quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Teste pode detectar Alhzheimer 5 anos antes dos sintomas

Um simples exame de sangue pode detectar, com pelo menos cinco anos de antecedência, o Mal de Alzheimer antes mesmo que os sintomas comecem a aparecer. O criador do teste espera que ele esteja sendo amplamente usado num prazo de cinco anos. O diagnóstico rápido da doença permitiria que o tratamento fosse iniciado o quanto antes e, com a ajuda de novas drogas, os que tivessem o resultado positivo poderiam nunca desenvolvê-la por completo.

Detectar o mal com antecedência também pode fazer com que as pessoas tomem medidas preventivas, como mudar suas dietas e fazer mais exercícios. Geralmente, os pacientes só são diagnosticados depois que a doença já causou danos suficientes ao cérebro. Mas o novo teste visa detectar os sinais de Alzheimer anos antes, distinguindo entre meros esquecimentos e os lapsos mais perigosos de memória que sinalizam a demência em seus primeiros anos.

Diagnosticar o Alzheimer anos antes teria "imensos" benefícios para os idosos, disse o inventor do teste, o professor Matej Oresic, do VTT Technical Research Centre, da Finlândia, ao jornal britânico "Daily Mail". Ele fez o avanço após analisar o sangue de 226 homens e mulheres com 60 e 70 anos e depois acompanhando-os por uma média de cinco anos.

No início do estudo, 37 voluntários já tinham sido diagnosticados com Alzheimer: entre os demais, 46 não tinham problemas de memória, mas 143 estavam sofrendo de esquecimentos. No fim da pesquisa, 52 dos 143 também haviam sido diagnosticados com o Mal de Alzheimer. A comparação de suas amostras de sangue com amostras dos que tinham apenas esquecimentos revelou claras diferenças na concentração de metabólitos, substâncias químicas produzidas por reações no corpo.

Analisando como essas substâncias se relacionam com a progressão da doença pode ajudar a desenvolver novos tratamentos para ela. Testes para detectá-los em pessoas idosas sofrendo de esquecimentos poderiam levar a importantes alertas precoces do início da demência, relata a revista "Translational Psychiatry". Os que forem diagnosticados por terem problemas relacionados ao Mal de Alzheimer poderiam fazer exercícios mentais e físicos, e mudar suas dietas numa tentativa de se manterem saudáveis pelo maior tempo possível.

O professor Oresic disse que atrasar o surgimento do Alzheimer em pessoas mais velhas "é quase tão bom quanto preveni-lo. Prorrogar até mesmo por dois anos aumentaria muito a qualidade de vida". Ele disse que mais trabalho é necessário para mostrar quão apurado é seu teste - mas ele espera que o kit comece a ser usado em pequena escala em um ano, e amplamente usado em dois ou três anos.

Se a pesquisa sobre essas substâncias pode levar ao desenvolvimento de drogas que podem deter a progressão do Alzheimer, os pacientes que receberem o resultado positivo no teste do professor Oresic podem nunca manifestar a doença por completo.







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