Um tribunal alemão encerrou na sexta-feira, 2, dois processos que Apple e Samsung Electronics apresentaram uma contra a outra, como parte de sua
batalha mundial pelo domínio no mercado de celulares inteligentes e tablets.
A decisão de um tribunal regional de Mannheim envolvia alegações da
Apple de que a Samsung havia violado sua tecnologia de deslizamento na
tela para travar e destravar o aparelho, bem como alegações da Samsung
de que a Apple teria violado uma das três patentes que constam de sua
queixa. Os dois processos eram parte da onda de disputa de patentes que está
tomando os tribunais da Alemanha e de outros países do mundo, como
resultado da disputa entre os fabricantes de celulares inteligentes e
tablets por um mercado que vale bilhões de dólares.
O tribunal em Mannheim já tinha decidido contra a Samsung com relação às
duas outras patentes que constavam de sua queixa, em janeiro, e restam
processos relativos a quatro outras patentes da Samsung e a diversas
patentes da Apple ainda pendentes de julgamento. O tribunal deve anunciar até 16 de março sua decisão sobre outro
processo da Apple contra a Samsung por uso supostamente indevido da
tecnologia de deslizamento para destravar aparelhos.
A Samsung anunciou em comunicado na sexta-feira que recebia
positivamente a decisão do tribunal quanto a descartar as alegações da
Apple, o que segundo a empresa confirma sua posição de que a linha
Galaxy é distinta e não viola a propriedade intelectual da Apple. A Apple não comentou de imediato.
O primeiro processo da Apple contra a Samsung surgiu em abril de 2011,
com a alegação de que a fabricante da linha Galaxy de tablets e
celulares inteligentes havia copiado “descaradamente” os modelos iPhone e
iPad, da Apple. A Samsung também se declarou decepcionada por o tribunal ter encerrado
seu processo contra a Apple, que envolvia patentes essenciais ao uso de
telefonia 3G/UMTS, e anunciou que recorreria da decisão junto ao
tribunal regional de segunda instância, em Karlsruhe.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Aparecem indícios do iOS 6 na web
Apareceram indícios nesta sexta-feira, 2, de que a Apple pode estar testando a próxima versão de seu sistema operacional para dispositivos móveis como o iPhone e o iPad, o iOS 6.
O site Ars Technica disparou o alarme ao reportar visitar de usuários cujos browsers estavam em máquinas que apareciam como rodando iOS 6. O Ars Technica registrou também o acesso de aparelhos com telas com resolução de 2.048 X 1.538, o número de pixels que se acredita que o iPad 3 vá ter.
Depois foi a vez do site Mashable checar os seus registros e também achar visitas de máquinas supostamente com iOS 6. Checanndo alguns dos IPs, o site verificou que esses computaodres vinham da sede da Apple, em Cupertino, Califórnia. Ou seja, podemos muito bem estar diante de empregados da empresa testando o novo sistema e suas funções, como, por exemplo, navegar na web.
A Apple anunciou um evento dia 7 de março (sem maiores detalhes) onde acredita-se que ela vá lançar a versão 3 do seu iPad (o convite diz “Temos algo que você precisa muito ver. E tocar”). Talvez seja muito cedo para o iOS 6 aparecer junto. Mas os sinais indicam que ele está a caminho.
O site Ars Technica disparou o alarme ao reportar visitar de usuários cujos browsers estavam em máquinas que apareciam como rodando iOS 6. O Ars Technica registrou também o acesso de aparelhos com telas com resolução de 2.048 X 1.538, o número de pixels que se acredita que o iPad 3 vá ter.
Depois foi a vez do site Mashable checar os seus registros e também achar visitas de máquinas supostamente com iOS 6. Checanndo alguns dos IPs, o site verificou que esses computaodres vinham da sede da Apple, em Cupertino, Califórnia. Ou seja, podemos muito bem estar diante de empregados da empresa testando o novo sistema e suas funções, como, por exemplo, navegar na web.
A Apple anunciou um evento dia 7 de março (sem maiores detalhes) onde acredita-se que ela vá lançar a versão 3 do seu iPad (o convite diz “Temos algo que você precisa muito ver. E tocar”). Talvez seja muito cedo para o iOS 6 aparecer junto. Mas os sinais indicam que ele está a caminho.
