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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Ministros do STF e seus estranhos hábitos

O ministro Gilmar Mendes, o falastrão togado, preside o TSE - Tribunal Superior Eleitoral, que tem na sua pauta o julgamento da campanha eleitoral da chapa Dilma-Temer. Este julgamento pode resultar na cassação de Temer já como candidato e, portanto, tirá-lo do cargo de Presidente da República. Além disso, Temer foi citado várias vezes em delações da Lava Jato que estão por ser homologadas no STF. Apesar disso (ou por causa disso ...), Gilmar não teve nenhum constrangimento em viajar com Temer para Portugal de carona no avião presidencial, quando Temer foi ao funeral de Mário Soares. Gilmar tampouco se constrangeu em ir ao Palácio do Planalto nesse fim de semana para "comer uma pizza" e conversar "trivialidades" com Temer, "um amigo há mais de 30 anos". Enquanto esses dois pizzaiolos viajam e comem juntos, um juiz e o outro denunciado junto a esse mesmo juiz, a vaca da decência e dos bons modos jurídicos vai pro brejo.

Na tarde de domingo, em Porto Alegre para participar do velório e sepultamento de Teori Zavascki, o ministro Gilmar Mendes almoçou com o ministro-chefe da Casa Civil e um dos homens fortes do governo Temer, Eliseu Padilha, que responde a vários processos, está com bens bloqueados e foi citado na delação da Odebrecht como operador do caixa dois do PMDB, que recebia propinas em dinheiro vivo. A vaca da decência e dos bons modos jurídicos já está atolada no brejo. Promiscuidade, o esporte preferido de Gilmar Mendes.

No STF, o PT está envolvido até as sobrancelhas desde os tempos do mensalão através de todos os seus principais mafiosos, inclusive e a partir de Lula. Nessa Suprema Corte, dois ministros indicados por Lula se destacam não por seu "notório" saber jurídico (invisível até com a mais poderosa lupa) mas por sua notória e inequívoca subserviência a Lula e ao PT: Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. Ambos não têm medido esforços para honrar essa subserviência nos julgamentos do STF.

No dia 29 de junho de 2016, Dias Toffoli mandou soltar o ex-ministro petista (e também arquivo ambulante do PT) Paulo Bernardo, sob a alegação de "constrangimento ilegal". No mesmo dia, ou no dia seguinte, Toffoli foi fotografado jantando a sós com o deputado Arlindo Chinaglia, um figurão do PT. Coincidências obscenas como essa fazem parte corriqueira do cardápio de Toffoli.

Dias Toffoli e Arlindo Chinaglia - (Foto: Rodrigo Constantino)

Em 7 de julho de 2015, a então presidente Dilma Rousseff e o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, se reuniram na cidade do Porto (Portugal) para, segundo o governo e a assessoria do STF, discutir o projeto que reajusta em até 78% os salários dos servidores do Judiciário, conforme antecipou o Blog do Camarotti. O texto foi aprovado na logo depois pelo Congresso Nacional. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, intermediou e também participou da reunião, que não estava na agenda oficial. As três ilustres figuras juraram que a Operação Lava Jato sequer foi mencionada -- mais uma contribuição à coleção de contos da carochinha.

A atuação de Lewandowski no processo de impeachment de Dilma já entrou para os compêndios jurídicos e eróticos sobre estupro legalizado e togado da Constituição Federal.

O ministro Teori Zavascki, morto tragicamente em acidente aéreo, viajava na companhia e no avião de seu amigo Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, que era sócio do banco BTG Pactual. O banco é investigado na Lava-Jato e teve seu presidente, André Esteves, preso na operação. O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal – que morreu com Filgueiras no avião do empresário e amigo, em Paraty – julgou no STF casos relativos ao BTG. Em abril, revogou prisão de Esteves.

O empresário Carlos Alberto Filgueiras recorreu em novembro do ano passado à Corte para tentar anular um processo contra ele no Rio de Janeiro por crime ambiental. Dono do hotel Emiliano, Filgueiras, que também morreu no acidente aéreo desta quinta-feira, 19, era acusado de fazer construções irregulares em uma ilha de sua propriedade, em Paraty. O recurso, no entanto, foi indeferido pelo ministro Edson Fachin há cerca de um mês e o processo continua em tramitação no Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF2).

O exposto acima é um pálido e parcial retrato em branco e preto do perfil e do comportamento esdrúxulos de juízes que compõem (compunha, no caso de Teori) a Suprema Corte de Justiça do país.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Se Obama é um muçulmano, Trump é um espião russo?

[Traduzo a seguir o comentário de Kathleen Parker, publicado no The Washington Post. O  que estiver entre colchetes e em itálico é de minha responsabilidade.]

O presidente eleito Donald Trump conversa com repórteres - (Foto: Evan Vucci/AP)

Pra começar, uma atualização da história: durante os últimos nove anos, uns poucos americanos, na maioria liderados pelo nosso agora presidente eleito, insistiram em que Barack Obama é um muçulmano nascido no Quênia. 

