sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Norte-americana será a nova regente da Osesp em 2012

A regente norte-americana Marin Alsop, 54, assumirá o comando da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de S. Paulo) no início de 2012, em substituição ao francês Yan Pascal Tortelier segundo Arthur Nestrovski, diretor artístico da orquestra. Alsop regeu a Osesp em três concertos no ano passado.

Diretora musical da Sinfônica de Baltimore (EUA), Alsop tem uma vasta e premiada discografia pelo selo Naxos. Em 2007 ela se tornou a primeira mulher a assumir uma grande orquestra nos EUA.

Tendo realizado seu primeiro concerto em 1954, a Osesp é hoje reconhecida nacional e internacionalmente por sua qualidade e excelência. Realizou turnês vitoriosas pela América Latina (2000, 2005, 2007), EUA (2002, 2006, 2009), Europa (2003, 2007, 2010) e Brasil (2004, 2008). Leia mais.
Marin Alsop será a nova regente da Osesp (Marisa Cauduro/Folhapress).

Suiça, um país neutro armado até os dentes

De longa data a Suiça impinge ao mundo a imagem hipócrita de um país "neutro", com um conceito de neutralidade que só os suiços podem conceber e entender. Os famosos canhões suiços Oerlikon, por exemplo, foram fartamente supridos aos nazistas na Segunda Grande Guerra, tendo sido utilizados nas três armas de Hitler (marinha, exército e aeronáutica), mas foram usados também pelas marinhas americana, inglesa e canadense.

No próximo domingo os suiços votarão em um plebiscito sobre a manutenção ou não do porte de armas. Segundo dados de 2007 do Instituto de Estudos Internacionais, de Genebra, enquanto os EUA tinham 90 armas de fogo para cada 100 habitantes, a Suiça tinha 46 para cada 100, sendo superada apenas pelo Iêmen (61) e pela Finlândia (56). A Suiça exporta material bélico para mais de 70 países, um negócio que lhe rendeu 727 milhões de dólares em 2009 e gerou mais de 6.000 empregos. Apesar dessas estatísticas, Pierre Rusconi, presidente regional da União Democrática de Centro, a principal força política do país, não crê que a exportação de armas coloque em questionamento a neutralidade e a vocação pacifista da Suiça, nem seu papel de mediador eficiente em conflitos internacionais ... Não é impressionante?!! Dando sequência à hipocrisia tipicamente suiça desse raciocínio, ele completa dizendo que "as fábricas de armas foram criadas na Segunda Guerra Mundial para permitir ao país ser independente militarmente, e "tentar" (as aspas são minhas) evitar a venda de armas para países beligerantes". Esse cidadão fala como se o resto do mundo fosse ignorante e não soubesse pelo menos da história da Oerlikon ... Tobia Schnebli, ativista do Grupo por uma Suiça sem Exército (GSse) afirma que "os jornalistas internacionais que estão cobrindo a revolta no Egito foram ameaçados pelo exército nacional com fuzis suiços". Leia mais.

Os mais ricos se armam ainda mais, depois do fim da interdição de armas em Washington

De acordo com dados da polícia do Distrito Federal (Washington, EUA), nos 2,5 anos desde que a Suprema Corte encerrou a interdição de handguns nessa região, centenas de residentes dos bairros mais seguros e abastados de Washington se armaram muito mais, com maior número de armas registradas, do que os moradores dos bairros mais pobres e inseguros da cidade (handgun é a denominação americana para as armas que são seguras e acionadas com uma só mão).

Desde a decisão da Corte, mais de 1.400 armas de fogo foram registradas na polícia do DF -- dessas, cerca de 300 se localizam nas áreas de alta renda e baixa criminalidade de Georgetown, Palisades e Chevy Chase. Leia mais.
Michael Grinage, 54 anos, segura uma arma de fogo (handgun) que comprou, depois que a cidade permitiu a propriedade desse armamento. Ele a mantém carregada em um cofre. (The Washington Post)

A impressionante pujança financeira dos 20 maiores clubes de futebol do mundo

As receitas combinadas dos 20 maiores clubes de futebol do mundo ultrapassaram pela primeira vez os 4 bilhões de euros no exercício 2009-2010 -- mais exatamente 4,3 bilhões, um aumento de 8% em relação ao exercício anterior -- "o que mostra a impressionante resistência desse esporte num contexto de crise mundial", afirma a consultora Deloitte num relatório recente.

O Real Madri permanece como o clube de futebol mais rico do mundo, pelo sexto ano consecutivo -- com 438,6 milhões de euros no exercício 2009-2010, ele supera o Barcelona (398,1 milhões) e o Manchester United (349,8 milhões). Depois vêm o Bayer Munich (323 milhões), o Arsenal (274,1 milhões), o Chelsea (255,9 milhões), o Milan (235,8 milhões), o Liverpool (225,3 milhões), o Inter de Milão (224,8 milhões) e o Juventus (Torino, Itália, 205 milhões).