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Google já está dentro da lei de privacidade da UE, diz Schmidt
Eric Schmidt, do Google, disse que a empresa já cumpre com as leis europeias de privacidade.
Segundo ele, é perfeitamente possível usar os serviços do buscador sem
compartilhar suas informações com o gigante da internet. -- [Ver postagem anterior sobre esse assunto.]
“O que fizemos em relação à nossa política de privacidade é nos assegurarmos de que as pessoas saibam o que estamos fazendo”, expicou o executivo em entrevista a uma rádio espanhola. As declarações foram dadas um dia depois que o Google colocou em funcionamento sua nova política de privacidade, apesar de advertências da União Europeia de que ela não seria compatível com a legislação do bloco. “Acredito que as pessoas da UE com quem falamos entenderam o que estamos fazendo. Cumprimos a lei europeia desde o começo”, assegurou Schmidt.
Schmidt disse também que o roubo de propriedade intelectual “é um problema” e defendeu obstáculos contra o enriquecimento de quem o faz. Mas disse que iniciativas como a lei espanhola Sinde ou a proposta americana Sopa não são o caminho. “Simplesmente proibir coisas, como querem muitas indústrias, seria violação da liberdade de expressão”. “A chave é seguir o rastro do dinheiro”, continuou. Para ele, leis como a Sopa são excessivas ao permitir que governos “apaguem conteúdos e praticamente qualquer coisa ligada à internet”. Schmidt discursou essa semana na Mobile World Congress, em Barcelona, onde falou da “revolução dos smartphones”.
“O que fizemos em relação à nossa política de privacidade é nos assegurarmos de que as pessoas saibam o que estamos fazendo”, expicou o executivo em entrevista a uma rádio espanhola. As declarações foram dadas um dia depois que o Google colocou em funcionamento sua nova política de privacidade, apesar de advertências da União Europeia de que ela não seria compatível com a legislação do bloco. “Acredito que as pessoas da UE com quem falamos entenderam o que estamos fazendo. Cumprimos a lei europeia desde o começo”, assegurou Schmidt.
Schmidt disse também que o roubo de propriedade intelectual “é um problema” e defendeu obstáculos contra o enriquecimento de quem o faz. Mas disse que iniciativas como a lei espanhola Sinde ou a proposta americana Sopa não são o caminho. “Simplesmente proibir coisas, como querem muitas indústrias, seria violação da liberdade de expressão”. “A chave é seguir o rastro do dinheiro”, continuou. Para ele, leis como a Sopa são excessivas ao permitir que governos “apaguem conteúdos e praticamente qualquer coisa ligada à internet”. Schmidt discursou essa semana na Mobile World Congress, em Barcelona, onde falou da “revolução dos smartphones”.
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NASA garante que roubo de laptop com códigos da ISS não afeta operações
A reportagem abaixo desmistifica a ideia que se tem do nível de segurança da Nasa em relação aos seus sistemas de informática, em termos de hardware e software.
A Nasa, agência espacial americana, afirmou nesta sexta-feira, 2, que, apesar do roubo de um laptop com códigos de controle da Estação Espacial Internacional (ISS), as operações do posto orbital não correm perigo.
O inspetor geral da Nasa, Paul Martin, tinha informado nesta semana, em discurso ao Congresso americano, sobre a perda ou roubo, entre 2009 e 2011, de pelo menos 48 aparelhos portáteis - telefones celulares e computadores - que continham informações delicadas. Em 2011, o sumiço de um computador resultou na perda de algoritmos usados para o comando e controle da Estação Espacial Internacional, explicou Martin.
No entanto, em comunicado divulgado nesta sexta-feira, a porta-voz da Nasa, Lauren Worley, indica que a agência "leva muito a sério o assunto de segurança de sua tecnologia informática, e em nenhum momento as operações da ISS estiveram ameaçadas por uma intromissão nos dados". "A Nasa obteve progressos significativos na proteção dos sistemas de tecnologia informática da agência e busca agora aplicar as recomendações feitas pelo inspetor geral nesta área", acrescenta.