Durante anos, Donald Trump foi incansável em sua insistência para que Obama provasse acima de qualquer suspeita, além do já comprovado, que havia nascido no Havaí e não no país de seu pai biológico. O fato de Obama dizer que é um cristão não era suficiente para persuadir os seguidores de Trump, que aparentemente sabem distinguir quem é cristão quando veem um.

Além disso, não há fundamento lógico para presumir que uma pessoa jovem que cresceu parte de sua vida em um dado país -- digamos, Indonésia -- necessariamente adote a religião dominante nesse país. Ele(a) poderia entretanto observar que, embora as pessoas tenham seus credos de diferentes modos, somos todos essencialmente iguais. Não importa a cruel e absurda presunção de que ser um muçulmano significa que alguém, ipso facto [por esse mesmo fato - ver postagem anterior], é uma "má pessoa". 

Respeitar os outros a despeito de diferenças é, falando genericamente, distintivo de uma alma iluminada assim como é desejável que caracterize um líder. Entretanto, quem apoiou Trump interpretou o lidar suave e brando de Obama com o 1,6 bilhão de muçulmanos do mundo como uma agenda secreta para estimular o Islã nos EUA -- apesar das operações  um tanto duras de Obama com drones, que eliminaram um bom número de maus elementos que eram ou se diziam ser muçulmanos.  

É digno de nota observar que essas mesmas pessoas que duvidam de Obama não se levantaram em suspeita quando o então presidente George W. Bush visitou uma mesquita imediatamente após o 11 de setembro. Tampouco, por enquanto, manifestaram qualquer preocupação com a abordagem indiferente de Trump com respeito ao ataque cibernético da Rússia contra os EUA.

Considerando-se essa história e as evidências recentes, não seria essa mais ou menos a hora de declarar que Trump é um espião  russo?

Não, realmente não creio que ele seja um espião porque, diferentemente dele mesmo, não sou dada a ideias malucas. Mas, o que há com esse estilo de dois pesos e duas medidas? Em circunstâncias  semelhantes, quanto tempo você pensa que levaria para que Obama fosse chamado  de traidor por defender um país que tentou frustrar nosso processo eleitoral democrático? Isso levaria segundos.

Quão surreal é perceber que o homem que logo se tornará presidente esteve por longo tempo comprometido com um rumor saturado de paranoia e propagado por teóricos conspiratórios, cuja busca pela verdade se interrompe no ponto em que fatos e ignorância deliberada colidem. 

Quão perfeitamente terrificante é isso. 

E agora? O que obviamente é uma conspiração de lideranças, hackers e espiões russos Trump tem repetidamente rejeitado como exemplo de [serviço de] inteligência desprezível. Por que ele faria isso? Será porque é tão supersensível a críticas que não pode tolerar que alguém pense que foi beneficiado pelo ataque cibernético? Ou será porque sabia do ataque antecipadamente e não quer ser descoberto? É assim que  começam as teorias de conspiração. E aí, novamente, algumas vezes uma conspiração é apenas uma conspiração -- e um idiota é apenas um idiota.

Consideremos o que sabemos: o que há de melhor da nossa inteligência indica que a Rússia está por trás da pirataria (hacking) contra o Comitê Nacional dos democratas. Trump, que por longo tempo tem expressado sua admiração pelo presidente russo Vladimir Putin (uma vez um agente da KGB, sempre um agente da KGB), tem suas dúvidas quanto a isso.

Obviamente, Trump quer manter a narrativa de que ganhou de maneira justa e segura. E, claramente, alegações sobre uma interferência russa perturbariam seu ego. Mas é disso que se trata? Ego e narrativa? 

Sigamos além: é mais fácil Trump aliar-se com o nosso mais ameaçador adversário geopolítico (crédito para Mitt Romney) [o ex-candidato Romney à presidência americana chamou o regime de Putin de "o inimigo geopolítico número um dos EUA"] do que ele dar ouvidos ao que de melhor temos. Além disso, Trump disse que não receberá resumos diários da inteligência e alegadamente planeja reduzir o número de nossas agências de segurança.

Por  favor digam, de que lado está esse homem? Quando foi a última vez que se teve que fazer esta pergunta com relação a um presidente eleito?

Na sexta-feira, 6 de janeiro, Trump se reuniu com espiões americanos reais e outras pessoas que tentaram explicar-lhe algumas coisas, deixando em aberto a pergunta: Trump pode  aprender algo? Com base no comunicado dele em seguida ao encontro, parece que não. 

Na quinta-feira, James R. Clapper Jr., o diretor nacional de inteligência, disse ao Comitê de Serviços Armados do Senado que a agência está "agora ainda mais determinada" e que Trump está prejudicando a inteligência americana (que não se confunda com a ausência dela, diga-se, Trump). Para completar esse estado de coisas, o ex-diretor da CIA James Woolsey saiu da equipe de transição de Trump na quinta-feira em protesto por estar sendo baipassado. 

Em suma, quando o presidente eleito persiste em ficar num estado de negação, juntando-se ao inimigo contra os melhores interesses do seu próprio país, se é forçado a considerar que o próprio Trump representa uma ameaça à segurança nacional. 

