terça-feira, 4 de novembro de 2014

Lista extremamente incompleta de alguns dos marajás do PT

Em postagem anterior mostrei como a Itaipu Binacional virou um centro de acolhimento de petistas, da presidência da empresa ao seu Conselho de Administração. Mas isso é mixaria, frente a outros protegidos do partido que em priscas eras se dizia defensor e praticante da ética na política e na administração pública, e agora tem membros expulsos por quebra de decoro parlamentar (uns gatos pingados usados como bois de piranha) e nada de braçada no oceano de corrupção da Petrobras. Segue abaixo uma super-hiper-mini-lista dos marajás do PT. Isso é apenas o cocurutozinho do gigantesco iceberg de benesses e mordomias do PT a seus cupinchas país afora. Meritocracia sistemática? Esquece. Requisito essencial: ter a carteirinha com o número 13.  Ajuda uma barbaridade: ser amigo e/ou baba-ovo do NPA (Nosso Pinóquio Acrobata, Lula).

Jair Meneguelli

Ferramenteiro da Willys Overland, tornou-se presidente do Sindicato de Metalúrgicos de São Bernardo do Campo em 1981. Presidiu a CUT do Estado de São Paulo e é integrante do Partido dos Trabalhadores. Preside o Conselho Nacional do Sesi desde 2003. Quando operário, seu salário não chegava a R$ 2 mil, hoje no Sesi há meses em que ganha quase R$ 60 milsomando ao salário uma “verba de representação”. Vive cercado de mordomias. O orçamento do Sesi para 2014 apresenta receita estimada de R$ 1.297.804.583,00.



Jair Meneguelli e o NPA (Nosso Pinóquio Acrobata, Lula) - Foto: Google

Marlene de Araújo

Esse é o nome com que figura na lista de empregados do Sesi, mas seu nome civil inclui um "Lula da Silva" -- ela é casada com o quarto filho do NPA (Nosso Pinóquio Acrobata, Lula), Sandro Luís Lula da Silva. Ganha R$ 13.500,00 e raramente aparece no emprego. Ela é apenas um dos fantasmas vermelhos que, segundo descobriu a Controladoria-Geral da União, a CGU, habitam o Sesi de São Bernardo do Campo.  

Márcia Regina Cunha

É um dos fantasmas do Sesi de Brasília. Mulher do ex-deputado João Paulo Cunha (PT-SP), ganha R$ 22 mil e está contratada desde 2003. Foi Márcia quem buscou os R$ 50 mil, em dinheiro vivo, que João Paulo recebeu de Marcos Valério – ele dizia que ela fora ao banco pagar a conta de TV a cabo.

Sandra Cabral

Sindicalista, amiga do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, é chefe de gabinete de Jair Meneguelli no Sesi com salário de R$ 36 mil.

Osvaldo Bargas

Petista, foi o número dois de Jair Meneguelli quando este presidiu a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Ganha R$ 33 mil no Sesi.

João Vaccari Neto

É um bancário e sindicalista brasileiro. Ele é o secretário de Finanças e Planejamento do Partido dos Trabalhadores (PT) e foi presidente da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo), cooperativa conhecida pelo Caso Bancoop, por ser supostamente usada para beneficiar o caixa dois do PT. Vaccari foi apontado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa como elo do PT com o megaesquema de desvio de dinheiro da estatal, mas continua a fazer parte, oficialmente, do grupo de conselheiros da hidrelétrica indicados pelo governo federal. Recebe cerca de $ 20 mil pelo cargo em Itaipu. Pressionado pelo noticiário negativo a seu respeito, comunicou que irá deixar o Conselho de Administração da Itaipu Binacional, sem porém definir a data em que o fará.

