terça-feira, 1 de março de 2011

Nunca faça guerra em terra na Ásia

Sob o título acima a revista de inteligência Stratfor publica hoje um longo e interessantíssimo artigo sobre os diversos problemas enfrentados pelos EUA em suas quatro guerras em território asiático, duas passadas (Coréia e Vietnam) e duas atuais (Afeganistão e Iraque).

Em palestra na academia militar de West Point na semana passada, o Secretário de Defesa americano Robert Gates disse que "qualquer futuro Secretário de Defesa que aconselhar o presidente a enviar novamente à Ásia ou ao Oriente Médio um grande exército terrestre americano deverá ter suas faculdades mentais examinadas". Ao dizer isso, Gates repetia o que disse o general Douglas MacArthur depois da Guerra da Coréia, instando os EUA a evitar guerras terrestres na Ásia. Considerando-se que os EUA envolveram-se  em quatro guerras na Ásia depois da Segunda Grande Guerra -- Coréia, Vietna, Afeganistão e Iraque -- nenhuma delas com resultados satisfatórios ou ideais, parece útil e oportuno fazer três perguntas: - a) por que lutar uma guerra terrestre na Ásia é uma má ideia? - b) por que os EUA parecem compelidos a lutar essas guerras? -- c) qual é a alternativa que protege os interesses americanos na Ásia, sem guerras terrestres em larga escala?

Vale a pena ler o artigo e analisar suas respostas a essas três perguntas. Leia mais.

Incrível demonstração de técnica e equilíbrio!

Governo americano permite primeiro poço em águas profundas na região depois do desastre da BP

O governo americano aprovou ontem a primeira permissão para perfuração do tipo de poço em águas profundas que foi banido no ano passado, depois da catástrofe com o poço da BP, mas resta ver se isso abrirá as portas para o tipo de exploração agressiva e lucrativa que a indústria petrolífera vem demandando. Embora essa aprovação seja considerada um marco pelo órgão competente dos EUA, na realidade significa a retomada pela Noble Energy (uma empresa baseada em Houston) de um poço em que ela já atingiu cerca de 4.000 m -- este poço está localizado a menos de 20 milhas (32 km) do local onde a sonda Deepwater Horizon da BP provocou a catástrofe ecológica do ano passado.

Após o acidente com a BP o presidente Obama impôs uma moratória nas atividades de perfuração em águas profundas de 30 de maio a 12 de outubro do ano passado. Espera-se que a agência responsável por permissões como a dada à Noble Energy autorize novas perfurações nas semanas vindouras. Leia mais.

Também os EUA se curvam ao futebol de Marta

Nossa fantástica jogadora de futebol Marta continua deslumbrando o mundo -- ela é agora a capa da revista Newsweek que está no momento nas bancas do Brasil. Com o título (em tradução livre) de "Quilo por quilo, o melhor jogador de futebol do mundo" (Pound for Pound, the Best Football Player in the World), a revista começa logo no subtítulo a recomendar: "esqueçam Kaká, a mignon Marta é a nova estrela brasileira".

A revista descreve a trajetória de Marta desde a minúscula Dois Riachos, em Alagoas, quando o treinador do time lhe deu um par de chuteiras três tamanhos acima do seu -- "eu posso tê-las de volta" disse ele, e Marta respondeu "não, estão perfeitas". Ela era a única jogadora não só em um time só de homens, mas em toda a liga. Marta "recheou" as chuteiras com papel, usou-as até o fim e acabou com a desconfiança dos que não faziam fé nela -- não tem feito outra coisa desde então. Entre homens e mulheres, ela é a única que em cinco anos seguidos ganhou a Bola de Ouro da FIFA como melhor jogadora do mundo. Leia mais.
Marta Vieira da Silva (João Kehl/Cia. da Foto).

Corte do governo na Educação chega a 3,1 bilhões de reais

Pior do que informei na minha postagem do mês passado, o corte do governo no orçamento do ministério da Educação foi na realidade três vezes maior do que o que ali anunciei. Artigo publicado ontem pelo jornal Estado de S. Paulo informa que esse foi o terceiro maior corte efetuado pelo governo -- o ministério das Cidades, com R$ 8,58 bi de corte, e o ministério da Defesa, com R$ 4,38 bi encabeçam a lista. O artigo do Estadão permite acessar o texto "Nota - Redução de Despesas" emitido ontem conjuntamente pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento, que detalha os R$ 50,1 bi cortados pelo governo.

Ficou ainda mais difícil de entender esse gigantesco corte numa área em que o país é extremamente carente e vai pessimamente das pernas, nos fazendo passar vergonha em relatório recente da ONU sobre a situação da educação no mundo (ver postagem anterior citada no início deste texto). Que país, afinal, quer Dilma construir e nos legar ao final de seu mandato?!

Instituição europeia de segurança de alimentos libera o aspartame

A EFSA, órgão europeu para segurança de alimentos, afirmou ontem que o aspartame -- o adoçante mais usado no mundo em substituição ao açúcar -- não apresenta qualquer risco para a saúde, ao contrário do que dizem dois estudos publicados em janeiro. Um desses estudos analisava um conjunto de adoçantes químicos (dos quais o aspartame era o principal), que provocariam partos prematuros entre as mulheres, e o outro estudo, feito com ratos machos, concluiu que o aspartame provocaria certos tipos de câncer.

"Não há nenhuma prova disponível no estudo Halldorsson que permita afirmar que existe uma relação de causalidade entre partos prematuros e o consumo de bebidas não alcoólicas que contêm adoçantes artificiais", sustenta a EFSA. Por outro lado, "os resultados do estudo Soffritti (sobre o potencial cancerígeno) não fornecem provas científicas que justifiquem a revisão das avaliações anteriores da EFSA relativas ao aspartame", diz a EFSA. Leia mais.

EUA bloqueiam 30 bilhões de dólares em bens líbios

O Tesouro dos EUA bloquearam 30 bilhões de dólares de ativos do governo líbio no país, pertencentes a Kadafi, seus quatro filhos, o governo líbio e suas entidades tais como o Banco Central da Líbia e a Autoridade de Investimentos da Líbia -- "este é o maior montante jamais ocorrido em qualquer programa de sanções", disse David Cohen, subsecretário do Tesouro em exercício para inteligência em matéria financeira e de terrorismo. Cohen disse não ter detalhes dos bens bloqueados, mas afirmou que o bloqueio cobre qualquer banco organizado segundo as leis dos EUA ou qualquer filial ou escritório de um banco americano no exterior. Devido a uma combinação de sanções dos EUA, da União Europeia e do Conselho de Segurança da ONU, Cohen acredita que todos os bens de Kadafi e da Líbia estão bloqueados no mundo.

Em Genebra, líderes americanos e europeus estão concentrados em enviar auxílio para  rebeldes e refugiados, endurecendo as sanções e convocando para uma destituição de Kadafi, que tem governado a Líbia por mais de 41anos. Leia mais.