Na Rússia, chamariam isso simplesmente de traição.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Deputados continuam moleques e irresponsáveis

[É a velhíssima história: quem nasceu pra ser jerico jamais será um puro-sangue. Isso cai como uma luva para nossos deputados federais, um bando de gente rastaquera, de inteligência minúscula, malandragem gigantesca e uma tremenda atração para pilantragens e malfeitos. O projeto de lei por eles aprovado ontem, de ajuda aos estados sem qualquer exigência de contrapartida, ao contrário do que fora proposto pelo governo, é mais uma demonstração da molecagem que campeia na Câmara dos Deputados. Além de todos os defeitos citados, os deputados são chantagistas natos -- criam dificuldades para vender facilidades.]

Retirada de exigências dificulta solução da crise, dizem analistas

Marcello Corrêa -- O Globo, 21/12/2016


Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) - (Foto: Ailton de Freitas/Agência O Globo)


O projeto de lei aprovado ontem na Câmara dos Deputados deveria ajudar na solução da crise fiscal de estados mais endividados, como o Rio. Mas, da forma como foi costurado, torna a saída da crise mais complicada. A avaliação é de especialistas em contas públicas, que criticaram a retirada das contrapartidas que o governo federal exigia para oferecer o alívio da dívida. Eles destacam que as medidas de ajuste fiscal são necessárias e, ao serem retiradas do texto, apenas adiam reformas necessárias e dificultam a tarefa dos governadores — que terão de aprovar reformas em suas assembleias legislativas sem apoio de uma lei federal.

Para Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos, a decisão da Câmara mostra que os deputados não entenderam a extensão da gravidade da crise dos estados.
— É uma tremenda irresponsabilidade da Câmara. Os estados pressionarem para isso mostra uma incompreensão da gravidade e uma dificuldade de assumir o tamanho da crise. São governadores fracos, que pressionaram a Câmara para adiar o problema — afirma a economista.


SINAL DE FRAQUEZA DA FAZENDA

Ela destaca que os gastos com pessoal e Previdência estão entre os problemas por trás do desequilíbrio das finanças estaduais. As contrapartidas exigiam a elevação da contribuição previdenciária de servidores e a suspensão de reajustes salariais:

— O desequilíbrio das contas não é por causa da dívida pública. É por causa do déficit da Previdência, cujo passivo atuarial dos estados é 50% do PIB. São estados quebrados que não conseguem enfrentar a agenda dura. Isso que foi feito é a marcha da insensatez. É lamentável o episódio.

O economista José Roberto Afonso, pesquisador do Ibre/FGV e professor do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), compara a crise estadual a um incêndio. Para ele, o texto aprovado agrava a situação. Ele acredita que, por si só, a exigência das contrapartidas na lei federal não resolveria o problema, mas ajudaria os governadores a tocar os seus ajustes.
— A crise dos estados é como um incêndio em um arranha-céu, da federação brasileira. A decisão da Câmara foi o mesmo que optar por não emprestar as escadas para os bombeiros. Isso dificulta a situação, mas o fato também de ceder as escadas por si só não apagaria o incêndio — explica o economista. — As contrapartidas eram apenas uma escada para que os bombeiros locais combatessem as chamas. Sem ajuste fiscal, nenhum governo sai do incêndio.

Zeina, da XP, concorda:

— A negociação faz parte. O que não dá é um Congresso alheio à necessidade de fazer ajustes estruturais nos estados. Qual o incentivo que o governador vai ter para fazer?

Ela acrescenta ainda que o episódio representa uma derrota da equipe econômica no Congresso, algo que será percebido pelo mercado:

— Ao contrariar a orientação, enfraquece o Ministério da Fazenda. Como se não bastasse o sinal ruim aos mercados do episódio em si, tem ainda essa sinalização em relação à força do Ministério da Fazenda.
Ao contrário dos colegas, o economista Raul Velloso considera que as exigências do governo federal eram duras demais. Para ele, a aprovação do texto com as contrapartidas era inviável politicamente, porque tornaria a negociação rígida demais. Apesar disso, o especialista em contas públicas considera que a aprovação da lei não ajudará na negociação dos estados em calamidade, como o Rio, já que o Ministério da Fazenda continuará responsável pela última palavra para conceder o alívio de três anos do pagamento da dívida. A tendência é que a equipe econômica mantenha a posição de exigir um ajuste fiscal duro, negociando diretamente com os estados, diz Velloso:
— A negociação volta à estaca zero. Se olhar para trás, nada progrediu. A única coisa que o Rio levou foram aqueles R$ 2,9 bilhões das Olimpíadas. Nada mais. Hoje, vejo a negociação com o Ministério da Fazenda praticamente impossível. O projeto não ajuda, deixa de piorar.