Alguns dos roubos sofridos nesse período resultaram na perda de informações delicadas que incluem "propriedade intelectual de terceiras partes, submetida a controle de exportações e informações pessoais identificáveis". Além disso, segundo Martin, os computadores desaparecidos continham números do sistema de previdência social e dados sobre os programas Constellation e Orion da Nasa.
Além disso, segundo Martin, os computadores desaparecidos continham números do sistema de previdência social e dados sobre os programas Constellation e Orion da Nasa. O número real de aparelhos roubados pode ser ainda mais alto porque a agência depende que seus funcionários informem sobre os desaparecimentos.
Durante 2011, segundo Martin, a Nasa foi alvo de pelo menos 47 ameaças avançadas persistentes em seus sistemas informáticos. Em 13 desses casos, os hackers conseguiram entrar nos computadores da agência. Em 2010 e 2011, foram registrados 5.408 incidentes relacionados à segurança cibernética, responsáveis por invasões não autorizadas e pela instalação de programas destrutivos nos sistemas da agência. Esses ataques custaram à Nasa cerca de US$ 7 milhões.
Os incidentes incluem tanto invasões de indivíduos que só buscam provar sua habilidade de burlar os códigos de segurança da agência como atividades criminosas na busca de dinheiro e as intervenções patrocinadas pelos serviços de espionagem de outros países. Em um dos casos, hackers vinculados com endereços eletrônicos na China conseguiram acessar sistemas informáticos e contas delicadas no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa e "tiveram o controle completo dessas redes". Entre outras coisas, esse nível de acesso poderia ter permitido aos invasores modificar, copiar ou apagar arquivos delicados.
A Nasa, agência espacial americana, afirmou nesta sexta-feira, 2, que, apesar do roubo de um laptop com códigos de controle da Estação Espacial Internacional (ISS), as operações do posto orbital não correm perigo.
O inspetor geral da Nasa, Paul Martin, tinha informado nesta semana, em discurso ao Congresso americano, sobre a perda ou roubo, entre 2009 e 2011, de pelo menos 48 aparelhos portáteis - telefones celulares e computadores - que continham informações delicadas. Em 2011, o sumiço de um computador resultou na perda de algoritmos usados para o comando e controle da Estação Espacial Internacional, explicou Martin.
No entanto, em comunicado divulgado nesta sexta-feira, a porta-voz da Nasa, Lauren Worley, indica que a agência "leva muito a sério o assunto de segurança de sua tecnologia informática, e em nenhum momento as operações da ISS estiveram ameaçadas por uma intromissão nos dados". "A Nasa obteve progressos significativos na proteção dos sistemas de tecnologia informática da agência e busca agora aplicar as recomendações feitas pelo inspetor geral nesta área", acrescenta.
Alguns dos roubos sofridos nesse período resultaram na perda de informações delicadas que incluem "propriedade intelectual de terceiras partes, submetida a controle de exportações e informações pessoais identificáveis". Além disso, segundo Martin, os computadores desaparecidos continham números do sistema de previdência social e dados sobre os programas Constellation e Orion da Nasa.
Além disso, segundo Martin, os computadores desaparecidos continham números do sistema de previdência social e dados sobre os programas Constellation e Orion da Nasa. O número real de aparelhos roubados pode ser ainda mais alto porque a agência depende que seus funcionários informem sobre os desaparecimentos.
Durante 2011, segundo Martin, a Nasa foi alvo de pelo menos 47 ameaças avançadas persistentes em seus sistemas informáticos. Em 13 desses casos, os hackers conseguiram entrar nos computadores da agência. Em 2010 e 2011, foram registrados 5.408 incidentes relacionados à segurança cibernética, responsáveis por invasões não autorizadas e pela instalação de programas destrutivos nos sistemas da agência. Esses ataques custaram à Nasa cerca de US$ 7 milhões.
Os incidentes incluem tanto invasões de indivíduos que só buscam provar sua habilidade de burlar os códigos de segurança da agência como atividades criminosas na busca de dinheiro e as intervenções patrocinadas pelos serviços de espionagem de outros países. Em um dos casos, hackers vinculados com endereços eletrônicos na China conseguiram acessar sistemas informáticos e contas delicadas no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa e "tiveram o controle completo dessas redes". Entre outras coisas, esse nível de acesso poderia ter permitido aos invasores modificar, copiar ou apagar arquivos delicados.