Os vinte primeiros clubes colocados sob esse critério pertencem todos aos campeonatos das grandes ligas: Inglaterra (7 clubes), Itália (4), Alemanha (4), Espanha (3) e França (2). Leia mais.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Os primeiros dias de Dilma Rousseff no governo

Como não só não votei nela, como fiz campanha contra ela, sinto-me à vontade para expressar minha opinião sobre os  primeiros quase 45 dias de Dilma Rousseff no governo. Pontos a registrar:
  • ficamos livres da verborragia de Lula, Nosso Pinóquio Acrobata (NPA), que aproveitava qualquer motivo e qualquer local para deitar falação -- Dilma é mais sóbria e contida, e respeita mais a liturgia do cargo;
  • Dilma reagiu prontamente à tragédia na região serrana do Estado do Rio, indo ao local nas primeiras 24 ou 48 horas do ocorrido, e o fez discretamente, ao contrário do NPA;
  • Dilma reagiu também prontamente à tentativa de chantagem e pressão do PMDB no caso da presidência de Furnas, nomeando rapidamente Flavio Decat para substituir o lambão Carlos Nadalutti e sinalizando que ditará as regras no setor elétrico;
  • mostrou que preza sua autoridade e irá exercê-la, puxando a orelha do general que abordou tema sensível sem consultá-la e demitindo antes de empossá-lo um quase-secretário da área de entorpecentes, que emitiu opinião sobre tema de política de governo nessa área também sem consultá-la;
  • já afirmou sua preocupação com o respeito aos direitos humanos e afirmou claramente sua discordância com a atitude adotada pelo NPA a esse respeito com o Irã;
  • reagiu com firmeza e energia ao apagão elétrico que desligou grande parte do Nordeste, dirigindo pessoalmente reunião de horas com o ministro e os técnicos do setor; não aceitou a primeira explicação dada por eles, que acabaram por reconhecer que houve uma segunda causa para o problema -- e fez tudo isso entre quatro paredes, sem estardalhaço e sem a síndrome de palanque do NPA;
  • já assumiu as rédeas das negociações da compra dos jatos para a FAB, sem submissão às sinalizações prévias do NPA e do ministro da Defesa, Nelson Jobim, favoráveis ao caça francês Rafale;
  • já fez um pronunciamento sóbrio ao país sobre a importância que a educação terá no seu governo.
A continuar nesse ritmo, darei com prazer minha mão à palmatória e me converterei em um dilmista.

Empresa aérea Azul fará do Galeão seu segundo centro de operação no país

A empresa Azul - Linhas Aéreas Brasileiras anunciou hoje que quer dobrar para 14 milhões, até o final deste ano, o número de passageiros por ela transportados -- ontem a companhia comemorou a marca de 7 milhões de passageiros transportados desde sua fundação em 2008. Como parte dessa estratégia de crescimento, a empresa começou a voar a partir do Galeão desde o dia 1˚ deste mês de fevereiro, e pretende fazer desse aeroporto seu segundo principal centro de distribuição de vôos no país, apesar dos problemas de infraestrutura que ele enfrenta. Essa decisão contraria a postura inicial da companhia, que pretendia fazer do Santos Dumont (no qual ela opera desde 2009) esse segundo centro. Ver postagem anterior sobre isso.

Irã inquieto com vinda ao Brasil de iraniana agraciada com Prêmio Nobel

O Irã aparenta estar inquieto com a vinda ao Brasil da advogada iraniana Shirin Ebadi -- agraciada com o Prêmio Nobel em 2003, ela está exilada no Reino Unido desde junho de 2009 devido à perseguição do governo iraniano contra os críticos do regime. Shirin Ebadi é a fundadora do Centro para Defesa dos Direitos Humanos no Irã.

Sob o título "O que Shirin Ebadi está procurando no Brasil?" um artigo do jornal digital iraniano Mehrnews publicado ontem faz conjeturas sobre os "reais" motivos por trás da visita programada dessa ativista ao Brasil. Inicialmente, o artigo diz que, apesar das pressões dos EUA e de outros países ocidentais, o ex-presidente Lula e as atuais autoridades brasileiras têm "até agora" (as aspas são minhas) apoiado o pacífico programa nuclear iraniano, com base nos princípios de justiça e independência.

Argumentando que as pressões das potências ocidentais contra o programa nuclear do país visavam não só evitar que o Irã fizesse avanços nessa área, mas também que, se prevalecesse, a chamada Declaração de Teerã (assinada por Brasil, Irã e Turquia) pudesse ampliar a estatura de Lula no cenário internacional, o artigo especula que Shirin Ebadi estaria vindo ao Brasil a mando daquelas potências para, tirando partido da posição de Dilma Rousseff com relação à questão dos direitos humanos, tentar colocar mais pressão sobre o programa nuclear iraniano com base nesse fundamento. Shirin tentaria convencer as autoridades brasileiras a distanciar-se do Irã. Leia mais.
Shirin Ebadi, novembro de 2005.