O economista defende que a medida ideal para tirar os estados da crise seria algum mecanismo pelo qual a União pudesse auxiliar diretamente os estados endividados. Uma possibilidade seria a criação de fundos, pelos quais o governo federal pudesse injetar dinheiro nas contas estaduais, em troca de ativos. Isso daria um fôlego extra para negociar medidas de ajuste, destaca Velloso:

— Existe um erro sobre qual é a real capacidade dos governadores de aprovarem medidas indigestas nas suas comunidades sem que seja feito um trabalho muito cuidadoso de convencimento. O único instrumento que eles têm é o controle do caixa. Se eles têm o caixa, eles podem negociar com as partes afetadas o pagamento em dia dos seus compromissos. Qual é a moral que um governador tem de fazer uma medida de ajuste quando ele não consegue honrar seus compromissos?
Para o secretário de Fazenda do Rio Grande do Norte e coordenador do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), André Horta, a discussão sobre a escalada das despesas nos estados é secundária, frente às dificuldades de arrecadação, principalmente de estados que dependem do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

— Não acho que o gasto excessivo explica a história. É uma questão parcial. Respeito e acho legítimo o plano e o esforço do Ministério da Fazenda. O que estou falando é que esse é um problema reflexo. O subfinanciamento dos estados é algo fundamental. Se ele não for corrigido, podem ser colocadas as exigências mais rigorosas e não vão resolver — destaca o secretário.




quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

ACADEMIA DE MALFEITOS RENAN CALHEIROS (AMARENAN)

ACADEMIA DE MALFEITOS RENAN CALHEIROS (AMARENAN)

A única no país cuja eficiência é reconhecida, chancelada, avalizada e difundida pelo STF - Supremo Tribunal Federal. 

Com seus métodos didáticos e pedagógicos, na teoria e na prática, consagrados ontem (07/12/2016) em sessão histórica e "patriótica" do plenário da Suprema Corte do país, a AMARENAN tem cursos intensivos e profundos de subgraduação, graduação, mestrado, doutorado, pós-doutorado e hiper-pós-doutorado em:

  • peculato na vida pública
  • fatiamento da Constituição Federal
  • uso da mentira, da falácia, da hipocrisia, do cinismo e da imoralidade na vida parlamentar e na manutenção de poderes
  • cooptação do Judiciário e da Justiça na consecução de objetivos políticos e outros pessoais, de qualquer natureza -- destes objetivos, o mais caro à AMARENAN é o de destruir os ideais democráticos e éticos de  toda uma geração de brasileiros
  • desconstrução definitiva do mito fossilizado de que "o crime não compensa"
  • sobrevivência em ambientes fétidos e pestilentos de qualquer natureza
  • como permanecer com poderes constitucionais, presidir o Congresso Nacional e decidir sobre projetos bilionários mesmo sendo réu por peculato na mais alta corte do país
  • como persistente e reiteradamente praticar o mal e continuar o tal
  • como manobrar e controlar autoridades dos três poderes da República, ostensivamente ou nos bastidores
  • como transformar subterrâneos imundos e fétidos da política em veias abertas e públicas de sucesso  para chegar a um poder sem limites
  • saneamento de araque e de fachada de pocilgas políticas
  • a aplicação de conceitos mafiosos ostensivos para destruir juizecos e obter concessões de juizões.
A AMARENAN trabalha com o conceito de ementa aberta em todos os seus cursos, para garantir-lhes permanente modernidade e atualização. A Academia mantém um Departamento de Altos Estudos para análise permanente e captação de conhecimentos de instituições de renome internacional como a siciliana Cosa Nostra, a napolitana Camorra e a calabresa 'Ndrangeta. Para trabalhar com tranquilidade e sem interferências espúrias de qualquer nível, os professores e pesquisadores desse Departamento não têm seus nomes divulgados e são mantidos longe de qualquer contato humano trivial.

Com a direção segura, arrojada e desafiadora do senador Roman Calheiros, a AMARENAN é a garantia certa para fazer você vencer na vida, não importa como. Em caso de dúvida, é só consultar os seis ministros do STF (Cármen Lúcia, Celso de Mello, Teori Zavaski, Dias Toffoli, Luiz Fux e Ricardo Lewandowski) que ontem mantiveram o senador peculatário alagoano no comando do Senado e do Congresso Nacional e de decisões vitais que afetam as vidas de todos nós, incluindo esses juízes do sexteto desafinado do STF.


Ecce homo: Renan Calheiros, estrategista, financiador e alma impura da AMARENAN - (Foto: Google)

domingo, 4 de dezembro de 2016

G.R.E.S.UCLAVA (Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos Contra a Lava Jato) saúda e reverencia o povo de Marginália, apresenta seu enredo permanente e pede passagem

Fundada em março de 2014 por um grupo expressivo de políticos apreensivos, defensores ferrenhos do direito de ir e vir dentro dos meandros da política nacional para auferir benefícios materiais e imateriais, nos ambientes público e privado, sem a intromissão e a resistência abusivas, perniciosas e insuportáveis do Judiciário através do MP (Ministério Público) e das cortes de diversas instâncias do país, a G.R.E.S.UCLAVA - Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos Contra a Lava Jato já nasceu no Grupo A, grande, enorme, em feitos e arrecadações.