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Parafraseando Fidel Castro, chanceler espanhol diz "não recuamos em relação a Gibraltar nem para tomar impulso"
Não é apenas com a Argentina que o Reino Unido tem problemas de disputa de território e soberania. Com a Espanha a desavença relaciona-se com o território de Gilbratar, que pertence à Grã-Bretanha desde 1713 -- em dois referendos, um em 1967 e outro em 2002, os gibraltarinos recusaram transferir-se para a soberania da Espanha. A reportagem traduzida abaixo foi publicada pelo jornal espanhol El Mundo no dia 23 de fevereiro passado.
O ministro espanhol de Assuntos Externos, José Manuel García-Margallo, confia em que na próxima Assembeia-Geral a ONU discuta os conflitos de Gibraltar e das Ilhas Malvinas, e expresse seu apoio a uma negociação. Ao final da conferência sobre a Somália em Londres, García-Margallo disse em entrevista à imprensa que, diante da reivindicação que tanto a Espanha como a Argentina reiteraram sobre esses territórios, o razoável é que a ONU fale de ambos os conflitos em sua próxima assembleia-geral e volte a repetir que "temos que negociar".
Durante a conferência da Somália, o chanceler espanhol teve um encontro bilateral com seu colega britânico William Hague no dia 23/02, ao qual transmitiu a postura do novo governo espanhol favorável à retomada de um "diálogo construtivo" sobre Gibraltar. A postura oficial espanhola é "não recuar, como diria o comandante Castro, nem para tomar impulso", assinalou o chanceler na entrevista à imprensa, admitindo que Hague só lhe disse que "conversaremos" sobre Gibraltar.
O governo britânico rechaça por completo uma negociação sobre o "Peñon" (penhasco), a menos que assim o queiram os gibraltarinos, como disse no dia 21/02 o primeiro-ministro britânico David Cameron ao presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, após uma reunião de ambos em Londres.
O chanceler espanhol postulou retomar o chamado Processo de Bruxelas, pelo qual a Espanha e o Reino Unido se comprometeram em 1984 a negociar o domínio da colônia, e informou que a Espanha comunicará por escrito ao Reino Unido seu repúdio a que os gilbratarinos tenham direito de veto sobre um eventual início de negociações. [Considerando as situações e as decisões dos habitantes das Malvinas/Faklands e de Gilbratar, fico curioso em saber como fica o conceito de "autodeterminação dos povos" nesses dois casos, quer pelas partes envolvidas quer pela ONU.]
Essa posição do chanceler espanhol será em resposta a uma carta enviada há três anos pelo ministro britânico Jack Straw e nunca respondida por seu antecessor, Miguel Ángel Moratinos. O ministro espanhol assinalou que amanhã mesmo [dia 24/02] responderá por escrito que "essa posição é contrária a Bruxelas e à doutrina das Nações Unidas", para evitar que "se crie jurisprudência" em direito internacional.
Segundo García-Margallo, além disso, o urgente neste momento é "desobstruir" o Fórum de Coopertação, para convertê-lo em um diálogo de quatro partes -- governos britânico e espanhol, Gibraltar e Campo de Gilbraltar (sul de Espanha) -- e dedicá-lo a questões administrativas, mas nunca a temas de soberania ou jurisdição.
O ministro espanhol de Assuntos Externos, José Manuel García-Margallo, confia em que na próxima Assembeia-Geral a ONU discuta os conflitos de Gibraltar e das Ilhas Malvinas, e expresse seu apoio a uma negociação. Ao final da conferência sobre a Somália em Londres, García-Margallo disse em entrevista à imprensa que, diante da reivindicação que tanto a Espanha como a Argentina reiteraram sobre esses territórios, o razoável é que a ONU fale de ambos os conflitos em sua próxima assembleia-geral e volte a repetir que "temos que negociar".