Paulo Okamoto


Metalúrgico, trabalhou como fresador de ferramentaria na Inbrac. Foi da diretoria do sindicato dos metalúrgicos do ABC em 1981,no primeiro mandato de Jair Menegueli, como diretor de finanças. Cumpriu mais dois mandatos como segundo secretario e diretor do departamento jurídico. Em 1989 coordenou, junto com José Dirceu, Cezar Alvarez e Rui Falcão, a primeira campanha do então candidato a presidente o NPA - primeira eleição presidencial depois de mais de 20 anos de ditadura militar. É conhecido como amigo muito próximo do NPA, e dirige o Instituto Lula. Diz-se que foi o porta-voz do PT junto a Marcos Valério, para garantir que ele não abrisse o bico sobre detalhes do mensalão que não vieram à tona. Em 2003 Paulo Okamotto assumiu a diretoria de administração e finanças do Sebrae - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e em 2005 foi eleito presidente do Sebrae, cargo que que ocupou ate 2010, ganhando um salário acima de R$ 20 mil.
Okamoto teve envolvimentos não esclarecidos com a CPI dos Bingos e com o pagamento de R$ 29,4 mil de uma dívida do NPA com o PT.

Wilson Santarosa

Ex-dirigente do Sindicato dos Petroleiros de Campinas, foi nomeado no início do governo do NPA para o cargo de gerente de comunicação estratégica da Petrobras -- hoje é responsável pela Comunicação Institucional da empresa, diretamente subordinado à presidência da empresa. Entrou na estatal como operador de refinaria. Deixou o cargo de presidente do Conselho Deliberativo da Petros (fundo de pensão da Petrobras) em junho de 2011. Quando acumulava os dois cargos, chegou a ganhar R$ 704 mil por ano de rendimento (mais de R$ 58 mil/mês). Em 2007, Santarosa recebeu da Petrobras a bolada de R$ 557.519,38 entre salários e outros bônus -- o montante, que não inclui o valor do 13º salário, indica que só da estatal Santarosa recebeu em torno de R$ 45 mil por mês Conseguiu emplacar sua mulher, Geide Miguel Santarosa, como ouvidora da BR Distribuidora, com salário acima de R$ 10 mil. Foi pelo menos duas vezes a Paris assistir ao torneio  de tênis de Roland Garros com tudo pago pela empresa Koch Tavares, então patrocinada pela Petrobras (só em 2008 ela recebeu R$ 8,3 milhões da estatal) , conforme denúncia do jornal O Globo em 05/7/2009 (ver também aqui).

Outros ex-dirigentes sindicais lotados na Petrobras

Em 2009, estavam lotados em diretorias da estrutura da Petrobras os ex-dirigentes sindicais Erasmo Granado Ferreira, Gilberto Puig Maldonado, José Manoel Carlos Figueiredo, José Aparecido Barbosa, Marcelo Ranúzia e Rosemberg Evangelista Pinto. Erasmo ocupa o cargo de coordenador de crises, e Maldonado é gerente de comunicação interna. Os demais dirigentes foram nomeados como gerentes regionais de comunicação. 

Os vencimentos dos ex-gerentes lotados no departamento de comunicação chegavam à bolada de R$ 40 mil por mês. Um exemplo: demitido em 1993 durante uma greve da categoria e readmitido em 2004, Erasmo, que foi diretor do Sindipetro em São Paulo, recebeu em 2007 da Petrobras a quantia de R$ 515.624, sendo R$ 332.334, de salários e bônus e mais RS$ 183.290 mil de horas extras e verbas indenizatórias. Os demais funcionários do departamento tiveram vencimentos semelhantes. 

A exemplo de Wilson Santarosa, então gerente de comunicação estratégica da Petrobras, os salários dos demais funcionários do departamento também sofreram um reajuste de 9,8% em 2008. No mesmo patamar salarial de Santarosa estão também os gerentes de Recursos Humanos, Diego Fernandes, e de Desenvolvimento Energético da Diretoria de Gás e Energia da Petrobras, Mozart Schimitt de Queiroz, conhecido como Nonô. Ex-dirigente sindical em Mauá, Diego Hernandes recebeu em 2007 R$ 560.280,69 de vencimentos da estatal. Com o reajuste do ano passado, os vencimentos do ex-sindicalista chegaram a RS$ 616 mil, o que significou uma mesada mensal de cerca de R$ 50 mil por mês. Ex-diretor do Sindipetro do Rio de Janeiro em 2001, Mozart recebeu vencimentos bem próximos ao de Hernandes. 