Partidários irredutíveis do conceito de que os feitos -- de preferência ou exclusivamente com o prefixo "mal" -- têm que ter obrigatoriamente as dimensionais continentais do país, seus membros para isso planejaram, esquematizaram, implementaram e sustentaram contra tudo e contra todos operações de magnitude e amplitude jamais vistas no Brasil e alhures, com nomes sugestivos e criativos como mensalão, petrolão, eletrolão, apoderação de grandes fundos de pensão estatais, e muito mais. Extremamente inovadores, em escala, no alcance e no modus faciendi.

Considerando a Operação Lava Jato a expressão escarrada e hiperbólica da abusiva e insuportável intolerância do Judiciário com direitos e necessidades considerados legítimos pelos veteranos e ingressantes da Escola, a UCLAVA transformou a destruição dessa Operação em sua meta e missão permanentes. (Fotos Google)

PRINCIPAIS DADOS E CARACTERÍSTICAS DA UCLAVA



Presidente honorário e Patrono vitalício




Luiz Inácio Lula da Silva - Idealizador, estrategista, implementador, consultor permanente e relações públicas da "Operação pela Destruição da Lava Jato", é também peça chave na obtenção de recursos financeiros e estruturais para a UCLAVA. Sua identidade e sua intimidade profundas com o petrolão, por ação e omissão, o consolidam como ator e agente de incomensurável valor para a Escola. 


Membro fundador



José Dirceu -- principal mentor do patrono da UCLAVA, é considerado o Richelieu das atividades políticas de Lula. Ultimamente, tem passado períodos sabáticos sucessivos  na prisão. 


Fundadora e Diretora de Desarmonia 



Dilma Rousseff -- invenção do patrono vitalício da UCLAVA, é recordista de sugestões de temas revolucionários para enredos da Escola tais como: duplicação de meta inexistente, apologia da mandioca, homenagem à mulher sapiens, estocar vento, e outras pérolas do gênero. Desafina até gargarejando.


Célula-mãe da UCLAVA e de suas figuras históricas



PT - Partido dos Trabalhadores, que tem como uma das principais tropas de frente de seu "exército" o MST - Movimento dos Sem Terra, comandado por João Pedro Stédile e protagonista de memoráveis demonstrações de baderna e vandalismo Brasil afora, financiadas com dinheiro público.


Célula-mãe siamesa da UCLAVA




PMDB - Partido do Movimento Democrático Brasileiro -- atua mais no Circuito Chanel da política brasileira. Seus líderes fazem proselitismo político e financeiro pessoais, com dinheiro público e privado, através de jantares antológicos em restaurantes internacionais 5 estrelas, aquisição de jóias caríssimas, criação e venda de vacas premiadas que valem milhões, uso escuso de dinheiro público, tráfico de influência e outros que tais. A fina flor dessa gente está aí nas fotos acima.


Partidos mecenas e mercenários formadores da UCLAVA


Todos os partidos que compõem o Congresso Nacional. O critério básico para admissão na UCLAVA foi o voto a favor da mutilação do projeto anticorrupção para proteger políticos que têm contas a pagar com a Justiça, na votação feita na Câmara dos Deputados na madrugada do dia 30 de novembro recente, enquanto o país traumatizado chorava a tragédia com o time da Chapecoense na Colômbia. Cada partido contribuiu com pelo menos um voto para fazer do projeto original um Frankenstein de proteção a malfeitores.


DIRETORIA EXECUTIVA DA UCLAVA

Os diretores apresentados abaixo se manterão em seus cargos enquanto estiverem em liberdade.

Presidente e carnavalesco



Renan Calheiros, presidente do Senado Federal e figura exponencial na articulação de manobras de toda natureza para torpedear a Lava Jato e o Judiciário em suas ações contra políticos. Profundo conhecedor e ativo agente do submundo político brasileiro, PhD em maquiavelismo, mutretas e pilantragens, exímio explorador do foro privilegiado, é denunciado no STF em 11 processos e a partir de 01 de dezembro corrente é réu por peculato na mesma Suprema Corte. É pelintra casca grossa e profundamente respeitado e admirado pela camarilha de baixa moral que reza pelo seu catecismo no Congresso Nacional e fora dele. Seus profundos e inquestionáveis conhecimentos de acrobacias, malabarismo e contorcionismo deixam prever momentos de glória para a UCLAVA na passarela.


Diretores Executivos




Eduardo Cunha - considerado sério rival de Renan Calheiros em currículo lato sensu e em capacidade maquiavélica de travar a política e o país, move-se como ninguém em areias movediças de pocilgas. Cumpre período sabático em prisão de Curitiba, sob a tutela do juiz Sergio Moro. É considerado um gênio para obter e gerir recursos financeiros de caixas 2 a 100.

Henrique Eduardo Alves - envolvido no petrolão e na mira da  Lava Jato, é considerado um quadro valioso da UCLAVA. Sua passagem pelo Ministério do Turismo o credencia ainda mais para participar da alta cúpula da UCLAVA.



Romero Jucá - chamado de "a raposa do Norte", aqui visto num gesto característico. É um dos políticos que mais "caem pra cima" neste país (Temer que o diga). Escorregadio e untuoso, é alvo de várias denúncias no STF por conta de atos ilícitos praticados na Funai e em outras instâncias, estes enquadrados nas operações Lava Jato e Zelotes. Tem altíssima cotação na UCLAVA.