Durante a conferência da Somália, o chanceler espanhol teve um encontro bilateral com seu colega britânico William Hague no dia 23/02, ao qual transmitiu a postura do novo governo espanhol favorável à retomada de um "diálogo construtivo" sobre Gibraltar. A postura oficial espanhola é "não recuar, como diria o comandante Castro, nem para tomar impulso", assinalou o chanceler na entrevista à imprensa, admitindo que Hague só lhe disse que "conversaremos" sobre Gibraltar.
O governo britânico rechaça por completo uma negociação sobre o "Peñon" (penhasco), a menos que assim o queiram os gibraltarinos, como disse no dia 21/02 o primeiro-ministro britânico David Cameron ao presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, após uma reunião de ambos em Londres.
O chanceler espanhol postulou retomar o chamado Processo de Bruxelas, pelo qual a Espanha e o Reino Unido se comprometeram em 1984 a negociar o domínio da colônia, e informou que a Espanha comunicará por escrito ao Reino Unido seu repúdio a que os gilbratarinos tenham direito de veto sobre um eventual início de negociações. [Considerando as situações e as decisões dos habitantes das Malvinas/Faklands e de Gilbratar, fico curioso em saber como fica o conceito de "autodeterminação dos povos" nesses dois casos, quer pelas partes envolvidas quer pela ONU.]
Essa posição do chanceler espanhol será em resposta a uma carta enviada há três anos pelo ministro britânico Jack Straw e nunca respondida por seu antecessor, Miguel Ángel Moratinos. O ministro espanhol assinalou que amanhã mesmo [dia 24/02] responderá por escrito que "essa posição é contrária a Bruxelas e à doutrina das Nações Unidas", para evitar que "se crie jurisprudência" em direito internacional.
Segundo García-Margallo, além disso, o urgente neste momento é "desobstruir" o Fórum de Coopertação, para convertê-lo em um diálogo de quatro partes -- governos britânico e espanhol, Gibraltar e Campo de Gilbraltar (sul de Espanha) -- e dedicá-lo a questões administrativas, mas nunca a temas de soberania ou jurisdição.
O chanceler espanhol García-Mallargo na comissão de Assuntos Externos do Congresso -- (Foto: Juan Carlos Hidalgo/Efe).
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quinta-feira, 1 de março de 2012
Pelas Malvinas, Argentina abre "guerra comercial" com o Reino Unido
Em meio à reivindicação para que sejam abertas negociações sobre a
soberania das Ilhas Malvinas, a Argentina anunciou uma medida que visa dificultar a compra de produtos britânicos, abrindo caminho para uma guerra comercial com o Reino Unido.
Na noite da terça-feira, o governo argentino pediu aos empresários do país que não importem produtos do Reino Unido, substituindo os itens britânicos por similares de outras procedências, de acordo com a mídia argentina. Por telefone, a ministra de Indústria da Argentina, Débora Giorgi, teria feito o pedido a executivos e empresários das 20 principais empresas nacionais e multinacionais instaladas no país que importam produtos do Reino Unido.
Entre os itens que seriam afetados pela medida, estão produtos usados no setor agropecuário, como tratores e inseticidas especiais. "É fundamental que a Argentina decida quem são seus sócios comerciais e estratégicos, e, neste sentido, o governo também quer transmitir um sinal para os que ainda usam o colonialismo como forma de aceder aos recursos naturais", afirmaram assessores do ministério, de acordo com os jornais Clarín e El Cronista.
"Colonialismo"
A palavra “colonialismo” tem sido repetida nos discursos da presidente Cristina Kirchner quando se refere ao Reino Unido e à questão das Malvinas (Falklands, para os britânicos). Neste ano, que marca os 30 anos da guerra entre os dois países em torno da soberania das ilhas, as autoridades argentinas têm intensificado suas criticas aos britânicos. [É bom lembrar que o Reino Unido enfrenta com a Espanha, em relação a Gibraltar, o mesmíssimo problema diplomático que tem com a Argentina.]
A guerra começou em 2 de abril de 1982, com a chegada de tropas argentinas no arquipélago do Atlântico Sul. No entanto, esta é a primeira vez que a disputa é levada ao terreno comercial.
