quinta-feira, 15 de julho de 2010

Lula x FIFA

A reação de Lula contra as corretíssimas cobranças iniciais da FIFA ("Não somos um bando de idiotas") em relação ao atraso das obras da Copa de 2014 é mais um destempero e uma grosseria de um casca grossa, impermeável ao convívio com pessoas de melhor educação e melhor estofo cultural.

Começa a ficar cada vez mais evidente que assumimos um compromisso acima de nossa capacidade para executá-lo decentemente, em tempo hábil. Ao contrário do que diz o carcamano Nosso Acrobata, vamos acabar provando ao mundo que, além de idiotas, somos irresponsáveis por nos deixarmos levar por uma liderança desqualificada, demagógica e absolutamente amoral como a dele.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Desmascarando Dilma Rousseff

Quem ainda não conhece Dilma Rousseff e seu estilo pingue-pongue de ser em termos políticos e de política de governo não pode deixar de ler A Outra Face de Dilma, de Rodrigo Constantino, no O Globo de ontem. O cara acertou na mosca!!

Internauta ... na nuvem

Cada vez me sinto mais alienado com a dinâmica dos assuntos internáuticos, internéticos e vizinhanças. Agora surgiu a tal da "computação na nuvem" (que não sei se é a tradução válida e usada para cloud computing). O caderno digital do Globo desta semana traz uma reportagem sobre isto, e acabo de ler na Newsweek de 12/6 um outro artigo com uma outra faceta dessa bolação fascinante (You've Got Cloud Mail), a aplicação disso aos emails na Internet.

O artigo diz que, segundo a Microsoft, pode-se economizar até 30% nos custos em emails se você transferí-los p'ra uma "nuvem" -- segundo o texto, uma empresa de 1.000 empregados pode gastar US$ 2 milhões/ano em emails, o que permite ver a economia que se faz com esse recurso. Já tem cachorro grande brigando por esse espaço, como o Google, a Microsoft e a IBM. A Panasonic está transferindo 300.000 empregados para a nuvem da IBM.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A violência que nos rodeia

As duas primeiras semanas de julho foram marcadas pela vinda a público de chocantes atos de violência, que deixaram mais do que nunca visível e explícito o ambiente de barbárie em que vivemos. De um lado, o inacreditável caso do goleiro Bruno e o ambiente de pura selvageria que o cerca. De outro, a absurda e desmedida agressão de um grupo de motoristas de táxi do Galeão contra um colega de profissão que "ousou" apanhar um passageiro, logo após desembarcar outro.

Bruno é mais um exemplo do péssimo tecido de que são feitos inúmeros ídolos (esportivos e outros), gratuita e criminosamente endeusados pela mídia e por seus clubes ou agentes. No caso dos motoristas de táxi, além da estupidez da reação surpreendeu a todos a revelação, pela polícia, de que um dos agressores já tem antecedentes de acusação por agressão, formação de quadrilha, e outros atributos do gênero -- como é que um indivíduo com essa folha corrida mantém sua carteira de motorista, e o direito de lidar com o público?!!

Criada a "ONU Mulher"

Em uma iniciativa histórica a ONU criou em seu âmbito, no dia 2 deste mês, por unanimidade, uma nova entidade de apoio à mulher. Com o objetivo de dar mais poder às mulheres, a intenção é criar um novo e dinâmico organismo que englobará quatro agências ou escritórios da ONU focados na igualdade dos sexos: o Fundo da ONU para Mulheres (UNIFEM, em inglês), a Divisão para o Progresso da Mulher (DAW, em inglês), o Escritório do Assessor Especial para Assuntos de Gênero, e o Instituto da ONU de Pesquisa e Treinamento para o Progresso da Mulher (UN-Instraw, em inglês).

Com um orçamento anual de pelo menos US$ 500 milhões, o "ONU Mulher" iniciará suas atividades em janeiro de 2011 e é o resultado de anos de negociação  entre os estados membros e os advogados do movimento global do movimento feminino. Leia mais.

A ONU foi criada em 1945, depois da Segunda Guerra Mundial, para substituir a Liga das Nações, com o objetivo de evitar guerras entre países e criar um ambiente de diálogo.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Guiné Equatorial, realmente uma democracia?

Lula e Celso Amorim afirmaram reiterada e categoricamente que a Guiné Equatorial é uma democracia, e Celso Amorim foi mais "objetivo" dizendo que "negócios são negócios", e que "problemas políticos cada país resolve os seus". O comunicado conjunto emitido pelos dois presidentes diz textualmente: "Os dois chefes de Estado reconheceram a importância da democracia para o desenvolvimento, e renovaram sua continuada adesão aos princípios da democracia, ao respeito dos direitos humanos (...) no marco da formulação das políticas nacionais e desenvolvimento".

A posição brasileira em relação a esse país africano, consolidada nesse comunicado conjunto, deve estar provocando arrepios e engulhos em muita gente, mas pelo menos mostra-se coerente com a política medíocre e reprovável que o governo Lula tem adotado com vários chefes de Estado de passado e presente pouquíssimo ou nada recomendáveis. Lula não tem feito outra coisa a não ser passar a mão na cabeça e dar seu beneplácito a figuras do padrão de Hugo Chávez, Evo Morales, Fidel Castro, Mahmoud Ahmadinejad e, agora o guineano Teodoro Obiang Nguema -- tutti buona genti, ma tutti ladri ... A ascensão de Nguema ao poder e sua permanência nele não guardam o bom perfume da democracia: ele assumiu o poder através de um golpe de estado em 1979 (está, portanto, há 31 anos no cargo) e tem sido acusado de fraudar eleições, reprimir a oposição e expulsar cidadãos de suas propriedades (leia mais).

O pano de fundo de mais essa pirueta comercial-político-diplomática de Lula baseia-se simplesmente nas riquezas do país, principalmente petróleo, e na crescente presença chinesa por lá.

Portugal defende "golden share" em setores estratégicos

Recebi de um amigo uma informação importante sobre a posição do premiê português José Sócrates, na qual ele defende que "a Europa tem que permitir que seus Estados tenham direitos especiais em empresas de setores estratégicos, como energia e telecomunicações, para que possam proteger o interesse geral nessas indústrias". Essa manifestação decorre da oposição de Bruxelas (sede da União Européia), que no momento contesta os direitos que Portugal possui na Portugal Telecom, Galp Energia e Energia de Portugal (EDP), nas quais tem a posição de golden share, que lhe dá direito de veto em decisões estratégicas nessas empresas.

Esse imbróglio resulta do veto imposto por Portugal à espanhola Telefónica, no tocante à participação da Portugal Telecom na Vivo (da qual a Teléfonica é acionista majoritária), usando suas 500 "golden shares", apesar de 74% dos votos dos acionistas em assembléia geral terem sidos favoráveis ao negócio.

Lembrou ainda muito bem o meu amigo que o assunto merece nossa atenção, tendo em vista as discussões em curso na CREDEN - Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional, do Conselho de Governo, envolvendo assuntos dessa natureza. A CREDEN é presidida por representante do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República - GSIPR.