Eliseu Padilha - outro peso pesadíssimo, aqui visto num gesto controverso: não se sabe se ele sinaliza 3% ou 30%, e de quê. Impressiona pela versatilidade e pela facilidade com que serviu e serve a distintos senhores de distintos credos e correntes, o que inclui um espectro que já varreu de FHC a Temer. Sua passagem pelo Ministério da Aeronáutica dá esperanças à UCLAVA de sonhar com voos ainda mais ousados.



Geddel Vieira Lima - também conhecido por "suíno", comanda a tropa de choque da UCLAVA. É responsável pela inovação de incluir um rolo compressor na Comissão de Frente da UCLAVA.



Rodrigo Maia - um dos dois diretores da Escola que não pertencem ao PT, nem ao PMDB, é valorizado porque topa tudo e está vendendo a alma ao diabo para se reeleger como presidente da Câmara, cargo que hoje ocupa em mandato tampão (ou tampax, como dizem alguns).  Sua condução de favorecimento explícito e irrestrito à deformação das medidas anticorrupção lhe rendeu o reconhecimento e o carinho da cúpula da UCLAVA.



Antonio Palocci - profundamente admirado e respeitado na UCLAVA, é o estrategista financeiro da Escola, atuando estreitamente com Lula, o patrono vitalício da agremiação.



Wewerton Rocha - de baixa estatura física, cívica, intelectual, moral e mental, o líder do PDT na Câmara foi recebido de braços escancarados na diretoria executiva porque, além e apesar de investigado por corrupção (o que é levado em altíssima conta na UCLAVA), foi o autor da emenda que desfigurou "10 medidas" do pacote anticorrupção.



Departamento Jurídico da UCLAVA

O DJ da Escola conta com nomes de grande projeção, porém de conteúdo e comportamento éticos e técnicos altamente questionáveis.


Gilmar Mendes


Ricardo Lewandowski


Dias Toffoli



Os "formiguinhas", assessores especiais da cúpula da UCLAVA

O diminutivo significa carinho e não menosprezo a pessoas admiradas na Escola, como: Delúbio Soares, João Vaccari Neto (e demais tesoureiros do PT pré e pós 2003), os senadores Valdir Raupp, Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias, Vanessa Grazziotin, Humberto Costa. O senador Aécio Neves participa com destaque do discreto e reservadíssimo grupo dos "amigos ocultos" da UCLAVA, onde, a pedido seu, não é citado nominalmente e  sim como "Camaleão".


Instalações físicas da UCLAVA

Graças à generosidade de Lula, seu patrono vitalício, a Escola conta com instalações de alto nível, como o Instituto Lula, um tríplex em Guarujá e um sítio em Atibaia, todas no estado de São Paulo. No sítio, são feitos os ensaios e exercícios -- que a UCLAVA prefere chamar de "manobras" -- de evolução da Escola. 


ESTRUTURA CARNAVALESCA PROPRIAMENTE DITA DA UCLAVA

Alas permanentes


  • Ala das tornozeleiras eletrônicas
  • Ala das baianas -- Por questões de puro e ridículo machismo, Geddel ( o suíno) reluta em liderar essa ala  importante e tradicional, apesar de ter rodado a baiana inúmeras vezes. Por problemas de direitos autorais e patentes, a UCLAVA teve que desistir de usar para Geddel, quando no comando desta ala, uma fantasia da Porca Peppa (Peppa Pig).

Principais adereços de mão

Gazuas, alicates corta-cercas e corta-cadeados, fones de ouvido, representações gráficas de bots, cofres bancários suíços, bandeiras de piratas, bandeirolas com o retrato de Don Corleone, o Poderoso Chefão, etc.

Bateria

Conta inicialmente com 313 componentes, todos deputados federais, selecionados todos eles na emblemática votação na calada da madrugada de 30 de novembro que desfigurou completamente o pacote anticorrupção. Inovadora como toda a Escola, esta ala fundamental da UCLAVA conta com o maior de surdos (à opinião pública) e de caixas 2 de qualquer bateria da história carnavalesca brasileira.


Slogan da UCLAVA


"Non ducor, duco" : "Não sou conduzido, conduzo", roubado -- claro! -- da bandeira do Estado de São Paulo, terra onde Lula, o patrono vitalício da Escola, fez crescer enormemente seus patrimônios político e material.