Para o economista Marcelo Elizondo, ex-presidente da Fundação Exportar, ligada ao governo, "não é fácil" substituir as importações britânicas. "Não é fácil substituir estas importações porque elas são de alta qualidade, e não se encontram em qualquer lugar. E este tipo de medida contra um mercado costuma gerar retaliações", afirmou o economista, que trabalha na consultoria DNI (Desenvolvimento de Negócios Internacionais). Ele afirma que, na lista de empresas instaladas na Argentina que exportam para o mercado britânico, estão multinacionais como Cargill e Aceitera General Deheza, além de vinícolas nacionais como Norton e Santiago Grafigna.
A escalada de tensões diplomáticas entre Argentina e Grã-Bretanha passou para o setor comercial depois que dois cruzeiros, que tinham saído das Malvinas, foram impedidos de ancorar na Província da Terra do Fogo, no extremo sul do território argentino. A decisão gerou criticas do setor de turismo e empresarial na Terra do Fogo. "Essa é uma forma barata de se praticar a soberania", disse o presidente da Câmara de Turismo de Ushuaia, na Terra do Fogo, Marcelo Leitti.
Atualmente, a Argentina tem superávit comercial com o Reino Unido, embora a relação tenha registrado uma forte queda no ano passado, em comparação com 2010. De acordo com a consultoria Abeceb, de Buenos Aires, as importações britânicas representam apenas 0,9% de toda a pauta de importados argentinos.
A iniciativa argentina ocorre em um momento no qual o país já vinha implementando medidas para reduzir a entrada de importados e a saída de dólares. Nos últimos dias, os governos do Paraguai e do Uruguai somaram-se às criticas que vinham sendo feitas por setores da economia brasileira ao aumento das exigências impostas sobre as exportações para a Argentina.
Na noite da terça-feira, o governo argentino pediu aos empresários do país que não importem produtos do Reino Unido, substituindo os itens britânicos por similares de outras procedências, de acordo com a mídia argentina. Por telefone, a ministra de Indústria da Argentina, Débora Giorgi, teria feito o pedido a executivos e empresários das 20 principais empresas nacionais e multinacionais instaladas no país que importam produtos do Reino Unido.
Entre os itens que seriam afetados pela medida, estão produtos usados no setor agropecuário, como tratores e inseticidas especiais. "É fundamental que a Argentina decida quem são seus sócios comerciais e estratégicos, e, neste sentido, o governo também quer transmitir um sinal para os que ainda usam o colonialismo como forma de aceder aos recursos naturais", afirmaram assessores do ministério, de acordo com os jornais Clarín e El Cronista.
"Colonialismo"
A palavra “colonialismo” tem sido repetida nos discursos da presidente Cristina Kirchner quando se refere ao Reino Unido e à questão das Malvinas (Falklands, para os britânicos). Neste ano, que marca os 30 anos da guerra entre os dois países em torno da soberania das ilhas, as autoridades argentinas têm intensificado suas criticas aos britânicos. [É bom lembrar que o Reino Unido enfrenta com a Espanha, em relação a Gibraltar, o mesmíssimo problema diplomático que tem com a Argentina.]
A guerra começou em 2 de abril de 1982, com a chegada de tropas argentinas no arquipélago do Atlântico Sul. No entanto, esta é a primeira vez que a disputa é levada ao terreno comercial.
Para o economista Marcelo Elizondo, ex-presidente da Fundação Exportar, ligada ao governo, "não é fácil" substituir as importações britânicas. "Não é fácil substituir estas importações porque elas são de alta qualidade, e não se encontram em qualquer lugar. E este tipo de medida contra um mercado costuma gerar retaliações", afirmou o economista, que trabalha na consultoria DNI (Desenvolvimento de Negócios Internacionais). Ele afirma que, na lista de empresas instaladas na Argentina que exportam para o mercado britânico, estão multinacionais como Cargill e Aceitera General Deheza, além de vinícolas nacionais como Norton e Santiago Grafigna.
A escalada de tensões diplomáticas entre Argentina e Grã-Bretanha passou para o setor comercial depois que dois cruzeiros, que tinham saído das Malvinas, foram impedidos de ancorar na Província da Terra do Fogo, no extremo sul do território argentino. A decisão gerou criticas do setor de turismo e empresarial na Terra do Fogo. "Essa é uma forma barata de se praticar a soberania", disse o presidente da Câmara de Turismo de Ushuaia, na Terra do Fogo, Marcelo Leitti.