José Eduardo Dutra

Foi presidente do Sindicato dos Mineiros do Estado de Sergipe (Sindimina) no período de 1989 até 1994 e dirigente nacional da Central Única dos Trabalhadores (de 1988 até 1990). Foi presidente da Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras de 2 de janeiro de 2003 até 22 de julho de 2005. Hoje é Diretor Corporativo e de Serviços da Petrobras. É um dos grandes salários de ex-sindicalistas  petistas nomeados pelo partido na esfera federal.

Perguntinha inocente -- Aparelhamento petista da Petrobras e corrupção gigantesca na empresa: gêmeos siameses ou apenas univitelinos ?...

Apropriação política da Lightpar 

Presidente da Light Participações (Lightpar) de março a outubro de 2005, o engenheiro Joaquim Francisco de Carvalho afirmou em fevereiro de 2010 que o governo do NPA aparelhou a estatal desde o primeiro mandato com pessoas ligadas ao PT e ao PMDB. Segundo ele, diretores da empresa recebiam salários que superavam R$ 14 mil mensais, além de gratificações. A Lightpar, depois transformada em Eletrobrás Participações (Eletropar), tinha como única atribuição acompanhar a massa falida da Eletronet, empresa dona de 16 mil km de rede de fibra óptica em 18 estados.

"A Lightpar virara cabide de emprego. Enviei na época carta ao ministro de Minas e Energia (Silas Rondeau) sugerindo que fosse desativada. Ela entrara em regime autofágico, existiria apenas para pagar salários de funcionários sem atividade.
Fazia parte do quadro da Lightpar Nelson Rocha, ex-secretário estadual da Fazenda do Rio na gestão de Benedita da Silva (PT). Ele era diretor financeiro. Também estava no quadro Agenor de Oliveira, sindicalista de Furnas e sambista profissional. Era o diretor administrativo.

Carvalho foi substituído pelo sindicalista Rogério Silvaque, na gestão de Marta Suplicy (PT), foi chefe-de-gabinete da Prodam, empresa de processamento de dados da cidade de São Paulo.

____________

PS - O mesmíssimo partido que gerou e sustenta, às nossas custas, gente como os sanguessugas acima e um número incontável de outros parasitas pelo país afora recebeu há cerca de 2 semanas o apoio e o estímulo de 54 milhões de masoquistas para continuar a fazer as lambanças que faz há 12 anos, deitando e rolando no nosso berço esplêndido.












4 comentários:

  1. Alfredo Vieira Castinheiras4 de novembro de 2014 16:00

    Temos que pressionar o Congresso pelo impeachment de Dilma, em seguida, ações criminais contra ela e todos os membros dessa enorme quadrilha.

    ResponderExcluir
  2. da Dilma? e do Tucanato, nada? Não foram eles que iniciaram o mensalão, que com muita manobra até hoje não foram julgados? e as privatizações? no caso da Vale o dinheiro recebido pela venda correspondeu o mesmo valor que tinha em caixa no dia.
    Quantos grandes protetores da Pátria !!!!

    ResponderExcluir
  3. Recebido por email de César Cantu, em 04/11:

    Compete ao governo indicar os seus representantes nas conselhos das empresas mistas e estatais e nos cargos de confiança.

    Durante décadas, o pais foi governado pelos representantes das elites econômicas e, logicamente, essas eram as pessoas indicadas para esses cargos. Tudo normal, ninguém denunciava nada.

    O PT, representante dos trabalhadores, vai indicar quem? Empresários, banqueiros, grandes capitalistas? Logicamente, vai indicar representantes de trabalhadores, sindicalistas e outros. Isso não pode. Afinal, é muito elevado, ainda, o complexo de vira-lata. E as elites colocam os seus serviçais, pagos ou gratuitos, para denunciar o que nunca foi denunciado anteriormente.

    Non-sense.

    ResponderExcluir
  4. Qual o seu e-mail? Vamos incrementar e atualizar essa lista!

    ResponderExcluir