Estandarte da UCLAVA


Além do slogan acima, o estandarte da Escola terá necessariamente uma imagem que expresse clara, inequívoca e objetivamente o repúdio da UCLAVA à atuação da Justiça. Já há negociações com o chargista Jarbas para que o desenho abaixo seja adquirido pela agremiação e sirva de base para a ilustração de seu estandarte:



Há uma outra corrente que defende o uso de uma imagem mais forte, como uma das usadas no culto vodu representada abaixo -- no estandarte, o boneco espetado seria a figura vendada da Justiça. Pode ser que prevaleça uma combinação das duas ideias.




sábado, 3 de dezembro de 2016

Mensagem de Dilma Rousseff a Cuba e à família de Fidel Castro pelo falecimento deste

Dilma Rousseff reagiu pronta e consternadamente à morte de Fidel, e mandou ao país e à família do cubano a seguinte mensagem :


Ele morreu; mas morreu porque viveu e só morreu quando chegou ao fim; mas não morre só ele, morre todo mundo que deixou a vida também. Porque se ele morrer, não vai viver, nem morrer, ninguém vai morrer nem viver, vai morrer todo mundo.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

AMORAL, AÉTICO, OPORTUNISTA, PELINTRA E CAPADÓCIO, RENAN CALHEIROS TENTA VOTAR NA MARRA O PROJETO ANTICORRUPÇÃO DESFIGURADO ONTEM NA CÂMARA DOS DEPUTADOS E RECEBE O REPÚDIO DO PLENÁRIO DO SENADO

[Renan Calheiros se considera o Zeus do Olimpo tupiniquim, coloca sempre e prioritariamente seus interesses pessoais em prevalência contra os interesses do país e fica "irritado" quando contrariado em sua manobras de autodefesa contra a cada vez mais iminente ameaça de punição da Justiça por conta de seu respeitável acervo de desvios e malfeitos. Está nervoso, porque hoje poderá tornar-se réu formal em um dos 12 processos que contra ele tramitam naquela corte. 

Essa figura absolutamente abjeta comanda a chamada Câmara Alta do Congresso Nacional, tem inequívoca e absurda influência sobre o presidente Michel Temer e exerce seu cargo ao sabor de seu fígado -- e seu cérebro não perde tempo com moralidades e decências. Anteontem, num raro gesto de autenticidade e de confissão pública, Renan disse que o sistema político brasileiro está "falido e fedido". Disse-o de cadeira: ninguém mais do que ele tem contribuído para a falência e a fedentina desse sistema.

O que estiver entre colchetes e em itálico no texto abaixo é de minha responsabilidade.]

Senadores rejeitam urgência para votar para votar pacote anticorrupção

O Globo, 30/11/2016

Requerimento provoca forte protesto entre parlamentares contrários às modificações feitas em texto pela Câmara



                   O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) - (Foto: Roque de Sá/Agência                                                                                                                           Senado)


BRASÍLIA - Por 44 votos a 14, o plenário do Senado rejeitou pedido de urgência para votação do pacote anticorrupção na Casa. O requerimento assinado por líderes das bancadas do PMDB, PSD e PTC foi anunciado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que chegou a colocá-lo em discussão antes de o documento ser inserido no sistema da Casa.

Durante as discussões, se colocaram contra a votação as bancadas do PSDB, DEM, PDT e PPS. Os demais partidos não se posicionaram publicamente. 

Em meio às reações acaloradas, Renan orientou para que dois senadores fossem à tribuna para falar contra o requerimento e dois para falar a favor. Apenas aqueles que foram contra se pronunciaram. Nenhum senador a favor subiu à tribuna.

Com a palavra, o líder do governo, Aloysio Nunes (PSDB-SP), ressaltou a necessidade de ter mais tempo para discutir a polêmica proposta aprovada horas antes pelos deputados. “Sou contra essa matéria. “Ela foi aprovada na madrugada de ontem (desta quarta-feira) e a maioria dos senadores não a conhece. Não nos coloquem na contra mão da opinão pública. Não quero que essa matéria chegue na mesa do presidente Temer para vetar ou apoiar”, afirmou.

O líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), também criticou a tentativa de se votar o requerimento que tiraria a possibilidade de o tema ser discutido pelos senadores nas comissões temáticas. “Pelo que consta, não houve oportunidade sequer de chegar a mim esse requerimento e, como líder do Democratas, formulo a questão à Mesa para poder esclarecer o fato, já que toda matéria que vem da Câmara dos Deputados deve ser encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça”, afirmou o líder.

Bastidores. Segundo interlocutores, o presidente do Senado decidiu colocar o projeto das 10 medidas anticorrupção com urgência na ordem do dia porque ficou "irritado" com as ameaças dos coordenadores da Lava Jato. A articulação foi feita nesta no gabinete de Renan. Entre os participantes do encontro estavam o líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE), o líder do PSDB, Aécio Neves (MG) e o senador Roberto Requião (PMDB-PR), que deve ser designado como relator da proposta no plenário. Requião também é o relator do projeto que atualiza a lei de abuso de autoridade, amplamente defendido por Renan.

O líder do governo, senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), também teria participado da reunião, mas saiu muito irritado ao saber do acordo que estava sendo costurado. Ele teria afirmado que não concordava com a decisão. Mais cedo, disse em plenário que não permitirá que a proposta seja aprovada no Senado e que vai "se bater contra isso".

A assessoria de imprensa de Aécio Neves nega que ele tenha se encontrado com Renan hoje. [Esse líder do PSDB, Aécio Neves, de tucano quer virar camaleão -- volta e meia diz que não esteve onde um monte de gente o viu estar. Um camaleão mentiroso?]