Atualmente, a Argentina tem superávit comercial com o Reino Unido, embora a relação tenha registrado uma forte queda no ano passado, em comparação com 2010. De acordo com a consultoria Abeceb, de Buenos Aires, as importações britânicas representam apenas 0,9% de toda a pauta de importados argentinos.
A iniciativa argentina ocorre em um momento no qual o país já vinha implementando medidas para reduzir a entrada de importados e a saída de dólares. Nos últimos dias, os governos do Paraguai e do Uruguai somaram-se às criticas que vinham sendo feitas por setores da economia brasileira ao aumento das exigências impostas sobre as exportações para a Argentina.
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Nova política de privacidade põe Google e UE em rota de colisão
A empresa de internet Google adotou nesta quinta-feira uma nova política
de privacidade apesar dos alertas da União Europeia de que a companhia possa estar violando leis europeias. -- [Ver postagem anterior sobre este assunto.]
Com a nova política, dados coletados pelo serviço de buscas da Google podem ser compartilhadas com outras plataformas do grupo, como YouTube, Gmail e Blogger. Na prática, mais de 60 políticas de privacidade de diferentes sites do Google serão unificadas em uma só. A Google disse que as novas mudanças podem produzir resultados de busca melhores para os usuários que levam em consideração o seu histórico de buscas. Já a União Europeia anunciou que pretende investigar a nova política de privacidade da empresa.
O bloco europeu delegou à Comissão Nacional de Informática e Liberdade (CNIL), órgão que regula o setor na França, a tarefa de investigar o caso em nome do resto da Europa. A CNIL não adiantou quais seriam os pontos da nova política da Google que ferem a legislação europeia, mas disse que pretende mandar uma série de perguntas ao Google até meados de março, como parte da investigação.
O órgão francês fez um apelo à Google para que a companhia adie sua decisão de adotar as novas medidas. "A CNIL e as autoridades de informação da União Europeia estão muito preocupadas com a combinação de dados pessoais em diferentes serviços", afirma uma nota da entidade francesa. "Eles têm grandes dúvidas sobre a legalidade e a justiça destes processos, e se eles cumprem as leis europeias de proteção de dados".
Em resposta, o conselheiro de privacidade da Google, Peter Fleischer, disse que a empresa pretende responder a todas as preocupações da CNIL. "Como vimos diversas vezes na última semana, mesmo com nossa política de privacidade mudando a partir de 1º de março, nosso compromisso com princípios de privacidade continuam fortes como sempre", escreveu Fleischer, em um blog da empresa. A empresa não acatou o pedido do órgão francês de adiar a implementação das medidas.
Entenda as mudanças
O modelo de negócios do Google é baseado no uso de dados coletados junto a seus usuários. Com estas informações, a Google consegue exibir publicidade direcionada aos internautas de acordo com os seus hábitos de navegação. Até 1º de março, as informações dos usuários eram coletadas e mantidas separadamente por cada serviço Google. Isso significa que qualquer pesquisa no YouTube não tinha impacto na publicidade que aparece nas páginas de buscas do Google ou no serviço de e-mails, Gmail.
As novas regras de privacidade não são opcionais. [Isto é um absurdo!] A única forma de o usuário evitá-las é deixando de usar os sites da Google. As mudanças provocaram uma enxurrada de análises e recomendações em sites especializados. Uma das sugestões feitas aos usuários que não querem ser afetados pelas mudanças é entrar na parte de históricos de pesquisa de cada um dos sites, e ficar constantemente apagando tudo o que estiver ali. No caso da página de pesquisas da Google, os dados estão em http://google.com/history
A Google montou uma estratégia de comunicação para informar seus usuários sobre todas as mudanças. Vários serviços da empresa exibiram páginas detalhadas logo que o internauta entrava nos sites. No entanto, alguns grupos criticam que as mudanças não foram bem explicadas. Uma pesquisa de opinião da YouGov revelou que 47% dos usuários do Google na Grã-Bretanha não estavam cientes da mudança na política de privacidade.
