro membros de seu gabinete, e a realização da viagem em meio a discussões sobre o orçamento e múltiplas crises, como a da Líbia, reforçam o argumento de que os EUA têm consciência de que perderam terreno na América Latina quando a região se volta para o oriente em busca de oportunidade econômica. No ano passado, a China ultrapassou os EUA como maior parceiro comercial do Brasil, e os chineses superam também os americanos no comércio com a Argentina e o Chile. Leia mais.

sábado, 19 de março de 2011

Falando de Líbia, o que está por trás da intervenção militar autorizada pela ONU?

No momento em que se processa uma intervenção armada na Líbia por uma coalizão de países, por decisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas (com a abstenção de Alemanha, Brasil, China, Índia e Rússia, e a aprovação dos 10 países restantes), sob a alegação de proteção da população civil desse país, parece-me oportuno dar uma olhada em outros países em que a população civil já vem sendo dizimada ou poderá sê-lo,  e qual a posição que o ocidente (em particular os países que formam a coalizão que agora intervém na Líbia) tem adotado em relação a isso.
  • Sudão -- hoje o maior país da África e um incipiente produtor de petróleo (520 mil barris/dia), está em guerra civil há 46 anos; a guerra e secas prolongadas já mataram mais de 2 milhões (leia mais). Ação do ocidente para ajudar o país a sair dessa situação: zero.
  • Somália -- outro país africano, considerado politicamente falido, está em guerra civil desde 1991 e é considerado um dos países mais pobres e violentos do mundo -- o caos político em que se encontra tornou-o gerador e reduto de piratas que há anos vêm sequestrando navios e tripulações de qualquer bandeira. A ONU interveio de 1992 a 1995, e então se retirou do país, depois de seu contingente sofrer pesadas baixas. No final de 2009 havia 678 mil refugiados somalianos amparados pela ONU (leia aqui). Ação do ocidente após 1995: zero.
  • Costa do Marfim -- também africano, o país está à beira de uma guerra civil porque o presidente em exercício se recusa a reconhecer sua derrota nas eleições de 2010, já tendo havido escaramuças e mortes entre seus partidários e os do presidente eleito (leia mais). Medidas efetivas do ocidente para evitar que a situação degenere em querra civil de grandes proporções: zero.
A lista poderia se estender. O que diferencia a Líbia desses países? Duas coisas: o petróleo que produz, de vital importâncias para vários países ocidentais, e sua posição estratégica. Estas são as verdadeiras razões por trás da intervenção militar do ocidente ora em curso no país, tudo mais é pura hipocrisia e deslavada mentira. Até ontem Kadafi era paparicado, protegido e apoiado pelos mesmos países que hoje querem derrubá-lo, e que propositadamente deixaram a situação chegar ao ponto incontrolável a que chegou para justificar sua já planejada intervenção militar. Nessa briga não há anjinhos, ninguém é flor que se cheire. Kadafi é um ditador sanguinário e o que está fazendo é inadmissível, mas o Egito e a Tunísia estão aí para provar que governos podem ser derrubados e regimes podem ser substituídos sem guerra civil e sem derramamento de sangue. EUA, França, e Inglaterra, membros proeminentes da coalizão, têm um passado (e até um presente ...) que os condena em termos de mentalidade xerifesca de atuar violentamente em defesa de seus interesses -- a Líbia é mais uma prova disto.

Carne de boi argentino está com gosto de porco, diz cientista

Cientistas argentinos asseguraram que as mudanças na dieta do gado bovino, que cada vez engorda mais em curral e menos com gramados naturais, pode afetar o sabor da carne bovina, deixando-o com gosto de porco.

Trata-se de uma mudança no sabor que já é detectada pelos consumidores. "Ela está associada com a transformação registrada nos sistemas de engorda", indicaram especialistas do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) da Argentina na quinta-feira.

Enrique Pavan, um pesquisador do organismo, explicou que houve um aumento no número de bovinos engordados a base de alimentos industrializados, como alguns derivados de sementes oleaginosas. Elas podem afetar o sabor da carne, informa ele.

Segundo o especialista, este tipo de dieta com alta composição de ácidos graxos contrasta com a dos gramados naturais, que por anos foi fonte de alimentação dos gados na Argentina, país que se ganhou boa fama pela qualidade e o sabor de suas carnes.

Segundo o INTA, como consequência da introdução e extensão deste tipo de práticas alimentícias nos bovinos, a composição de ácidos graxos de bovinos e suínos ficou parecida.(Fonte: ver aqui).

sexta-feira, 18 de março de 2011

Provérbio chinês

"Há três coisas que não voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada, e a oportunidade perdida".

Pesquisa aponta que quase dois terços dos americanos consideram que a guerra do Afeganistão não vale a pena

Quase dois terços dos americanos dizem agora que a guerra do Afeganistão não vale a pena ser lutada, de acordo com uma recente pesquisa conjunta Washington Post-ABC News -- essa é até agora a mais alta proporção de opositores a esse conflito. Esse resultado significa um crescente desafio para Obama, que decidirá no início desse verão a rapidez com que retirará as tropas americanas daquele país. Depois de quase uma década de guerra, a oposição política a ela é forte, com apenas 19% dos democratas e 50% dos republicanos pesquisados respondendo que a guerra deve ser continuada. Leia mais.
Gráfico da pesquisa
Pergunta 1: Considerando os custos e benefícios para os EUA, você considera que a guerra do Afeganistão tem valido a pena ser lutada, ou não?
No gráfico, a linha do "sim" começou com cerca de 58% em 2007 e termina agora com 31% -- a linha do "não" começou com cerca de 41% em 2007 e termina agora com 64%.
Pergunta 2: Você acha que as tropas americanas devem, ou não devem, ser retiradas do Afeganistão nesse verão?
Na base do gráfico, os que responderam que "devem" somaram 73% contra 21% de "não devem".  -- 39% acharam que elas serão retiradas e 53% acham que elas não serão retiradas.