 

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O baixíssimo padrão ético e moral dos políticos que governam o país

Ver postagem anterior: "Caso Geddel, a lápide que faltava para o governo Temer".

Se alguém tinha ainda um restinho de esperança quanto ao padrão ético e moral do governo Michel Temer já se danou, principalmente depois do caso Geddel. O comportamento do presidente da República nesse episódio foi absolutamente indecente, absurdo, canhestro e inaceitável.

Temer foi péssimo na escolha de seu ministério. Passamos do domínio do PT (dos escândalos em "ão": mensalão, petrolão, eletrolão, fundos de pensão e de um bando enorme de pilantraços) para o domínio do PMDB, cúmplice dos mesmíssimos escândalos e composto também de um time de outros pilantraços, onde despontam figuras rasteiras como Eliseu Padilha, Moreira Franco, o defenestrado Geddel Lima, Romero Jucá e Renan Calheiros, astro de primeira grandeza nesse sistema planetário indecente, comandando nos bastidores o marionete Michel Temer. E na espreita para assumir o poder está o PSDB de Aécio, Alkmin e Serra, nenhum deles flor que se cheire. Na fila para a disputa da eleição presidencial de 2018 temos ainda energúmenos infectos como Ciro Gomes e Bolsonaro. Ou seja, nosso presente e nosso futuro políticos são completamente negros.

Por não saber escolher, por malformação, por paúra, por ser refém de péssimos companheiros, amigos e parceiros, seja qual for o motivo, Temer já perdeu seis ministros em seis meses de governo, mas faz questão absoluta de manter em sua equipe de confiança figuras menores e profundamente contaminadas como Eliseu Padilha e Moreira Franco. Mostrando sentir-se bem na pocilga e na companhia de indigentes éticos, Temer nomeou Romero Jucá para seu líder no Senado, mesmo depois de vê-lo obrigado a renunciar ao cargo de seu ministro por acusações e gravações graves relacionadas à Operação Lava-Jato. Além de frouxo, néscio e permissivo, Temer deu uma bofetada na cara dos brasileiros também nesse episódio.

Na sua estrutura de apoio direto, Temer foi obrigado a passar de um quadrilátero (Padilha, Geddel, Jucá e Moreira) para um tripé (Padilha, Geddel, Moreira) e agora tem um sistema bípede (Padilha, Moreira) capenga, com artrose e outras complicações genéticas decorrentes de inequívoca incompatibilidade com qualquer coisa que tenha um mínimo de ética e decência.

A escolha de Geddel já foi um espanto, porque o "suíno" é literalmente um boçal, um troglodita, uma toupeira. Mesmo assim, Temer resolveu acolhê-lo em seu círculo mais íntimo no Planalto e se tornou seu refém (ou se prontificou a sê-lo). Para evitar umas tais "dificuldades operacionais"-- que só podem existir para quem é fraco e sem comando -- resolveu prestigiar Geddel num pleito absolutamente indecente e absurdo de prevalência de um interesse patrimonial pessoal sobre um patrimônio histórico público, e quis constranger seu ministro da Cultura, Calero, que "ousara" contrariar seu dileto amigo e tutor Geddel. Deu-se mal, Calero deu-lhe uma rasteira, Temer teve que aceitar e promover a saída de Geddel e está agora com uma batata quentíssima, que lhe queima as mãos e a alma.

Na condução do entrevero Geddel x Calero, Temer mostrou-se integralmente um anão sob qualquer ponto de vista. Foi frouxo, cúmplice e mau-caráter. Quis "minimizar" o problema, como se isso fosse crível e possível, e fez a Calero a proposta indecente de enviar o problema à AGU (Advocacia-Geral da União), que certamente encontraria uma "solução" para o caso. Como, pelo menos juridicamente, Temer não é burro, ele sabe perfeitamente que a AGU existe, entre outras coisas, para mediar conflitos envolvendo apenas e exclusivamente interesses do Estado e não conflitos entre um ministro proprietário de um apartamento de um prédio e um órgão do governo que zela constitucionalmente pelo patrimônio histórico e artístico nacional que vetara o gabarito de altura e de número de apartamentos do tal prédio de interesse pessoal do tal ministro. Uma mutreta malcheirosa, pretendida por Temer.

Na outra ponta do cenário, temos um Renan Calheiros, denunciado em 12 processos no STF e que pode tornar-se pela primeira vez réu declarado por esse tribunal a partir de 1 de dezembro vindouro, arvorand0-se de protetor dos "fracos e oprimidos" pelo judiciário (inclusive e principalmente ele), que desengaveta um projeto de lei contra "abuso de autoridade" que dormitava no Senado desde 2009. Para proteger a própria pele e a de seus acólitos, Renan move céus e terra para aprovar o projeto de lei que lhes dará blindagem contra a Lava-Jato e quaisquer outras investigações. Como parceiro ativo e importante nessa manobra escusa, Renan conta com a figura mais do que abjeta de Romero Jucá, ele também pendurado com vários processos no STF.

Eis aí um fraco e pálido retrato do bando de políticos rastaqueras, aéticos e amorais que controla o país.