Segundo a entidade que faz campanha por mais transparência na internet, a Big Brother Watch, apenas 12% dos entrevistados disseram ter lido as novas regras. "Se as pessoas não entendem o que está acontecendo com seus dados pessoais, como elas conseguirão tomar decisões informadas sobre o uso do serviço?", disse o diretor do Big Brother Watch, que ajudou a fazer a pesquisa da YouGov. "A Google está colocando os interesses de seus anunciantes acima da privacidade dos usuários, e não deveria apressar essas mudanças antes de o público geral entender o que elas significam".
Com a nova política, dados coletados pelo serviço de buscas da Google podem ser compartilhadas com outras plataformas do grupo, como YouTube, Gmail e Blogger. Na prática, mais de 60 políticas de privacidade de diferentes sites do Google serão unificadas em uma só. A Google disse que as novas mudanças podem produzir resultados de busca melhores para os usuários que levam em consideração o seu histórico de buscas. Já a União Europeia anunciou que pretende investigar a nova política de privacidade da empresa.
O bloco europeu delegou à Comissão Nacional de Informática e Liberdade (CNIL), órgão que regula o setor na França, a tarefa de investigar o caso em nome do resto da Europa. A CNIL não adiantou quais seriam os pontos da nova política da Google que ferem a legislação europeia, mas disse que pretende mandar uma série de perguntas ao Google até meados de março, como parte da investigação.
O órgão francês fez um apelo à Google para que a companhia adie sua decisão de adotar as novas medidas. "A CNIL e as autoridades de informação da União Europeia estão muito preocupadas com a combinação de dados pessoais em diferentes serviços", afirma uma nota da entidade francesa. "Eles têm grandes dúvidas sobre a legalidade e a justiça destes processos, e se eles cumprem as leis europeias de proteção de dados".
Em resposta, o conselheiro de privacidade da Google, Peter Fleischer, disse que a empresa pretende responder a todas as preocupações da CNIL. "Como vimos diversas vezes na última semana, mesmo com nossa política de privacidade mudando a partir de 1º de março, nosso compromisso com princípios de privacidade continuam fortes como sempre", escreveu Fleischer, em um blog da empresa. A empresa não acatou o pedido do órgão francês de adiar a implementação das medidas.
Entenda as mudanças
O modelo de negócios do Google é baseado no uso de dados coletados junto a seus usuários. Com estas informações, a Google consegue exibir publicidade direcionada aos internautas de acordo com os seus hábitos de navegação. Até 1º de março, as informações dos usuários eram coletadas e mantidas separadamente por cada serviço Google. Isso significa que qualquer pesquisa no YouTube não tinha impacto na publicidade que aparece nas páginas de buscas do Google ou no serviço de e-mails, Gmail.
As novas regras de privacidade não são opcionais. [Isto é um absurdo!] A única forma de o usuário evitá-las é deixando de usar os sites da Google. As mudanças provocaram uma enxurrada de análises e recomendações em sites especializados. Uma das sugestões feitas aos usuários que não querem ser afetados pelas mudanças é entrar na parte de históricos de pesquisa de cada um dos sites, e ficar constantemente apagando tudo o que estiver ali. No caso da página de pesquisas da Google, os dados estão em http://google.com/history
A Google montou uma estratégia de comunicação para informar seus usuários sobre todas as mudanças. Vários serviços da empresa exibiram páginas detalhadas logo que o internauta entrava nos sites. No entanto, alguns grupos criticam que as mudanças não foram bem explicadas. Uma pesquisa de opinião da YouGov revelou que 47% dos usuários do Google na Grã-Bretanha não estavam cientes da mudança na política de privacidade.
Segundo a entidade que faz campanha por mais transparência na internet, a Big Brother Watch, apenas 12% dos entrevistados disseram ter lido as novas regras. "Se as pessoas não entendem o que está acontecendo com seus dados pessoais, como elas conseguirão tomar decisões informadas sobre o uso do serviço?", disse o diretor do Big Brother Watch, que ajudou a fazer a pesquisa da YouGov. "A Google está colocando os interesses de seus anunciantes acima da privacidade dos usuários, e não deveria apressar essas mudanças antes de o público geral entender o que elas significam".
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